Jornalistas contam, na primeira pessoa, suas próprias histórias e a do jornalismo pernambucano

Com 21 entrevistas, Palavra de jornalista, de Evaldo Costa e Gílson Oliveira, será lançado às 19 do próximo dia 21, no auditório Nordestinados, da Fenelivro. 

EVALDOObra mostra, entre outras coisas, o processo  de  modernização da imprensa local e o impacto da ditadura militar no setor

Como era o fazer jornalístico nos anos 40, 50 e 60, década em que a Imprensa pernambucana começou a viver um processo de modernização que a colocou, em termos editoriais e gráficos, no mesmo patamar da grande mídia nacional? Qual foi o impacto da ditadura militar sobre o modo de produção dos jornais, uma vez que se instituiu a censura e vários jornalistas foram presos, alguns até torturados?

Essas são algumas das perguntas que o livro Palavra de jornalista – As entrevistas do projeto Memória Viva da Imprensa de Pernambuco procura responder.  Para isso, reúne entrevistas com 21 profissionais de destacada trajetória na esfera jornalística, tanto pela importância dos cargos e funções que exerceram/exercem como pela projeção sociocultural alcançada.

Além de comporem um amplo e diversificado painel sobre a história recente do estado e do país – pela multiplicidade de abordagens sobre importantes episódios –, os depoimentos mostram que os profissionais de Imprensa, em alguns momentos, foram não apenas testemunhas privilegiadas dos acontecimentos, mas chegaram a atuar como involuntários protagonistas de fatos marcantes. São os casos de Carlos Garcia e Alexandrino Rocha, que foram sequestrados e levados à prisão, onde sofreram tortura.

Conduzindo o abrangente mosaico de informações e revelações estão, além dos dois já citados, José do Patrocínio, Abdias Moura, Ronildo Maia Leite, Aluízio Falcão, Fernando Menezes, Zezito Maciel, Aldo Paes Barreto, Lenivaldo Aragão, Olbiano Silveira, Ivanildo Sampaio, Eduardo Ferreira, Francisco José, Divane Carvalho, Raimundo Carrero, Homero Fonseca, Vera Ferraz, Geraldo Freire, Ricardo Leitão e Ivan Maurício.

Hoje, 21 de Setembro. DIA DO RADIALISTA

cast 2 polA comemoração do Dia do Radialista ainda hoje acaba gerando muita confusão. Por anos e anos, a data era lembrada no dia 21 de setembro. Entretanto, uma lei federal assinada em 2006 transferiu para 7 de novembro o dia que homenageia os radialistas. A curiosidade é que, com a alteração, muitos passaram a comemorar o Dia do Radialista em duas datas.

A história teve início em 1943, no primeiro governo de Getúlio Vargas. O então presidente sancionou uma lei em que fixava um piso salarial, ou remuneração mínima para os profissionais da categoria. A data, 21 de setembro, passou a ser comemorada em alusão ao histórico decreto. Consta que a Rádio Nacional do Rio de Janeiro foi quem realizou as primeiras comemorações para o Dia do Radialista, ainda na década de 40.

Em 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou a lei nº 11.327, que institui 7 de novembro como a data de comemoração oficial do Dia do Radialista. A mudança aconteceu em decorrência a uma homenagem ao músico e radialista Ary Barroso.

Barroso nasceu no dia 7 de novembro de 1903 em Ubá, interior de Minas Gerais. Autor de sambas como “Aquarela do Brasil”, de 1939, foi um compositores que revolucionou a música brasileira. Sua paixão pelo rádio foi verificada principalmente na Rádio Tupy, onde produziu e participou de vários programas e ainda foi locutor e cronista esportivo.

Mesmo com a mudança imposta pela lei de 2006, os radialistas utilizam ainda hoje as duas datas para comemorar, além do tradicional Dia do Rádio, 25 de setembro.

UM TEXTO DE ANSELMO RICARDO – “Hoje se celebra o dia nacional de defesa da pessoa com deficiência”

ANSELMOCegos! Quem pode dizer que enxerga perfeitamente, se o mundo inteiro passa ao seu lado, as mudanças são ininterruptas, e as pessoas não veem os acontecimentos ao seu redor?

Deficiente físico! Quem pode falar que tem todos os seus movimentos funcionando perfeitamente bem, se está paralisado no seu próprio preconceito?

Deficiente auditivo! Quem pode afirmar que ouve muito bem, se não consegue ouvir a verdade, e a música da sabedoria?

Deficiente intelectual! Quem pode colocar em xeque a mente dos outros, se não consegue controlar os seus próprios impulsos, e não consegue raciocinar sobre aquilo que é bom, há não ser aquilo que lhe agrada!

Passemos a enxergar mais de perto o horizonte do futuro, a correr sem medo em busca do inesperado, ouvindo a vós da razão, e sempre pensando sempre como alcançar a sabedoria para o bem de todos, usando a inteligência para fazer aquilo que é correto.

Deus nosso pai todo poderoso nos deu a capacidade de usar a sabedoria para fazer o que é correto.

Deus abençoe a todos, em nome do nosso senhor e salvador Jesus Cristo!

Hoje se celebra o dia nacional de defesa da pessoa com deficiência.

Literatura de cordel vira patrimônio cultural do Brasil

Aprovação, por unanimidade, foi feita por Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural na manhã desta quarta (19), na cidade do Rio de Janeiro.

Do site de Roberta Jungmann e agencias de noticias,

cordelA literatura de cordel foi transformada em patrimônio cultural imaterial do Brasil, na manhã desta quarta (19).

Em reunião no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultura -órgão colegiado de decisão máxima do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)- aprovou por unanimidade o tombamento.

Estiveram presentes o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, e o presidente da ABLC (Academia Brasileira de Literatura de Cordel), Gonçalo Ferreira da Silva, que foi o proponente do pedido de registro.

Em tempo, em Caruaru, no Agreste, foi criada em 2005, a Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC), além da criação do primeiro museu de cordel do mundo, o Museu do Cordel Olegário Fernandes, reformado em 2013.

 

Pernambuco leva o primeiro lugar na fase regional dos Jogos Escolares da Juventude com 11 medalhas

WanderRoberto-COB (1)Oito equipes pernambucanas foram classificadas para a etapa nacional da competição

Recife, 17 de setembro de 2018 – Após quatro dias de competições nos Jogos Escolares da Juventude, realizados em Natal, os alunos-atletas de Pernambuco trouxeram 11 medalhas para casa, sendo seis ouros, e tiveram oito equipes classificadas para a fase nacional, que também será realizada na capital potiguar, entre 12 e 25 de novembro.

WanderRoberto-COB (2)A fase regional contou com cerca de 1.300 atletas de oito estados nordestinos nas modalidades de futsal, voleibol, basquetebol e handebol.

Pernambuco dominou no basquete, modalidade em que o Colégio Agnes conquistou dois ouros, nas categorias mirim feminino e infantil feminino e o Salesiano foi campeão no mirim masculino e vice no infantil masculino.

WanderRoberto-COB (3)No futsal, o Colégio Sorriso, de Petrolina, foi ouro no feminino mirim e, o Colégio Elo, bronze no futsal feminino infantil. No handebol, o Anglo Líder foi campeão no feminino infantil e o Eliete Araújo conquistou o bronze no masculino mirim.

Já no vôlei, o BJ Colégio e Curso garantiu o bronze no feminino mirim enquanto que o 2001 foi prata no feminino infantil e o São Luís subiu ao topo do pódio na categoria masculino mirim.

WanderRoberto-COB (1)No total, foram oito finais e 11 medalhas para Pernambuco, os maiores números para qualquer estado na competição.

A delegação pernambucana contou com 122 atletas, 13 técnicos, um fisioterapeuta e dois oficiais, além do chefe da delegação. As equipes se classificaram para a competição através dos Jogos Escolares de Pernambuco (JEPs).

Outras três equipes campeãs nos JEPs se classificaram automaticamente para a fase nacional e se juntam às oito classificadas em Natal para defender Pernambuco na próxima etapa da competição.

WanderRoberto-COB (4)As disputas das modalidades individuais serão realizadas apenas na fase nacional dos Jogos Escolares da Juventude.

“É um momento de muita alegria ver todo o empenho e dedicação dos nossos técnicos e atletas serem recompensados dessa maneira. Esperamos continuar nesse ritmo na fase nacional, onde quebramos recordes de medalhas para o estado nas últimos edições e estamos colhendo os frutos do investimento no esporte escolar de Pernambuco”, comentou o secretário executivo de Esportes de Pernambuco, Diego Pérez.

É a primeira vez que os Jogos da Juventude têm fases regionais, com as outras competições dessa fase acontecendo nas cidades de Manaus (AM) e Joinville (SC) ainda no mês de setembro.

A fase nacional também terá as disputas de atletismo, badminton, ciclismo, ginástica rítmica, judô, natação, tênis de mesa, vôlei de praia (apenas na categoria 15 a 17 anos), xadrez e wrestling.

Finais de Pernambuco:
Basquete mirim (12-14 anos) feminino
Colégio Agnes 47×19 Lourdinas – PB

Basquete mirim masculino
Salesiano 57×32 Ari de Sá Cavalcanti – CE

Basquete infantil (15-17 anos) feminino
Colégio Agnes 68×26 Educallis – MA

Basquete infantil masculino
Salesiano 55×75 Colégio Batista – CE

Futsal mirim feminino
Colégio Sorriso 3×2 Colégio Silva Sales – CE

Handebol infantil feminino
Anglo Líder 26×12 Santo Expedito – MA

Vôlei mirim masculino
Colégio São Luís 2×0 Amadeus – SE

(25×13 / 25×22)

Vôlei infantil feminino
Colégio 2001 0x2 Instituto Dom Fernando Gomes – SE
(18×25 / 13×25)

Quadro de Medalhas:
1º – Pernambuco: 6 ouros, 2 pratas, 3 bronzes – 11 medalhas
2º – Ceará: 3 ouros, 4 pratas, 2 bronzes – 9 medalhas
3º – Paraíba: 2 ouros, 4 pratas, 3 bronzes – 9 medalhas

3º – Maranhão: 2 ouros, 4 pratas, 3 bronzes – 9 medalhas
5º – Piauí: 2 ouros, 0 pratas, 2 bronzes – 4 medalhas
6º – Sergipe: 1 ouro, 1 prata, 0 bronze – 2 medalhas
7º Alagoas: 0 ouros, 1 prata, 1 bronze – 2 medalhas
8º Bahia: 0 outros, 0 pratas, 2 bronzes – 2 medalhas
*Obs: Rio Grande do Norte não participou do regional.

Quadro de finais:

1° – Pernambuco: 8

2° – Ceará: 7

3° – Paraíba: 6

3° – Maranhão: 6

5° – Piauí: 2

5° – Sergipe: 2

7° – Alagoas: 1

8° – Bahia: 0

*Obs: Rio Grande do Norte não participou do regional.

FOTOS: Wander Roberto/COB

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Mais de 67 mil famílias do Distrito Federal vivem em extrema pobreza

Dados do Ministério do Desenvolvimento Social mostram que mais de 67 mil famílias da capital federal vivem em situação de extrema pobreza. Moradores de Ceilândia, Samambaia, Planaltina, Santa Maria e Taguatinga concentram a busca por auxílio do governo

Correio Braziliense

bsb 1bsb 3A miséria e a fome ainda são desafios que Brasília, a Capital da Republica, cidade planejada por JK – o Distrito Federal – precisa superar.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social, 67.312 famílias do DF estão em situação de extrema pobreza — quando têm renda mensal de até R$ 85 por pessoa. Já em situação de pobreza (de R$ 85,01 a R$ 170) são 34.227 famílias.

Os economistas são categóricos: a crise política e financeira vitimou os mais vulneráveis. Falta emprego, acesso a políticas públicas de saúde e educação e perspectivas. O contexto faz com que sonhos e projetos sejam adiados, à espera de dias melhores.

Além disso, as agruras do presente encurralam famílias inteiras. Muitas, sem opção, recorrem à assistência social do governo.

Na capital, o Programa Bolsa Família e a suplementação do DF sem Miséria amparam essas famílias.

A procura por esse tipo de auxílio aumentou. A comparação entre o primeiro e segundo quadrimestres deste ano — dados mais recentes da Secretaria de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos — revelam a escalada de 37%. Os novos cadastrados passaram de 5.517 para 7.590.

A tendência é evidenciada mensalmente. Para se ter ideia da procura, o número de novos inscritos subiu 54% entre julho e agosto. Saltaram de 1.350 para 2.089. Em toda a região, 77.710 pessoas recebem o auxílio médio de R$ 132,22.

Ceilândia, Samambaia, Planaltina, Santa Maria e Taguatinga centralizam os cadastrados. O Correio pediu aos governos federal e local o comparativo entre 2011 — quando foi criado o Plano Brasil Sem Miséria e o DF sem Miséria — e 2017 de famílias cadastradas em programas como o Bolsa Família.

Até o fechamento desta edição, nenhum órgão apresentou o comparativo.

Crise é o termo utilizado para exemplificar situações diferentes, mas com um denominador igual: desaceleração do crescimento das economias, seja governamental, pessoal ou familiar.

Crise

O Banco Mundial calcula que cerca de 28,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2004 e 2014. Mas a entidade também avalia que, em 2016, entre 2,5 milhões e 3,6 milhões de pessoas voltaram a viver abaixo do nível de pobreza.

67.312 Famílias do DF que estão em situação de extrema pobreza

37% Crescimento na procura pelo Programa Bolsa Família no DF entre o primeiro e segundo quadrimestres deste ano

77.710  Famílias que recebem o auxílio do Bolsa Família

 Maior desigualdade

O Distrito Federal foi uma das primeiras cidades do Brasil a superar as metas do Objetivo 1 do Milênio — Acabar com a fome e a extrema pobreza, assumidas pelo governo federal junto às Nações Unidas, em julho de 2014.

Naquele ano, o DF tinha menos de 3% da população com renda inferior a R$ 140 per capita, superando tecnicamente a extrema pobreza e a pobreza, segundo os parâmetros estabelecidos pela ONU. Contudo, a capital federal voltou a ser a unidade da Federação com a maior desigualdade de renda no país.

A população que se encaixa no perfil de pobreza e pobreza extrema representa 3,38% dos habitantes do DF — 101.539 famílias.

Ao todo, a cidade tem 3 milhões de moradores. Embora em termos de renda média o DF detenha valor elevado, ao desagregar os dados por região administrativa, um novo contexto aparece, evidenciando uma grande desigualdade.

O Coeficiente de Gini, divulgado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), mostra o desequilíbrio da renda familiar per capita na cidade. A discrepância chega a 18 vezes quando se compara o Lago Sul (a maior renda) com a Estrutural (a menor renda).

Quase metade dos eleitores brasileiros ainda não sabem em quem votar

Dos 147.302.354 eleitores registrados no cadastro do TSE, pelo menos 68 milhões – quase metade – ainda não definiram quais números vão digitar em 7 de outubro para presidente. Especialista diz que esta é a eleição mais confusa desde 1945

Fonte> Diario de Pernambuco

imagemA três semanas de uma das eleições mais curtas e disputadas da história do país, há um contingente populacional capaz de definir o nome dos dois presidenciáveis que seguirão para o segundo turno.

Trata-se de pelo menos 68 milhões de votos, quase metade do total registrado no cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado em agosto.

É tanta gente que, para dimensionar a grandeza, seria preciso somar todos os moradores de São Paulo e Minas Gerais, os dois estados mais populosos do país.

 Para chegar ao número, o Correio cruzou dados das pesquisas mais recentes na tentativa de identificar eleitores capazes de serem capturados por um candidato.

Eles estão entre aqueles que preferiram não escolher um nome ou estão indecisos, somados com quem apontou para um político, mas não tem tanta certeza — neste último grupo, o percentual chega a 45%.

Antes de buscar o resultado, foi retirado do cálculo o último índice de abstenção nacional na votação de 2014 (19,12%).

A conta precisaria ainda incorporar uma série de variáveis impossíveis de serem testadas a curto prazo. Como livre exercício sobre o comportamento ao longo da campanha, entretanto, é possível apresentar as estratégias dos candidatos para amarrar o eleitorado.

“A eleição não está definida. Ainda há uma parcela razoável de gente que vai entrar na campanha”, diz Jairo Nicolau, professor de ciência política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). E aqui é que se estabelecem e se abandonam as estratégias. O primeiro candidato a perceber a importância dos votos consolidados foi Ciro Gomes (PDT).

Há três semanas, o pedetista partiu para cima do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e dos eleitores do capitão reformado do Exército.

O plano era ganhar pontos com os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na época ainda na disputa eleitoral. Afinal, na cabeça dos estrategistas de Ciro, era mais fácil crescer sobre o eleitorado petista do que tirar votos de Bolsonaro.

A ação precisou ser revista pouco tempo depois com o atentado à faca em juiz de Fora (MG) e a certeza cada vez maior de que o deputado garantiu uma das vagas no segundo turno. Não que as críticas a Bolsonaro diminuíram, mas passaram a ser divididas entre os adversários com potencial de segundo turno, como Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), o favorito para buscar votos de Lula.

Confusão

Em artigo publicado na Associação dos Docentes da UFRJ, Nicolau disse que esta é a eleição mais confusa desde 1945.

“Uma eleição de ilusões apagadas”, escreveu o professor. O curioso é que a estratégia de Alckmin, Haddad e Marina também passa pela pancada em Bolsonaro. O que muda é a distribuição de ataques entres os três, revelando a candidata da Rede mais econômica nas críticas ao tucano e ao petista. “Tem muito voto voando”, afirma Antonio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Apontar sem muita convicção para um candidato pode descambar no voto útil às vésperas da eleição. No caso da atual campanha, é possível dividir os candidatos por grupos a partir dos desempenhos nas pesquisas de intenção de votos.

No primeiro grupo, quase garantido no segundo turno, estaria Bolsonaro. Um segundo bloco pode ser representado por Ciro, Marina, Alckmin e Haddad. A terceira turma enquadraria Alvaro Dias (Podemos), João Amôedo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB).

“À medida que as eleições se aproximam, o eleitor começa a tornar o voto mais racional. Isso pode significar a aposta em um candidato melhor posicionado, que tiraria votos de um com pior performance”, diz Queiroz.

A pesquisa Datafolha do início da semana mediu a certeza de votos para Bolsonaro (74%), Haddad (67%), Ciro (42%), Alckmin (40%) e Marina (29%). Não à toa, a candidata da Rede é a que mais tem perdido votos nos últimos levantamentos.

Entradas

A partir da análise da última pesquisa presidencial do Ibope, o professor Jairo Nicolau identificou que o grupo formado por eleitores de baixa renda e escolaridade é o mais suscetível a mudanças de votos.

“É como se eles ainda não tivessem entrado na eleição, pois está fragmentado e sem um candidato dominante.” Segundo ele, o político que conseguir buscar esse bloco, “provavelmente”, estará no segundo turno. Tal perfil do eleitorado, historicamente, acompanhava mais o PT de Lula, mas é difícil que Haddad consiga puxar esses votos para ele. “Caso contrário, vamos viver uma experiência inédita: uma eleição em que os apoios dos mais pobres e menos escolarizados não vão em massa para um dos concorrentes.”

A votação atribuída a Bolsonaro, segundo Nicolau, segue um padrão apresentado por candidatos do PSDB e da própria Marina, crescendo à medida que a escolaridade aumenta.

“Sem Lula, o eleitor tradicional do PT até agora não se movimentou em direção a qualquer candidato. Ou seja, uma das maiores dúvidas dessa eleição será a capacidade de transferência dos votos de Lula para Haddad. É nisso que os candidatos mais à direita ou mais à esquerda buscam. Os votos ainda estão soltos, como se voassem.”

 

Eleitor que fizer enquete em redes sociais pode ser multado em R$ 329 mil

Proibição, divulgada pelo TRE de Tocantins nas redes sociais, é nacional e pode ser aplicada a qualquer pessoa; Casos de condenação já aconteceram

Fonte: Correio Brasiliense

microO eleitor que fizer uma enquete nas redes sociais perguntando em quem seus amigos pretendem votar pode ser multado em até R$ 329 mil.

A punição está prevista no artigo 23 da Resolução 23549/2017 do TSE.

O texto prevê que “é vedada, no período de campanha eleitoral, a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral”.

 Como não específica se pessoas físicas estão, ou não, incluídas na proibição, ela pode ser aplicada para todos os cidadãos ou empresas no país.

O TSE confirmou, por telefone, que a proibição é nacional e vale para pessoas físicas.

 De acordo com o TSE, porém, para que seja aplicada a cobrança, é preciso investigação por parte do Ministério Público Eleitoral e condenação por descumprimento da legislação.

 Mariana Rabelo, chefe da seção de propaganda e anotações partidárias do TRE-MG, explica que a investigação pode acontecer tanto a partir de uma representação para o MPE, que é quando alguma pessoa ou entidade pede para que o órgão abra um inquérito, quanto por fiscalização própria do MPE.

 Rabelo afirma, ainda, que “casos práticos” de pessoas condenadas em outras eleições por causa da criação de enquetes já ocorreram. “Um candidato ou um partido político que se sinta prejudicado pelo resultado da enquete, por exemplo, pode entrar com uma representação contra a pessoa”, ressalta.

Repercussão nas redes 

A regra veio à tona nesta semana por causa de tuíte do TRE de Tocantins, no qual informava que “as enquetes nas redes sociais estão proibidas não só para candidatos e partidos, mas também para qualquer cidadão”.

  Em resposta à publicação, brincadeiras e críticas surgiram. “Você é contra proibirem enquetes?”, publicou o influencer Cid, dono do blog Não Salvo. “E a liberdade de expressão?”, questionou um internauta. Outro, ainda provocou o órgão e criou uma enquete: “Em quem você votará para presidente da República?”.

IDEIA DE JAPONÊS REFUTADA “Proposta de liberação da caça comercial às baleias é rejeitada”

O documento apresentado pelo Japão pretendia reverter a proibição regulamentada há 32 anos

BALEIAA Comissão Internacional da Baleia (CIB) rejeitou nesta sexta-feira (14/9) o texto apresentado pelo Japão que pretendia autorizar a caça comercial de baleias, mantendo assim a moratória vigente, no último dia de sua reunião em Florianópolis.

Os países defensores dos cetáceos, liderados pela Austrália, União Europeia e Estados Unidos, derrubaram a proposta japonesa intitulada “O caminho a seguir” por 41 votos a 27. Seis dos 89 países membros não enviaram uma delegação e sete outras nações, a maioria africanas, que não pagaram suas contribuições, não votaram.

O vice-ministro japonês da Pesca, Masaaki Taniai, lamentou o resultado da votação e ameaçou abandonar a CIB se não houver progressos no retorno à caça comercial de baleias.

“Se as evidências científicas e a diversidade não forem respeitadas, se a caça comercial for totalmente negada… o Japão terá que reavaliar sua posição como membro da CBI”, declarou. Segundo ele, o resultado da votação “pode %u200B%u200Bser visto como uma negação da possibilidade por governos com diferentes pontos de vista de coexistir em respeito mútuo e compreensão dentro da CBI”.

Em resposta, o representante australiano Nick Gales rejeitou o “discurso do Japão que ressalta a intolerância e disfunção” da CBI. Ele pediu que Tóquio permanecesse na CBI “para continuar lutando para defender seu ponto de vista e trabalhar construtivamente com outros membros”.

Em comunicado à imprensa, o governo brasileiro indicou que a “reafirma a importância da manutenção da moratória à caça comercial de baleias, em vigor desde 1986, e reconhece o papel da CIB na recuperação das populações dos grandes cetáceos (mamíferos marinhos)”.

“A aprovação é a reafirmação da posição de todos os países que, como o Brasil, defendem uma posição conservacionista da CIB, e não a liberação da caça”, destacou o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, citado no comunicado.