A importância do primeiro de maio em Curitiba – Lula Livre (Um texto de Keiji Kanashiro – Fundador do PT)

lula imagemO JK dizia que o otimista pode errar, mas o pessimista já começa errando. Eu sempre fui um otimista radical, hoje com tendência a me tornar um otimista pragmático em função das coisas inimagináveis que estão acontecendo no país a partir do golpe de 2016.

No início dos anos sessenta, o Brasil vivia um momento extraordinário.

A partir da eleição de Juscelino, a construção de Brasília, a retomada do desenvolvimento ancorada nos investimentos na indústria automobilística no ABC paulista, a música, o teatro e o cinema brasileiro fazendo sucesso no mundo, no futebol o Brasil campeão do mundo em 1958 e 1962.

Quando da renúncia de Jânio, Jango só tomou posse devido à resistência popular liderada por Leonel Brizola.

A expectativa das reformas anunciadas por Jango trazia a esperança para o povo de um grande futuro para o país.

No inicio de 1964 apesar de algumas manifestações da direita, e da imprensa eu não acreditava que haveria um golpe no país e aconteceu.

No dia 17 de abril de 2016, eu estava no acampamento de resistência em Brasília e disse a Carina Vitral presidente da UNE, que a geração dela estava conseguindo impedir o golpe, coisa que a minha geração não havia conseguido nos anos sessenta.

Na ocasião eu trabalhava na Liderança do PT na Câmara dos Deputados e acreditava realmente que a direita não iria conseguir os votos necessários para instaurar o processo de impedimento da Dilma.

Conseguiram os votos na sessão vergonhosa, o processo foi para o senado e a Dilma foi deposta.

Desde a condenação do Lula no TRF4 muita polêmica no campo progressista sobre o que fazer.

Na verdade eu acho que a esquerda tem dificuldades de combinar uma estratégia revolucionária através de uma tática reformista.

Em algum momento ela terá que fazer autocrítica, e rever a estratégia e as táticas que foram utilizadas no período recente, em especial a no período de 2003 a 2014.

Eu tenho uma tese que se a maioria dos delegados do PT no V Congresso do PT em Salvador tivessem tido outra postura, talvez tivéssemos conseguido impedir o golpe de 2016, mas como disse, um dia vamos ter que avaliar tudo isso, mas agora não é a hora.

Agora a palavra de ordem é LULA LIVRE. Hoje eu gostaria de cumprimentar a direção do PT, quando antecipa o encontro para lançar Lula candidato e afirma que sua candidatura será registrada em 15 de agosto.

Eu tenho dito que hoje nós em termos objetivos temos mais condições de derrubar esse golpe do tínhamos quando do golpe de 1964.

No campo temos o MST e as demais organizações da Via Campesina, na cidade temos uma organização urbana que não havia na época que é o MTST, temos uma o movimento sindical e o movimento estudantil muito mais organizado.

A UNE e UBES nos últimos anos tem nos dado exemplos organização e de luta. Continuamos com apoio de intelectuais, artistas, da igreja progressista e de setores nacionalistas como tínhamos no período de resistência à ditadura militar.

No passado a nossa forma de comunicação com a população, era muito restrita e de pouco alcance, basicamente pichações, panfletagens e jornais clandestinos.

Hoje temos a internet, as redes sociais, a midia alternativa de esquerda que vem desqualificando a narrativa hegemônica da grande imprensa a serviço do imperialismo.

O mais importante é que não tínhamos na década de sessenta uma liderança popular como Lula, que tivesse condições de unificar a luta.

As condições subjetivas ou mais explicitamente a união de diversos projetos políticos do campo democrático na defesa da democracia.

A partir da condenação e prisão do Lula, isso começa a acontecer.

O fato das sete centrais sindicais, com divergências ideológicas se unirem na campanha LULA LIVRE e na convocação unitária para o Primeiro de Maio em Curitiba confirma isso.

Ontem no Programa Quarto Poder, o Eduardo Guimarães comentou vários fatos que comprovam que apesar de quererem calar o Lula, impedindo a visita de governadores, parlamentares, amigos e personalidades como Adolfo Perez Esquivel e Leonardo Boff, e até de seu médico particular, mostra que não estou conseguindo. Durante as greves de 1979 e 1980, o que mais me impressionava no Lula era sua capacidade de pensar a frente. Sempre era muito difícil para nós acompanharmos o seu raciocínio.

Hoje eu tenho certeza absoluta, que tudo o que estão acontecendo neste processo de resistência esta sendo orquestrado por ele como a definição o Primeiro de Maio unificado em Curitiba. As mensagens que ele tem enviado e as três cartas que sabemos que ele enviou a CUT, FUP e MST são provas disso.

Para explicar melhor, vou tentar relatar o que aconteceu em abril de 1980 durante a greve dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.

No dia 01 de Abril, sessenta mil trabalhadores no Estádio da Vila Euclides decretam greve. Dia 14 de Abril o TRT declara a greve ilegal. No dia 17 de Abril o governo federal decreta a intervenção no sindicato. No dia 19 de Abril Lula a outros diretores do sindicato são presos no DOPS.

Diferente do que está acontecendo hoje, na ocasião mesmo em plena ditadura militar, Lula recebia diariamente visitas de advogados, amigos, políticos e personalidades.

Desta forma, mesmo preso ele dava as diretrizes para o comando de greve, na maioria das vezes através do companheiro advogado Luiz Eduardo Greenhald.

Obviamente ele também conversava com outros setores que estavam no Comitê de Solidariedade instalado na Assembleia Legislativa de São Paulo, com setores da igreja na figura de Dom Claudio arcebispo de Santo André, etc.

E uma das orientações, hoje eu acredito que foi a mais importante, foi a de organizar o Primeiro de Maio em São Bernardo. Fomos orientados para atuar junto à categoria, ao Comitê de Solidariedade e aos demais sindicatos que nos apoiavam, para que tivesse pelo menos 100 mil pessoas na manifestação, cuja pauta principal era Libertem Nossos presos.

No primeiro de maio, São Bernardo amanheceu sitiada, O exercito bloqueia os principais acessos, interdita o Paço Municipal e o Estádio da Vila Euclides.

A manifestação começa na Praça da Igreja Matriz e após um ato ecumênico, sai em passeata rumo ao Paço Municipal que estava ocupado pelo exército.

Como tinha muita gente, o exército recuou desocupou o Paço Municipal e depois o Estádio da Vila Euclides e cerca de 150.000 pessoas realizaram o Primeiro de Maio de 1980 exigindo a libertação de Lula e dos demais sindicalistas preso no DOPS.

Foi sem dúvida uma grande vitória, e o ponto alto do movimento. No entanto no dia seguinte, a repressão aumenta e a justiça nega o pedido de habeas corpus do Lula e no dia 11 de maio os metalúrgicos reunidos em assembleia decidem terminar a greve.

Alguns dias depois, Lula é solto, o como o sindicato continuava sob intervenção e ele continua comandando os metalúrgicos, através do Fundo de Greve.

A luta continua agora pela retomada do sindicato, que aconteceria alguns meses depois. Em termos econômicos os trabalhadores não ganharam absolutamente nada, muitos perderam o emprego e a maioria dos ativistas entra numa lista negra, são perseguidos e alijados do mercado de trabalho.

Mas em termos políticos, foi sem dúvida uma vitória extraordinária e uma grande contribuição dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, no processo de redemocratização do país, e nas lutas que os trabalhadores fariam a partir da experiência adquirida e do seu empoderamento como protagonista da história e que iria duas décadas depois eleger Lula Presidente da República.

Não sei o que vai acontecer em Curitiba na próxima terça-feira, minha bola de cristal não tem funcionado bem ultimamente, mas arriscaria a dizer irão fazer tudo para impedir que as pessoas cheguem lá.

Hoje de madrugada já começou o processo de intimidação quando um grupo de extrema direita faz um atentado à bala, ferindo duas pessoas no Acampamento de Resistência Marisa Letícia.

Deve ter repressão e talvez confronto físico da nossa militância com as forças de seguranças e com grupos de direita. Acredito que haverá mais de 100.000 pessoas, mas ainda não será suficiente para tirar Lula da prisão, mas um passo importante para uma grande mobilização popular.

Reconquistar a democracia passa necessariamente pela libertação do Lula e eleições para presidente da república. Só para lembrar a última grande mobilização no pais aconteceu em 1984, com a campanhas das Diretas Já. Começou com um ato em São Paulo na Praça da Sé com 300.000 pessoas, depois no Rio de Janeiro com 1.000.000 e em seguida em São Paulo com 1.700.000 pessoas.

Mesmo com essa mobilização nós perdemos e o Tancredo Neves foi eleito pelo colégio eleitoral. Eu costumo dizer que a ditadura civil/militar não durou 21 anos e sim 25 anos, pois efetivamente só conseguimos eleger diretamente um presidente da república em 1989.

Temos que aproveitar esse momento histórico em que o golpe está fragilizado e a direita se encontra numa sinuca de bico e não sabe o que fazer.

Se mantiverem o Lula preso, e mantiverem as eleições em outubro, as pesquisas apontam que Lula seria eleito. Aí teriam que impedir a posse e seria mais um golpe. Se soltarem o Lula, vão ter que cancelar as eleições.

Em qualquer uma dessas hipóteses, se acontecer o morro vai descer e não será carnaval.

As arbitrariedades cometidas pelo golpe, através de ações da operação lava-jato, com a conivência do judiciário, as medidas contra o país executadas por esse governo ilegítimo comandado por uma quadrilha de ladrões, conseguiram de fato resolver aquilo que mencionei acima, sobre as condições subjetivas para derrubar o golpe.

Hoje a esquerda, a centro esquerda, os movimentos sociais, o movimento sindical, a igreja progressista, os nacionalistas, os intelectuais, os artistas etc., unidos na campanha LULA LIVRE.

Por fim gostaria de dizer que seria muito importante que este Primeiro de Maio, terminasse com a convocação de grandes mobilizações nas capitais e grandes cidade do país, na preparação de grande mobilização em Brasília e com as centrais sindicais iniciassem várias greves pelas categorias mais organizadas na preparação de uma greve geral.

No 1º de maio tem atividade gratuita para a família no Museu da Cidade do Recife

recife 2No Dia do Trabalhador, nada de labuta. A programação para o 1° de maio é cultural.

Quem der uma passada no Museu da Cidade do Recife, das 10h às 11h e das 15h às 16h, vai poder participar de uma dinâmica chamada “O Forte e o Tempo” e interagir com a fortaleza de maneira diferente. Após passear pela nova exposição “Cinco Pontas”, os visitantes são convidados a jogar e responder perguntas para construir seu “próprio forte”.

recife 1A disputa é para todas as idades. A atividade acontece em horários fixos, mas o museu funciona normalmente ao logo do dia.

A exposição

A exposição “Cinco Pontas” é uma atividade para toda família e celebra a indicação do forte recifense a patrimônio da Unesco. A mostra reúne achados arqueológicos, pinturas e documentos ainda inéditos para o público, que comprovam a importância da edificação em diversos momentos históricos da capital pernambucana. A entrada é gratuita.

Na primeira etapa da exposição, monstros marinhos, encontrados nas cartografias e azulejos do século XVI, evocam os medos dos homens do mar no período das navegações.

Gravuras do período holandês, quando a Europa pouco sabia sobre as terras de cá, mostram como os estrangeiros enxergavam o Recife.

Duas belíssimas telas de Baltazar da Câmara e Murillo La Greca também compõem o acervo, bem como desenhos de Frans Post, mapas históricos, fotografias, textos, achados arqueológicos feitos no interior do prédio (balas, cachimbos, conchas) e objetos de demolição da Igreja dos Martírios.

A exposição ainda conta com animações, imagens atuais do Forte das Cinco Pontas sob um ponto de vista ainda pouco explorado da arquitetura do edifício (feitas com ajuda de um drone) e vídeo-aulas, gravadas com o arqueólogo Ulisses Pernambucano, o professor e arquiteto Pedro Valadares e o arquiteto e urbanista José Mota Meneses.

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Serviço
Museu da Cidade do Recife
Endereço: Forte das Cinco Pontas, bairro de São José.
Visitação: de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita
Museu da Cidade do Recife – 3355-9540 / 9545 / 9547
www.museudacidadedorecife.org

Belchior é lembrado em projetos musicais e no audiovisual

Às vésperas de completar um ano de morte o versátil artista é lembrado por seu legado

por Adriana Izel Lucas Santin*

belchi 5A minha história é talvez/ É talvez igual a tua, jovem que desceu do Norte/ Que no Sul viveu na rua”. A letra de Fotografia 3×4 é uma das que refletem a própria história de Belchior, que nasceu em Sobral, no Ceará, em 1946, deixou a pequena cidade, rodou o mundo, e morreu, aos 70 anos, em 30 de abril do ano passado em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul — data que na segunda-feira completa um ano.

Antes de morrer, Belchior se tornou uma figura quase mítica.

Após fazer carreira nos anos 1970 emplacando sucessos como Mucuripe, Como nossos pais e Na hora do almoço, passou a se dedicar às artes plásticas: abriu um ateliê e chegou a fazer uma exposição, Autorretrato, em 1999. Dez anos depois, saiu de cena e tomou destino incerto.

Ao lado da então esposa Edna Prometheu, deixou tudo para trás: casa, carros em estacionamentos e o ateliê.

O que ficou daquela época e ainda fica, mesmo após a morte do cantor, é o legado musical deixado por ele.

Isso pode ser revisto no box Tudo outra vez, lançado neste ano com curadoria do jornalista, pesquisador e produtor musical Renato Vieira.

O material reúne seis discos de Belchior gravados entre 1974 e 1982, com 68 músicas. São eles: Belchior (1974), Coração selvagem (1977), Todos os sentidos (1978), Belchior ou era uma vez um homem e seu tempo (1979), Objeto direto (1980) e Paraíso (1982).

“Esse projeto existe desde que Belchior estava vivo. Eu já tinha feito uma caixa em 2016 com os discos dele da Universal Musical, Três tons de Belchior, inclusive, com Alucinação. Achei natural que eu resgatasse esse período dele na Warner, que foi uma época de grande sucesso popular, quando ele emplacou muitos hits”, revela Vieira.

Os seis discos estavam fora do catálogo fonográfico há muitos anos. “Essa é uma forma de trazer para a nova geração esses discos”, completa Renato Vieira. Além dos clássicos, Tudo outra vez tem uma versão inédita de Como se fosse pecado, que ficou guardada por 40 anos.

“Essa versão foi censurada na época. Acabamos localizando essa versão, que tinha sido cogitada para entrar em Coração selvagem (1977). Eu sabia da história, mas não tinha certeza se tinha sido efetivamente gravada. Mas ela foi e acabou não entrando no disco”, conta.

O box está disponível nas plataformas digitais e, na versão física, há um material extenso que conta a história de cada um dos discos.

“Eu visitei acervos de jornais e revistas para ver o que o próprio Belchior tinha falado na época, até porque as músicas dele são muito conceituais. Eu consegui reunir isso, que é um panorama de tudo que Belchior pensou e falou naqueles primeiros anos”, explica o produtor.

Licia Nara/ Divulgação. Brasil
(foto: Licia Nara/ Divulgação. Brasil)

O encantamento de Renato Vieira com Belchior veio graças ao pai, que colocava na vitrola os LPs do artista. Apesar da extensa pesquisa em torno do cantor, Vieira não teve a chance de conhecê-lo pessoalmente.

“Gostaria muito de ter tido a oportunidade de conversar com ele. O Belchior era um artista muito interessante, porque ele sempre foi muito inconformado. E acho que, justamente por causa desse inconformismo, ele não deixou filhotes (na música). Não tem um novo Belchior, sempre tem um novo fulano. Mas não existe um novo Belchior, o que existem são artistas influenciados por ele, que tinha um quê de Bob Dylan, de Luiza Gonzaga. Unir o sertão e o folk foi algo que só ele fez e, talvez por isso, seja uma figura tão importante”, analisa.

História nas telas

Desde 2014, o cineasta cearense Nirton Venâncio se dedica ao filme Música do Ceará — Lado A lado B, em que Belchior é uma das figuras de destaque. No ano passado, o diretor chegou a deixar o projeto de lado, mas retomou o fôlego e voltou neste ano. O objetivo é concluir o material até o fim deste ano. A previsão é de editar o filme em junho.

 

Belchior é um dos artistas importantes do longa-metragem. Isso porque é uma história do músico que abrirá o projeto.

Segundo Venâncio, o filme reconstituirá um episódio dos dois de 1977, quando ele ganhou das mãos do artista, durante um programa de rádio em Fortaleza, o LP e a fita cassete de Coração selvagem.

“A partir dessa abertura, volto para meados dos anos 1960, quando começou a nascer na capital cearense o movimento do pessoal do Ceará, onde se destacaram nacionalmente Fagner, Ednardo, Belchior, Amelinha, Fausto Nilo”, adianta.

O filme segue até 2014, com entrevista de gerações influenciadas por esses artistas, e conta também com alguns depoimentos de Belchior, que ele define como “alguma coisa de forma precária, mas de suma importância”.

Por ter tido contado com Belchior e a música dele, Nirton o classifica como um dos mais autênticos compositores da música brasileira.

“Poesia e filosofia são as melhores definições para suas composições. Ele falou do passado sem ser saudosista. Questionou o presente sem ser panfletário. Anunciou o futuro como um visionário. Sua vida pessoal está em sua obra como matéria-prima de criatividade, de maneira que todos nós possamos nos espelhar e refletir”, analisa o cineasta, que decreta: “Há um ano que Belchior não morreu”.

Influenciando gerações

Na última quinta-feira, Belchior foi celebrado em dois eventos em Brasília. No Feitiço Mineiro, a cantora Alessandra Terribili fez um show em celebração ao disco Alucinação, de 1976, que tem sucessos como A divina comédia humana.

Ela escuta Belchior desde pequena e, antes mesmo de ele morrer, já fazia esse tributo. “Ele tinha uma forma única de compor e tocar as músicas. É uma obra fácil de reconhecer. Ele tinha um olhar ácido sobre as coisas”, classifica.

No palco do Teatro dos Bancários, foi o conterrâneo Marcos Lessa que celebrou o artista por meio do disco Coração selvagem. Para Lessa, Belchior era um artista ao qual ele podia se espelhar. “Belchior sempre foi uma referência para mim, e acho que para muitos músicos no Ceará também”, destaca.

Um anos após a morte de Belchior, ele ganhará mais uma celebração na cidade no show Um ano sem Belchior — Tributo ao tempo em que você sonhava.

A apresentação será feita pelo cantor Bruno Z, ao lado dos músicos Roberto Betão (baixo) e Marcos (bateria), inspirado na música A palo seco, em que Belchior canta em trecho a frase: “Se você vier me perguntar por onde andei/ No tempo em que você sonhava/ De olhos abertos lhe direi/ Amigo eu me desesperava/ Sei que assim falando penas/ Que esse desespero é moda em 73”.

O show está marcado para as 22h, no Bar do Kareka, em Taguatinga Norte.

*Estagiário sob supervisão de Vinicius Nader

Um ano após morte de Belchior, artistas cearenses discutem a influência do músico para as artes

No dia 29 de abril de 2017 chegava a notícia da morte de Antônio Carlos Belchior. Em Fortaleza, mais de 5,6 mil pessoas acompanharam o velório do sobralense

belchi 1Belchior entendia que seu caminho era na contramão.

Como a placa torta indicava em “Pequeno Mapa do Tempo” – a canção que, sem vergonha nenhuma, manifestou um dos principais temas que rodeavam seu cerne artístico.

O medo. Não que o temor fosse o fator determinante de sua capacidade criativa, mas Belchior sabia como explorar as fragilidades humanas naquele momento de ruptura que foi a década de 1970.

 O sobralense morreu aos 70 anos, em 29 de abril de 2017. A partida foi em casa, na cidade de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, onde vivia com a esposa.

Do lado de cá, a comoção foi grande. Mais de 5,6 mil pessoas passaram pelo velório no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, na noite do dia 1º de maio. Ainda no equipamento, uma multidão cantava as letras do compositor.

 Em artigo publicado no mesmo dia, no Estadão, Caetano Veloso escreveu que as composições de Antônio Carlos Belchior estavam “dentro de um timbre criativo sempre rico e instigante” e estabelece “Como Nossos Pais” como uma das melhores interpretações de Elis Regina.

“Não é por acaso que Belchior é lembrado e louvado por gerações sucessivas. Suas canções não são das que morrem. Ele prefigurou os anos 80 em termos globais e se instalou na memória profunda da história da criação de música popular no Brasil”, avaliou o baiano. “As pessoas que enchiam os teatros a cada reaparição do bardo cearense entendem o sentido dessa história”.

 Sobre o assunto

 “A discografia da vida dele é mais do que a cronologia dos anos. É a cronologia da evolução do indivíduo, ele é muito fiel a isso”.

Em entrevista por telefone, Pinho se refere ao amigo, com evidente carinho, tratando-o por Bel. E fala de uma “saudade cristalizada”.

 “Convivi com ele o período da vida em que ele estava por aqui. Período da vida mesmo de músico, ele me chamou pra tocar. A gente tinha um convívio pessoal muito respeitoso, uma relação de profunda admiração”, lembra.

 Antes do exílio

 A atriz e cantora Bárbara Sena viu dois shows de Belchior, em Fortaleza, antes do auto-exílio. O primeiro, em 2004, na Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ela viu o próprio pai, Tarcísio Sardinha, tocar piano e violão no palco com Bel. Dois anos depois, Belchior cantou na Praça do Ferreira. Era 1º de maio e o evento havia sido organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). E Bárbara estava lá.

 “Na minha infância, a gente sempre escutou Belchior. Ele canta as nossas dores e a luta do povo cearense, mas as canções são universais. As pessoas se identificam em qualquer lugar. É atemporal, mas ao mesmo tempo é muito nossa”, continua a cantora. É um material que precisa ser revisto como se escutar Belchior nunca fosse a mesma coisa. Você percebe outros desenhos, imagens do que ele canta. A música dele não é cristalizada, atravessa o tempo”.

 Em 2017, Bárbara Sena gravou o curta-metragem “Capitais”, de Arthur Gadelha e Kamilla Medeiros. O filme é inspirado em “Alucinação”, do álbum homônimo lançado em 1976. “Ele fala do cotidiano de forma muito preciosa. Ele faz você ver o estudante, o pobre, a mulher sozinha na rua. Dá voz a personagens que são invisibilizados, minorias”.

A solidão das pessoas dessas capitais

 O cineasta Arthur Gadelha, que dirigiu e escreveu “Capitais” ao lado de Kamilla Medeiros, conta que a personagem de Bárbara Sena surgiu a partir do verso “uma mulher sozinha”, presente na canção. “Eu e a Kamilla escolhemos a mesma personagem e nos apegamos a ela. Mas o sentimento que envolve o filme vem de tudo que a música trata”, explica.

 “Nós chegamos a conclusão de que ele cantou muito sobre o medo da vida e sempre encontrando coragem nos desafios. Cantou sobre querer mudar e ser jovem. Essas ideias se encontraram com a preocupação em relação a cidade. Sentimos uma angústia que nós também temos, porque também somos da cidade”, explica.

Arthur conta que a relação com a música do sobralense ficou mais intensa com a pesquisa para o filme. “Nunca tinha percebido como a música dele é tão forte, sobre a vontade de preocupar com as coisas reais. Ele sempre alucinou com coisas reais”, conta.

Finalizado na última semana, “Capitais” conta a história de uma mulher que mora em um condomínio onde os vizinhos não se conhecem. “Chegamos a conclusão de que é preciso olhar para o outro. E isso acabou se tornando uma forma de transpor as músicas porque o Belchior encontra o problema e apresenta solução. Nunca é apenas sofrimento. É como em “Pequeno Mapa do Tempo”, que ele fala muito sobre medo e, ainda assim, você sente a esperança”.

Clique na imagem para abrir a galeria O cantor e compositor Belchior morreu na noite deste sábado, 29, em Santa Cruz do Rio Grande do Sul, aos 70 anos. Familiares confirmaram o falecimento, entretanto, não informaram a causa da morte. O corpo deve ser trazido para o Ceará. (Fotos: Arquivo)

UM ANO SEM BELCHIOR. Ele faleceu subitamente no dia 29 de abril de 2017, numa cidade do interior do Rio Grande do Sul, onde estava morando.

bel 3Morre Belchior aos 70 anos e com ele um enigma que ninguém conseguiu decifrar, esse expoente da música popular brasileira por suas letras contestatórias, melancólicas e irônicas.

(Esse texto que reproduzimos agora, um ano depois, foi publicado aqui no Blog AcervodoCastanha, no dia 30 de abril de 2017)

belchiorO compositor, autor de sucessos como Medo de avião, Velha roupa colorida e Apenas um rapaz latino-americano teve o auge da carreira nos anos 70, com discos próprios e gravações de intérpretes como Elis Regina, que transformou Como nosso pais, composta pelo cearense, em hino de uma época. Em 1976 gravaria o disco Alucinação,que o consolidaria no cenário musical nacional.

Cearense de Sobral, nascido em 26 de outubro de 1946, Antônio Carlos Belchior completou 70 anos no em outubro do ano passado, como um dos enigmas indecifráveis da música popular do Brasil.

Se houve festa, ninguém soube onde. Sem paradeiro certo, Belchior estava sumido há oito anos, mais precisamente desde 2008.

De artista recluso, o cantor e compositor passou a viver como foragido desde que a Justiça começou a cobrar dívidas deste senhor latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e sem shows.

Com o LP “Alucinação”,  em 1974, o álbum, inventaria perdas e danos da geração que tentou mudar o mundo na década de 1960. Belchior alfinetava a turma anterior, lembrando que o que há algum tempo era novo, jovem, já podia ser antigo naquele ano de 1976.

Decorridos 43 anos da edição original, Alucinação hoje pode soar como álbum datado, até antigo, mas jamais velho porque, descontadas as referências da época, os embates entre gerações continuam girando em torno das mesmas questões universais expostas com contundência por Belchior em letras que iam direto ao ponto, sem firulas e metáforas.

Outros álbuns importantes do cantor, Todo sujo de batom (1974), Coração selvagem (1977), Melodrama (1987) e Elogio da loucura (1988) marcaram a história musical brasileira dos últimos 50 anos.

Belchior  continuou a se afirmar com o som da década de 1980, o que para muitos críticos da época, soava como o cantor compositor e intérprete “fora de moda”, diante do surgimento de diversas bandas do pop rock brasileiro e pelos pagodeiros dos quintais cariocas que conquistaram fama ao longo daquela década.

Belchior passou incólume. Suas musicas nunca foram esquecidas e os seus fãs munca o abandonaram apesar daquela efervecencia musical dos anos 80.

Naquela década, Belchior já era outro e precisava rejuvenescer, mas, para os críticos, não o fez. A música brasileira também já era outra. Para nós, seus fãs, ele nunca precisou rejuvenescer. Na década de 1980 voltou a dar o tom em Elogio da loucura, outro disco fora de moda já na época do lançamento.

Belchior foi um desses ícones. Empurrado para a margem do mercado fonográfico a partir da década de 1990, Belchior nunca mais gravou um disco com a repercussão, mesmo modesta, obtida por Melodrama e Elogio da loucura na mídia.

O cantor e compositor passou a viver do passado de glória, fazendo shows com os sucessos que lhe garantiriam o sustento e um público fiel. Até que, por volta de 2007, a cabeça de Belchior começou a sair dos trilhos existenciais e a agenda de shows começou a ficar progressivamente vazia. A reclusão se tornou fuga que, com o passar do tempo, adquiriu caráter lendário.

Aos 70 anos de vida, Antônio Carlos Belchior se transformou no enigma que ninguém consegue decifrar.

SUMIÇO

Belchior enfrentou turbulências nos últimos anos, recluso e fora do palcos.

Em 2009, ganhou as manchetes depois que sua ex-mulher contratou um advogado para cobrar supostas dívidas e pensão devidas pelo cantor.

“Para a família, Belchior está sumido desde 2007”, calculava o advogado da ex-mulher de Belchior Leonardo Scatolini na TV, naquele ano.

Mesmo cultuado, Belchior recusou os convites para voltar aos palcos. Um empresário lhe ofereceu DOIS MILHÕES DE REAIS e pagaria todas as suas contas, dividas e débitos para ele voltar a se apresentar em shows pelo País e América do Sul.

Incógnito, ele recusou a oferta.

Nos últimos anos, se popularizaram no Ceará e em outras partes os dizeres “Volta, Belchior” em muros. No Carnaval deste ano, ele foi homenageado em blocos em São Paulo e em Fortaleza.

 

Um ano sem BELCHIOR. Ficaram apenas sua arte, suas musicas e as boas lembranças. E nós aqui com muita saudade!

bel 1Antes mesmo de desaparecer, seu repertório e seu comportamento davam sinais de alerta

Texto reproduzido aqui do Acervodocastanha do dia 30 de Abril de 2017

(Texto do jornalista Julio Maria – Jornal O Estado de São Paulo)

O musico Belchior no programa PONTO DE ENCONTRO da tv Cultura. Domingo 02/09/1979. FOTO DIVULGAÇÃO.

O musico Belchior no programa PONTO DE ENCONTRO da tv Cultura. Domingo 02/09/1979. FOTO DIVULGAÇÃO.

Belchior deixou sempre muito evidente que estava sofrendo.

Uma angústia representada em suas letras e em seu comportamento, mesmo quando a carreira atingia o que poderia considerar picos de sucesso. Caetano, Gil, Zé Ramalho, Fagner, Djavan, Tom Zé, Milton Nascimento, Dominguinhos.

De todos os emigrantes que procuraram as ‘mecas’ Rio-São Paulo para serem alguém de 1960 para 1970, Belchior foi o único que sentiria um impacto emocional irreversível.

A selvageria mercantilista, para ele, era um mal a ser combatido e ele, logo ele, acabaria também vendido a ela no momento em que assinasse com uma grande gravadora.

Na gênese de Belchior, a quem os mais próximos chamavam de Bel, não está a música, mas a filosofia. Enquanto o samba-jazz ainda fervia no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro, e Tom Jobim, João Gilberto, Carlos Lira e Luiz Bonfá davam adeus à primeira fase da Bossa Nova com um espetáculo no Carnegie Hall, de Nova York, Belchior lia Sócrates e Platão no curso de Filosofia na universidade em Fortaleza. Sua vida acadêmica ainda passaria pela Medicina antes de ser abandonada, assim que a turma de conterrâneos que tinha Fagner e Ednardo, conhecida depois como Pessoal do Ceará, cruzasse seu caminho.

Bel era considerado o estranho, o fechado, o imprevisível. Metódico, preferia ler a sair com amigos e tinha uma relação de distanciamento com o dinheiro, principalmente quando alguma nota deveria sair da própria carteira. Devia de quantias irrisórias que pedia emprestado a amigos ou que precisava pagar ao pedreiro a grandes volumes, como as contas dos dois automóveis que abandonou em São Paulo, um deles, no estacionamento do Aeroporto de Congonhas.

Belchior cansou, e seria redutor imaginar que desapareceu nos últimos dez anos para fugir das dívidas. Se assim fosse, teria aceitado oferta de empresários que quiseram pagar suas contas para que ele voltasse aos palcos. Ou aceitado a proposta vultosa de uma montadora de carros que o queria como garoto propaganda dizendo, ao volante, algo como “com um carro desses, até eu volto”. Era melhor viver de favores em um asilo, escondido no interior do País.

O único artista que pratica o auto-exílio na história da música brasileira, fugindo de si mesmo, de um personagem que não aceita mais, era um angustiado, como fez questão de cantar muitas vezes. A palavra “medo” era recorrente em sua obra, principalmente desde o irretocável Alucinação, de 1976.

Ao saber de sua partida, o pesquisador Zuza Homem de Mello faz questão de ligar para a reportagem para dizer o que sente sobre Belchior: “Ele foi um dos mais cultos artistas da MPB. Possuia uma importância extraordinária no pop sobretudo pela canção ‘Como Nossos Pais’. Aquilo foi uma relevação, e ele colocou o tema de maneria extraordinária. Elis Regina teve a percepção disso ao escolher a música para lançá-la no Falso Brilhante.”

Mas Belchior preferiu a distância do passado. Mesmo ovacionado por novas gerações de músicos, tranca-se e passa a dedicar-se a projetos solitários, como a tradução dos 14.230 versos da Divina Comédia, de Dante Alighieri para a linguagem popular, um projeto que nunca concluiria

Caruaru Shopping realiza 1º Festival de Dança

Este fim de semana promete ser de muita diversão ao som de diversos ritmos. É que será realizado o 1º Festival de Dança do Caruaru Shopping, com a participação de vários grupos de dança e academias da cidade e região, a exemplo de Lajedo e Santa Cruz do Capibaribe. Ao todo serão 15 equipes.

dancaAs apresentações, que vão da dança popular ao ballet clássico, acontecerão no sábado (28) e no domingo (29), no lounge localizado em frente à Praça de Alimentação Gourmet, das 14h às 17h30. Nestes dois dias, as pessoas também poderão participar de oficinas gratuitas de dança. 

“No sábado, a oficina será de dança contemporânea, às 16h. Já no domingo será a vez do jazz, às 15h”, afirmou Walace Carvalho, gerente de Marketing do centro de compras e convivência.

O Caruaru Shopping está localizado na Avenida Adjar da Silva Casé, 800, Bairro Indianópolis. O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 10h às 22h, e, no domingo, das 11h às 21h.

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Mais informações: com o jornalista Wagner Gil – Massa Comunicação & Assessoria – 99631-9959 (Tim e WhatsApp) e 99104-9802

Circuito Ibra de Tênis de Mesa no Caruaru Shopping

-tenis-300x228O Caruaru Shopping estará sediando, de 27 a 29 de abril, o Circuito Ibra de Tênis de Mesa.

Estão sendo esperados mais de 100 mesatenistas de Pernambuco, que irão disputar o campeonato em seis categorias divididas em níveis técnicos.  Os jogos acontecem das 14h às 18h, na sexta (27); das 10h às 19h, no sábado (28) e no domingo (29), das 12h às 20h.

Estarão participando do circuito mesatenistas de Caruaru, São Bento do Una, Belo Jardim, Camocim de São Félix, Arcoverde, Vitória de Santo Antão e Toritama, com destaque para Eduardo Ramos e Maria Clara, ambos da Capital do Agreste e medalhistas dos Jogos Escolares da Juventude.

A competição, que é realizada na cidade há 26 anos, é organizada pela Associação Caruaruense de Esportes (Acade), com o apoio da Federação Pernambucana de Tênis de Mesa e  coordenação do professor Severino Junior.

“A competição é aberta ao público e acontece próximo a entrada do piso E3 do edifício garagem”, afirmou Walace Carvalho, gerente de Marketing do centro de compras e convivência.

O Caruaru Shopping está localizado na Avenida Adjar da Silva Casé, 800, Bairro Indianópolis. O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 10h às 22h, e, no domingo, das 11h às 21h.

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Mais informações: com o jornalista Wagner Gil -m  Massa Comunicação & Assessoria – 991049802 (vivo) =99631-9959 (zap)

Exposição “1817 – Revolução Republicana” chega a Caruaru

A exposição “1817 – Revolução Republicana”, que marcou os 200 anos do movimento libertário que fez de Pernambuco uma república independente da Coroa Portuguesa, chega a Caruaru, no Agreste do Estado.

revUma versão itinerante da mostra promovida pelo Museu da Cidade do Recife será exibida a partir do dia 26 de abril – e segue até 5 de junho – na galeria Zé Galdino, no Sesc da região, localizado na Rua Limeira Rosal, s/n, no bairro de Petrópolis.

Essa é a segunda parada da mostra, a primeira foi em Petrolina, em janeiro deste ano. Após Caruaru, a exposição itinerante segue para Vicência, na Zona da Mata do Estado, e depois Campina Grande, na Paraíba. A entrada é gratuita.

33299373112_4f4e7d4a5d_kEm um momento da exposição dedicado às bandeiras – a bandeira da revolução pernambucana e outras que inspiraram o processo republicano -, o visitante é convidado a criar e expor a sua própria bandeira. No local, há cartolina e lápis de cor para a empreitada e um varal para que a obra seja colocada. “A ideia é que cada um faça sua bandeira e exponha suas ideias revolucionárias”, explica a diretora do museu, Betânia Corrêa de Araújo.

A exposição

Há 200 anos, Pernambuco viveu um momento único na história do Brasil, quando fez uma revolução e, durante 75 dias, viveu uma república à parte, livre da Coroa portuguesa.

Para lembrar o bicentenário histórico e revisitar o processo libertário, o Museu da Cidade do Recife (MCR), em parceria com o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), inaugurou em 2017 a exposição “1817 – Revolução Republicana”.

A exposição ficou em cartaz durante um ano no museu, localizado no Forte das Cinco Pontas, um dos locais emblemáticos da própria revolução.
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“A revolução foi a ideia e também a concretização, única, da separação da coroa portuguesa. O movimento teve a ideia de romper o status quo vigente”, afirma o historiador e professor Sandro Vasconcelos, um dos autores da narrativa histórica da exposição ao lado do também professor e historiador Marcus Carvalho e do pesquisador e historiador Mateus Samico.

Serviço

1817 – Revolução Republicana
Quando: De 26 de abril a 5 de junho
Onde: Galeria Zé Galdino, no Sesc
Entrada gratuita.