“As religiões, os homens e Deus… “

Um texto de CARLOS MOURA GOMES – Gravatá

carlos mouraSegundo dados da ONU, Organizações das Nações Unidas, existem mais de cinquenta mil religiões no mundo com uma infinidade de deuses.

Somente na Índia calcula-se que, aproximadamente, milhões de nomes são venerados pelos seus quase um bilhão e meio de habitantes.

Porém, Alá para os islâmicos; Elah em aramaico; Elohim em hebraico, Jeová e Deus para o mundo cristão significam a mesma pessoa, ou seja, o Criador do Universo.

Sabemos que o objetivo principal da maioria dessas igrejas, é, sem nenhuma sombra de dúvida, possibilitar ao ser humano as condições necessárias para uma saudável convivência entre os povos, mostrando assim o verdadeiro sentido da vida.

Paradoxalmente, cada uma dessas instituições religiosas adota métodos que, muitas vezes, diferem das demais, provocando discórdias que, infelizmente, geram sangrentas guerras.

Daí a urgente necessidade de pessoas que, com inteligência e sabedoria, ultrapassem as expectativas do seu campo de atuação, buscando um amplo diálogo para evitar que o fanatismo se propague; que o radicalismo crie mais tentáculos, enfim, que a violência vença a paz.

 Exatamente o que Jorge Mario Bergoglio, extraordinário homem, hoje conhecido mundialmente como o Papa Francisco, está fazendo ao visitar a República da União de Myanmar, um país ao sul da Ásia com 51 milhões de habitantes, onde uma minoria muçulmana está sendo exterminada ou expulsa por, pasmem, budistas radicais que anunciam uma “limpeza ética”.

Pra termos uma idéia, já são mais de 900 mil refugiados em países vizinhos que afirmam não ter como abrigar tamanha população.

O corajoso “Homem de Deus”, evidenciando que as atitudes estão acima de quaisquer organizações, antes de embarcar para essa delicada e perigosa missão, falou para o mundo, exibindo simplicidade e humildade, suas únicas e poderosas armas, “Peço-lhes que me acompanhem com orações com a finalidade de que minha presença seja, para estas populações, um sinal de proximidade e esperança”.

            Para quem acredita num Ser Supremo, a quantidade de religiões nunca será motivo para justificar as divergências entre as civilizações, porque como escreveu Frei Betto, “Deus é Amor. Para nos ensinar a amar, ele inspirou o aparecimento das religiões. Deus mesmo não tem religião, mas pode ser encontrado através de todas elas”.

Religiosamente,

CARLOS MOURA GOMES – Gravatá, Nov/2017