Amazônia precisa do fogo de Deus, diz Papa Francisco

O papa Francisco disse neste domingo (6), durante a missa de abertura da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan Amazônica, celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, que a Amazônia precisa do fogo de Deus e não do fogo ateado por interesses.

“O fogo ateado por interesses que destroem, como o que devastou recentemente a Amazônia, não é o do Evangelho. O fogo de Deus é calor que atrai e congrega em unidade. Alimenta-se com a partilha, não com os lucros.”

papa FNa celebração, Francisco disse ainda que o fogo de Deus é também amor que ilumina, que aquece e dá vida; e não aquele que se “alastra e devora”.

“Quando sem amor nem respeito se devoram povos e culturas, não é o fogo de Deus, mas do mundo. Contudo quantas vezes o dom de Deus foi, não oferecido, mas imposto! Quantas vezes houve colonização em vez de evangelização! Deus nos preserve da ganância dos novos colonialismos.”

O papa pediu que o Espírito de Deus inspire o Sínodo para que renove os caminhos da Igreja Católica na Amazônia.

“Reacender o dom no fogo do Espírito é o oposto de deixar as coisas correr sem se fazer nada. E ser fiéis à novidade do Espírito é uma graça que devemos pedir na oração. Ele, que faz novas todas as coisas, nos dê a sua prudência audaciosa; inspire o nosso Sínodo a renovar os caminhos para a Igreja na Amazônia, para que não se apague o fogo da missão.”

O Sínodo da Amazônia ocorre até o dia 27 deste mês, com o tema Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral. A celebração de abertura do evento religioso começou com a entrada de 185 padres sinodais, sendo 58 do Brasil. Estavam presentes também representantes de comunidades indígenas.

 

A batalha entre católicos e evangélicos pelo domínio dos Conselhos Tutelares

Interessadas em ocupar um espaço estratégico na arena política sobre crianças e adolescentes, dezenas de igrejas tentarão eleger representantes nas eleições para os Conselhos Tutelares, que ocorrerão em quase todos os municípios brasileiros, em 6 de outubro.

Por (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49819051)

ctEntre os temas que mobilizam as entidades está o controle da abordagem de questões de gênero e sexualidade nas escolas.

A disputa opõe católicos e evangélicos, e espelha o crescimento de igrejas protestantes no Brasil.

Uma busca feita no Facebook revela dezenas de candidatos, de todas as regiões do Brasil, que se apresentam como pastores evangélicos — a maioria de igrejas em bairros periféricos.

Alguns citam passagens bíblicas no material de campanha.

As eleições são abertas a todos os eleitores. Como o voto é facultativo, candidatos apoiados por organizações capazes de engajar eleitores, como igrejas, saem na frente.

A ofensiva preocupa entidades de defesa de direitos de crianças e adolescentes, que temem a transformação dos órgãos em instâncias religiosas e em trampolins políticos.

‘Compromisso com Deus’

Uma das denominações evangélicas envolvidas nas eleições para os conselhos é a Igreja Universal do Reino de Deus. Em 15 de setembro, a igreja publicou em seu site um artigo intitulado “Conselho Tutelar: é nosso dever participar”.

“Talvez nunca na história da humanidade crianças e adolescentes tenham precisado tanto de quem defenda seus direitos, que dia a dia são desrespeitados pela mídia que expõe material inapropriado, pelos maiores de idade que os agridem de alguma forma e até pelas próprias famílias que não suprem suas necessidades básicas”, diz a Universal.

O texto exorta os fiéis a votar em candidatos “que, acima de tudo, tenham compromisso com Deus”.

Procurada pela BBC News Brasil, a Universal não quis responder a perguntas sobre a eleição e questionou se a reportagem também citaria o papel da Igreja Católica no pleito, enviando em anexo um texto do jornal da Arquidiocese de São Paulo.

No texto, publicado em agosto, a coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor em São Paulo, Sueli Camargo, conclama os católicos a participarem da eleição para frear o avanço evangélico nos conselhos.

“Quando nos ausentamos, deixamos espaço aberto para outras denominações religiosas, como os evangélicos, que estão presentes não só nos conselhos, mas em diversos campos da política e nem sempre estão preparados para ocupar esses cargos”, afirmou Camargo ao jornal.

Será que estarmos diante da sexta extinção em massa na Terra ?

 O ritmo de extinção estaria 10 mil vezes mais rápido que o normal”, afirmou a ativista sueca Greta Thunberg, à beira das lágrimas, diante do Parlamento Europeu em abril deste ano. A comunidade cientifica tem outra opinião.

Fonte: com informações de metéria publicada pela BBC News Brazil

terra

Cientistas garantem que no momento, a Terra ainda não está enfrentando fenômenos como o derretimento das calotas polares, o desmatamento das florestas, a poluição do ar ou a extinção de milhares de espécies.

Estudos recentemente divulgados, os cientistas dizem que o planeta já sofreu uma sexta extinção em massa… mas há cerca de 260 milhões de anos.

Dimensão da extinção

Até agora, acreditava-se que tinham acontecido cinco grandes eventos de extinção em massa no planeta, ou seja, fenômenos em que um grande número de espécies sem descendentes desaparecem ao longo de um período limitado de tempo.

Essas extinções definiram os períodos geológicos: Ordoviciano (há 443 milhões de anos), Devoniano Superior (há 372 milhões de anos), Permiano (há 252 milhões de anos), Triássico (há 201 milhões de anos) e Cretáceo (há 66 milhões de anos).

Mas, nesta semana, uma equipe de cientistas do Departamento de Biologia da Universidade de Nova York, nos EUA, publicou um estudo que poderia mudar a ordem desses períodos geológicos.

A pesquisa – que também contou com a participação do cientista Shu-zhong Shen, da Universidade de Nanjing, na China – se concentrou no período final da época Guadalupiana (ou Permiano Médio), quando uma grande extinção afetou a vida em terra e nos mares.

“As classificações em termos de números de espécies que sofreram extinção, e especialmente em termos de impacto ecológico, colocam o evento de Guadalupiana (há 259,8 milhões de anos) na mesma categoria das outras grandes extinções em massa. Portanto, aparentemente houve seis grandes extinções”, diz o estudo.

O evento ocorreu ao mesmo tempo que a inundação de basalto (consequência de uma erupção vulcânica gigante) que criou a estrutura geológica onde fica atualmente o Monte Emei, extensa formação rochosa encontrada no sul da China.

“Erupções grandes como esta liberam grandes quantidades de gases de efeito estufa, especificamente dióxido de carbono e metano, que causam um forte aquecimento global, com oceanos quentes e pobres em oxigênio, que não é conduzido à vida marinha”, explicou Michael Rampino, coautor do estudo.

Com essas novas informações, acrescenta a pesquisa, acadêmicos e ambientalistas (incluindo Greta Thunberg), devem começar a se referir à atual perda de espécies como a “sétima extinção”.

 

O inovador plano para transformar ar poluído em combustível para aviões

A empresa dele, em parceria com os proprietários do aeroporto, está planejando a primeira produção comercial de combustível para aviação feita, em parte, a partir de dióxido de carbono (CO2).

  • avião

Com base no aeroporto, esse projeto funcionará capturando CO2 do ar, o principal gás que contribui para o aquecimento global.

Em um processo separado, a eletrólise separa a água em hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio é misturado com o CO2 capturado para formar gás de síntese (syngas), que pode ser transformado em combustível de aviação.

  • O projeto piloto, que tem como objetivo produzir 1 mil litros de combustível de aviação por dia, receberá energia de painéis solares.

Os parceiros do projeto esperam produzir o primeiro lote de combustível em 2021.

Eles argumentam que o combustível de aviação produzido por eles terá um impacto de CO2 muito menor que o combustível comum.

“A beleza da captura direta de ar é que o CO2 é reutilizado de novo, e de novo, e de novo”, diz Louise Charles, da Climeworks, empresa que fornece a tecnologia de captura direta de ar.

Alto custo

Meijerink admite que esse processo de produção do combustível ainda está longe de ser competitivo comercialmente.

“O principal elemento é o custo”, diz Meijerink, da empresa de combustível de aviação SkyNRG.

“O combustível fóssil é relativamente barato. Capturar CO2 do ar ainda é uma tecnologia incipiente e cara.”

Outras empresas estão trabalhando em sistemas semelhantes de captura direta, incluindo a Carbon Engineering, do Canadá, e a Global Thermostat, dos Estados Unidos.

No entanto, os ativistas ambientais são altamente céticos.

“Com certeza soa incrível. Parece uma solução para todos os nossos problemas. Mas não é”, disse Jorien de Lege, do Friends of the Earth.

“Se você pensar bem, este projeto pode produzir mil litros por dia com base em energia renovável. São cerca de cinco minutos de voo em um Boeing 747.”

Enquanto as empresas estão testando ferramentas de alta tecnologia para capturar CO2 do ar, já existe uma maneira muito simples e eficiente de fazer isso: o cultivo de plantas.

E muitas aeronaves já estão voando com combustíveis renováveis ​​feitos a partir de biomassa vegetal.

Cana de açúcar, grama ou óleo de palma e até resíduos de animais — de fato, qualquer coisa que contenha carbono — podem ser processados ​​e usados.

As viagens aéreas representam de 3% a 5% por cento das emissões globais de CO2. E essas emissões estão crescendo rapidamente.

‘Escolhas difíceis’

Nem todo mundo está convencido de que essas mudanças tecnológicas serão a solução para tornar os voos mais sustentáveis.

“A única solução que temos é simplesmente voar menos”, diz Lege, da Friends of the Earth.

“Compreendo as razões pelas quais precisamos voar ao redor do mundo, mas as mudanças climáticas estão acelerando a um ritmo assustador. Precisamos fazer escolhas difíceis. Precisamos pensar em mudanças no sistema. Estou confiante de que podemos viver nossas vidas de forma muito confortável ​​sem voar, será apenas diferente.”

 

MEIO AMBIENTE – A ‘Ilha Inacessível’ no meio do oceano que virou um depósito de plástico

Uma ilha remota no sul do Oceano Atlântico ajudou a revelar a escala do problema dos resíduos plásticos que os mares enfrentam.

fonte. BBC News Brazil

LIXO NO MARCerca de 75% das garrafas encontradas na costa da Ilha Inacessível, no Atlântico Sul, eram da Ásia.

A maioria delas foi feita na China e fabricada recentemente, dizem pesquisadores da África do Sul e do Canadá, escrevendo no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o que indicaria que teriam sido descartadas de navios.

Estima-se que 12,7 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos a cada ano. Mas esse número se refere apenas ao que é de descartado a partir da terra.

Os autores do estudo apontam que hoje se supõe que a maioria do lixo encontrado no mar tenha essa origem. No entanto, os cientistas disseram que evidências indicam o contrário.

Garrafas PET são o lixo mais comum

Gráfico sobre Ilha Inacessível
Image captionA Ilha Inacessível é considerada um patrimônio mundial pela Unesco

“Quando estávamos [na chamada Ilha Inacessível] no ano passado, foi realmente chocante a quantidade de garrafas de bebida que havia”, explica Peter Ryan, diretor do Instituto de Ornitologia Africana FitzPatrick da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, e principal autor do estudo.

Teori Zavascki e Eduardo Campos sabotados?

Em meio à bombástica repercussão da revelação de Rodrigo Janot, de que mataria Gilmar Mendes e depois cometeria suicídio, Francisco Zavascki, filho do ex-ministro Teori Zavascki, postou nas redes sociais: “E ainda querem me convencer que o avião caiu por acidente”.

  • postagem inspirada num comentário do jornalista Magno Martins

teori 1teori 2Logo foi entendido que o seu pai, morto na queda que o levava a Parati, em janeiro de 2017, pode ter sido vítima de sabotagem armada por alguém inserido neste lamaçal que contamina a Corte de Justiça Suprema do País.

edu 2edu 1À propósito, em outras circunstâncias e universos diferentes, é possível levantar suspeitas também sobre a trágica morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB), um dia após a célebre frase “Não vamos desistir do Brasil”, em entrevista ao vivo no JN?

O advogado Antônio Campos, irmão de Eduardo, acha que sim e vai procurar o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, para pedir a reabertura das investigações em cima do inquérito, segundo ele, eivado de falhas.

Depois de tanta lama derramada sobre as instituições e os politicos do Brasil, fica a pergunta no ar. E as dúvidas também.

A Industria Construção civil em Gravatá continua emperrada. Quem investiu aqui se deu mal.

 A Industria Construção civil em Gravatá continua emperrada, enquanto que, nos municípios vizinhos de Caruaru, Bezerros, Sairé e Chã Grande este segmento já começa a andar e produzir bons resultados.

 É grande o número de empresários e investidores do mercado imobiliário com realizações nesses municípios.

imo bta. Empresas e empreendedores que investiam aqui foram embora.  Nos últimos quatro anos passaram a construir em Caruaru e aquela cidade nunca ganhou tantos empreendimentos. É tudo muito visível e fácil de se constatar. É só olhar para a nova cara da cidade de Vitalino. .

. A região da Serra Negra de Bezerros nunca foi tão cobiçada.5.  

. Loteamentos, áreas especiais e novas edificações chegam a cada dia.

serra negra A Prefeitura daquele município tem facilitado nos contatos com os empreendedores e investidores desse mercado, mesmo tudo acontecendo nos mais rígidos rigores e controles com a Lei do Uso do Solo, com o processo planejado de urbanização ordenada e as questões do Meio Ambiente, do ecossistema da Serra Negra, uma região privilegiada pela natureza, que já virou point de turismo de visitação e de famílias que estão construindo ali sua segunda residência.

 A cidade de Sairé já começou a receber novos investimentos e iniciativas que vem abrindo o mercado da construção Civil naquela cidade. Hoje um exemplo de uma boa administração e gestão pública municipal na Região.

  cond cha As mudanças em Chã Grande começam e são visíveis logo na entrada da cidade, com belos condomínios e residências especiais. Chã Grande também tem se destacado pela construção de casas populares, residências para pessoas pobres que precisam de oportunidades para construir, Tudo isso incentivado pela Prefeitura que adotou politicas publicas eficientes para fortalecer esse mercado.

  E em Gravatá? Tudo continua parado, estagnado, com muitas ofertas, e apesar da procura, são muitas as dificuldades e o nosso sistema emperrado. Muita gente critica a atual gestão municipal que tem dificultado a realização de negócios e o surgimento de novos empreendimentos.

  Várias empresas da construção civil deixaram de investir em Gravatá, Foram embora para outros lugares, foram enfrentar a crise com criatividade, em cidades que enfrentam a crise com determinação e criatividade.

Gravatá nunca teve tanta oferta de imóveis que estão a venda e não encontram compradores.

  Gravatá nunca teve tantos trabalhadores na construção civil desempregados e sem oportunidades por aqui. Estão migrando para outros centros para ir buscar o abençoado pão de cada dia, para manter suas familhas.

 Tenho recebido muitas informações e contatos de empresários da construção civil, investidores e agentes imobiliários que passaram a investir em outros mercados e se deram bem depois que saíram de Gravatá.

  Tudo que eu falei aqui é muito fácil de se verificar, de se constatar a veracidade do meu comentário de hoje. Quem tiver dúvidas, antes de criticar, procure se informar.

 Preferia evitar esses assuntos negativos de Gravatá. Mas, precisamos ser sensatos, verdadeiros e fazer as críticas dos fatos que estão acontecendo por aqui.

   Porque Gravatá parou? Gostaria que alguém dessa essa resposta e dizer como poderemos contribuir para Gravatá sair da estagnação.


 

Padre Fábio de Melo: “DEPRESSÃO NÃO É FRESCURA”.

Ah, como eu queria que fosse frescura, como eu queria que fosse uma fase, como eu queria que fosse preguiça e que só a vontade bastasse para mudar tudo aquilo. O que ninguém entendia era a autoestima perdida e o desencanto que se fazia presente.

https://florsanta.blogspot.com

fabio de meloJá ouvi várias coisas a respeito da depressão. Já a nomearam como “frescura” e dizem ser coisa de quem não tem o que fazer.

Já falaram para eu ocupar minha cabeça e parar de pensar besteira.

Falaram que eu deveria trabalhar mais, estudar mais e deixar de pensar em todas essas loucuras.

Já falaram, também, que só reclamo e que uso o termo depressão porque me convém, para que as pessoas acabam tendo pena de mim.

Outros já se incomodaram com o meu choro e falaram que eu precisava ir ao psiquiatra com urgência.

O que ninguém entendia, porém, era o medo que eu sentia de falar das minhas dores, era o peso da angústia em me manter acordada, era o fato de eu buscar o refúgio dormindo para me esquecer da dor e fazer o tempo passar mais rápido.

Era a luta de todos os dias de ter de enfrentar o seu “eu” em pedaços e, depois, juntá-lo novamente. Ninguém entendia o quanto eu queria sair daquilo: era uma como uma prisão.

Eu era prisioneira de medos, fracassos, mágoas e angústia.

Ninguém entendia que eu não via mais graça em nada e isso não tinha nada a ver com antipatia.

Não entendiam que a força que me puxava para cama era bem maior do que a que me encorajava a levantar dela e sair para o mundo para ver e conhecer pessoas.

Eu não tinha forças para falar, saudar alguém ou mesmo me arrumar. Eu me olhava no espelho e gostava do meu pijama velho, rasgado e do meu cabelo bagunçado.

Eu não me preocupava com isso, pois a bagunça e os rasgos eram bem maiores dentro de mim. Ah, como eu queria que fosse frescura, como eu queria que fosse uma fase, como eu queria que fosse preguiça e que só a vontade bastasse para mudar tudo aquilo.

O que ninguém entendia era a autoestima perdida e o desencanto que se fazia presente.

Ninguém conseguia ver a minha luta diária para virar a página, como eu me sentia impotente demais diante de tanta dor e, quantas vezes, eu não pensei em entregar os pontos.

Quantas vezes eu chorei sozinha no banheiro para ninguém ver, quantas vezes eu quis dormir e acordar leve. Nunca chame algo assim de falta de fé ou de falta de Deus. Depressão não tem a ver com falta de religiosidade. Depressão tem a ver com conflitos, com situações que muitas vezes nos jogam no buraco.

Depressão não é fraqueza e está bem longe disso.É como estar no meio da maré e ela querer te levar: você tenta, com todas as suas forças, mas uma hora cansa.

A tal da depressão quase me levou e ela pode levar muita gente, se continuarem acreditando ser frescura, se continuarem achando que o outro precisa de motivos para as suas dores, que é falta de vontade ou que, sei lá, a pessoa é muito sentimental. Pode levar muita gente, como já tem levado, porque muitos continuam acreditando que remédios bastam e que ”é fase e vai passar”.

Sabe, as pessoas querem ser ouvidas, elas têm sede de ver as suas dores acolhidas. Mas, em meio a tantos julgamentos e conceitos errados, eu preferia me calar, mesmo que isso não parecesse tão simpático.

Era mais fácil dizer que estava tudo bem e depois chorar, do que ter que contar sobre mim e ter de ouvir uma resposta desagradável. Era mais fácil inventar desculpa para não sair, do que ter que enfrentar a mim mesma e a todos.

Qualquer coisa era mais fácil do que ter que parecer bem. Ninguém parou para ver a tempestade que havia em mim.

Ninguém entendia o quanto eu lutava pra não chorar quando estava rodeada de pessoas e que, cansada de tanto lutar contra esses sentimentos que me sufocavam, na maioria das vezes preferia o meu quarto.

Não é do dia para a noite que você se liberta, é com apoio, é com ajuda, é com acolhimento e muito esforço.

É um processo, é um leão que você mata todos os dias dentro de você, é sentir o seu dia tomando cor novamente devagarinho, é aprender a apreciar aqueles filmes velhos de que você tanto gostava e parou de assistir, é ler um livro novo e sentir prazer com cada frase terminada.

É conseguir sorrir sem ter que fazer esforço, é olhar no relógio e querer parar o tempo ao invés de acelerá-lo.

É ver a graça chegando aos poucos e a alegria fazendo morada. Não sou melhor do que ninguém por não ter me rendido totalmente, só eu sei o quanto era dolorido conviver com aquela dor e a imensa falta de força que sentia todos os dias. No entanto, posso ser melhor do que muita gente que não entende que depressão não é e está bem longe de ser frescura.

 

Há 50 anos, os Beatles lançaram Abbey Road.

 Abbey Road. O disco não demorou a virar um dos maiores da banda – e também da história da música.

beatlesÉ listado em diversos rankings de grande importância: ocupa o 12º lugar da lista de 200 álbuns definitivos no Hall da Fama do Rock, e o 14º nos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos, ranking da Rolling Stone.

Batizado com o nome da rua na qual ficava o estúdio de gravação dos BeatlesAbbey Road apresentou 17 faixas, incluindo as inesquecíveis “Come Together,” “Here Comes the Sun” e “I Want You (She’s So Heavy).” Surpreendeu ao não ter uma linha narrativa clara – mas usar isso como uma vantagem ao apresentar um som que ia do proto-metal ao pop folk.

Abbey Road foi o último disco gravado pelos Beatles – embora Let it Betenha sido lançado depois – e é considerado como o “adeus” da banda mais influente da história do rock. No aniversário de 50 anos da obra-prima, conheça 9 curiosidades sobre o álbum: