ARCANO DO TERCEIRO MILÊNIO. (um texto de Thales A. R. Galhardo. FRC MI.:)

thales 3CIÊNCIA, RELIGIÃO, ESOTERISMO E ESTADO.

Thales A. R. Galhardo. FRC MI.:

Desprezar as ciências humanas e exatas além de um estudo profundo sobre as culturas dos povos antigos é no mínimo indicio de um baixo letramento de um individuo e uma total ignorância; e no máximo fanatismo.

Infelizmente, alguns dos lideres religiosos, do mundo contemporâneo, aproximam-se desse perfil. Ser um pesquisador, um buscador das verdades humanas e eternas não constitui nenhum pecado.

O estudante de hoje é o sábio do futuro. As civilizações, de outrora, evoluíram através de suas próprias experiências e dos resultados adquiridos ao longo da existência, tanto no campo material quanto no campo espiritual.

Muitos dos grandes líderes espiritualistas da humanidade, do Oriente ao Ocidente, deixaram, no bojo de seus legados, lições de amor ao próximo, desapego às coisas materiais, moral e ética sublime.

Não promoveram dogmas ou se autonomearam juízes e sábios, não inventaram nem se declararam fundadores dessa ou daquela religião.

Não obrigaram ninguém a segui-los; não mudaram nem se intrometeram em nenhum sistema político e muito menos atrapalharam o desenvolvimento da ciência, mesmo no tempo da ofusca Idade Média, diante das experiências empíricas.

Separar o Estado da religião é obvio, é correto, uma vez que nenhuma teocracia deu certo, até nossos dias, diz a história! Um Estado laico é o orbe perfeito para a diversidade religiosa e a prática das ciências do homem e das ciências ocultas.

Um povo que desenvolveu a consciência ética e moral como suas principais virtudes atingem facilmente o alvo da evolução, do universalismo (do ecumenismo) ou do racionalismo científico e da boa convivência entre si.

Não fosse a ciência da arqueologia, da paleontologia, da história e da linguística não teríamos comprovações científicas que dão mais e mais embasamento às pesquisas, como: a localização do Gólgota, a Fonte de Siloé, a casa de Pedro, o túmulo de Herodes, o Grande; uma lápide referente a Pôncio Pilatos, o suposto barco de Jesus, os pergaminhos e papiros decifrados, canônicos ou apócrifos, etc.

Sem falar da excepcional e fantástica arqueologia egípcia.  Não fossem os testes de datação (em carbono 14) esses objetos ficariam sem credibilidade cientifica. Muitos achados acidentais e prospecções arqueológicas, na Palestina, nos remetem às origens do cristianismo.

É verdade que se tem poucas informações e registros, científicos, sobre o Jesus histórico, mas as pistas deixadas pelos historiadores: Suetônio, Tácito e Flávius Josepho são convincentes e batem com a identificação dos achados, acima citados.

As descobertas de inúmeros evangelhos, apócrifos, em meados do século XX, nos trouxeram informações importantes sobre Jesus histórico e para a ciência. Enquanto para a igreja, essas relíquias foram desprezadas.

Esse material que hoje está sob a custódia de museus, especializados, são verdadeiros e comprovados cientificamente. Grande parte das Escrituras foi destruída pela ação do tempo ou desmando de alguns guardiões religiosos, em antigos conventos. Muitos desses documentos foram salvos por técnicas modernas de restauração com equipamentos avançados.

É verdade que a ciência colocou em cheque certas passagens bíblicas.  Pesquisadores apontam erros de tradução, discordâncias entre Evangelhos; traduções, versões e interpretações que não condizem com os textos originais que resultaram em muitas perdas no que tange aos ensinamentos secretos (místicos) da Iniciação Hebraica (no Antigo Testamento).

O que ocorre também com o simbolismo hermético entre outros assuntos que dizem respeito ao esoterismo nos dois Testamentos. Para especialistas nessa linha de pesquisa, os tradutores das Escrituras não foram capazes de entender as Verdades Eternas, o profundo esoterismo e a tradição primordial contidas nas Escrituras.

Quer queiram ou não, as autoridades religiosas do mundo contemporâneo, a ciência é coadjuvante das religiões. O incômodo é o contratempo quando uma descoberta científica abala um dogma ou quando a história, dos costumes e tradições, revela um novo elemento que contradiz algumas passagens narradas nas Escrituras.

Os olhares das ciências nos ajudam a desvendar os mistérios sobre a vida do homem na Terra: o que ele pensa, o que ele faz e o que ele é. Enquanto as religiões deveriam focar os ensinamentos que nos levam ao Caminho do retorno, ao coração da divindade.

Porquanto os pilares das religiões, os dogmas podem ruir um dia! A internet é a grande porta do terceiro milênio, lá, nas nuvens, estão disponíveis assuntos como: estudos e experiências avançadas no campo da parapsicologia, da física quântica, da projeciologia, da conscienciologia, regressão à vidas passadas, das experiências de EQM (já comprovada pela medicina), os avanços do Espiritismo científico, estudos sobre a aura humana, transmigração, psicotrônica, sofrologia, psicometria, apometria, ideoplastia, etc. E o mais intrigante a ufologia.

Não há nenhuma heresia em percorrer outros caminhos para se estudar as religiões e suas escrituras. Buscar a verdade é da vontade do Cosmos, de Deus, que o homem chegue a sua plenitude espiritual pelas vias diversas do saber.

Através das ciências e com apoio das tecnologias avançadas, da atualidade, vai ficando, cada vez mais, difícil de entender e aceitar algumas partes das Escrituras sob o escopo da fé! Assinar um papel em branco e entregar ao seu pastor para daí em diante acreditar em tudo que ele diz é colocar a sua fé em cheque mate!

O que se conquista através da fé é o merecimento e não o fato de acreditar simplesmente em algo apenas intangível. Muitas pessoas, que se dizem religiosas (cristãs) apostam na fé, cegamente, mas não deixam de se cuidarem quando estão doentes vão ao médico e tomam os remédios enquanto outras correm para os centros espiritas e outras formas de curas.

Os ditos milagres e as graças recebidas, as curas, repito, são merecimentos daquelas emancipações de vida, na terra, que se alinharam, no passado e se alinham no presente, com a espiritualidade.

Para as Igrejas a fé está fundamentada nos Evangelhos cuja personalidade central é uma divindade onipresente e onisciente e remete ao Cristo Jesus essa dualidade Cósmica. Ora, essa dualidade Divina é DEUS, a força Cósmica que está no todo e em tudo, é a célula universal que habita em toda natureza. Todos os, místicos, esoteristas, herméticos, ocultistas, espíritas, etc. sabem disso!

Pergunta que incomoda: Deus é Jesus ou Jesus é Deus? O fato é que a Igreja Romana tornou-se proprietária das Escrituras, desde o Concílio de Niceia (325 d.C.), e ergueu a autoridade pontifícia sobre todos os temas inerentes não deixando qualquer possibilidade para novas apreciações. Os ensinamentos verticais de certas religiões provocam uma lavagem cerebral tornando mais impenetrável o véu da obscuridade espiritual.

Permita-se cruzar o portal da sabedoria e romper os obstáculos. Sejamos buscadores das verdades eternas para desvendar e adquirir o SUMMUM SABER!

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Thales Antônio Rodrigues Galhardo. E-mail: pedemoleque.gravata@gmail.com