ESCOLA SEM PARTIDO – O que Bossonaro e seu ministro da Educação pretendem realizar. Na opinião de Aloizio Mercadante

MERCADANTE 2SOBRE A INDICAÇÃO DO NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

 

 

ESCOLADesempenhei muitas funções na vida pública, mas seguramente a mais nobre e gratificante, a mais complexa e desafiadora, foi a de ser ministro da Educação do Brasil.

Quero expressar com humildade, mas com franqueza, minhas preocupações com o futuro da educação no governo Bolsonaro.

A escolha do teólogo colombiano Ricardo Vélez Rodríguez para ocupar o cargo de ministro da Educação causa imensa preocupação na comunidade acadêmica e educacional.

Diferente de outros nomes de caráter técnico que vinham sendo ventilados e que foram vetados pela bancada evangélica e conservadora, Rodríguez, apesar de professor com erudição, títulos de mestrado e doutorado e intimidade com escolas militares, representa a opção ideológica religiosa e de ultradireita.

Ele parece não possuir qualquer relação ou histórico de formulação, acompanhamento ou contribuição para o MEC, ou sobre a política educacional brasileira e seus imensos desafios.

A primeira grande preocupação é seu alinhado incondicional ao movimento “Escola Sem Partido”, que sob o falso dogma da verdade e da neutralidade desrespeita frontalmente a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), porque atenta contra o livre exercício do magistério, a liberdade de cátedra e tenta acabar com a pluralidade de ideias na aprendizagem.

A escola deve, acima de tudo, ensinar as crianças e jovens a aprenderem a estudar e a pensarem. A censura seguramente não é o melhor caminho. Um movimento que estimula que alunos delatem professoras e professores, não pode ser o futuro da educação.

Uma iniciativa que viola o princípio da autonomia didático-científico das universidades, assegurado pelo art. 205 da Constituição, não pode ter amparo legal. As aulas estão protegidas pelo direito autoral e as professoras e os professores não podem ser amordaçados.

Uma segunda grande preocupação é que o futuro ministro do governo Bolsonaro já deu mostras do modelo autoritário e obscurantista que pretende impor ao sistema educacional brasileiro.

Simpático da monarquia, regime rechaçado pelo povo brasileiro no plebiscito de 1993, Rodríguez declarou que ““todas as escolas deveriam ter Conselhos de Ética que zelassem pela reta educação moral dos alunos”.

E “reta educação” definida por quem? Toda orientação pedagógica do MEC tem sido marcada, historicamente no período democrático, pela pluralidade, diversidade e respeito às opões dos professores e professoras em sala de aula.

Todas as iniciativas do MEC respeitam as redes municipais e estaduais e procuraram assegurar a mais ampla liberdade no processo de aprendizagem dos estudantes brasileiros.

A escola deve ser um espaço de convivência, de respeito integral aos direitos humanos, que precisa valorizar uma cultura de paz e de respeito ao outro, aberto ao debate das ideias, procurando dialogar com as mais diversas correntes do pensamento.

A convivência educacional deve ser inclusiva, plural, laica, republicana, respeitosa e democrática.

A terceira preocupação é que as declarações iniciais do futuro ministro rompem com um processo histórico iniciado desde a transição democrática de conceber a política educacional como uma política de Estado, na qual cada gestão procura aprimorar, corrigir, agregar, inovar, mas dando continuidade e consolidando os avanços dos períodos anteriores.

Ele parece vir para dividir, ideologizar, atacar concepções teóricas, políticas e pedagógica, quando sinaliza que tentará impor de forma autoritária, como ocorreu no período da ditadura militar, uma visão conservadora e fundamentalista na educação.

Ao querer impor os livros didáticos que deverão ser utilizados por todas as escolas do país, como defende o ‘Escola Sem Partido’, ou rever o debate histórico para que os estudantes celebrem a ditadura militar como sugerem alguns de seus pares, Rodríguez demonstra total desconhecimento sobre o sistema educacional brasileiro.

A LDB garante a autonomia administrativa e pedagógica dos sistemas de ensino, dos estados e municípios, além da autonomia universitária. Assegura também a construção de projetos pedagógicos em que as escolas promovam o debate e a formação crítica de seus estudantes.

Ou seja, as professoras e os professores escolhem entre uma série de livros didáticos recomendados pelo Ministério, por comissões formadas por professores e pesquisadores independentes, com base na pluralidade pedagógica, em sintonia com as bases curriculares elaboradas a partir de diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação.

A imposição de um debate unicamente ideológico afasta o país do debate real em torno dos imensos desafios da educação.

A quarta preocupação é que o ministro deveria iniciar suas declarações afirmando que sua bússola será o Plano Nacional de Educação, aprovado como lei complementar por todos parlamentares do país em 2014.

É um imenso desafio, mas as macrometas e estratégias são as diretrizes fundamentais de uma política de Estado para a educação brasileira, em todos os níveis. Conhecendo e se comprometendo com o PNE, o ministro deveria estar verdadeiramente preocupado com a meta 20, ou seja, com o financiamento público para a educação, da qual dependem quase todas as outras.

Seria importante uma manifestação contra a PEC 95, que impõem um teto declinante para os gastos públicos para os próximos vinte anos, ou ainda, contra o fim do piso constitucional que vinculava as receitas fiscais para a educação, ou pelo menos, contra o desmonte das vinculações dos royalties do petróleo e do fundo social do pre-sal para a educação.

Esse posicionamento é indispensável para a aprovação do novo Fundeb, que distribui recursos para os estados e municípios e que terá que ser votado em 2019. Igualmente determinante para a manutenção do piso salarial dos professores, que muitos municípios e estados não cumprem.

O futuro ministro deveria se opor ao fim da política de cotas para as universidades públicas, defendida por seu candidato a presidente, porque os estudantes das escolas públicas representam 87% das matrículas no ensino médio.

O ministro deveria alertar seu presidente que defender o acesso diferenciado nas universidades públicas para as famílias de baixa renda, negros e indígenas é indispensável para superar o verdadeiro apartheid educacional que tivemos ao longo da história do Brasil.

Na nossa perspectiva, o ministro deveria ter como absoluta prioridade a valorização e aprimoramento da formação inicial e continuada das professoras e dos professores e ter como eixo estruturante de todas as ações a melhoria da qualidade da educação brasileira, das creches à pós-graduação.

Deveria estar estudando como aprimorar o processo de alfabetização e fortalecer o Pacto Nacional pela Alfabetização. Deveria se debruçar sobre os imensos desafios de melhorar o desempenho dos estudantes no Ideb, no Pisa e no Sinaes, um sistema avançado de avaliação de desempenho.

Resgatar o Pronatec e fortalecer a educação técnica e profissionalizante. O ministro deveria estar defendendo o Enem, que foi a grande porta de oportunidades para o acesso dos estudantes da escola pública ao Fies, ao Prouni, às Cotas e às Universidades Públicas.

O problema da educação brasileira não é reforçar o preconceito e estimular a discriminação aos diferentes, não está em tentar impor uma ideologia aos professores e estudantes, qualquer que ela seja, mas fortalecer a democracia nas escolas e uma cultura de aprendizagem, valorizando os professores e professoras.

O trabalho do MEC está em aprimorar as políticas de inclusão, de acesso, de permanência e, principalmente e acima de tudo, trabalhar incansavelmente pela melhoria de qualidade da educação brasileira.

Futuro ministro, uma humilde sugestão, ponha os pés no chão das salas de aula, conheça a realidade das escolas e suas dificuldades, converse e dialogue com os diretores e diretoras, com as professoras e professores, com todo tipo de estudantes, inclusive as pessoas LGBTS+, porque elas também estudam, muitas vezes sofrendo bulling e discriminações.

Ministro esteja aberto e conheça o dia a dia da escola, porque com todas as limitações e desafios, todos podem aprender, inclusive os ministros, e falo por conhecimento próprio. E na educação, não seria melhor: “respeito acima de tudo e democracia acima de todos”?

Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educação

Museu da Colômbia permite entrada de nudistas em exposição de nus

Um total de 56 pessoas ficaram nuas por quatro horas na Casa Museu Pedro Nel Gómez

nus3Nus em todos os lugares. Corpos sem roupas decoram as paredes de um museu na cidade colombiana de Medellín, e o fim de semana permitiu uma excursão sem precedentes para 504 nudistas.

Um total de 56 pessoas ficaram nuas por quatro horas na Casa Museu Pedro Nel Gómez, que presta homenagem ao falecido artista cafeeiro que no século anterior foi reconhecido por seus trabalhos com humanos sem roupa.

“O objetivo da atividade é artístico e outro de desenvolvimento humano relacionado à liberdade de viver nu”, disse Rafael Sandoval, coordenador de comunicação da Nude Community Another Story, à AFP.

nusO museu exibe 120 obras do artista colombiano, que morreu em 6 de junho de 1984 em Medellín, como parte da exposição “O nu, manifesto e liberdade”.

“Eu conhecia algumas das obras de Pedro Nel, mas não sabia que tinha tanto nu, era incrível estar nua no meio de tanto nu”, disse Ana Castañeda, uma mulher de 30 anos que descobriu “o maravilhoso mundo do nudismo” há um ano e meio.

Segundo Sandoval, a atividade de sábado é única no mundo, já que apenas alguns locais em Paris e Viena permitiram “experiências semelhantes”, mas em que nudistas foram misturados a visitantes vestidos.

Embora a exposição esteja em cartaz há vários meses, no sábado foi aberta exclusivamente para nudistas, a maioria homens, que também receberam uma visita guiada e uma oficina de curadoria.

“A demanda foi bastante alta e é provável que se repita, embora isso dependa do museu”, acrescentou Sandoval, cuja comunidade agrupa mais de 800 nudistas.

O pintor, muralista e escultor Pedro Nel Gómez muitas vezes escandalizou uma sociedade profundamente conservadora como a colombiana com obras que buscavam justificar a naturalidade e o sentido estético do corpo humano nu.

Suas criações foram exibidas em Roma, Bogotá e Medellín, entre outras cidades.

 

Barléu (Livro que destaca os oito anos do Governo de Maurício de Nassau) ganha nova edição pela Cepe 371 anos depois de ser lançado

Livro, que destaca os oito anos do Governo de Maurício de Nassau, é considerado um dos mais importantes documentos do século XVII

Vista do Recife e da cidade maurícia a partir dos arrecifesConsiderado um dos mais importantes documentos para se entender o Brasil do século XVII e o período holandês em Pernambuco, Barléu – História do Brasil sob o governo de Maurício de Nassau (1636 – 1644), ganha uma nova edição em português 371 anos depois de ser publicado.

A obra, com o selo da Cepe Editora, traz uma versão inédita para o português, a partir da tradução do original em latim para o inglês, feita pela pesquisadora holandesa radicada nos Estados Unidos Blanche T. van Berckel-Ebeling Koning (1928-2011), que assegurou mais clareza ao texto histórico.

CAPA - BARLEU(1)O lançamento acontecerá no dia 25 de novembro, às 16h, no Instituto Ricardo Brennand, na Várzea.

O livro foi uma encomenda do próprio conde quando de sua volta à Europa, em 1644, preocupado em destacar seus feitos durante os oito anos em que esteve à frente do governo holandês no Brasil.

Para tanto, escolheu Caspar van Baerle (1584-1648), poeta, acadêmico, filósofo e um dos mais renomados humanistas das Províncias Unidas dos Países Baixos que, apesar de nunca ter vindo ao Brasil, compôs a obra em caráter laudatório em dois anos, a partir de acervo reunido do período (relatos oficiais em holandês, cartas, entre outros documentos).

Ilustrações e mapas de Frans Post e Georg Marcgraf, que acompanharam Maurício de Nassau ao Brasil, também foram incluídos na publicação.

A obra traz informações preciosas sobre o Brasil Colônia, como hábitos dos núcleos urbanos, relatos de batalhas, fauna e flora e, inclusive, o posicionamento de Nassau sobre alguns temas, como a escravidão.

No prefácio, por exemplo, Blanche pondera que o texto de Barléu não menciona a opinião do governador sobre o assunto:

“Assim como o padre Vieira, ele não poderia advogar pela abolição da escravatura, mas condenava o modo que os escravos eram tratados a bordo de navios durante a infame passagem da Costa da África para a América do Sul”.

A primeira tradução integral para o português do texto de Barléu é de autoria de Cláudio Brandão (1894-1965), de 1940, em edição do Ministério da Educação, pela passagem do tricentenário da ocupação holandesa no Brasil.

O editor da Cepe, Wellington de Melo, compara a versão clássica de Cláudio Brandão à tradução da holandesa. “Blanche torna o texto acessível para o leitor contemporâneo, que gosta de história, mas não é necessariamente um historiador.

A partir da profusão de notas produzidas, a tradutora esclarece trechos que ficaram obscuros”, ressalta.

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Serviço:

Lançamento de Barléu História do Brasil sob o governo de Maurício de Nassau


Quando: Dia 25 de novembro, domingo

Hora: 16 horas

Onde: Instituto Ricardo Brennand

Endereço: Rua Mário Campelo, 700 – Várzea, Recife

Preço do livro; R$ 90,00 e  R$ 28,00 (e-book)

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Contato para entrevistas:
Wellington de Melo – 3183.2782/ 9.9589.7777
Assessoria de Imprensa da Cepe: 3183-2770
Roziane Fernandes: 9.9748-6072
Carolina Botelho: 9.8666-5106
Moema Luna: 9.9967-9743
 

Pernambuco quebra recorde nas Paralimpíadas Escolares. Gravatá trouxe duas medalhas

Maria Raiane da Silva, da Escola Cônego Eugênio (Gravatá – PE) e Wanderson Monteiro, do EREM Devaldo Borges, em Gravatá, no tênis de mesa individual Classe 7M  trouxeram medalhas para Gravatá

paraCom 26 pódios nos três dias de competição, o estado consegue seu maior número de medalhas na competição.

Pernambuco mostrou que tem quantidade e qualidade nas Paralimpíadas Escolares, que se encerraram hoje (23) após três dias de disputas.

O estado enviou sua maior delegação da história da competição, com 49 membros entre atletas, técnicos e oficiais.

Esse aumento foi sentido e levou ao maior número de medalhas já conquistadas por Pernambuco na competição, que neste ano, foi realizada em São Paulo. Foram 26 medalhas no total, dez ouros, onze pratas e cinco bronzes, em um total de onze pódios a mais do que os 15 conquistados na edição 2017.

No primeiro dia da competição (21), Pernambuco já mostrou sua força levando nove medalhas. João Pedro Albuquerque, do Colégio Militar (Petrolina – PE), conquistou duas medalhas de ouro no atletismo (60m e salto em distância).

Alfredo Silva, da Escola São Sebastião (Ouricuri – PE), também conseguiu ouro, na prova dos 75 metros do atletismo.

Na natação, o ouro foi para Fábio Vitório, do Colégio Marechal Gaspar Dutra, nos 100m costas.

Os paratletas João Pedro Albuquerque e Alfredo Silva também conseguiram medalhas de prata nas provas de lançamento de pelota e lançamento de dardo, respectivamente.

Joyce Silva, da Escola Municipal CAIC (Pesqueira – PE), também ficou com as pratas no arremesso de peso e 100m.

Maria Raiane da Silva, da Escola Cônego Eugênio (Gravatá – PE), finalizou o dia recheado de pódios com um bronze no tênis de mesa.

Na quinta-feira o ritmo não diminuiu e Pernambuco, com mais oito medalhas, empatou o recorde anterior (17 medalhas em 2016) com um dia de disputas sobrando nas Paralimpíadas.

Wanderson Monteiro, do EREM Devaldo Borges, em Gravatá, levou o bronze no tênis de mesa individual Classe 7M.

No arremesso de peso conseguimos a prata com Jonathan Marcelo, da Escola Arruda Marinho, em Pesqueira.

O primeiro ouro do dia veio com Felipe Cavalcante da APAE Petrolina, campeão nos 400 metros Classe T37. Ele também levou o bronze no salto em distância. A natação fechou o dia com mais quatro medalhas.

Ana Beatriz Gomes, do EREM José de Lima Júnior, em Carpina, foi ouro nos 100 metros nado peito categoria SB8 e prata nos 100 metros livres categoria S9.

O outro destaque das piscinas foi Fábio Vitório. Ele já tinha levado um ouro no primeiro dia e no segundo garantiu duas pratas na categoria S8 nos 100 metros livre e 100 metros peito.

O último dia das Paralimpíadas Escolares viu mais uma chuva de medalhas para nosso estado e a quebra do recorde. No total, foram quatro ouros, três pratas e dois bronzes conquistados hoje.

Na natação Vitória Siqueira, da Escola Arão Peixoto de Alencar (Ipubi -PE), foi ouro nos 50m borboleta e prata nos 50m livre S6 categoria B. Ana Beatriz Gomes ficou com bronze 50 metros livre Categoria SB8 e Fábio Vitório Cândido terminou com a prata nos 50m livre Categoria S8.

No tênis de mesa, Maria Raiane da Silva conquistou a medalha de bronze na classe 6 a 8 infantil e ouro na Classe 7 individual infantil.

Já o atletismo teve ouro com Alfredo da Silva no lançamento do dardo DF T42. Na bocha, Andrei Silva, da Escola Municipal Adauto Carício (Belém de Maria – PE), segurou a medalha de prata classe BC4 e Andreza de Oliveira, da Escola Estadual José Mariano (Recife – PE) recebeu ouro Classe BC2, Categoria B.

O grande medalhista pernambucano destas Paralimpíadas Escolares veio da natação. O recifense Fábio Vitório Cândido conquistou quatro medalhas na competição: uma de ouro e três de prata.

Para o Secretario Executivo de Esportes e Lazer de Pernambuco, Diego Pérez, as medalhas são o resultado de um resgate do esporte paralímpico escolar no estado.

“Nós resgatamos os Jogos Paralímpicos de Pernambuco em 2015 e passamos a ouvir os paratletas e técnicos para melhorar a competição.

Em 2018 conseguimos aumentar consideravelmente o número de modalidades e a qualidade dos jogos, e o reflexo foi uma maior delegação para as paralimpíadas e o recorde conquistado nesta competição” explicou.

 

Estreia de filme Excelentíssimos terá debate sobre impeachment de Dilma

xilvioSaga de todo o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), contada pelos principais atores no Congresso Nacional – em testemunhos, pronunciamentos e flagrantes -, o filme Excelentíssimos, do diretor Douglas Duarte, será exibido neste domingo (25), no Recife, em sessão especial no Cine São Luiz, às 17 horas.

Texto de Ayrton Maciel

O filme é um testemunho das articulações, dentro e fora do Parlamento, pró e contra o impeachment entre 2015 e 2016, quando a presidente foi cassada por manobra política.

Um dos protagonistas da resistência ao golpe, que resultou no agravamento da crise econômica e política e no radicalismo que atingiu o País, o deputado federal Sílvio Costa (Avante) é um dos destaques do documentário de um dos períodos mais agitados da história do Brasil.

Após a pré-estreia de Excelentíssimos, o diretor Douglas Duarte, a cientista política Priscilla Lapa e o deputado Sílvio Costa farão um debate no Cine São Luiz sobre o impeachment e suas consequências para a democracia brasileira.

O filme ficará em cartaz, no Cine São Luiz, a partir do dia 29 deste mês. O documentário foi lançado no 51• Festival de Brasília de Cinema Brasileiro e esta semana teve a estreia nacional nos cinemas de capitais do Sul e Sudeste.

Como vice-líder do governo Dilma na Câmara Federal, o deputado Silvio Costa foi o mais ferrenho defensor da legalidade e da democracia, enfrentando no plenário e nos bastidores os autores do impeachment.

“CAPITÃO NÃO MANDA MAIS QUE GENERAL” – Um texto do jornalista OLBIANO SILVEIRA

ppAlguém aí tem dúvida?

O entrevero, por enquanto verbal, tácito, entre o capitão escolhido presidente e o eventual substituto, dono de quatro estrelas, Hamilton Mourão, era previsível – ou previsto mesmo – desde a escolha deste para a chapa como vice-presidente.

Trocaram diálogos não muito amáveis, expondo divergências conceituais ao longo da campanha, mas hoje, a 38 dias da posse, a desavença propriamente dita exibe-se como inexorável ou já em curso.

Explico: noite passada, no Centro Cultural Banco do Brasil,  quartel da transição, o general desembuchou pontos de vista opostos aos do seu chefe/subordinado (esquisito, né?) quanto ao destino do transatlântico prestes a zarpar.

Coisas fundamentais para a vida de todos nós e para a terra de nosso senhor (repetindo Ary Barroso).

Disparates como menosprezo  à importância da China como superpotência econômica e geopolítica; indisposição extemporânea, explicitadas em abordagens hostis à própria China, árabes, Mercosul e Venezuela, bem como outros temas sensíveis.

O general Mourão prega, em contraposição, atitudes de paz e harmonia com todos.

Rechaça a pretensão da autoridade de Messias Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém; desdenha das concepções do chanceler nomeado Ernesto Araújo. Disse “não resta dúvida de que existe um aquecimento global. Não acho que seja uma trama marxista”.

Por todas essas coisas, óbvias, mais do que razoável admitir que, um pouco mais à frente, a aparente – nem aparente, talvez – harmonia poderá derreter e, então… então fica por conta do imponderável.

O que tá rolando e seria insensatez pôr em dúvida é que a ordem unida não promete permanecer unida. E, num caminho povoado de ouriços, como o que está sendo percorrido, não faz sentido pra andar descalço.

Que haverá turbulências a 40 mil pés de altitude, em pouco tempo,  nem os capacetes dos dragões da independência duvidam.

Olbiano Silveira, é jornalista

Seleção portuguesa com jogadores ”Síndrome de Down” sagra-se campeã europeia de futsal

“Estes jogadores merecem o nosso reconhecimento, mas existe uma grande desigualdade por parte da comunicação social”, lamenta o selecionador nacional

marciosA seleção portuguesa venceu esta quinta-feira o campeonato europeu FIFDS – Federação Internacional de Futebol para Síndrome de Down, ao derrotar a Itália, campeã do mundo, por 4-0.

Portugal já tinha defrontado duas vezes a Itália neste campeonato – venceu da primeira vez (5-3) e perdeu na segunda (4-3).

 A seleção portuguesa é composta por 10 elementos, com idades entre os 23 e os 44 anos. “Os jogadores são de vários pontos do país, mas a maioria é do Norte.

Muitos deles pertencem a clubes e a instituições de solidariedade social”, explicou o selecionador Pedro Silva ao jornal Público.

Pedro Silva lamentou ainda o fato de estes jogos não receberem destaque na imprensa: “Estes jogadores merecem o nosso reconhecimento, mas existe uma grande desigualdade por parte da comunicação social”.

Recorde-se que esta é a primeira edição do campeonato europeu.

Valeu deputado Waldemar Borges! As ONGs de Gravatá precisam do seu apoio

walMais uma vez, o deputado estadual Waldemar Borges (PSB) surge trazendo recursos para Gravatá.

Através do projeto de Lei Orçamentária Anual 2029/2018 conseguiu colocar mais R$ 110 mil para o Serviço de Estruturação de Reabilitação da Criança (SERC), de Gravatá, garantindo assim o trabalho assistencialista de mais de 200 crianças e jovens com necessidades especiais.

Serão beneficiadas também as instituições Grupo de Apoio aos Meninos de Rua – GAMR (R$ 100 mil), Obra de Defesa da Infância Pobre – ODIP (R$ 100 mil) e a Ama Gravatá com R$ 20 mil.

A indicação foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). Os recursos serão da Reserva Parlamentar e do Fundo Estadual de Saúde – FES/PE.

 

Alagoano Hermeto Pascoal vence Grammy Latino 2018. Com ele, Chico Buarque, Chitãozinho e Xororó, Lenine, Almir Sater e Renato Teixeira. Cada um em sua categoria

Natural de Lagoa da Canoa, o alagoano Hermeto Pascoal venceu o Grammy Latino 2018, na categoria ‘’Melhor Álbum de Jazz Latino’’ com o álbum ‘’No mundo dos Sons’’.

hpA cerimônia foi realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos, na noite desta quinta-feira, 15.

Hermeto comemorou a conquista do prêmio de música mais importante da América Latina. “Hermeto Pascoal & Big Band acabam de ganhar o @latingrammys de melhor álbum de Jazz Latino! Viva a Música Universal!

Outros brasileiros também conquistaram troféu. O cantor e compositor, Chico Buarque, nas categorias Melhor Canção em Língua Portuguesa e Melhor álbum de Música Popular Brasileira, e a dupla Chitãozinho e Xororó, com Melhor álbum de Música Sertaneja.  O Melhor álbum de rock ou música alternativa de MPB – oLenine em trânsito, do pernambucano Lenine. Couve a Almir Sater e Renato Teixeira o premio de Melhor álbum de música de raíz em língua portuguesa – +AR.

Confira a lista completa dos ganhadores:

Melhor álbum pop – Hazte sentir, de Laura Pausini
Melhor álbum de salsa – 25/7, de Víctor Manuelle
Melhor fusão / Interpretação urbana – Malamente, de Rosalía
Melhor artista revelação – Karol G
Melhor álbum de música norteña – Guerra de Poder, deCalibre 50 y Los ángeles existen, de Pesado
Álbum do ano – México por siempre, de Luis Miguel
Melhor álbum pop – F.A.M.E, de Maluma
Melhor álbum de música urbana – Vibras, de J Balvin
Canção do ano – Telefonía, de Jorge Drexler
Melhor canção urbana – Dura, de Daddy Yankee, Urbani Mota Cedeno, Juan G. Rivera Vázquez y Luis Jorge Romero
Melhor gravação do ano – Telefonía, de Jorge Drexler
Melhor álbum cristão (em português) – Som dá minha vida, de Fernanda Brum
Melhor álbum pop de MPB – Noturno, de Anaadi
Melhor álbum de rock ou música alternativa de MPB – Lenine em trânsito, de Lenine
Melhor álbum de samba/pagode – Amor e música, de Maria Rita
Melhor álbum de MPB – Caravanas, de Chico Buarque
Melhor álbum de música sertaneja – Elas em evidências, de Chitâozinho Xororó
Melhor canção de MPB – As caravanas , de Chico Buarque
Melhor álbum instrumental – Identidade, de Miguel Siso
Melhor álbum folclórico – Musas, Vol. 2, de Natalia Lafourcade
Melhor álbum de tango – Vigor tanguero, de Pedro Giraudo
Melhor álbum de música flamenca – Al este del cante, de Arcángel
Melhor álbum de jazz latino / jazz – Natureza universal, de Hermeto Pascoal Big Band
Melhor álbum de música de raíz em língua portuguesa – +AR, de Almir Sater Renato Teixeira
Melhor álbum cristão (em espanhol) – Setenta veces siete, de Alfareros
Melhor álbum de música latina para crianças – Imaginaré, de Claraluna
Melhor álbum de música clássica – Mágica y misteriosa, de Claudia Montero
Melhor faz / composição clássica contemporânea – Luces y sombras. Concierto para guitarra y orquesta de cuerdas, de Claudia Montero
Melhor arranjo – Se le ve, de Milton Salcedo
Melhor capa – Diferentes tipos de luz, de Carlos Sadness
Melhor álbum de cumbia / vallenato – Esto es vida, de Silvestre Dangond
Melhor álbum tropical contemporâneo – Vives, de Carlos Vive
Melhor álbum tropical tradicional – A mi qué – Tributo a los clásicos cubanos, de José Alberto El Canario y El Septeto Santiaguero
Melhor álbum de fusão tropical – Como anillo al dedo, de Aymee Nuviola
Melhor canção tropical – Quiero tiempo, de Juan Carlos Luces y Víctor Manuelle
Melhor álbum de autor – Salvavidas de hielo, de Jorge Drexler
Melhor álbum de música ranchera / mariachi – México por siempre, de Luis Miguel
Melhor álbum de banda – Los gustos que me doy, de Banda Los Recoditos
Melhor álbum de música texana – Tex Mex Funk, de Roger Velásquez y The Latin Lengendz
Melhor canção regional mexicana – Probablemente, de Christian Nodal
Melhor álbum de rock – Expectativas, de Bunbury
Melhor álbum pop / rock – Geometría del rayo, de Manolo García
Melhor canção de rock – Tu vida, mi vida, de Fito Páez
Melhor álbum de música alternativa – Claroscura, de Aterciopelados
Melhor canção alternativa – Malamente, de Antón Álvarez Alfaro, Pablo Díaz-Reixa e Rosalía
Melhor engenharia de som – 50 años tocando para ti, de Rafa Sardina
Produtor do ano – Linda Briceño
Melhor clipe (curto)
Pa dentro, de Juanes
Melhor clipe (longo)
Em letra de outro, de Pedro Capou

Dia Mundial do Diabetes: mudança no estilo de vida é fator importante no controle da doença

Atualmente, o Diabetes é a mais comum das doenças não transmissíveis com elevada prevalência e incidência crescente.

Atinge já cerca de 415 milhões de pessoas em todo o mundo e continua a aumentar em todos os países, estimando-se que em 2040 haja um aumento para 642 milhões de pessoas atingidas pela doença.

O número de brasileiros diagnosticados com Diabetes cresceu 61.8% nos últimos 10 anos e atinge atualmente quase 13 milhões de brasileiros. Segundo dados de pesquisas, a população com a doença passou de 5.5% para 8.9%.

As mulheres apresentam maior índice comparado aos homens (5,4 milhões para 3,6 milhões).

A maior incidência é na faixa etária entre 65 e 74 anos (19,9%) e a menor, na idade entre 18 a 29 anos (0,6%).

Mas, para os que têm mais de 75 anos, o percentual também é alto: 19,6% de prevalência da doença.

 Para conscientizar cada vez mais as pessoas sobre  importância da prevenção da doença, a Organização Mundial da Saúde criou o Dia Mundial da Diabetes, desde 1991.

A data, 14 de novembro, foi escolhida por ser o aniversário de Frederick Banting, o médico Canadiano que juntamente com o seu colega, Charles Best, conduziu as experiências que levaram à descoberta da Insulina em 1921.

Este ano, a Nutriport, empresa que representa a Ascensia Diabetes Care no País, busca mostrar a importância de fazer uso dos cuidados para que a doença não se manifeste descontroladamente.

“os sintomas podem aparecer apenas em estágios mais avançados, como por exemplo, por meio de complicações, principalmente cardiovasculares”, declara Fernanda Makuda, farmacêutica responsável da Nutriport.

Desde o diagnóstico, a mudança no estilo de vida e a disciplina são necessárias.

“A primeira intervenção é a mudança no estilo de vida com a prática de exercícios e alimentação saudável.

Geralmente também é prescrito um anti-hiperglicemiante oral, como a Metformina, e em casos mais graves a insulina. O tratamento varia de acordo com a gravidade e o tipo do diabetes”, comenta Fernanda.

Um fator bastante importante para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com Diabetes é um medidor de glicose preciso.

Tanto que em maio, a ANVISA publicou uma instrução normativa (IN24) tornando obrigatório o cumprimento da ISO 15.197/2013, que determina que 95% dos testes realizados nos glicosímetros vendidos no Brasil não podem ter variação maior que 15% quando comparados ao teste laboratorial.

Essa também é a recomendação da Associação Americana de Diabetes (ADA).

O Contour Plus, fabricado pela Ascensia Diabetes Care, comprovou em estudos ter uma precisão superior aos critérios da ISO 15197:2013 e apresentou resultados mais precisos aos das principais marcas vendidas no país.

Assim, o Contour Plus apresentou 98% dos resultados com variações inferiores a 10% quando comparado ao teste laboratorial. Esse bom índice permite ao paciente tomar decisões com mais confiança e acuracidade.

Além disso, outro benefício do produto é a diminuição do desperdício de tiras reagentes.

Em até 30 segundos, o usuário pode aplicar uma segunda gota de sangue caso a primeira amostra tenha sido insuficiente; e mesmo assim, a precisão dos resultados não é alterada.

“O tema da Federação Internacional de Diabetes (IDF) para 2018-2019 é a Família, que tem um papel importante no cuidar e apoiar a pessoa com diabetes, por este motivo  queremos mostrar o quanto é importante o cuidado com a doença”. comenta Samuel Briones, diretor executivo da Nutriport.

 E complementa: “O diabetes exige alguns cuidados que são para o resto da vida, tanto para o paciente, quanto para a família. Ambos precisam tomar uma série de decisões relacionadas ao tratamento do diabetes: medir a glicemia, tomar medicamentos, exercitar-se regularmente e ajustar os hábitos alimentares.  Como as consequências do tratamento são baseadas nas decisões tomadas, é de extrema importância que as pessoas com diabetes recebam educação de qualidade, ajustada às necessidades e fornecidas por profissionais de saúde qualificados”, finaliza.

 Sobre a Nutriport

A Nutriport atua no mercado de saúde há 18 anos, atendendo os segmentos:  de nutrição interal e parenteral , fórmulas infantis, curativos e bolsas de ostomia.

Desde o início deste ano entrou no mercado de diabetes com a representação dos produtos da linha Contour™, da Ascensia Diabetes Care. Possui programas inovadores na prestação de serviços como o Nutriport com você: trata-se de uma assistência aos pacientes tanto presencial, quanto remota no uso de qualquer produto ou serviço representado pela empresa.

A Nutriport tem a sua matriz localizada em São Paulo e conta com 3 filiais: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Possui mais de 200 funcionários e conta com atuação nacional. Mais informações pelo site: https://www.nutriport.com.br/