SENAR sedia programação técnico-científica da Fenagri 2018

A menos de 15 dias do início da 27ª Feira Nacional da Agricultura Irrigada (Fenagri) em Juazeiro (BA), equipes do Centro de Excelência em Fruticultura do SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) trabalham para sediar mais de 40 atrações técnico-científicas desta edição.

IMG_0423Com a expectativa de receber 1,2 mil pessoas de todo país, a entidade age como parceira da prefeitura na realização de seminários, fóruns, palestras e minicursos.

O evento, que é o maior do setor na América Latina, vai de 11 a 14 de julho, com exposições de produtos e serviços e feiras de negócios, no Juá Garden Shopping, às margens da Rodovia Lomato Júnior (km06).

De acordo com a diretora do Centro de Excelência do SENAR, Mônica Ishikawa, a instituição ficou responsável por sediar a parte técnico-científica da Fenagri devido a sua grande estrutura e proximidade ao shopping.

IMG_0291Salas acondicionadas, bibliotecas, laboratórios e auditórios estão sendo preparadas para a mobilização de quatro dias.

“Já temos confirmação de caravanas de empresários, pesquisadores e produtores vindas do Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, entre outros estados.

O que mostra que expectativa é geral, nós esperamos colaborar para uma grande edição e os visitantes vêm atrás de novidades do ramo agrícola”, conta Ishikawa.

Segundo a prefeitura de Juazeiro e a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Juazeiro (ACIAJ), organizadores do evento, a estimativa é de que a feira atraia um total de 40 mil pessoas, que participarão de atrações seja no SENAR ou no Juá Garden.

Mônica Ishikawa enfatiza que neste ano haverá um destaque maior ao intercâmbio de conhecimento e tecnologias.

“Teremos palestras sobre convivência com o Semiárido, modelo de gestão agrícola, mecanização da fruticultura; fóruns sobre qualidade x mercado, panorama da manga no mundo e no Vale do São Francisco; minicursos sobre racionalização dos recursos hídricos, adequação das fazendas ao código florestal; dentre vários outros eventos. Ou seja, estamos com uma programação bem atraente e diversificada”, afirma.

IMG_0272Além do SENAR, são parceiros da Fenagri a Embrapa, IRPAA, Codevasf, Sebrae, Uneb, Univasf, IF-Sertão, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e a Moscamed.

De acordo com a prefeitura, o evento deve superar o movimento de negócios das edições anteriores.

Neste ano, a feira tem como tema ‘Cultivando sabores e valores do Vale’, é aberta ao público e também abrirá espaço para Caprinovinocultura, no pátio externo do shopping.

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Pesquisa: notícias falsas circulam 70% mais do que as verdadeiras na internet

Uma mensagem falsa tem 70% mais chances de ser retransmitida (Reuters/Kacper Pempel)

Notícias consideradas falsas se espalham mais facilmente na internet do que textos verdadeiros.

Fonte Agencia Brasil

falso A conclusão foi de um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), instituição de ensino reconhecida mundialmente pela qualidade de cursos de ciências exatas e de áreas vinculadas à tecnologia.

Os pesquisadores Soroush Vosoughi, Deb Roy e Sinan Aral analisaram 126 mil mensagens (não apenas notícias jornalísticas) divulgadas na rede social Twitter entre 2006 e 2017. No total, 3 milhões de pessoas publicaram ou compartilharam essas histórias 4,5 milhões de vezes. O caráter verdadeiro ou falso dos conteúdos foi definido a partir de análises realizadas por seis instituições profissionais de checagem de fatos.

Os autores estimaram que uma mensagem falsa tem 70% mais chances de ser retransmitida (retuitada, no jargão da rede social) do que uma verdadeira. As principais mensagens falsas analisadas chegaram a ser disseminadas com profundidade oito vezes maior do que as verdadeiras. O conceito de profundidade foi usado pelos autores para medir a difusão por meio dos retuítes (quando um usuário compartilha aquela publicação em sua rede).

O alcance também é maior. Enquanto os conteúdos verdadeiros em geral chegam a 1.000 pessoas, as principais mensagens falsas são lidas por até 100.000 pessoas. Esse aspecto faz com que a própria dinâmica de “viralização” seja mais potente, uma vez que a difusão é “pessoa a pessoa”, e não por meio de menos fontes com mais seguidores (como matérias verdadeiras de contas de grandes veículos na Internet).

Motivos

Os pesquisadores investigaram o perfil dos usuários para saber se estaria aí o motivo do problema. Mas, para sua própria surpresa, descobriram que os promotores desses conteúdos não são aqueles com maior número de seguidores ou mais ativos. Ao contrário, em geral são pessoas com menos seguidores, que seguem menos pessoas, com pouca frequência no uso e com menos tempo na rede social.

Uma explicação apresentada no estudo seria a novidade das mensagens. As publicações falsas mais compartilhadas eram mais recentes do que as verdadeiras. Outra motivação destacada pelos autores foi a reação emocional provocada pelas mensagens. Analisando uma amostra de tuítes, perceberam que elas geravam mais sentimentos de surpresa e desgosto, enquanto os conteúdos verdadeiros inspiravam tristeza e confiança.

Política no centro

A pesquisa também examinou a disseminação por assunto. As mensagens sobre política circulam mais e mais rapidamente que as de outras temáticas. Esses tipos de conteúdos obtiveram um alto alcance (mais de 20 mil pessoas) três vezes mais rápido que as publicações de outros assuntos. Também ganharam visibilidade os tuítes sobre as chamadas “lendas urbanas” e sobre ciência.

“Conteúdos falsos circularam significantemente mais rapidamente, mais longe e mais profundamente do que os verdadeiros em todas as categorias de informação. E esses efeitos foram mais presentes nas notícias falsas sobre política do que naquelas sobre terrorismo, desastres naturais, lendas urbanas e finanças”, constaram os autores.

Robôs

Os autores também examinaram a participação de robôs (bots, no jargão utilizado por especialistas) na disseminação dessas notícias. Diferentemente de teses apresentadas em outros estudos, os robôs avaliados compartilharam mensagens falsas e verdadeiras com a mesma intensidade. “Notícias falsas se espalham mais do que as corretas porque humanos, e não robôs, são mais suscetíveis a divulgá-las”, sugere o artigo.

Zumbido nos ouvidos: o que é, causas e tratamento

zumbido-O otorrinolaringologista Dr. Renato Bittar, do Consulta Aqui, esclarece sobre esse mal que acomete uma parte considerável da população.

O zumbido, também conhecido como tinnitus ou acúfeno, é caracterizado como um ruído incômodo que não provém de nenhuma fonte de som externa. Na maioria das vezes, não é sinal de doenças graves, mas necessita de acompanhamento médico devido ao desconforto provocado.

O otorrinolaringologista Dr. Renato Bittar, do Consulta Aqui, explica que o zumbido configura um sintoma auditivo de alguma condição médica e que pode se originar por vários fatores. “As causas são as mais variadas, podendo ser desde condições simples como acúmulo de cerume, até condições mais complexas como tumores. Porém, vale frisar que na grande maioria dos casos, o zumbido é secundário a perdas auditivas, seja por envelhecimento, exposição crônica a ruídos e até mesmo pelo uso de medicações tóxicas aos ouvidos”, explica Bittar. Além disso, estudos mostram que pacientes com transtornos de humor, dentre eles, a depressão, tendem a intensificar a percepção e o incômodo com o zumbido.

Segundo a American Tinnitus Association (em tradução livre, “Associação Americana de Zumbido no Ouvido”), pelo menos 20% das pessoas apresentam algum quadro do fenômeno ao longo da vida. Na população com mais de 60 anos, esse índice sobe para 25%.

De acordo com o Dr. Renato, todo quadro de zumbido deve ser minuciosamente investigado e o tratamento deve englobar uma equipe multidisciplinar que irá avaliar e identificar as possíveis causas. “O diagnóstico baseia-se na história clínica e evolutiva da queixa, no exame médico completo, exames laboratoriais e audiometria. Eventualmente, o médico pode necessitar de solicitar outros exames complementares como tomografia e ressonância magnética”, esclarece.

Atualmente, a medicina dispõe de um amplo arsenal terapêutico para o tratamento do zumbido, como aparelhos de amplificação sonora com recurso de mascaramento do zumbido, terapia de enriquecimento sonoro e tratamento medicamentoso. “O zumbido foi negligenciado por décadas pela Medicina e por isso passou a ser visto como algo intratável. Nada mais longe da verdade”, finaliza o Dr. Bittar.

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Serviço – Consulta Aqui – Endereço – Rua Barão de Jundiaí, 485 Lapa – São Paulo SP = Central de atendimento (11) 3838 4669 – Site http://www.consultaaqui.com.br/

Planos de saúde credenciados

ABET – ALLIANZ – AMEPLAN – BRADESCO – CABESP – CARE PLUS – FUNDAÇÃO CESP – GAMA – GEAP – LIFE EMPRESARIAL – MEDSERVICE – GRUPO NOTRE DAME – INTERMÉDICA SANTA AMÁLIA – PLASAC –  SÃO CRISTÓVÃO –  SEPACO – SBC SAÚDE – SIND. DAS BORRACHAS – SISTEMA TOTAL DE SAÚDE – SUL AMÉRICA
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NOVAS MÍDIAS – TV x YouTube: todos querem os influenciadores

MIDIADani Almeida, jornalista, consultora de imagem e mentora de influenciadores digitais, aborda a questão das novas mídias e por que elas estão em busca dos influenciadores de sucesso

O Instagram acabou de lançar em um evento mundial a sua nova ferramenta de vídeos, o IGTV. Dias depois, em resposta, o YouTube anunciou novas ferramentas para os criadores de conteúdo.

Duas falas, nesses anúncios, chamam muito a atenção para um elemento estratégico tanto para o crescimento dessas redes sociais, quanto para que elas consigam manter cada dia mais usuários em suas plataformas: o criador de conteúdo, mais conhecido como influenciador digital.

Atualmente, muitos influenciadores do Instagram criam um canal no YouTube para divulgar vídeos mais longos e direcionam sua comunidade do Instagram para o YouTube, com link na bio e link nos stories, para aqueles que  tem mais de 10K e conta comercial.

“Em todos os meus cursos e mentorias, ou seja, na profissionalização dos influenciadores, essa é sempre a minha recomendação: fazer o que chamamos de cross mídia”, comenta Dani Almeida, jornalista, consultora de imagem e criadora do curso Influenciadora de Sucesso.

Segundo o próprio Instagram, como todos os seguidores dos influenciadores na rede social já automaticamente seguirão as mesmas pessoas no IGTV, essa base pode ser gigante.

“Esse é o público, esses criadores, a @lelepons tem 25 milhões de seguidores. Ela vê o Instagram como sua casa. São esses influenciadores que a gente vê com sucesso no primeiro dia e nos primeiros meses”, afirmou Mike Krieger, brasileiro cofundador do Instagram.

Poucos dias depois, o  YouTube anunciou o alcance de 1,9 bilhão de usuários por mês e revelou, ainda, que o número de produtores de conteúdo que ganham cinco dígitos por ano aumentou em 35% e o número de criadores que alcançaram seis dígitos aumentou 40%.

“Para aumentar a possibilidade de rentabilização dos criadores, o YouTube anunciou várias novas ferramentas, entre elas a possibilidade de influenciadores venderem mebership (taxa mensal recorrente), produtos de marca própria (mais de 10 mil inscritos) e a função Premiere, que permite avisar os inscritos sobre a chegada de um novo vídeo (mais de 100 mil inscritos). Mas o que chamou mais atenção nisso tudo, foi o anúncio do YouTube”,  comenta Dani

“Os criadores do YouTube são o coração da nossa plataforma. É por isso que estamos comprometidos em criar produtos que capacitem e apoiem a comunidade de criadores”, disse Neal Mohan, Chief Product Officer do YouTube. “Por criadores, leia-se influenciadores digitais”, explica Dani.

Quais vantagens o influenciador leva?

O maior atrativo do YouTube para os influenciadores é o fato de que, além do conteúdo patrocinado, que representa hoje os maiores faturamentos entre esse público, o próprio YouTube remunera a geração de conteúdo.

Segundo o Instagram, eles estão estudando junto aos influenciadores, se haverá formas de rentabilização do IGTV. Segundo Krieger, isso será conversado nos próximos meses com os criadores para definir o que é melhor para a plataforma. O mesmo vale para anúncios – a princípio não existirão, mas a longo prazo eles podem aparecer.

“É difícil prever os desdobramentos dessa batalha ainda. Faz parte cada empresa querer puxar para si os influenciadores, já que eles representam sempre o potencial de crescimento viral”, comenta Dani.

O que fazer? Quem ‘escolher’?

Dani Almeida aponta aqui as melhores estratégias:

Minha recomendação aos alunos dos meus cursos e à comunidade de 42 mil influenciadores que segue meu conteúdo no IG @influenciadoradesucesso, listas de email e WhatsApp permanece a mesma: não fique refém de apenas uma plataforma.

Ainda mais para influenciadores que amam trabalhar o Instagram e têm dificuldade em trabalhar o YouTube, a tentação e grande. Mas fica meu aviso… e se alguma coisa, qualquer coisa acontecer e você perder sua conta, o que você fará?

Além disso, o YouTube continua sendo a maior fonte de rentabilização para quem realmente quer atuar de maneira profissional, ganhando como profissional.

Enquanto isso e, por enquanto, as maiores lições que podemos tomar com o lançamento da IGTV são as seguintes:

  1. Esqueçam as origens do Instagram. O Instagram, definitivamente, deixou seu passado de aplicativo de fotos. Ele se tornou um microblog, agora, com vídeos.

    2. Quem estourou nessa rede, vai precisar se reinventar. Fotos inspiradoras não serão mais suficiente para engajar sua comunidade.

  2. O engajamento na sua timeline (suas fotos), que já vinha caindo, vai despencar devido à grande quantidade de conteúdo para ser consumida. O engajamento nos stories já começaram a cair também.

  3. Prepare-se para ser boa não apenas em fotos e conteúdo escrito, mas também em vídeos. O consumo de vídeo na internet cresce vertiginosamente e a IGTV é mais uma prova disso.

Sobre Dani Almeida

Dani Almeida é jornalista, coordenou e editou revistas para grandes empresas de moda e beleza. Criadora do perfil no instagram @opoderdaimagem , ajudou milhares de mulheres a melhorarem sua imagem e autoestima compartilhando conteúdo nas redes sociais e no seu blog. Por causa de seus resultados como influenciadora, passou a mentorar e ensinar outras influenciadoras, até desenvolver o curso Influenciadora de Sucesso (http://influenciadoradesucesso.com.br/torne-se-influenciadora-de-sucesso/), entre outros, que reúnem mais de 400 alunas até o momento.  

Mais informações em http://opoderdaimagem.net.br/

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Informações para a imprensa – Baronesa Relações Públicas =  Camila Barone –   Camila@baronesarp.com.br – (11)991396424/ 11991680221

Rodovia que substitui asfalto por painéis solares é testada na China

Além de substituir o asfalto, os painéis produzem energia que pode ser utilizada para abastecer o entorno

Jornal Gazeta do Povo

 

china

Em uma estrada, na China, caminhões enormes transportam madeira e petróleo por uma rodovia pavimentada com painéis solares no lugar de asfalto.

A companhia que fez as células cobertas de plástico que forram a estrada é a Shandong Pavenergy.

Se seu produto se sair bem neste teste, poderá ter um grande impacto no setor de energias renováveis e no ato de dirigir. Na prática, é como se a própria rodovia fosse uma grande usina que produz energia solar.

As estradas solares utilizam painéis modificados no lugar do asfalto. Seu atrativo é claro.

Elas geram eletricidade a partir das rodovias e ruas, em vez de campos e desertos, o que pode poupar o uso da terra.

Essas vantagens são particularmente importantes em um país como a China, com uma população enorme e onde a demanda por energia aumenta rapidamente

A China busca inovar e dominar o mercado cada vez mais lucrativo e estratégico da energia renovável. O país já produz três quartos dos painéis solares vendidos globalmente, e sua indústria de produção de turbinas eólicas também está entre as maiores do mundo.

Como as estradas cruzam as cidades, as “rodovias solares” permitem que a eletricidade seja consumida praticamente ao lado de onde é gerada. Isso significa que praticamente nada se perderia na transmissão, como o que pode acontecer com projetos em locais isolados.

Já a terra fica essencialmente livre, porque estradas e ruas são necessárias de qualquer maneira. Elas precisam ser recapeadas de poucos em poucos anos, a um grande custo, portanto a instalação de painéis solares duráveis poderia reduzir o preço da manutenção.

Justiça manda indenizar aluna de escola pública que sofria bullying

bullO ápice das agressões teria se dado quando outros alunos produziram um abaixo assinado com a intenção de remover a menina da sala de aula

Com informações do Correio Braziliense

Uma estudante de escola estadual de Santos, cidade do litoral de São Paulo, será indenizada em R$ 8 mil pela Fazenda do Estado por danos morais.

A decisão foi tomada pelos desembargadores da 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

De acordo com o processo, a menina sofria bullying de seus colegas de classe.

Os magistrados negaram recurso que tinha a intenção de modificar decisão tomada em primeira instância, pela 1.ª Vara da Fazenda Pública de Santos.

Consta dos autos que a estudante “apresenta leve deficiência mental e transtornos hipercinéticos e, por isso, sofria preconceito de seus colegas e enfrentava agressões físicas e psicológicas dentro do ambiente acadêmico”.

O ápice das agressões teria se dado quando outros alunos produziram um abaixo assinado com a intenção de remover a menina da sala de aula. A estudante chorou na frente dos colegas. Em depoimento, o professor da turma afirmou que tinha conhecimento das agressões, mas que recolheu o abaixo assinado mesmo assim.

 A menina foi matriculada em outra escola. Sua mãe, no entanto, recorreu à Justiça para obter reparação pelos danos à filha.

 Os desembargadores entenderam que houve “falha do poder público, que se omitiu quando deveria ter protegido e resguardado a integridade física, moral e psicológica da aluna”.

 “Durante o período de aula, é dever do Estado, por meio dos educadores e dirigentes, zelar pela integridade física, moral e psicológica dos alunos”, advertiu o relator da apelação, desembargador Alves Braga Junior.

Os grupos de WhatssApp não podem mais ser considerados uma terra sem lei. Jovem é condenada por permitir ofensas em grupo de WhatsApp

zapA Justiça entendeu que a jovem, como administradora, foi corresponsável pelas agressões contra um dos membros do grupo

(Pesou contra a ré ainda o uso de emojis. Segundo a decisão, mesmo sem ofender diretamente a vítima, os emojis demonstraram que ela estava se divertindo com a situação)

Os grupos de WhatssApp não podem mais ser considerados uma terra sem lei. O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a administradora de um grupo no aplicativo — criado por ela mesma — a pagar R$ 3 mil de indenização por permitir ofensas a um dos membros. O caso foi julgado na 34ª Câmara de Direito Privado do Estado de São Paulo. A ré ainda pode recorrer da decisão.

Tudo começou em 2014, quando a ré, na época menor de idade, criou um grupo no WhatsApp chamado “Jogo na casa da Gigi”, para assistir aos jogos do Brasil na Copa do Mundo passada com os colegas da escola. Mas o que poderia dar errado nessa história?

De acordo com os autos do processo, durante a conversa, um dos integrantes do grupo passou a ser alvo de xingamentos homofóbicos, como “veado”, “gay”, “garoto especial”, “bichona” e “bicha louca”. Após a primeira confusão, a ré chegou a encerrar o grupo e criar um novo, no qual, mesmo assim, as ofensas continuaram.

Para o juiz, o que pesou contra a administradora do grupo foi o fato de ela não ter removido os autores dos xingamentos, já que o criador do grupo, como administrador, “pode adicionar e remover quem bem quiser e à hora em que quiser”. Mesmo que a administradora do grupo não tenha ofendido diretamente a vítima, teve “participação fundamental nos fatos, vez que era a organizadora do grupo”, argumentou.

Na decisão, o magistrado também deu ênfase ao uso dos emojis durante a discussão, ao afirmar que a ré sorriu ao usar quatro emojis “chorando de rir” quando a vítima ameaçou processá-la, o que demonstrou que se divertia com a história.

“Assim, é corresponsável pelo acontecido, com ou sem lei de bullying, pois são injúrias às quais anuiu e colaborou, na pior das hipóteses por omissão, ao criar o grupo e deixar que as ofensas se desenvolvessem livremente”.

UM NOVO NAZISMO? – Crianças em jaulas choram pelos pais enquanto guardas dos EUA debocham

Gravação revela o saldo da “tolerância zero” dos EUA contra a imigração: sob zombaria de guardas, crianças em jaulas de metal choram desesperadamente pelos pais

NAZISMOUma gravação em áudio que parece captar as vozes de crianças pequenas falando em espanhol e chamando por seus pais em uma instalação de imigração nos Estados Unidos é o centro das atenções no crescente tumulto causado pelas separações de famílias de imigrantes.

“Papai! Papai!”, diz uma criança na gravação, chorando. Em outro momento, muitas crianças são ouvidas desesperadas e um dos guardas diz, em espanhol e em tom de zombaria, que as lamentações mais parecem uma sinfonia, “só falta um maestro”.

O áudio foi inicialmente divulgado pela organização sem fins lucrativos ProPublica. A advogada de direitos Humanos Jennifer Harbury disse ter recebido a fita com a gravação feita na semana passada, mas não forneceu detalhes do local onde o áudio foi captado.

O áudio (ouça abaixo) veio à tona no momento em que políticos e defensores públicos se reúnem na fronteira entre Estados Unidos e México para visitar os centros de detenção de imigrantes e aumentar a pressão sobre o governo Trump para encerrar a política de “tolerância zero” contra a imigração. Até mesmo a primeira-dama, Melania Trump, se manifestou sobre o tema, numa tentativa de se distanciar das ações do governo.

Condições desumanas

O deputado democrata Ben Ray Lujan, do Novo México, disse que o local no qual a maioria dessas crianças se encontra era um antigo hospital convertido em alojamento, com quartos divididos por faixa etária. Havia um pequeno quarto para os mais novos, com duas cadeiras altas, onde dois bebês estavam sentados, usando roupas iguais.

Outro grupo de legisladores visitou, no domingo, 17, um antigo depósito em McAllen, também no Texas, onde centenas delas são mantidas em jaulas de metal. Uma das celas no local tinha 20 menores. Mais de 1,1 mil pessoas estavam dentro da instalação, ampla e escura, dividida em alas para crianças desacompanhadas, adultos sozinhos e pais e mães com filhos.

No Vale do Rio Grande, o corredor mais movimentado para os que tentam atravessar a fronteira ilegalmente, funcionários da Patrulha dizem que devem reprimir os imigrantes e separar os adultos das crianças para desencorajar que outras pessoas tentem entrar no país sem permissão.

Tolerância zero

Desde o anúncio da política de “tolerâcia zero” no início de maio, 2.342 crianças e jovens imigrantes foram separados de suas famílias (de 5 de maio a 9 de junho), segundo dados oficiais.

Esse afluxo é resultado direto da decisão da Casa Branca de processar 100% das pessoas que cruzam suas fronteiras com o México sem documentos, sejam elas acompanhadas ou não de crianças.

Até agora, ainda que a lei fosse a mesma, as autoridades muitas vezes optavam por não deter as famílias para evitar essa situação, uma vez que as crianças não podem ser encarceradas e, portanto, devem ser realocadas.

Esta nova política é “digna de tortura”, segundo a ONG Anistia Internacional, “inadmissível” para a ONU, e também denunciada por líderes religiosos americanos influentes entre o eleitorado republicano.

Críticas

A líder democrata Nancy Pelosi, em entrevista após visita a uma instalação em San Diego (Califórnia) com outros deputados, disse que a separação de famílias é “uma questão bárbara que pode ser mudada em um instante pelo presidente dos EUA, ao rescindir sua ação”.

O senador republicano Ted Cruz, do Texas, anunciou que estava instaurando uma legislação de emergência para manter as famílias de imigrantes juntas. “Todos os americanos estão horrorizados diante das imagens que estamos vendo no noticiário, crianças chorando sendo afastadas de suas mães e pais”, disse Cruz. “Isso deve parar.”

O presidente Donald Trump defendeu a política de seu governo enfaticamente na segunda-feira, depositando a culpa das separações no Partido Democrata. “Os EUA não serão um campo de migrantes e nem um campo de refugiados”, declarou. “Não sob minha supervisão”, completou.

Em um editorial publicado na última segunda, o jornal americano The New York Times criticou o presidente Trump duramente, chamando suas justificativas para a ação de “desonestas e covardes”.

Lembrou, ainda, que embora os últimos presidentes americanos (George W. Bush e Obama) tenham se esforçado para reduzir o fluxo migratório, nenhum deles chegou perto de separar famílias. “Este toque de maldade pertence inteiramente a Trump – ele escolheu atormentar as famílias sem documentos”, finalizou a publicação.