Lançado o edital do Programa Ganhe o Mundo Esportivo

Está lançado o edital da edição 2019 do Programa Ganhe o Mundo Esportivo (PGME).

Com informações do Jornal do Commercio – NE10

canadaAs vagas são destinadas para alunos da rede pública estadual que têm entre 14 e 17 anos.

Os estudantes devem atender a pelo menos um desses requisitos esportivos: ser contemplado pelo Bolsa Atleta PE, ter conquistado resultados esportivos relevantes em competições oficiais de modalidades olímpicas no último ano, ou ser campeão nos Jogos Escolares de Pernambuco.

 Os alunos também precisam ter média de pelo menos 6,0 nas disciplinas de português e matemática, e realizarem as inscrições, presencialmente ou por SEDEX, até 31 de janeiro.

O PGME começou em 2015, com uma turma de 11 atletas realizando o intercâmbio esportivo e educacional. Em 2018 foram 25 estudantes que passaram dois meses treinando e estudando no Canadá.

 Para se inscrever o candidato deverá se apresentar (inscrição presencial) ou enviar (inscrição via SEDEX):

– A ficha de inscrição, que está anexada ao edital.

– Cópia do documento de identidade com foto, cópia do CPF e comprovante de residência. Documentação comprobatória dos resultados esportivos obtidos nos 12 meses anteriores à publicação do edital.

  – Declaração da instituição pública de ensino que o aluno está matriculado e enturmado na escola, informando as médias de português e matemática.

– O número do SIEPE, com exceção das escolas da Polícia Militar, Colégios de Aplicação da UPE e escolas indígenas.

No caso de inscrição presencial, o candidato deverá dirigir-se à Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer, na Gerência de Programas de Incentivo ao Esporte, localizada na Avenida Professor Andrade Bezerra, em Salgadinho, Olinda, até 31 de janeiro de 2019, no horário das 09h00 às 12h00 – 14h00 às 17h00.

O edital completo está no site da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer.

Miguel Arraes eternizado entre os Heróis da Pátria

arraes 2Além dele, outras 20 personalidades e políticos do país foram homenageados, entre os quais o ex-governador Leonel Brizola

Por: Diario de Pernambuco

12/12/2018. Credito: Chico Ferreira/Divulgacao. Brasilia - DF. Solenidade de inscricao do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, no livro Herois e Heroinas da patria.

O nome do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes está gravado no livro de aço dos Heróis e das Heroínas da Pátria.

A cerimônia de entronização de Arraes, considerado um dos grandes líderes da esquerda brasileira, foi realizada ontem em Brasília.

Além dele, outras 20 personalidades e políticos do país foram homenageados, entre os quais o ex-governador Leonel Brizola, o escritor Machado de Assis e a primeira presa política do e heroína da Revolução Pernambucana Bárbara de Alencar.

Segundo informações da assessoria do PSB, partido que Arraes foi presidente nacional, a inclusão do ex-governador na relação de heróis e heroínas brasileiros se deve “à sua biografia, como cidadão, homem público, dirigente partidário e líder político dedicado às causas sociais e em defesa da democracia no Brasil”.

A solenidade, realizada pelo governo do Distrito Federal, contou com a presença de familiares e políticos pernambucanos.

A vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes, filha de Arraes, agradeceu em nome da família. “Agradeço especialmente àqueles que sempre estiveram junto com meu pai com o compromisso de governar para os mais necessitados, pois esta era a legenda no coração dele”, disse a ministra.

A inclusão do nome de Arraes foi uma proposição do deputado federal Tadeu Alencar (PSB) e subscrita pela bancada do PSB na Câmara.

“Estamos orgulhosos e incumbidos de carregar essa pira com o fogo da democracia, que precisa estar sempre aceso, principalmente nesse momento do país em que, claramente, a democracia e a liberdade estão ameaçadas”, afirmou o socialista.

Para o governador Paulo Câmara (PSB), a inclusão do nome de Arraes no Panteão dos Heróis e das Heroínas da Pátria é uma justa homenagem ao líder socialista. “

Doutor Arraes foi um dos maiores políticos do século 20 no Brasil, de inegável compromisso com aqueles que mais precisam e profundo conhecimento dos desafios da nossa Nação”, frisou. Também participaram do evento o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), Marília Arraes e Antônio Campos (netos de Arraes), o bisneto João Campos e Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, também neto de Arraes.

Sairé recebe pela primeira vez o Cine Sesi com filmes inéditos pipoca quentinha e uma tela gigante tudo de graça neste final de semana

Em Pernambuco, o projeto está em sua 12ª edição e já foi visto por mais de 100 mil pessoas em 26 municípios

Coco-Poster-featuredNos dias 14 a 16 de dezembro, Sairé recebe o Cine Sesi, um projeto que leva cinema de qualidade, pipoca e filmes premiados de graça para cidades, onde a sétima arte não chegou ou tenham cinemas desativados.

São 17 anos de projeto, 5,2 milhões de pessoas impactadas, apresentações em cerca de 700 cidades de 12 estados brasileiros. As apresentações iniciam às 18h30, na Avenida Coronel José Pessoa (próximo ao Colégio São Miguel).

O Cine Sesi além de proporcionar cultura para o trabalhador da indústria, acaba por beneficiar toda a população dos municípios contemplados no projeto, já que as exibições acontecem sempre em praça pública e em locais de grande fluxo de pessoas.

“O Cine SESI se torna uma ferramenta educativa cheia de potencialidades, ao constituir-se um meio de contribuir para a mudança social”, ressalta Nilo Simões Superintendente do SESI-PE.

LONGAS

“O Filho Eterno” retrata a história de um casal que espera a chegada do primeiro bebê. Mas a alegria do pai vira incerteza com a descoberta de que o filho tem síndrome de down.

Já “Viva, A vida é uma festa” relata a historia de Miguel um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho.

Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.

Outro destaque é o “Touro Ferdinando”. Grande e forte, mas de temperamento doce, Ferdinando é escolhido por engano para as touradas. Sua verdadeira luta é provar que não se deve julgar ninguém pela aparência. Direção do brasileiro Carlos Saldanha.

CURTAS

“Plantae” – Ao cortar uma grande árvore no interior da floresta amazônica, um madeireiro é surpreendido por uma inesperada reação da natureza. Uma reflexão sobre as consequências irreversíveis do desmatamento para o meio ambiente.

“Próxima” – Aos doze anos, Carol percebe que o mundo inteiro ao seu redor está muito padronizado: suas tias e primas, as amigas da escola, as mulheres nas lojas, as cantoras da internet, todas estão com o cabelo liso. Menos ela.

“Médico de Monstro” – Dudu é um estudante que acabou de escolher o que vai ser quando crescer. Mas terá que enfrentar um dos seus maiores medos para exercer a sua futura profissão: tornar-se um médico de monstros.

CARAVANA – Esse final de semana o projeto também acontece na cidade de Rio Formoso. Em Pernambuco, o projeto está em sua 12ª edição e já foi visto por mais de 90 mil pessoas em 24 municípios.

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Serviço
Cine Sesi Sairé
De 14 a 16 de dezembro
A partir das 18h30
Na Avenida Coronel José Pessoa (Proximo ao Colegio São Miguel)
Site: www.cinesesi.com.br
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
Aponte Comunicação – 81 3127-1999
Lise Weller – +55 48 99668-5333
Marcelo – 81 9 8320-9887 – marcelo@aponte.com.br
Kennedy Michiles – 81 9 9732-3736 – michiles@aponte.com.br

Cepe lança obra póstuma de Marcus Accioly

Texto para teatro, Don Juan-Don Giovanni, será lançado na próxima quarta-feira (12), na Academia Pernambucana de Letras

A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) lança nesta quarta-feira (12) o primeiro livro póstumo do escritor Marcus Accioly, considerado uma das mais importantes vozes da poesia regional contemporânea, morto em outubro do ano passado. 

Don Juan-Don Giovanni, peça em dez jornadas, foi o último trabalho de Accioly, que deixou ainda outros títulos inéditos.

O lançamento será na Academia Pernambucana de Letras, a partir das 19h.

Na ocasião, os poetas Alexei Bueno, Carlos Nejar e o editor da Cepe, Wellington de Melo, falarão sobre a obra e a trajetória do escritor pernambucano.

Ao longo de uma década, Marcus Accioly travou com esse personagem enigmático da literatura universal uma intensa relação para a construção do seu Don Juan. 

“Ele sempre quis escrever sobre Don Juan, como tantos já fizeram, e gostou do resultado quando terminou”, revela Glória Accioly, viúva do poeta.

Autor do prefácio e velho amigo de Marcus, o poeta Nejar lança olhar sensível à última obra do escritor pernambucano que, ao contrário do Don Juan de Lord Byron, “escreveu-o à exaustão, para não deixá-lo inacabado”.

Nas dez jornadas que dividem o texto para teatro, Don Juan-Don Giovanni é ameaçado por um fantasma do passado, tem medo da Morte, ao mesmo tempo em que se sente atraído por ela pelo fato de ser feminina, e mesmo sem morrer, vai ao inferno e lá se torna amigo do Diabo. 

Entre comédia e tragédia, plano real e sobrenatural, o galã reflete sobre a própria vida, passado e presente, amor e solidão.

Vívido da primeira à última cena, Accioly orquestrou com maestria os diálogos que constroem a narrativa e seus personagens, todos organizados em versos, como tradicionalmente escrevia.

“A poesia era intrínseca a Marcus, colocava em versos até os seus artigos para o Jornal do Commercio. Ele não conseguia não ser poeta”, ressalta Glória Accioly.

Poeta e professor, Marcus Accioly nasceu no município de Aliança em 21 de janeiro de 1943. Fez parte da chamada Geração 65 de Pernambuco e do Movimento Armorial junto com Ariano Suassuna. Publicou 14 livros, deixando outros 30 ainda inéditos.

Sua poesia foi traduzida para o espanhol, francês, alemão e musicada por grandes nomes, como Capiba, Cussy de Almeida e Arnaut Matoso.

Teve a obra reconhecida através de grandes prêmios literários, entre eles o Olavo Bilac, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Ocupou a cadeira de número 19 da Academia Pernambucana de Letras e faleceu no dia 21 de outubro de 2017.

Contatos para entrevistas:

Glória Accioly: 99212-5932
Wellington de Melo (editor): 99589-7777 / 99278-0618
Carlos Nejar: (21) 999700-0039 / (21) 2051-0104
Assessoria de Imprensa da Cepe: 3183-2770 – Roziane Fernandes: 9.9748-6072

ESCOLA SEM PARTIDO – O que Bossonaro e seu ministro da Educação pretendem realizar. Na opinião de Aloizio Mercadante

MERCADANTE 2SOBRE A INDICAÇÃO DO NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

 

 

ESCOLADesempenhei muitas funções na vida pública, mas seguramente a mais nobre e gratificante, a mais complexa e desafiadora, foi a de ser ministro da Educação do Brasil.

Quero expressar com humildade, mas com franqueza, minhas preocupações com o futuro da educação no governo Bolsonaro.

A escolha do teólogo colombiano Ricardo Vélez Rodríguez para ocupar o cargo de ministro da Educação causa imensa preocupação na comunidade acadêmica e educacional.

Diferente de outros nomes de caráter técnico que vinham sendo ventilados e que foram vetados pela bancada evangélica e conservadora, Rodríguez, apesar de professor com erudição, títulos de mestrado e doutorado e intimidade com escolas militares, representa a opção ideológica religiosa e de ultradireita.

Ele parece não possuir qualquer relação ou histórico de formulação, acompanhamento ou contribuição para o MEC, ou sobre a política educacional brasileira e seus imensos desafios.

A primeira grande preocupação é seu alinhado incondicional ao movimento “Escola Sem Partido”, que sob o falso dogma da verdade e da neutralidade desrespeita frontalmente a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), porque atenta contra o livre exercício do magistério, a liberdade de cátedra e tenta acabar com a pluralidade de ideias na aprendizagem.

A escola deve, acima de tudo, ensinar as crianças e jovens a aprenderem a estudar e a pensarem. A censura seguramente não é o melhor caminho. Um movimento que estimula que alunos delatem professoras e professores, não pode ser o futuro da educação.

Uma iniciativa que viola o princípio da autonomia didático-científico das universidades, assegurado pelo art. 205 da Constituição, não pode ter amparo legal. As aulas estão protegidas pelo direito autoral e as professoras e os professores não podem ser amordaçados.

Uma segunda grande preocupação é que o futuro ministro do governo Bolsonaro já deu mostras do modelo autoritário e obscurantista que pretende impor ao sistema educacional brasileiro.

Simpático da monarquia, regime rechaçado pelo povo brasileiro no plebiscito de 1993, Rodríguez declarou que ““todas as escolas deveriam ter Conselhos de Ética que zelassem pela reta educação moral dos alunos”.

E “reta educação” definida por quem? Toda orientação pedagógica do MEC tem sido marcada, historicamente no período democrático, pela pluralidade, diversidade e respeito às opões dos professores e professoras em sala de aula.

Todas as iniciativas do MEC respeitam as redes municipais e estaduais e procuraram assegurar a mais ampla liberdade no processo de aprendizagem dos estudantes brasileiros.

A escola deve ser um espaço de convivência, de respeito integral aos direitos humanos, que precisa valorizar uma cultura de paz e de respeito ao outro, aberto ao debate das ideias, procurando dialogar com as mais diversas correntes do pensamento.

A convivência educacional deve ser inclusiva, plural, laica, republicana, respeitosa e democrática.

A terceira preocupação é que as declarações iniciais do futuro ministro rompem com um processo histórico iniciado desde a transição democrática de conceber a política educacional como uma política de Estado, na qual cada gestão procura aprimorar, corrigir, agregar, inovar, mas dando continuidade e consolidando os avanços dos períodos anteriores.

Ele parece vir para dividir, ideologizar, atacar concepções teóricas, políticas e pedagógica, quando sinaliza que tentará impor de forma autoritária, como ocorreu no período da ditadura militar, uma visão conservadora e fundamentalista na educação.

Ao querer impor os livros didáticos que deverão ser utilizados por todas as escolas do país, como defende o ‘Escola Sem Partido’, ou rever o debate histórico para que os estudantes celebrem a ditadura militar como sugerem alguns de seus pares, Rodríguez demonstra total desconhecimento sobre o sistema educacional brasileiro.

A LDB garante a autonomia administrativa e pedagógica dos sistemas de ensino, dos estados e municípios, além da autonomia universitária. Assegura também a construção de projetos pedagógicos em que as escolas promovam o debate e a formação crítica de seus estudantes.

Ou seja, as professoras e os professores escolhem entre uma série de livros didáticos recomendados pelo Ministério, por comissões formadas por professores e pesquisadores independentes, com base na pluralidade pedagógica, em sintonia com as bases curriculares elaboradas a partir de diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação.

A imposição de um debate unicamente ideológico afasta o país do debate real em torno dos imensos desafios da educação.

A quarta preocupação é que o ministro deveria iniciar suas declarações afirmando que sua bússola será o Plano Nacional de Educação, aprovado como lei complementar por todos parlamentares do país em 2014.

É um imenso desafio, mas as macrometas e estratégias são as diretrizes fundamentais de uma política de Estado para a educação brasileira, em todos os níveis. Conhecendo e se comprometendo com o PNE, o ministro deveria estar verdadeiramente preocupado com a meta 20, ou seja, com o financiamento público para a educação, da qual dependem quase todas as outras.

Seria importante uma manifestação contra a PEC 95, que impõem um teto declinante para os gastos públicos para os próximos vinte anos, ou ainda, contra o fim do piso constitucional que vinculava as receitas fiscais para a educação, ou pelo menos, contra o desmonte das vinculações dos royalties do petróleo e do fundo social do pre-sal para a educação.

Esse posicionamento é indispensável para a aprovação do novo Fundeb, que distribui recursos para os estados e municípios e que terá que ser votado em 2019. Igualmente determinante para a manutenção do piso salarial dos professores, que muitos municípios e estados não cumprem.

O futuro ministro deveria se opor ao fim da política de cotas para as universidades públicas, defendida por seu candidato a presidente, porque os estudantes das escolas públicas representam 87% das matrículas no ensino médio.

O ministro deveria alertar seu presidente que defender o acesso diferenciado nas universidades públicas para as famílias de baixa renda, negros e indígenas é indispensável para superar o verdadeiro apartheid educacional que tivemos ao longo da história do Brasil.

Na nossa perspectiva, o ministro deveria ter como absoluta prioridade a valorização e aprimoramento da formação inicial e continuada das professoras e dos professores e ter como eixo estruturante de todas as ações a melhoria da qualidade da educação brasileira, das creches à pós-graduação.

Deveria estar estudando como aprimorar o processo de alfabetização e fortalecer o Pacto Nacional pela Alfabetização. Deveria se debruçar sobre os imensos desafios de melhorar o desempenho dos estudantes no Ideb, no Pisa e no Sinaes, um sistema avançado de avaliação de desempenho.

Resgatar o Pronatec e fortalecer a educação técnica e profissionalizante. O ministro deveria estar defendendo o Enem, que foi a grande porta de oportunidades para o acesso dos estudantes da escola pública ao Fies, ao Prouni, às Cotas e às Universidades Públicas.

O problema da educação brasileira não é reforçar o preconceito e estimular a discriminação aos diferentes, não está em tentar impor uma ideologia aos professores e estudantes, qualquer que ela seja, mas fortalecer a democracia nas escolas e uma cultura de aprendizagem, valorizando os professores e professoras.

O trabalho do MEC está em aprimorar as políticas de inclusão, de acesso, de permanência e, principalmente e acima de tudo, trabalhar incansavelmente pela melhoria de qualidade da educação brasileira.

Futuro ministro, uma humilde sugestão, ponha os pés no chão das salas de aula, conheça a realidade das escolas e suas dificuldades, converse e dialogue com os diretores e diretoras, com as professoras e professores, com todo tipo de estudantes, inclusive as pessoas LGBTS+, porque elas também estudam, muitas vezes sofrendo bulling e discriminações.

Ministro esteja aberto e conheça o dia a dia da escola, porque com todas as limitações e desafios, todos podem aprender, inclusive os ministros, e falo por conhecimento próprio. E na educação, não seria melhor: “respeito acima de tudo e democracia acima de todos”?

Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educação

Museu da Colômbia permite entrada de nudistas em exposição de nus

Um total de 56 pessoas ficaram nuas por quatro horas na Casa Museu Pedro Nel Gómez

nus3Nus em todos os lugares. Corpos sem roupas decoram as paredes de um museu na cidade colombiana de Medellín, e o fim de semana permitiu uma excursão sem precedentes para 504 nudistas.

Um total de 56 pessoas ficaram nuas por quatro horas na Casa Museu Pedro Nel Gómez, que presta homenagem ao falecido artista cafeeiro que no século anterior foi reconhecido por seus trabalhos com humanos sem roupa.

“O objetivo da atividade é artístico e outro de desenvolvimento humano relacionado à liberdade de viver nu”, disse Rafael Sandoval, coordenador de comunicação da Nude Community Another Story, à AFP.

nusO museu exibe 120 obras do artista colombiano, que morreu em 6 de junho de 1984 em Medellín, como parte da exposição “O nu, manifesto e liberdade”.

“Eu conhecia algumas das obras de Pedro Nel, mas não sabia que tinha tanto nu, era incrível estar nua no meio de tanto nu”, disse Ana Castañeda, uma mulher de 30 anos que descobriu “o maravilhoso mundo do nudismo” há um ano e meio.

Segundo Sandoval, a atividade de sábado é única no mundo, já que apenas alguns locais em Paris e Viena permitiram “experiências semelhantes”, mas em que nudistas foram misturados a visitantes vestidos.

Embora a exposição esteja em cartaz há vários meses, no sábado foi aberta exclusivamente para nudistas, a maioria homens, que também receberam uma visita guiada e uma oficina de curadoria.

“A demanda foi bastante alta e é provável que se repita, embora isso dependa do museu”, acrescentou Sandoval, cuja comunidade agrupa mais de 800 nudistas.

O pintor, muralista e escultor Pedro Nel Gómez muitas vezes escandalizou uma sociedade profundamente conservadora como a colombiana com obras que buscavam justificar a naturalidade e o sentido estético do corpo humano nu.

Suas criações foram exibidas em Roma, Bogotá e Medellín, entre outras cidades.

 

Barléu (Livro que destaca os oito anos do Governo de Maurício de Nassau) ganha nova edição pela Cepe 371 anos depois de ser lançado

Livro, que destaca os oito anos do Governo de Maurício de Nassau, é considerado um dos mais importantes documentos do século XVII

Vista do Recife e da cidade maurícia a partir dos arrecifesConsiderado um dos mais importantes documentos para se entender o Brasil do século XVII e o período holandês em Pernambuco, Barléu – História do Brasil sob o governo de Maurício de Nassau (1636 – 1644), ganha uma nova edição em português 371 anos depois de ser publicado.

A obra, com o selo da Cepe Editora, traz uma versão inédita para o português, a partir da tradução do original em latim para o inglês, feita pela pesquisadora holandesa radicada nos Estados Unidos Blanche T. van Berckel-Ebeling Koning (1928-2011), que assegurou mais clareza ao texto histórico.

CAPA - BARLEU(1)O lançamento acontecerá no dia 25 de novembro, às 16h, no Instituto Ricardo Brennand, na Várzea.

O livro foi uma encomenda do próprio conde quando de sua volta à Europa, em 1644, preocupado em destacar seus feitos durante os oito anos em que esteve à frente do governo holandês no Brasil.

Para tanto, escolheu Caspar van Baerle (1584-1648), poeta, acadêmico, filósofo e um dos mais renomados humanistas das Províncias Unidas dos Países Baixos que, apesar de nunca ter vindo ao Brasil, compôs a obra em caráter laudatório em dois anos, a partir de acervo reunido do período (relatos oficiais em holandês, cartas, entre outros documentos).

Ilustrações e mapas de Frans Post e Georg Marcgraf, que acompanharam Maurício de Nassau ao Brasil, também foram incluídos na publicação.

A obra traz informações preciosas sobre o Brasil Colônia, como hábitos dos núcleos urbanos, relatos de batalhas, fauna e flora e, inclusive, o posicionamento de Nassau sobre alguns temas, como a escravidão.

No prefácio, por exemplo, Blanche pondera que o texto de Barléu não menciona a opinião do governador sobre o assunto:

“Assim como o padre Vieira, ele não poderia advogar pela abolição da escravatura, mas condenava o modo que os escravos eram tratados a bordo de navios durante a infame passagem da Costa da África para a América do Sul”.

A primeira tradução integral para o português do texto de Barléu é de autoria de Cláudio Brandão (1894-1965), de 1940, em edição do Ministério da Educação, pela passagem do tricentenário da ocupação holandesa no Brasil.

O editor da Cepe, Wellington de Melo, compara a versão clássica de Cláudio Brandão à tradução da holandesa. “Blanche torna o texto acessível para o leitor contemporâneo, que gosta de história, mas não é necessariamente um historiador.

A partir da profusão de notas produzidas, a tradutora esclarece trechos que ficaram obscuros”, ressalta.

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Serviço:

Lançamento de Barléu História do Brasil sob o governo de Maurício de Nassau


Quando: Dia 25 de novembro, domingo

Hora: 16 horas

Onde: Instituto Ricardo Brennand

Endereço: Rua Mário Campelo, 700 – Várzea, Recife

Preço do livro; R$ 90,00 e  R$ 28,00 (e-book)

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Contato para entrevistas:
Wellington de Melo – 3183.2782/ 9.9589.7777
Assessoria de Imprensa da Cepe: 3183-2770
Roziane Fernandes: 9.9748-6072
Carolina Botelho: 9.8666-5106
Moema Luna: 9.9967-9743
 

Pernambuco quebra recorde nas Paralimpíadas Escolares. Gravatá trouxe duas medalhas

Maria Raiane da Silva, da Escola Cônego Eugênio (Gravatá – PE) e Wanderson Monteiro, do EREM Devaldo Borges, em Gravatá, no tênis de mesa individual Classe 7M  trouxeram medalhas para Gravatá

paraCom 26 pódios nos três dias de competição, o estado consegue seu maior número de medalhas na competição.

Pernambuco mostrou que tem quantidade e qualidade nas Paralimpíadas Escolares, que se encerraram hoje (23) após três dias de disputas.

O estado enviou sua maior delegação da história da competição, com 49 membros entre atletas, técnicos e oficiais.

Esse aumento foi sentido e levou ao maior número de medalhas já conquistadas por Pernambuco na competição, que neste ano, foi realizada em São Paulo. Foram 26 medalhas no total, dez ouros, onze pratas e cinco bronzes, em um total de onze pódios a mais do que os 15 conquistados na edição 2017.

No primeiro dia da competição (21), Pernambuco já mostrou sua força levando nove medalhas. João Pedro Albuquerque, do Colégio Militar (Petrolina – PE), conquistou duas medalhas de ouro no atletismo (60m e salto em distância).

Alfredo Silva, da Escola São Sebastião (Ouricuri – PE), também conseguiu ouro, na prova dos 75 metros do atletismo.

Na natação, o ouro foi para Fábio Vitório, do Colégio Marechal Gaspar Dutra, nos 100m costas.

Os paratletas João Pedro Albuquerque e Alfredo Silva também conseguiram medalhas de prata nas provas de lançamento de pelota e lançamento de dardo, respectivamente.

Joyce Silva, da Escola Municipal CAIC (Pesqueira – PE), também ficou com as pratas no arremesso de peso e 100m.

Maria Raiane da Silva, da Escola Cônego Eugênio (Gravatá – PE), finalizou o dia recheado de pódios com um bronze no tênis de mesa.

Na quinta-feira o ritmo não diminuiu e Pernambuco, com mais oito medalhas, empatou o recorde anterior (17 medalhas em 2016) com um dia de disputas sobrando nas Paralimpíadas.

Wanderson Monteiro, do EREM Devaldo Borges, em Gravatá, levou o bronze no tênis de mesa individual Classe 7M.

No arremesso de peso conseguimos a prata com Jonathan Marcelo, da Escola Arruda Marinho, em Pesqueira.

O primeiro ouro do dia veio com Felipe Cavalcante da APAE Petrolina, campeão nos 400 metros Classe T37. Ele também levou o bronze no salto em distância. A natação fechou o dia com mais quatro medalhas.

Ana Beatriz Gomes, do EREM José de Lima Júnior, em Carpina, foi ouro nos 100 metros nado peito categoria SB8 e prata nos 100 metros livres categoria S9.

O outro destaque das piscinas foi Fábio Vitório. Ele já tinha levado um ouro no primeiro dia e no segundo garantiu duas pratas na categoria S8 nos 100 metros livre e 100 metros peito.

O último dia das Paralimpíadas Escolares viu mais uma chuva de medalhas para nosso estado e a quebra do recorde. No total, foram quatro ouros, três pratas e dois bronzes conquistados hoje.

Na natação Vitória Siqueira, da Escola Arão Peixoto de Alencar (Ipubi -PE), foi ouro nos 50m borboleta e prata nos 50m livre S6 categoria B. Ana Beatriz Gomes ficou com bronze 50 metros livre Categoria SB8 e Fábio Vitório Cândido terminou com a prata nos 50m livre Categoria S8.

No tênis de mesa, Maria Raiane da Silva conquistou a medalha de bronze na classe 6 a 8 infantil e ouro na Classe 7 individual infantil.

Já o atletismo teve ouro com Alfredo da Silva no lançamento do dardo DF T42. Na bocha, Andrei Silva, da Escola Municipal Adauto Carício (Belém de Maria – PE), segurou a medalha de prata classe BC4 e Andreza de Oliveira, da Escola Estadual José Mariano (Recife – PE) recebeu ouro Classe BC2, Categoria B.

O grande medalhista pernambucano destas Paralimpíadas Escolares veio da natação. O recifense Fábio Vitório Cândido conquistou quatro medalhas na competição: uma de ouro e três de prata.

Para o Secretario Executivo de Esportes e Lazer de Pernambuco, Diego Pérez, as medalhas são o resultado de um resgate do esporte paralímpico escolar no estado.

“Nós resgatamos os Jogos Paralímpicos de Pernambuco em 2015 e passamos a ouvir os paratletas e técnicos para melhorar a competição.

Em 2018 conseguimos aumentar consideravelmente o número de modalidades e a qualidade dos jogos, e o reflexo foi uma maior delegação para as paralimpíadas e o recorde conquistado nesta competição” explicou.

 

Estreia de filme Excelentíssimos terá debate sobre impeachment de Dilma

xilvioSaga de todo o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), contada pelos principais atores no Congresso Nacional – em testemunhos, pronunciamentos e flagrantes -, o filme Excelentíssimos, do diretor Douglas Duarte, será exibido neste domingo (25), no Recife, em sessão especial no Cine São Luiz, às 17 horas.

Texto de Ayrton Maciel

O filme é um testemunho das articulações, dentro e fora do Parlamento, pró e contra o impeachment entre 2015 e 2016, quando a presidente foi cassada por manobra política.

Um dos protagonistas da resistência ao golpe, que resultou no agravamento da crise econômica e política e no radicalismo que atingiu o País, o deputado federal Sílvio Costa (Avante) é um dos destaques do documentário de um dos períodos mais agitados da história do Brasil.

Após a pré-estreia de Excelentíssimos, o diretor Douglas Duarte, a cientista política Priscilla Lapa e o deputado Sílvio Costa farão um debate no Cine São Luiz sobre o impeachment e suas consequências para a democracia brasileira.

O filme ficará em cartaz, no Cine São Luiz, a partir do dia 29 deste mês. O documentário foi lançado no 51• Festival de Brasília de Cinema Brasileiro e esta semana teve a estreia nacional nos cinemas de capitais do Sul e Sudeste.

Como vice-líder do governo Dilma na Câmara Federal, o deputado Silvio Costa foi o mais ferrenho defensor da legalidade e da democracia, enfrentando no plenário e nos bastidores os autores do impeachment.

“CAPITÃO NÃO MANDA MAIS QUE GENERAL” – Um texto do jornalista OLBIANO SILVEIRA

ppAlguém aí tem dúvida?

O entrevero, por enquanto verbal, tácito, entre o capitão escolhido presidente e o eventual substituto, dono de quatro estrelas, Hamilton Mourão, era previsível – ou previsto mesmo – desde a escolha deste para a chapa como vice-presidente.

Trocaram diálogos não muito amáveis, expondo divergências conceituais ao longo da campanha, mas hoje, a 38 dias da posse, a desavença propriamente dita exibe-se como inexorável ou já em curso.

Explico: noite passada, no Centro Cultural Banco do Brasil,  quartel da transição, o general desembuchou pontos de vista opostos aos do seu chefe/subordinado (esquisito, né?) quanto ao destino do transatlântico prestes a zarpar.

Coisas fundamentais para a vida de todos nós e para a terra de nosso senhor (repetindo Ary Barroso).

Disparates como menosprezo  à importância da China como superpotência econômica e geopolítica; indisposição extemporânea, explicitadas em abordagens hostis à própria China, árabes, Mercosul e Venezuela, bem como outros temas sensíveis.

O general Mourão prega, em contraposição, atitudes de paz e harmonia com todos.

Rechaça a pretensão da autoridade de Messias Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém; desdenha das concepções do chanceler nomeado Ernesto Araújo. Disse “não resta dúvida de que existe um aquecimento global. Não acho que seja uma trama marxista”.

Por todas essas coisas, óbvias, mais do que razoável admitir que, um pouco mais à frente, a aparente – nem aparente, talvez – harmonia poderá derreter e, então… então fica por conta do imponderável.

O que tá rolando e seria insensatez pôr em dúvida é que a ordem unida não promete permanecer unida. E, num caminho povoado de ouriços, como o que está sendo percorrido, não faz sentido pra andar descalço.

Que haverá turbulências a 40 mil pés de altitude, em pouco tempo,  nem os capacetes dos dragões da independência duvidam.

Olbiano Silveira, é jornalista