Projeto de Lei obriga Celpe a disponibilizar número mínimo de pontos de pagamento

walO deputado estadual Waldemar Borges apresentou um substitutivo a um projeto do deputado Everaldo Cabral que estava tramitando na Alepe sobre o tema

 Texto da jornalista Ida Comber

Em muitas cidades pernambucanas, principalmente nas do Interior do estado, os consumidores estão com dificuldades de pagar suas contas de energia elétrica.

O problema foi causado pelo desentendimento entre a Celpe e a Caixa Econômica Federal quanto ao valor a ser cobrado pelo serviço.

Por isso, a CEF, e consequentemente as lotéricas, deixaram de receber as contas de luz na sua rede, deixando os clientes sem opções para pagar sua dívida.

Ao receber as queixas de diversas pessoas que relataram o problema, o deputado estadual Waldemar Borges apresentou um substitutivo a um PLO do deputado Everaldo Cabral que estava tramitando na Assembleia Legislativa de Pernambuco sobre o tema.

A iniciativa obriga as concessionárias de serviços públicos a disponibilizarem um número mínimo de pontos de pagamento por cidade, de acordo com o seu número de habitantes. O PLO também define o tempo máximo de espera permitido na fila para o atendimento.

 “Em muitas cidades do Interior, o consumidor só tem um ponto de atendimento da Celpe para pagar sua conta de luz. Conheço idosos que são obrigados e ficar numa fila enorme para pagar uma dívida. Isso não é razoável”, ressalta o parlamentar.

O Projeto também determina que o não cumprimento da lei acarretará em punição das empresas e a sua proibição de cobrar multas ao usuário, bem como cortar o serviço prestado. O PLO deve ser votado na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça na próxima semana.

Crise expõe fragilidade do governo Temer e articulações para eleição

 A discórdia entre aliados visando as eleições em outubro atravessou a Praça dos Três Poderes e provocou impasse

Diario de Pernambuco

t temerA greve dos caminhoneiros expôs a fragilidade do governo Michel Temer, revelou movimentos políticos para as eleições de outubro e mostrou o distanciamento de antigos aliados no Congresso.

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entrou em nova rota de colisão com Temer e com seu colega Eunício Oliveira (MDB-CE), que comanda o Senado. A briga atravessou a Praça dos Três Poderes e provocou impasse.

Dias após desistir de disputar novo mandato e anunciar a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles pelo MDB, Temer sofre as consequências do fim de um governo impopular. Além de enfrentar o racha no MDB, ele também perdeu apoio na Câmara e no Senado.

Em BH, Temer anuncia trégua com caminhoneiros e alfineta governo estadual

Em votação simbólica, Maia conseguiu aprovar na Câmara, na noite de quarta-feira, 23, um projeto que acaba com a desoneração da folha de pagamento para 28 setores da economia, mas embutiu ali a proposta de zerar a alíquota do PIS/Cofins sobre o diesel até o fim do ano.

Foi um gesto calculado para ganhar protagonismo, mas passou longe dos acertos com o Senado e com o Planalto, que já havia pedido uma trégua aos caminhoneiros. De uma só tacada, porém, Maia contrariou Temer e irritou Eunício, que vai concorrer à reeleição e também tenta mostrar serviço. Os dois, no entanto, não deixaram dúvidas de que querem descolar suas imagens do desgaste do presidente.

Pouco antes da aprovação do projeto pela Câmara, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, chamou o deputado Orlando Silva (PC do B-SP), relator da proposta, para uma conversa reservada no plenário. Estava apreensivo com o impacto da perda de receita provocada pela isenção do PIS/Cofins. Havia sido alertado antes por um telefonema do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, para quem a renúncia seria de R$ 12 bilhões, e não de R$ 3,5 bilhões, como sustentava Maia.

“Eu disse a ele: ‘Marun, a base do governo está votando contra o governo'”, contou Silva, que, apesar de ser da oposição, é aliado de Maia. Por volta de 15 horas, naquele dia, Temer também já tinha telefonado para o presidente da Câmara. Queria saber o que seria votado. “Vou avaliar, presidente”, respondeu Maia.

Na manhã de ontem, Marun batia na tecla de que os cálculos feitos pela Câmara estavam equivocados. “Agora temos de enfrentar as consequências da medida aprovada”, lamentava.

Maia previa que receitas extras com os royalties de petróleo compensariam a isenção do PIS/Cofins e apostou no risco. “Fiz aquilo que considero correto para o Brasil”, afirmou ele, minimizando o erro dos números. Eunício, por sua vez, viajou ontem para o Ceará, sem pautar a votação do projeto no Senado. Teve de retornar a Brasília, após ligação nervosa do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

“Temos apoio de 80% da população. Se autoridades querem pôr fogo nesse País, estão conseguindo”, dizia o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes. Nos bastidores, Eunício culpou Maia pela crise.

Para a líder do MDB no Senado, Simone Tebet (MS), a disputa deu o tom das articulações para pôr fim à greve. “O jogo eleitoral está por trás de tudo isso, mas o Senado não pode ser o bandido dessa história”, argumentou Tebet.

VALE A PENA LER – Perguntas e respostas sobre a Greve Nacional dos Caminhoneiros e suas repercussões no Pais.

(Em texto exclusivo, a BBC Brasil responde as principais dúvidas sobre o assunto a Greve nacional dos caminhoneiros e suas repercussões)

caminhoneiros

Quem está organizando as manifestações?

Não existe uma organização que possa ser apontada como líder da paralisação – na verdade, a proposta de greve começou a circular de forma espontânea em redes sociais e grupos de WhatsApp de caminhoneiros. Mas uma das principais entidades envolvidas é a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que congrega a maioria dos sindicatos de motoristas autônomos.

Outros sindicatos de caminhoneiros se juntaram aos protestos ao longo dos dias, como a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) e a União Nacional dos Caminhoneiros do Brasil (Unicam). O movimento acabou engrossado pelos caminhoneiros de frota também – isto é, por aqueles que são contratados, com carteira assinada, por transportadoras.

“Começou com os autônomos. Mas como a situação está ruim para todos, as empresas (e os motoristas contratados por elas) também aderiram. E aí surgem várias associações, várias pessoas querendo representar. Tem também alguns que são pré-candidatos (às eleições de 2018)”, diz o caminhoneiro Ivar Schmidt, um dos principais líderes dos protestos de caminhoneiros de 2015, que afirma não estar à frente das movimentações atuais.

O último balanço dos grevistas, do começo da noite de quarta, mencionava 253 pontos de protestos, atingindo 23 Estados brasileiros e o Distrito Federal.

Como começou a paralisação? O governo foi alertado?

Sim, o governo recebeu avisos de entidades sindicais dos caminhoneiros sobre a possibilidade de uma paralisação.

No dia 16 de maio, a CNTA apresentou um ofício ao governo federal pedindo o congelamento do preço do óleo diesel e a abertura de negociações, mas foi ignorada. No dia 18 (última sexta-feira), a organização lançou um comunicado em que mencionava a possibilidade de paralisação a partir de segunda-feira, o que de fato ocorreu.

Segundo a CNTA, a paralisação estava sendo discutida “pelos caminhoneiros e sindicatos da categoria, nas redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas”.

Um vídeo publicado na página do Facebook Transporte FORTE Digital, no último sábado, já convocava os motoristas para a greve.

À BBC Brasil, a entidade sindical disse que, apesar da reunião com o governo na quarta-feira, a paralisação foi mantida e não há data prevista para o fim do movimento.

Quais setores da economia já foram atingidos?

Após 72 horas de paralisação, os efeitos da greve de caminhoneiros foram sentidos em várias partes do país e em vários setores econômicos.

Houve relatos de falta de combustíveis em alguns postos de gasolina na Baixada Santista, no litoral paulista, e em cidades do interior de São Paulo como São José dos Campos, Taubaté e Jacareí. Em Recife (PE) e no Rio de Janeiro (RJ) também houve desabastecimento.

Quem está com o tanque do carro vazio também pode ter problemas ao tentar pegar um ônibus: as empresas de São Paulo já avisaram que terão dificuldade para retirar os veículos das garagens nesta quinta, por falta de combustível. A Prefeitura da capital paulista anunciou a suspensão do rodízio municipal de veículos, afirmando que a previsão era de que 40% da frota de ônibus ficasse fora de circulação.

Alerta semelhante foi feito pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro. Em Recife, já houve redução na frota de ônibus, para evitar a falta de combustíveis.

Na alimentação, o impacto também já era sentido. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as lojas de alguns Estados do país já começam a sofrer com o desabastecimento de alimentos, especialmente de produtos menos duráveis como frutas, verduras e legumes.

A Ceagesp, maior distribuidora de alimentos frescos da América Latina, informou que o saco da batatas passou de cerca de R$ 70 para R$ 200 – o mesmo aconteceu em centros de distribuição de alimentos de outros Estados. Do lado da produção, frigoríficos estimam que os prejuízos já superam os R$ 200 milhões com as exportações de carne suína e de frango, que deixaram de ser feitas.

Em outro desdobramento, os Correios informaram que suspenderam alguns tipos de entregas rápidas (como algumas modalidades do serviço Sedex). O aeroporto de Brasília informou que ficará sem querosene de aviação para reabastecer as máquinas a partir de quinta-feira. O mesmo foi dito nos aeroportos de Congonhas (SP), Recife (PE), Palmas (TO), Maceió (AL) e Aracaju (SE).

Além disso, é possível que trabalhadores de outros setores da economia cruzem os braços: o Sindicato dos Estivadores do Porto de Santos (SP), o maior do Brasil, anunciou paralisação em solidariedade aos caminhoneiros. Dificuldades de escoamento fizeram com que montadoras de automóveis no Rio Grande do Sul, Bahia e São Paulo interrompessem a produção nas fábricas.

Quais são as reivindicações dos caminhoneiros?

A principal exigência é a queda no preço do óleo diesel: segundo os representantes dos transportadores, o custo atual do óleo torna inviável o transporte de mercadorias no país.

“Hoje, um caminhão grande usa até R$ 2 mil de óleo diesel por dia. Isso aí no fim do mês é um rio de dinheiro”, afirma Ivar Schmidt. A margem de lucro da atividade é tão baixa, diz Schmidt, que hoje os caminhoneiros trabalham “só para cumprir tabela (sem ganhar nada)”, diz ele.

Para reduzir o preço do diesel, as entidades querem que o governo estabeleça uma regra para os reajustes do produto – hoje, os preços flutuam de acordo com o valor do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar.

Além disso, há outras reivindicações na pauta dos caminhoneiros, diz Ariovaldo de Almeida Silva Júnior, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros (Sindicam) de Ourinhos (SP). “Queremos também a isenção do pagamento de pedágio dos eixos que estiverem suspensos (quando o caminhão está vazio e passa a rodar com um dos eixos fora do chão). Defendemos a aprovação do projeto de lei 528 de 2015, que cria a política de preços mínimos para o frete, e a criação de um marco regulatório para os caminhoneiros”, lista ele.

“O caminhoneiro faz um cálculo do custo do frete (antes de partir). Agora, o caminhoneiro às vezes viaja durante cinco dias. Teve semana que o diesel subiu todos os dias (invalidando a estimativa de custo)”, diz ele.

Por que é tão fácil para os caminhoneiros jogarem o Brasil no caos?

Basicamente, porque o país depende fortemente do transporte rodoviário para transportar bens, pessoas e produtos – inclusive matérias-primas e insumos como os combustíveis.

Diferentemente de outros países com território de tamanho parecido, o Brasil tem poucas linhas de trens para escoar a produção – são 29 mil quilômetros de ferrovias, contra 86 mil km na China, 87 mil km na Rússia e 225 mil nos EUA. Os dados são da consultoria de logística Ilos.

O resultado é que, hoje, 90% dos passageiros e 60% da carga que se deslocam pelo país são movimentados em rodovias, de acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), entidade sindical das empresas do setor.

Ao longo dos últimos dias, os caminhoneiros grevistas também fizeram bloqueios em pontos estratégicos, como a saída de refinarias da Petrobras e a entrada do porto de Santos, em SP, dificultando ainda mais o escoamento das mercadorias.

Há saída à vista para o problema?

Em teoria, há duas outras medidas que o governo poderia tomar para tentar baixar o preço dos combustíveis na bomba: anunciar um novo corte de impostos (além da Cide, poderia diminuir o valor do PIS-Cofins) ou mudar a política de preços da Petrobras.

Ambas teriam reflexos negativos: cortar impostos significaria aumentar ainda mais o endividamento público; e uma nova mudança na Petrobras colocaria em risco as contas da companhia (que se endividou durante o governo de Dilma Rousseff, quando os preços eram controlados).

Apesar da redução anunciada no começo da noite de quarta-feira, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que “a política (de preços) da companhia não muda”. Ou seja, após este prazo, o diesel voltará a flutuar de acordo com o preço do petróleo no mercado internacional e a taxa de câmbio (valor do real frente ao dólar).

No curto prazo, o governo apela também para a via judicial: ao longo do dia de ontem, a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu nove decisões liminares (provisórias), na primeira instância da Justiça, determinando a liberação das vias obstruídas nos Estados do Paraná, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Rondônia, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

No começo da noite de quarta-feira, ao dizer que pediu trégua “de uns dois ou três dias” aos representantes dos caminhoneiros, Temer agregou que “desde domingo estamos trabalhando neste tema para dar tranquilidade não só ao brasileiro que não quer ver paralisado o abastecimento, mas também tentando encontrar uma solução que facilite a vida dos caminhoneiros”.

VALE A PENA LER – A chantagem dos caminhoneiros

Depois de três dias com quase 400 bloqueios de estradas em 23 estados e no Distrito Federal, voos cancelados por falta de combustível, ônibus parados, linhas de montagem paralisadas, desabastecimento e alta no preço de hortaliças e a ameaça de continuar a manter o país refém, os caminhoneiros conseguiram enfim o que queriam: dobraram Brasília e a Petrobras.

greve

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(Do BLOG de Helio Gurovitz – G1 da Globo)

O presidente da estatal, Pedro Parente, engoliu sua empáfia de executivo independente e foi à TV anunciar a redução de 10% do preço do diesel por 15 dias. Como Parente deixou claro que não aceitaria voltar à manipulação populista dos preços em prejuízo da empresa, o governo se viu obrigado a responder à chantagem cortando impostos (eles são de 28% no diesel e 44% na gasolina). Começou então a ciranda política.

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O presidente Michel Temer extinguiu a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel. O Congresso decidiu voltar a trabalhar: aprovou a reoneração da folha de pagamento de 28 setores para tentar reequilibrar a queda na arrecadação, mas zerou o PIS/Cofins sobre combustíveis até o final do ano.

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Para o caminhoneiro, que paga uns R$ 2,5 por litro de diesel, o corte total soma R$ 0,53: R$ 0,25 (Petrobras); R$ 0,05 (Cide) e R$ 0,23 (PIS/Cofins). Para o governo, a reoneração deverá trazer uns R$ 3 bilhões ao Orçamento, suficientes para cobrir os R$ 2,5 bilhões de perdas com a CIde, mas longe de tapar o buraco aberto pelo PIS/Cofins, estimado pela Receita em até R$ 12 bilhões.

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Para a Petrobras, Parente estimou a perda de receita em apenas R$ 350 milhões, fração ínfima do faturamento de R$ 284 bilhões (em 2017). Mas o mercado acionário já começou a punir a empresa, que voltou a se tornar vítima de ingerência política. Em Nova York, os papeis negociados ontem à noite registravam queda de 11,3%.

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Assim é a política. Pouco importa que o petróleo tenha sofrido uma alta superior a 50% desde a metade do ano passado (de US$ 50 para US$ 80 o barril). Pouco importa que a intervenção política nos preços dos combustíveis, durante o governo Dilma, tenha levado o endividamento da Petrobras a níveis recordes e contribuído, com os escândalos de corrupção, para o naufrágio da empresa.

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Pouco importa que os preços sejam, segundo a teoria econômica, a forma mais eficaz de regular oferta e demanda – a alta envia a compradores o sinal de que é necessário reduzir o consumo e evita a escassez. A política dá de ombros para a teoria econômica, para os executivos que proclamam sua independência e para os políticos que tentam seguir cartilhas ideológicas.

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Na hora da política, quem tem poder demonstra. O resto se submete. Os caminhoneiros acabam de demonstrar ter mais poder que Temer, o Congresso ou Parente. Emparedados pela chantagem, todos se viram diante da verdadeira alma do preço dos combustíveis no Brasil.

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Não é novidade a noção estapafúrdia, disseminada pelo país, de que a Petrobras precisa zelar pelo preço na bomba em nome do consumidor, ainda que em detrimento dos acionistas. A alma do preço do combustível brasileiro não é, nem nunca foi econômica. É populista.

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Em nenhum lugar do mundo, corporações organizadas têm pruridos em tentar submeter o país a suas vontades. Mineiros britânicos enfrentaram durante anos o governo de Margaret Thacther na década de 1980. Ela não se dobrou. Ferroviários enfrentam ainda hoje as reformas do governo Emmanuel Macron na França, com paralisações periódicas. Até agora, ele não se dobrou.

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Pois bastaram três dias de confusão com os caminhoneiros para Temer, Parente e companhia se vergarem em salamaleques. A vitória dos caminhoneiros transmite um recado cristalino a outras categorias com poder de gerar confusão: “Com essa turma que está aí, a chantagem funciona. Podem ir em frente!”.

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PT lançará pré-candidatura de Lula no próximo dia 27, diz deputado

lulaO parlamentar afirmou à militância do acampamento Lula Livre, nos arredores da PF, que o ex-presidente pediu para enfatizar que no dia 27 o lançamento ocorrerá em cada cidade brasileira onde o PT está organizado

Por: FolhaPress

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), escolheu o dia 27 de maio para o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência em todo o Brasil.

A informação foi repassada pelo deputado federal Wadih Damous (PT), que visitou o petista na manhã desta segunda (21) na condição de seu advogado.

O parlamentar afirmou à militância do acampamento Lula Livre, nos arredores da PF, que o ex-presidente pediu para enfatizar que no dia 27 o lançamento ocorrerá em cada cidade brasileira onde o PT está organizado.

“Pouco importa se em cada ato tenha 10 pessoas, tenha 5 pessoas, tenha 500 pessoas. O importante é o somatório em todo o Brasil de cada um desses atos, para deixar claro que o presidente Lula é o nosso candidato”, disse Damous.

O deputado também afirmou que Lula está bem-humorado, ainda que indignado. “Está bem abrigado, está bem agasalhado, tem praticado exercícios, está bem-humorado. Agora, é claro que ele está indignado com essa perseguição que se abate sobre ele.”

Segundo Damous, Lula voltou a dizer que não quer receber um indulto, mas sim o reconhecimento de sua inocência.

Na última sexta-feira (18), a juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal do petista, cumpriu decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) que deferiu pedido da OAB do Paraná para assegurar a Damous o direito ao exercício profissional como advogado de Lula. 

 

UM TEXTO DO JORNALISTA INALDO SAMPAIO – “Campanha em favor de “Lula livre” começa a tomar corpo em várias partes do Brasil”

inaldoFogo Cruzado – Blogueiro e Colunista de Política da Folha de Pernambuco

 

Lula continua sendo o maior líder popular da história do Brasil depois de Getúlio.

Mas como todo mortal comum comete erros e acertos.

Errou quando impôs Gleisi Hoffmann como presidente nacional do PT, mas acertou ao “politizar” a sentença do juiz Sérgio Moro que o condenou a 12 anos e 1 mês de prisão.

Com a ajuda de militantes do PT e de outros partidos, o ex-presidente comanda de dentro da cela a campanha “Lula livre”, que está se disseminando pelo Brasil e pelo exterior, deixando dúvida na cabeça de muitas pessoas sobre se de fato ele é culpado ou inocente.

Quase todos os dias o ex-presidente crie um “factóide”, seja pelas “cartas” que envia a Gleisi, seja pelas opiniões que manifesta aos que o visitam na prisão.

A versão de que seria “preso político”, por exemplo, começa a ser assimilada até por não petistas, assim como a de que não há provas contra ele no caso do tríplex do Guarujá.

É o “lulismo” falando sozinho sem que haja o contraditório por parte do juiz que o condenou nem dos procuradores “fundamentalistas” que o denunciaram a pediram sua condenação.

É claro que do ponto de vista do Judiciário isso não terá efeito algum.

A sentença da primeira instância já foi confirmada pelo TRF da 4ª Região e pelo Supremo Tribunal Federal, não havendo mais o que discutir sob o ponto de vista da legalidade.

Agora, sob o ângulo da política, a campanha pelo “Lula livre” está em efervescência em universidades, nas plateias de shows artísticos e nas redes sociais.

Se isto terá ou não influência nas próximas eleições, ainda é muito cedo para avaliar.

Partidos políticos devem fazer convenções de 20 de julho a 5 de agosto

rlriDepois, siglas têm até dia 15 de agosto para apresentar ao TSE o requerimento de registro de candidatos

Diario de Pernambuco

Em dois meses, partidos políticos poderão começar a realizar convenções para escolher oficialmente candidatos a presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal, deputado estadual ou distrital.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essas convenções devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

Depois, segundo o calendário eleitoral de 2018, eles têm até as 19h do dia 15 de agosto para apresentar ao TSE o requerimento de registro de candidatos a todos os cargos pleiteados.

No dia 16 de agosto, ficará permitida a propaganda eleitoral.

Até lá, a partir do momento em que houver a deliberação da chapa na convenção e o registro dela, fica permitida a formalização de contratos que gerem despesas e gastos com a instalação física e virtual de comitês.

O pagamento efetivo, contudo, só poderá ocorrer após a obtenção de registro de CNPJ do candidato e a abertura de conta bancária específica para a movimentação financeira de campanha e emissão de recibos eleitorais.

Pré-campanha

Antes da oficialização, há a possibilidade de efetivação da chamada pré-campanha.

Essa etapa passou a ser legalizada pela minirreforma eleitoral de 2015, que reduziu o tempo oficial de campanha de 90 para 45 dias.

A minirreforma introduziu, na Lei Geral das Eleições (Lei 9.504/97) a figura do pré-candidato, ao qual é permitido expor posições políticas e a menção à pretensa candidatura, mas não pedir votos.

O secretário judiciário do TSE, Fernando Maciel de Alencastro, explica que “está contemplada a divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais”.

A pré-campanha começou a valer nas eleições municipais em 2016, mas está mais difundida nesta, inclusive pela possibilidade de pré-candidatos arrecadarem recursos por meio de sites cadastrados pelo TSE.

A orientação geral para o período é de que nesta fase devem ser evitados gastos de campanhas. “Não se vê, nesse período da pré-campanha, previsão de prestação de contas. Se presume que não haverá gastos substanciais pelo menos”, explica Alencastro.

Limite de gastos

O dia 20 de julho é também o último dia para a Justiça Eleitoral divulgar os limites de gastos para cada cargo eletivo em disputa.

Antes, no 31 de maio, o TSE divulgará, na internet, o quantitativo de eleitores por município, dado essencial para o cálculo do limite de gastos e do número de contratações diretas ou terceirizadas de pessoal para prestação de serviços referentes às atividades de militância e mobilização de rua nas campanhas eleitorais.

Já no dia18 de junho será divulgado o montante de recursos disponíveis no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

Pesquisa aponta que 81% preferem quem não tem mandato

 Apesar do desejo por algo novo na política, especialista garante que o que será ofertado ao eleitor é uma ‘nova roupagem dos políticos velhos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

eleiçoesApesar de as pesquisas continuarem detectando um desejo de mudança, a oferta será inferior à demanda por renovação.

Essa é a opinião de Renato Meirelles, coordenador do Instituto Locomotiva – que tem feito levantamentos sobre o comportamento dos eleitores.

Em uma pesquisa que deve ser divulgada ainda nesta semana pelo instituto, 81% dos eleitores declararam preferir votar em quem hoje não exerce mandato.

Apesar disso, a tendência não é a de renovação. “Esse número reflete a demanda eleitoral, mas ela não será representada.

O que vai ser apresentado ao eleitor é uma nova roupagem dos políticos velhos. Em razão das regras eleitorais e dos recursos financeiros escassos, o eleitor não vai encontrar as opções de renovação”, disse Meirelles.

Não significa, com isso, dizer que novos nomes não serão eleitos. Historicamente, o índice de substituição de nomes no Congresso beira os 50%.

“O que acontece não é uma renovação. Os eleitos são filhos, parentes ou apadrinhados daqueles que já estão no poder”, disse o cientista político Vitor Oliveira, da agência Pulso Público.

A realidade

A “ficha caiu” entre os grupos de renovação (que estão inseridos nos cursos de formação do RenovaBr e da Raps). O discurso já é mais cauteloso.

“Essa é a nossa primeira eleição. O projeto é para dez anos”, disse o coordenador do Acredito, Zé Frederico.

“O sistema construiu barreiras, mas esse é apenas o início de um processo”, afirmou o coordenador do Agora!, Leandro Machado.

Para o coordenador do Instituto Brasil@21, Pedro Henrique de Cristo, os movimentos “estão na fronteira de ser engolidos”.

Para ele, é preciso coordenação e foco nas campanhas que realmente têm chance. Já para o coordenador do Livres, Paulo Gontijo, os partidos são impermeáveis à renovação.

“O jogo é feito para não renovar. Temos o receio de servir para compor chapa e maximizar as chances de velhos políticos.”

A necessidade de cooperação e organização parece um ponto comum entre os grupos. Carlota Mingolla, de 36 anos, que já foi candidata a vice-prefeito de São Paulo pela Rede, na chapa de Ricardo Young, percebeu essa realidade e decidiu atuar para qualificar seus pares.

“O caminho natural era que eu saísse candidata nessa eleição. Mas acabei desistindo. Acho que posso atuar melhor nos bastidores, propondo debates internos e trabalhando pelo fortalecimento das ideias, projetos e pela formação de lideranças.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

BRIGA DA CELPE COM A CAIXA POR CONTA DOS PREÇOS DE TARIFAS -A via crúcis de quem precisa pagar a conta de luz em Pernambuco

CIFRAHomens e mulheres que não têm conta em banco e utilizavam os serviços das lotéricas para pagar a Celpe se sentem desamparados.

caixa C XcelpeSomente o Banco do Nordeste, o Banco Sicredi e Bancoob aceitam pagamentos diretamente nos caixas Economia:

Diario de Pernambuco

Uma sensação de desamparo tomou conta das pessoas que precisam pagar as contas de energia, mas não têm conta bancária ou sequer usam internet.

Homens e mulheres trabalhadoras de Pernambuco, bem como pessoas que cuidam de casa, precisam se deslocar de um lugar para o outro, às vezes de ônibus, gastando dinheiro de passagem, com o objetivo de manter o nome limpo e não ter a conta de energia cortada.

A via crúcis começou no dia 1 de maio quando as lotéricas da Caixa Econômica Federal deixaram de receber os pagamentos.

Há lotéricas em praticamente todos os bairros e municípios do estado, o que facilitava a vida de quem não possui conta-corrente.

Agora, os únicos bancos que aceitam pagamentos nos guichês – de não correntistas – são Banco do Nordeste, Banco Sicredi e Bancoob.

As dificuldades se avolumam todos os dias. Para se ter uma ideia, o Recife tem cerca de 80 bairros, mas só em 18 deles é possível encontrar estabelecimentos para quitar os débitos e manter a luz acessa dentro de casa.

Imagine que o bairro de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife, não tem local para realizar o procedimento.

O mesmo acontece em bairros como Boa Viagem, Casa Amarela, Encruzilhada, entre outros.

Uma prestadora de serviço que trabalha no Bairro do Recife – pedindo para não ser identificada, caiu em prantos por não conseguir pagar a conta e temer o corte da energia, o que vai estragar tudo que tiver na geladeira.

Ela já foi em dois bancos (Bradesco e Santander), numa farmácia e num supermercado e não conseguiu deixar suas contas em dia.

“Só o que sabemos é de boca a boca. Eu fui agora na Pague Menos, um amigo disse que podia ser pago lá, mas não consegui. É uma humilhação, a gente fica feito bolinha, eu já chorei muito”, contou.

Nos dois bancos citados, a trabalhadora acrescentou ter recebido a seguinte informação: só podia utilizar aqueles serviços se ela tivesse uma conta.

E nos demais locais, o pagamento não foi aceito porque o vencimento tinha passado. Ela também se dirigiu aos Correios, mas lá tinha um número de fichas para ser atendido por dia e o limite já tinha sido atingido.

A Celpe informou que os clientes podem pagar as contas por aplicativos de celular, mas tem gente que não sabe utilizar esses recursos, ou não têm internet.

Segundo a companhia, os estabelecimentos credenciados não podem recursar o pagamento de conta vencida.

Há 650 pontos no estado credenciados para se quitar a conta e, até o final do ano, serão quase mil.

A Celpe voltou a informar que o contrato com as lotéricas foi cancelado em decorrência de um aumento de 70% no valor da tarifa por fatura arrecada.

“A decisão da Caixa Econômica tornou inviável a manutenção do convênio. Em respeito aos mais de 3,6 milhões de clientes, a Celpe reafirma o compromisso com a qualidade dos serviços oferecidos e disponibiliza para consulta a relação da rede credenciada em seu site: www.celpe.com.br.”

Segundo informou uma liderança política ao Diario, em reserva, estados como Goiás, Rio e Janeiro e Ceará também vão cancelar os contratos com as lotéricas, porque as tarifas aumentaram quase 100%.

Isso significa que o maior empurrão para a quebra de contratos foi dado pela Caixa Econômica, que tem sido sucateada nos últimos meses pelo governo federal.

O site da Celpe está atualizado para melhor informar seus clientes.

Priscila Krause cobra execução de pavimentação de estradas em Gravatá. Verba de R$ 6,63 MILHÕES já está na conta do Governo desde 2007

priscila-krause2A deputada estadual Priscila Krause (DEM) questionou, ontem, em discurso na Assembleia Legislativa, a existência de uma conta bancária na Caixa Econômica Federal com R$ 6,63 milhões à disposição da Secretaria de Turismo de Pernambuco para execução da ação “asfaltamento no município de Gravatá”.

O convênio, iniciado em 2007, teve repasses de R$ 9,75 milhões por parte do Ministério do Turismo ainda em 2008. Desses, pouco mais de R$ 3,0 milhões foram executados, restando os R$ 6,63 milhões.

Segundo a deputada estadual Priscila Krause, a apuração do seu gabinete registrou que o governo de Pernambuco solicitou o aditamento do prazo do convênio, que se encerraria em junho de 2017. “É preciso que fique claro se os recursos, um volume significativo, vai voltar para Brasília e porque não foram gastos. A gente sabe que a demanda por obras de asfaltamento numa cidade como Gravatá é muito grande e mais de seis milhões de reais é um volume significativo. Nosso trabalho é para que esses recursos fiquem na cidade”, afirmou Priscila.

No total, o relatório de recursos em caixa do governo estadual elaborado pela deputada estadual apurou a existência de R$ 298,2 milhões depositados em contas corrente, poupanças e fundos de investimento vinculados à execução de 29 convênios em prol da realização de obras e ações em benefício do povo pernambucano. Firmados entre a administração estadual e o governo federal, os convênios estão, em sua maioria, próximos do termo final do seu prazo, o que – caso medida em contrário – obrigaria a gestão estadual a devolver os recursos para Brasília. De acordo com Priscila, a situação demonstra a lentidão administrativa da gestão do governador Paulo Câmara (PSB) e exige da própria Assembleia Legislativa a execução de uma força tarefa em prol do destravamento das obras e ações.