Um ano sem BELCHIOR. Ficaram apenas sua arte, suas musicas e as boas lembranças. E nós aqui com muita saudade!

bel 1Antes mesmo de desaparecer, seu repertório e seu comportamento davam sinais de alerta

Texto reproduzido aqui do Acervodocastanha do dia 30 de Abril de 2017

(Texto do jornalista Julio Maria – Jornal O Estado de São Paulo)

O musico Belchior no programa PONTO DE ENCONTRO da tv Cultura. Domingo 02/09/1979. FOTO DIVULGAÇÃO.

O musico Belchior no programa PONTO DE ENCONTRO da tv Cultura. Domingo 02/09/1979. FOTO DIVULGAÇÃO.

Belchior deixou sempre muito evidente que estava sofrendo.

Uma angústia representada em suas letras e em seu comportamento, mesmo quando a carreira atingia o que poderia considerar picos de sucesso. Caetano, Gil, Zé Ramalho, Fagner, Djavan, Tom Zé, Milton Nascimento, Dominguinhos.

De todos os emigrantes que procuraram as ‘mecas’ Rio-São Paulo para serem alguém de 1960 para 1970, Belchior foi o único que sentiria um impacto emocional irreversível.

A selvageria mercantilista, para ele, era um mal a ser combatido e ele, logo ele, acabaria também vendido a ela no momento em que assinasse com uma grande gravadora.

Na gênese de Belchior, a quem os mais próximos chamavam de Bel, não está a música, mas a filosofia. Enquanto o samba-jazz ainda fervia no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro, e Tom Jobim, João Gilberto, Carlos Lira e Luiz Bonfá davam adeus à primeira fase da Bossa Nova com um espetáculo no Carnegie Hall, de Nova York, Belchior lia Sócrates e Platão no curso de Filosofia na universidade em Fortaleza. Sua vida acadêmica ainda passaria pela Medicina antes de ser abandonada, assim que a turma de conterrâneos que tinha Fagner e Ednardo, conhecida depois como Pessoal do Ceará, cruzasse seu caminho.

Bel era considerado o estranho, o fechado, o imprevisível. Metódico, preferia ler a sair com amigos e tinha uma relação de distanciamento com o dinheiro, principalmente quando alguma nota deveria sair da própria carteira. Devia de quantias irrisórias que pedia emprestado a amigos ou que precisava pagar ao pedreiro a grandes volumes, como as contas dos dois automóveis que abandonou em São Paulo, um deles, no estacionamento do Aeroporto de Congonhas.

Belchior cansou, e seria redutor imaginar que desapareceu nos últimos dez anos para fugir das dívidas. Se assim fosse, teria aceitado oferta de empresários que quiseram pagar suas contas para que ele voltasse aos palcos. Ou aceitado a proposta vultosa de uma montadora de carros que o queria como garoto propaganda dizendo, ao volante, algo como “com um carro desses, até eu volto”. Era melhor viver de favores em um asilo, escondido no interior do País.

O único artista que pratica o auto-exílio na história da música brasileira, fugindo de si mesmo, de um personagem que não aceita mais, era um angustiado, como fez questão de cantar muitas vezes. A palavra “medo” era recorrente em sua obra, principalmente desde o irretocável Alucinação, de 1976.

Ao saber de sua partida, o pesquisador Zuza Homem de Mello faz questão de ligar para a reportagem para dizer o que sente sobre Belchior: “Ele foi um dos mais cultos artistas da MPB. Possuia uma importância extraordinária no pop sobretudo pela canção ‘Como Nossos Pais’. Aquilo foi uma relevação, e ele colocou o tema de maneria extraordinária. Elis Regina teve a percepção disso ao escolher a música para lançá-la no Falso Brilhante.”

Mas Belchior preferiu a distância do passado. Mesmo ovacionado por novas gerações de músicos, tranca-se e passa a dedicar-se a projetos solitários, como a tradução dos 14.230 versos da Divina Comédia, de Dante Alighieri para a linguagem popular, um projeto que nunca concluiria

Caruaru Shopping realiza 1º Festival de Dança

Este fim de semana promete ser de muita diversão ao som de diversos ritmos. É que será realizado o 1º Festival de Dança do Caruaru Shopping, com a participação de vários grupos de dança e academias da cidade e região, a exemplo de Lajedo e Santa Cruz do Capibaribe. Ao todo serão 15 equipes.

dancaAs apresentações, que vão da dança popular ao ballet clássico, acontecerão no sábado (28) e no domingo (29), no lounge localizado em frente à Praça de Alimentação Gourmet, das 14h às 17h30. Nestes dois dias, as pessoas também poderão participar de oficinas gratuitas de dança. 

“No sábado, a oficina será de dança contemporânea, às 16h. Já no domingo será a vez do jazz, às 15h”, afirmou Walace Carvalho, gerente de Marketing do centro de compras e convivência.

O Caruaru Shopping está localizado na Avenida Adjar da Silva Casé, 800, Bairro Indianópolis. O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 10h às 22h, e, no domingo, das 11h às 21h.

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Mais informações: com o jornalista Wagner Gil – Massa Comunicação & Assessoria – 99631-9959 (Tim e WhatsApp) e 99104-9802

Circuito Ibra de Tênis de Mesa no Caruaru Shopping

-tenis-300x228O Caruaru Shopping estará sediando, de 27 a 29 de abril, o Circuito Ibra de Tênis de Mesa.

Estão sendo esperados mais de 100 mesatenistas de Pernambuco, que irão disputar o campeonato em seis categorias divididas em níveis técnicos.  Os jogos acontecem das 14h às 18h, na sexta (27); das 10h às 19h, no sábado (28) e no domingo (29), das 12h às 20h.

Estarão participando do circuito mesatenistas de Caruaru, São Bento do Una, Belo Jardim, Camocim de São Félix, Arcoverde, Vitória de Santo Antão e Toritama, com destaque para Eduardo Ramos e Maria Clara, ambos da Capital do Agreste e medalhistas dos Jogos Escolares da Juventude.

A competição, que é realizada na cidade há 26 anos, é organizada pela Associação Caruaruense de Esportes (Acade), com o apoio da Federação Pernambucana de Tênis de Mesa e  coordenação do professor Severino Junior.

“A competição é aberta ao público e acontece próximo a entrada do piso E3 do edifício garagem”, afirmou Walace Carvalho, gerente de Marketing do centro de compras e convivência.

O Caruaru Shopping está localizado na Avenida Adjar da Silva Casé, 800, Bairro Indianópolis. O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 10h às 22h, e, no domingo, das 11h às 21h.

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Mais informações: com o jornalista Wagner Gil -m  Massa Comunicação & Assessoria – 991049802 (vivo) =99631-9959 (zap)

Exposição “1817 – Revolução Republicana” chega a Caruaru

A exposição “1817 – Revolução Republicana”, que marcou os 200 anos do movimento libertário que fez de Pernambuco uma república independente da Coroa Portuguesa, chega a Caruaru, no Agreste do Estado.

revUma versão itinerante da mostra promovida pelo Museu da Cidade do Recife será exibida a partir do dia 26 de abril – e segue até 5 de junho – na galeria Zé Galdino, no Sesc da região, localizado na Rua Limeira Rosal, s/n, no bairro de Petrópolis.

Essa é a segunda parada da mostra, a primeira foi em Petrolina, em janeiro deste ano. Após Caruaru, a exposição itinerante segue para Vicência, na Zona da Mata do Estado, e depois Campina Grande, na Paraíba. A entrada é gratuita.

33299373112_4f4e7d4a5d_kEm um momento da exposição dedicado às bandeiras – a bandeira da revolução pernambucana e outras que inspiraram o processo republicano -, o visitante é convidado a criar e expor a sua própria bandeira. No local, há cartolina e lápis de cor para a empreitada e um varal para que a obra seja colocada. “A ideia é que cada um faça sua bandeira e exponha suas ideias revolucionárias”, explica a diretora do museu, Betânia Corrêa de Araújo.

A exposição

Há 200 anos, Pernambuco viveu um momento único na história do Brasil, quando fez uma revolução e, durante 75 dias, viveu uma república à parte, livre da Coroa portuguesa.

Para lembrar o bicentenário histórico e revisitar o processo libertário, o Museu da Cidade do Recife (MCR), em parceria com o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), inaugurou em 2017 a exposição “1817 – Revolução Republicana”.

A exposição ficou em cartaz durante um ano no museu, localizado no Forte das Cinco Pontas, um dos locais emblemáticos da própria revolução.
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“A revolução foi a ideia e também a concretização, única, da separação da coroa portuguesa. O movimento teve a ideia de romper o status quo vigente”, afirma o historiador e professor Sandro Vasconcelos, um dos autores da narrativa histórica da exposição ao lado do também professor e historiador Marcus Carvalho e do pesquisador e historiador Mateus Samico.

Serviço

1817 – Revolução Republicana
Quando: De 26 de abril a 5 de junho
Onde: Galeria Zé Galdino, no Sesc
Entrada gratuita.

Após lançar novo disco, Cordel do Fogo Encantado embarca na turnê de Viagem ao Coração do Sol.

Primeiro show foi em Salvador, na Concha Acústica. Demais shows vão passar por Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras capitais do país.

cordelO grupo Cordel do Fogo Encantado divulga os shows da turnê Viagem ao Coração do Sol pelo Brasil.

A primeira apresentação foi dia 21 de abril em Salvador-BA, na Concha Acústica e causou grande comoção no público e na banda que saiu do palco com as energias renovadas!

Neste sábado, 28, eles chegam ao Rio de Janeiro-RJ, no Circo Voador.

Em maio, a primeira apresentação será em Recife-PE, no Clube Português, dia 12 e Belo Horizonte-MG recebe o grupo no Music Hall, dia 19. Já em junho, eles chegam dia 09 no festival João Rock, em Ribeirão Preto-SP e também se apresentam no MECAInhotim, dia 29. Fortaleza-CE também já tem data, será dia 25 de agosto, no Dragão do Mar.

Além de músicas do álbum lançado dia 06 de abril, incluindo o single, Liberdade, A Filha do Vento, a banda vai apresentar também alguns dos clássicos dos discos Cordel do Fogo Encantado (2001), O Palhaço do Circo Sem Futuro (2002) e Transfiguração (2006).

Viagem ao Coração do Sol

O quarto trabalho autoral da banda traz canções que ficaram guardadas durante a pausa e composições nascidas no reencontro de Lirinha (voz e pandeiro), Clayton Barros (violão e voz), Emerson Calado (percussão e voz), Nego Henrique (percussão e voz) e Rafa Almeida (percussão e voz).

São 13 faixas que seguem a tradição dos títulos duplos da literatura de cordel e que dialogam com os sentimentos humanos ao longo de uma história de cinco personagens, que percorrem caminhos, por vezes misteriosos e mágicos, em busca da filha do vento, chamada Liberdade.

 

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PERNAMBUCO PRODUZ NAVIOS SIM SENHOR ! navio Castro Alves – primeiro petroleiro do tipo Aframax construído no Brasil, com produção e montagem 100% pernambucanas.

Governador conheceu, nesta segunda-feira, no Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, o navio Castro Alves – primeiro Aframax construído no Brasil e com fabricação 100% no Estado

 Governador Paulo Câmara durante visita ao Navio Castro Alves30

O governador Paulo Câmara e o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro, visitaram, nesta segunda-feira (23.04), as instalações do navio Castro Alves – primeiro petroleiro do tipo Aframax  construído no Brasil, com produção e montagem 100% pernambucanas.

Governador Paulo Câmara durante visita ao Navio Castro Alves18Fabricada no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no Complexo Industrial de Suape – empreendimento instalado em Pernambuco pelo ex0governador Eduardo Campos -, a embarcação é uma das duas que serão lançadas na próxima sexta-feira (27.04), juntamente com a Skandi Recife, embarcação do tipo PLSV (Pipe Laying Support Vessel).

Ambas foram financiadas pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), somando um total de R$ 1,25 bilhão de investimentos.

Governador Paulo Câmara durante visita ao Navio Castro Alves17 “Vim aqui, hoje, junto com o ministro para que ele conhecesse como funciona o Estaleiro Atlântico Sul.

E, sem dúvida, ele sai daqui sensibilizado de que é muito importante e estratégico nós termos uma política de confiança nacional que possa garantir ao Estaleiro Atlântico Sul e outros aqui em Pernambuco que possam ter encomendas, porque eles vão dar conta do recado. É um setor estratégico, que toda nação tem que ter como prioridade. Sabemos da importância dessa indústria para Pernambuco e tudo que eles avançaram. Hoje, é um estaleiro de nível mundial, com uma produtividade altíssima. Fruto da aposta em Pernambuco e da qualificação da mão de obra pernambucana”, destacou o governador.

Governador Paulo Câmara durante visita ao Navio Castro Alves12 Paulo aproveitou a visita ao estaleiro para ratificar o apoio do Governo com os avanços do setor naval em Pernambuco.

“A gente tem certeza de que todo o esforço que foi feito para trazer essa indústria Naval aqui para Pernambuco está valendo a pena. Para se ter uma ideia, o primeiro navio do EAS durou 60 meses para ficar pronto. Esse, que nós visitamos hoje, durou apenas 18. Os próximos irão durar 14 meses. Ou seja, eles estão em um nível de excelência mundial. É uma indústria que se profissionalizou e agora vai precisar, realmente, do apoio de todos nós para continuar avançando. Hoje, o estaleiro é um patrimônio de Pernambuco e do Brasil em termos de qualidade, tecnologia, fazendo navios bem feitos, que podem ser vendidos para o mundo todo”, frisou.

Após visita à embarcação, Ministro Casimiro ponderou: “já temos algumas medidas que estão sendo encaminhadas para o Congresso. Medidas que vinham sendo trabalhadas com o setor, para que possamos fomentar a utilização dos nossos estaleiros, com a construção de embarcações viabilizando o aumentando do Fundo que garante esses financiamentos junto ao BNDES. E já me comprometi em conversar com o presidente do BNDES para que a gente possa liberar os financiamentos que já estão aprovados pelo FMM, mas que ainda precisam da liberação do banco”, declarou..

 Cada uma das embarcações teve 90% dos seus custos financiados pelo FMM, sendo o restante pela Transpetro (Castro Alves) e outro, pela Dofcon (Skandi Recife), totalizando R$ 1,25 bilhão. O navio Castro Alves é a primeira embarcação tipo Aframax construída no Brasil, produzida pelo Estaleiro Atlântico Sul para a Transpetro, no valor de cerca de R$ 250 milhões. O petroleiro de grande porte é destinado ao transporte de petróleo bruto, com capacidade de carga de 158 mil toneladas, em 274 metros comprimento;  43,8 metros de boca e 15 metros de calado.

 Já o PLSV é uma embarcação complexa e altamente especializada, dotada de equipamentos e sistemas sofisticados, que atua no lançamento de linhas rígidas e flexíveis, que conectam as plataformas a sistemas de produção de petróleo. O navio pertence à empresa Dofcon e foi construído pelo estaleiro Vard Promar, pelo valor de cerca de R$ 1 bilhão. O navio tem 139,9 metros de comprimento; 28 metros de boca (equivalente à largura) e 12 metros de calado.

 FMM – O Fundo é a principal fonte de financiamento do setor naval brasileiro. Entre 2007 e 2017 proporcionou a construção de 14 estaleiros e 680 embarcações, sendo 27 delas destinadas à navegação de cabotagem, como o Aframax, e 183 destinadas à navegação offshore, como o PLSV. Em Pernambuco, o FMM já financiou 2 estaleiros e 23 embarcações até hoje.

Fotos: Hélia Scheppa/SEI

23 DE ABRIL, DIA DE SÃO JORGE

sao jorgeSão Jorge foi, conforme a tradição, um soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão.

Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo (tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa como também na Comunhão Anglicana e no Luteranismo).

É imortalizado na lenda em que mata o dragão. É também um dos Catorze santos auxiliares.

Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, a memória de São Jorge é celebrada nos dias 23 de abril e 3 de novembro.

Nestas datas, por toda a parte, comemora-se a reconstrução da igreja que lhe é dedicada, em Lida (Israel), na qual se encontram suas relíquias. A igreja foi erguida a mando do imperador romano Constantino I.

São Jorge é o santo padroeiro em diversas partes do mundo tais como: (países) Inglaterra, Portugal (orago menor), Geórgia, Catalunha, Lituânia, Sérvia, Montenegro, Etiópia, e (cidades) Londres, Barcelona, Génova, Régio da Calábria, Ferrara, Friburgo em Brisgóvia, Moscovo/Moscou e Beirute.

Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo.

oração de São Jorge

“Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. 

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos. 

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.

Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós. Amém”

Ex-deputado CONSTITUINTE DE 1988 GILSON MACHADO GUIMARÃES FILHO, faleceu na tarde deste domingo, dia 22

Pernambuco perdeu uma de suas maiores referências políticas com o falecimento na tarde deste domingo, em sua residência no Recife, do ex-deputado federal Constituinte de 1988, empresário, pai de três filhas, Gilson Machado Filho, que vinha lutando  contra um câncer há alguns meses.

 gilson

Filho do médico Gilson Machado (in memorian) e da matriarca Cordélia,  é irmão de grandes empresários bem sucedidos em Pernambuco, como Antonio Machado Guimarães, Carlos Eduardo Machado Guimarães e João Machado Guimarães.

 Com João Machado Guimarães e o sobrinho Gilson Machado Guimarães Neto fundou Janeiro de 1990, a Rádio Gravatá FM de Gravatá-PE.

 O velório de Gilson Machado será amanhã, segunda-feira (23), no Cemitério Morada da Paz. A família deve divulgar nas próximas horas o horário do sepultamento.

GILSON MACHADO NA HISTÓRIA

Gílson Machado Guimarães Filho nasceu em Recife, no dia 14 de maio de 1942, filho de Gílson Machado Guimarães e de Cordélia Lopes Machado Guimarães.

Empresário do setor canavieiro, fez parte da liderança classista dos usineiros do estado.

Deixou a Universidade Católica de Recife sem completar o curso de direito. Participou da diretoria do Sindicato da Indústria do Açúcar de Pernambuco entre 1970 e 1973 e nessa condição representou a entidade nos planos de safra do Instituto do Açúcar e do Álcool durante seis anos.

Diretor executivo do conselho de administração da Agroindustrial Matary Ltda. e da Indústria Madeireira Ltda., ambas em Santa Luzia (MA), de 1973 a 1977;

presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar, de 1977 a 1986; integrante do conselho de representantes da Federação das Indústrias e da Comissão de Abastecimento de Produtos Claros e Escuros da Comissão Nacional de Pesquisa e conselheiro da Associação Comercial de Pernambuco, em 1979;

Membro do conselho de administração da Agropecuária Vale do Matary S.A., do conselho do Programa de Apoio à Economia Canavieira e de Fomento à Indústria Sucroalcoolquímica do Governo de Pernambuco e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado e da Associação Nacional dos Produtores de Álcool, em 1980;

diretor-executivo da Republicana Transportes Comércio e Representação Ltda., em 1981, Gílson Machado tomou parte na comitiva do presidente da República, general João Figueiredo, a Washington, nos Estados Unidos, e ao México, em 1982 e 1983.

Ainda em 1983 participou do conselho consultivo da Federação das Associações Comerciais de Pernambuco e dos conselhos de administração da Companhia de Habitação e da Companhia de Armazéns Gerais; foi também diretor executivo da Agropecuária Tamarindo S.A.

No mesmo ano representou o diretório regional na convenção nacional do Partido Democrático Social (PDS). Em 1984 e 1985 voltou a participar de comitivas presidenciais a Tóquio, no Japão, e a Pequim, na China. Em 1985 foi nomeado diretor executivo da Fertiflora Adubos Ltda.

Afastou-se do Sindicato dos Usineiros de Pernambuco em 1986 para concorrer a uma vaga de deputado federal constituinte pelo Partido da Frente Liberal (PFL). Representando sobretudo os interesses da agroindústria canavieira, elegeu-se em novembro de 1986, com uma expressiva votação obtida graças a acordos feitos com antigas lideranças políticas principalmente na Zona da Mata, no Agreste e no Sertão.

Tomou posse em 1º de fevereiro de 1987. Titular da Comissão de Sistematização e da Subcomissão de Princípios Gerais, Intervenção do Estado, Regime da Propriedade do Subsolo e da Atividade Econômica, da Comissão da Ordem Econômica, e suplente da Subcomissão do Sistema Financeiro, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, votou a favor da pena de morte, do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney, da anistia aos micro e pequenos empresários, da pluralidade sindical. E contra o voto facultativo aos 16 anos, a soberania popular, o mandado de segurança coletivo, a limitação do direito de propriedade, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, o limite de 12% ao ano para os juros reais, a limitação dos encargos da dívida externa, a proibição do comércio de sangue, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a estabilidade no emprego, o aviso prévio proporcional, a unicidade sindical, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a desapropriação da propriedade produtiva.

Ainda durante os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte foi autor da emenda que visava à coincidência de todos os mandatos, de presidente a vereador, a partir de 1994. Para tanto, seu calendário eleitoral previa eleições municipais somente em 1990. Contrário à Aliança Democrática formada pelo PFL e o PMDB, defendeu o rompimento com o governo, caso o presidente Sarney não reformulasse o pacto que o sustentava.

Com a promulgação da nova Carta Magna em 5 de outubro de 1988, Gílson Machado voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários da Câmara como titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio; suplente das comissões de Agricultura e Política Rural, e de Defesa Nacional; primeiro vice-presidente da comissão especial sobre a instituição da pena de morte; e suplente da comissão parlamentar de inquérito sobre a privatização da NEC do Brasil.

Foi ainda titular da Comissão de Finanças e Tributação; vice-líder do bloco formado pelo PFL, Partido da Reconstrução Nacional (PRN), Partido da Mobilização Nacional (PMN) e Partido Social Trabalhista (PST); titular da comissão mista encarregada de rever doações, vendas e concessões de terras públicas; e suplente da Comissão de Minas e Energia e da CPI que investigou irregularidades na Previdência Social.

Reeleito no pleito de outubro de 1990, na sessão da Câmara de Deputados de 29 de setembro de 1992 foi um dos 38 parlamentares que votaram contra o impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de envolvimento num amplo esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Sem disputar nova reeleição em outubro de 1994, Gílson Machado deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1995.

Em maio de 1996, em artigo assinado no jornal O Globo sobre os trabalhadores rurais sem-terra, afirmou que a paz só voltaria ao campo quando se garantisse o direito de propriedade: “O país está cansado de discursos e leis (inexeqüíveis). Sejamos práticos. Garanta-se o direito da propriedade e remunerem-se os produtos agrícolas, que a paz voltará ao campo (não defendo a terra improdutiva, estas terão que ser confiscadas).”

Gílson Machado presidiu a Cooperativa dos Usineiros do Açúcar e do Álcool de Pernambuco e publicou Açúcar e álcool, seus problemas e sua importância em Pernambuco (1978), Álcool — depoimento de um empresário pernambucano (1979) e Cana de açúcar em Pernambuco, em busca de novos caminhos (1982).

Casado com Magnólia Maranhão Machado Guimarães, teve três filhos.

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(Texto de Fátima Valença)

 FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Estado de S. Paulo (9/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87); Jornal do Brasil (30/3/88); Perfil parlamentar/IstoÉ.

 

Obra de implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Gravatá está 60 % concluída

O Governo Paulo Câmara destina R$ 38 milhões só na primeira fase da obra, que está prevista para ser finalizada no final deste ano.

ete gravatáAs obras de implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Gravatá, no Agreste, avançam.

A primeira etapa do empreendimento já está 60%  concluída e vai beneficiar 35 mil pessoas no Alto da Boa Vista, Bairro Novo, Cruzeiro, Picolé, Prado, Pilar de Matos, Cohab 1 e 2, 15 de Novembro e Petur.

O Governo Paulo Câmara destina R$ 38 milhões só na primeira fase da obra, que está prevista para ser finalizada no final deste ano.

“Este é o maior investimento em saúde pública já feito na cidade, um dos destinos turísticos mais procurados da região”, afirmou  o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento-Compesa, Roberto Tavares.

Ele adiantou que para contemplar o restante da cidade de Gravatá, o Governo do Estado investe R$ 4 milhões na elaboração do projeto da segunda etapa do SES Gravatá, que deve ser concluído até final de 2018.

Estudos preliminares já apontam um investimento de R$ 160 milhões para realizar a segunda etapa do sistema.

 Uma particularidade dessa obra, é que a população já está sendo beneficiada com os serviços de coleta e tratamento de esgoto, antes mesmo de finalizar a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

Isso porque a Compesa  instalou uma ETE móvel, no bairro Alto da Boa Vista, um modelo simplificado e compacto para tratamento de esgoto, que permite dar funcionalidades às tubulações já assentadas (redes e ramais) na cidade.

Hoje, é coletado e tratado o esgoto gerado por 2 mil moradores.

 A obra está com frentes de trabalho atuando na implantação de rede no bairro da Boa Vista, e na construção da ETE e do coletor “tronco”.

Esse último é uma tubulação de grande porte (500 milímetros de diâmetro), com 2,5 mil metros de extensão, que está sendo implantado às margens do Rio Ipojuca e será responsável por receber todo esgoto da cidade e fazer o transporte até estação de tratamento.

A ETE de Gravatá já está 78% concluída, e possui a capacidade para tratar 150 litros de esgoto, por segundo, utilizando um método de tratamento que garante retirar do esgoto até 98% de matéria orgânica e elementos patogênicos.

Na primeira etapa, também já foram instaladas 5,4 mil ligações, 12 mil metros de nova rede coletora e 21 mil metros de ramais de calçada.

O SES Gravatá é executado por meio do Programa de Saneamento Ambiental do Rio Ipojuca (PSA Ipojuca) e com recursos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

 “O compromisso do governador Paulo Câmara com Saneamento vai além das obras de esgotamento sanitário.

Na semana passada ele autorizou a licitação  de uma nova adutora para Gravatá e  ampliação da Estação de Tratamento de Água- ETA da cidade”, finalizou o presidente de Compesa.