100 ANOS DA MORTE DE DELMIRO GOUVEIA. Um dos mais importantes nordestinos da historia do Brasil. Um texto de Vandeck Santiago – Diario de Pernambuco

As inovações de Delmiro Gouveia para o Nordeste morreram com ele, na tocaia.  “E o que se vê, em 1917, naquele tenebroso 10 de outubro”, diz o historiador pernambucano Frederico Pernambucano de Mello, que cunhou a melhor definição sobre o assassinato dele, “é nada menos que a morte do futuro pelas piores energias do passado”.

Um texto de Vandeck Santiago – Diario de Pernambuco,

DELMIROHoje (10 de outubro de 2017, em matéria publicada no Diario de Pernambuco, pelo jornalista Wandeck Santiago) faz cem anos da morte de um nordestino que sonhou com um Nordeste industrializado e desenvolvido.

Na luta para concretizar o seu sonho, enfrentou oligarquias estaduais, brigou com empresa estrangeira, agrediu a golpes de bengala o político mais poderoso de Pernambuco na época (Rosa e Silva, em 1899), desafiou coronéis da região e abriu uma fábrica no Sertão alagoano que transformava camponeses e ex-flagelados da seca em operários, e os tratava como cidadãos.

Não podia acabar bem. Por volta das 21h de 10 de outubro de 1917, quando lia jornais na varanda de casa, foi morto a tiros de rifles, disparados por pistoleiros. Nunca se descobriu o mandante, ou mandantes, do crime.

Delmiro Gouveia — este era o seu nome — morreu cedo (tinha apenas 54 anos), mas deixou em torno de si uma série de imagens míticas, como a de pioneiro do desenvolvimento do Nordeste, de mártir da luta contra o imperialismo e de pobretão (órfão de pai e mãe, ex-vendedor de passagens em trem) que fizera fortuna graças ao próprio esforço.

Nasceu em 1863, em Ipu, interior do Ceará. Perdeu o pai aos 5 anos. Sua mãe migrou para Pernambuco, trabalhou como empregada doméstica e morreu pouco tempo depois. Ele tinha 15 anos.

Nenhum lugar do mundo é bom para um órfão de pai e mãe, nessa idade — muito menos o Recife da segunda metade do século 19. Mas Delmiro Gouveia contrariou o destino esperado para alguém na situação dele. A história registra um dos seus empregos — o de cobrador de trem. Mais tarde, a origem humilde seria alvo de zombaria dos seus adversários ricos.

Nas suas viagens ao interior, teve o seu faro empreendedor despertado para produtos típicos da região, peles e couros de bode, cabra, carneiro.

Tornou-se comerciante desses produtos, e conseguiu chamar a atenção de uma firma americana, com quem fez sociedade, passando a exportar os couros dos bichos para Europa e Estados Unidos, onde eram itens cobiçados.

Saía de cena o órfão pobre de Jó, e entrava “o empresário jovem, elegante e charmoso que despontava no mundo dos negócios”, segundo expressão da professora da USP Telma de Barros Correia, autora de uma das muitas obras que narram a vida de Delmiro (Pedra: plano e cotidiano operário no Sertão, lançado em 1998, pela Editora Papirus).

Em 1899, aos 36 anos, ele inaugura o Mercado do Derby — se o leitor, ao ler este nome, imaginou (com todo respeito) carnes, moscas, frutas e caldo de cana espalhado por todo o recinto, permita-me dizer que está completamente enganado.

O de Delmiro reunia um centro de comércio, hotel, velódromo e parque de diversões. Sim, nele se comercializava alimentos, mas também itens sofisticados, tecidos, calçados, louças, jornais, livros. Sua concepção o aproximava “do conceito do shopping center atual”, e quem diz isso não é um pernambucano bairrista, e sim a professora da USP, Telma Correia.

Há também outro testemunho insuspeito de bairrismo — o da escritora americana Marie Robinson Wright, que o descreveu no livro The New Brazil (1890): “(…) Um dos melhores hotéis da América do Sul, o Hotel do [Mercado] do Derby é um dos maiores estabelecimentos do seu tipo, no Brasil, e está equipado para os amplos negócios que diariamente são nele realizados”.

Nos conflitos entre Delmiro e governantes locais, o Mercado acabou pagando o pato: foi incendiado pela polícia, em 1890.

Três anos depois, Delmiro mudou-se para Alagoas. Comprou uma fazenda no Sertão alagoano, no povoado de Pedra (atual município de Delmiro Gouveia, a 300 km de Maceió).

Lá  idealiza a construção de uma fábrica de linhas de costura — não havia nenhuma no Brasil. Para isso precisava antes de energia elétrica. Em 1913 ele implanta uma usina hidrelétrica próxima à Cachoeira de Paulo Afonso (BA) — e daí sai a energia para a fábrica em Pedra.

No auge do funcionamento, a fábrica tinha 2.000 funcionários, submetidos a jornada de 8 horas de trabalho e com creches para os filhos.

O empreendimento tinha outra experiência inovadora: uma vila operária, formada de casas de alvenaria. A comunidade vivia sob rígidos códigos de higiene (as ruas e as casas tinham de estar sempre limpas; era proibido cuspir na rua) e conduta (quem “mexesse” com as mulheres operárias, era “punido” com o casamento obrigatório).

Cuidava-se também do lazer dos trabalhadores: havia sessões de cinema, bailes, pista de patinação, campo de futebol e parque de diversões.

As inovações de Delmiro Gouveia para o Nordeste morreram com ele, na tocaia.  “E o que se vê, em 1917, naquele tenebroso 10 de outubro”, diz o historiador pernambucano Frederico Pernambucano de Mello, que cunhou a melhor definição sobre o assassinato dele, “é nada menos que a morte do futuro pelas piores energias do passado”.

 

Arraes, Eduardo, João … o fio da história

Publicado no Facebook do jornalista Evaldo Costa

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“Quando Eduardo Campos, com 22 anos, foi nomeado Chefe de Gabinete do então governador Miguel Arraes, alguns apressados o chamaram de “netinho”. Diziam que ele era inexperiente, que não sabia de nada. Já pensou se Eduardo tivesse ficado intimidado com esse preconceito?”

90 anos da morte do tenente Cleto Campelo são lembrados com programação especial em Gravatá

90 anos da morte do tenente Cleto Campelo são lembrados com programação especial em Gravatá

 

Visitação cultural no Memorial da cidade e missa na Igreja Matriz de Sant’Ana compõem a programação que acontece até o dia 21 deste mês

 

Cleto CampeloA Prefeitura de Gravatá, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura, Esportes e Lazer, realiza uma programação especial para homenagear o tenente Cleto Campelo, do Exército Brasileiro, que morreu no dia 18 de fevereiro de 1926, em frente a antiga Cadeira Pública de Gravatá, onde hoje, está instalado o Memorial do município.

A programação, que segue até o dia 21 deste mês, terá missa na Igreja Matriz de Sant´Ana, no Centro.

Para lembrar essa data, que teve como tema: Só merece a liberdade quem tem a coragem de lutar por ela, além de uma missa, também foram agendadas visitas guiadas no Memorial de Gravatá, localizado na Rua Cleto Campelo, no centro da cidade, voltada para população local, visitantes, estudantes, historiadores e interessados no assunto.

As visitações, que acontecem das 09h às 21h, têm entradas gratuitas, e seguem até o dia 21 deste mês. Já a celebração de sufrágio ao tenente será realizada no domingo (21), às 19h, na Igreja Matriz de Sant’Ana.

 

Histórico: Cleto Campelo da Costa Filho, ao sair da academia serviu como aspirante no 21º Batalhão, no Recife. Sempre se interessou pelas disputas políticas do seu tempo. Cleto Campelo, então 2º tenente, foi transferido em, maio de 1922, para o 6º Batalhão, sediado em Goiás. Castigavam-no por ter concedido, na passagem pelo Rio, entrevista ao Correio da Manhã. Por isso, ele foi preso, por 30 dias, e recolhido à Fortaleza de Santa Cruz. Em 31 de outubro, Campelo foi promovido a 1º tenente.

 

Hoje, às 17 horas, será celebrada Missa na Matriz de Sant´Ana pelos 17 anos de morte do Monsenhor Cremildo

UM GRANDE PERSONAGEM DA HISTÓRIA DE GRAVATÁ

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cremildoPadre Cremildo Batista de Oliveira nasceu no dia 18 de outubro de 1930, na cidade de São Joaquim do Monte, no Agreste de Pernambuco, menino pobre, filho de pais camponeses, Firmino Batista de Oliveira e Luzia Maria de Oliveira.
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Adotou o nome de Paulo, antes do Cremildo, para homenagear o apóstolo Paulo que tanto admirava e as suas escrituras.
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Trabalhou nas dioceses de Sairé, Bezerros e Bonito, antes de chegar para assumir a paróquia de Gravatá no ano de 1964, onde viveu até o dia de sua morte no dia 29 de dezembro de 1998. Norreu com 68 anos de idade. Seus restos mortais estão sepultados dentro da Igreja de Sant´Ana onde dirigiu e rezou missas durante 44 anos.
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Gostava de política e um dia resolveu aceitar o convite da população local que o elegeu prefeito de Gravatá. Exerceu um mandato de seis anos. No dia 15 de novembro de 1976 foi eleito, tomando posse no dia 31 de janeiro de 1977.
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Austero, prestava contas do dinheiro do município toda a semana utilizando serviço de som na praça pública para que toda a população tomasse conhecimento. Governou Gravatá até 31 de janeiro de 1983. Fez uma grande administração e soube honrar com muita dignidade a confiança que o povo lhe depositou.
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Foi sem dúvidas, um grande personagem da vida publica de Gravatá durante os 44 anos em que viveu por aqui e até os dias atuais continua sendo um exemplo de um destacado religioso, de homem público, de líder político e espiritual.

Centro da revolução de 1817, Pernambuco se declarou país há quase dois séculos e formou uma nação com metade do Nordeste. A iniciativa durou pouco e cai no esquecimento dos pernambucanos

Essa matéria foi retirada do site “Curiosamente” – Pernambuco Curioso. O texto pesquisa é do jornalista Paulo Trigueiro

Pernambuco já foi um país: Um Nordeste independente há 200 anos

por

Centro da revolução de 1817, Pernambuco se declarou país há quase dois séculos e formou uma nação com metade do Nordeste. A iniciativa durou pouco e cai no esquecimento dos pernambucanos

 

Missas celebradas com cachaça e hóstias feitas com mandiocas em rejeição ao vinho e ao trigo portugueses. Era o bairrismo local já voando alto, a ponto de, em 1817, o estado virar um país. República, mais de 70 anos mais jovem que a brasileira, independente do Reino Unido do Brasil e de Portugal. A ousadia foi fruto de uma revolução. Durante 75 dias, quatro estados nordestinos e parte da Bahia viraram um nação: Pernambuco.

O sentimento, desde então, era de patriotismo. “Patriota” virou uma espécie de título, com o qual as pessoas se reconheciam. “Tudo foi realizado com base nesse sentimento. As pessoas não queriam poder para si ou enriquecer com o erário. Quando os líderes foram presos e executados, havia mais dinheiro nos cofres públicos que antes da revolução, uma evidência do caráter desses governantes”, opina o professor de História da UFPE Severino Vicente. “Outra expressão desse patriotismo pernambucano que continua até hoje é a nossa bandeira. Jogamos fora a combinação de verde e amarelo, cores da família real portuguesa, e criamos algo genuinamente nosso.”

A revolução que conceberia a República ocorreu em 6 de março de 1817. Sete anos de eclodir, já existia uma articulação entre os pernambucanos para tentar dominar os portugueses. “Foi um momento oportuno. As ruas estavam agitadas porque os tributos eram altíssimos. A revolução teve início em um levante militar, com um capitão pernambucano matando um superior do Reino, mas a história já vinha sendo pensada antes”, explica o professor de História da Universidade Católica de Pernambuco Flávio Cabral, que está escrevendo um livro sobre o tema. “É um dos momentos mais interessantes do nosso estado.”

 

 

Depois do assassinato, o capitão José Barros de Lima, conhecido como Leão Coroado, tomou o quartel e deu início à revolução. O governador de Pernambuco Caetano Montenegro que, claro, era português, se escondeu no Forte do Brum mas acabou se rendendo no mesmo dia e foi expulso do estado. “Eles já pensavam em eleição, mas não tiveram tempo de realizá-las”, conta Cabral. “Criaram uma assembleia constituinte e o esboço da Constituição já falava em liberdade religiosa. Eles estavam seguindo as ideias mais avançadas da época, baseados nas repúblicas francesa e americana. Mesmo que tenham continuado com a religião católica como oficial e tendo vários padres na liderança.” Era uma república diferente daquele que compôs o primeiro grito de República da América Latina, de Bernardo Vieira de Melo, mais de cem anos antes.

O PAPEL DE CRUZ CABUGÁ
Antônio Gonçalves Cruz, o Cruz Cabugá, desempenhou um papel quase surreal 1817. Espécie de diplomata da nova República, viajou até os Estados Unidos para comprar armas e articular a fuga de Napoleão Bonaparte, confinado na Ilha britânica de Santa Helena. Alguns soldados napoleônicos ainda vieram ao Brasil. Mas a revolução não deu certo eles foram presos ao chegar. Cabugá permaneceu nos Estados Unidos e só voltou depois de receber o perdão real em 1821

Com a constituição, a nobreza perderia suas regalias. É o que mais chama a atenção do professor de História da UFPE Marcos Carvalho. “Antes, as pessoas tinham qualidades. Elas poderiam ficar ricas, mas continuariam tendo uma marca de origem. E um nobre poderia tirar tudo que era dele. Com constituição, direitos e deveres, as pessoas passavam a ter condições, que elas poderiam modificar. Imagina isso em Pernambuco naquela época”, comenta. Após o fim da revolução, quando o movimento foi reprimido e a República desfeita, houve um dos fatos mais curiosos, para Carvalho, a respeito de toda a história do Brasil enquanto colônia: foi a primeira vez em que padres foram executados.

Território

O território pernambucano mudou com o fim da Revolução de 1817, Mas essa não foi a única vez em que isso aconteceu. Veja como os mapas de Pernambuco foram se transformado com o tempo.

1534 – A capitania de Pernambuco foi definida pela Coroa portuguesa e doada a Duarte Coelho
1680 – Um mapa realizado neste ano pelo holandês Joan Blaeu mostra o crescimento da capitania
1756 – A capitania de Itamaracá é anexada ao território pernambucano
1817 – Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba são adicionados à República de Pernambuco. Após a revolução, Alagoas, antiga comarca pernambucana, vira território independente
1824 – Depois da Confederação do Equador, Pernambuco perdeu parte do seu território como punição
1868 – A cada mapa, melhorias são realizadas para uma representação mais fiel do estado. O IBGE sempre realiza ajustes de limites territoriais, o último, em 2014. De acordo com a geógrafa do IBGE Amanda Estela Guerra, um mapa próximo da imagem do atual território de Pernambuco foi desenhado em 1868, pelo senador Câmara Mendes.

A evolução territorial de Pernambuco retratada não leva em conta alterações no resto do país e foi concebida com base nos seguintes mapas históricos (clique)

Por que não vingou?

Muitas repúblicas são criadas em revoluções que invocam reações de independência. Assim o foi com um sem número de nações mundiais criadas ao longo da história ou mesmo com colônias que, em movimentos políticos, se declararam independentes e viraram países.

O caso de Pernambuco foi um pouco diferente e estudiosos apontam as razões pela qual o país não continuou a existir além dos 75 dias em que esteve separada do Brasil.

Escravos não foram libertados

Sem a abolição da escravatura, Pernambuco perdeu de ter um grande exército. Quando as tropas portuguesas chegaram, pouco mais de dois meses depois da revolução, encontraram pouquíssimo contingente militar.

“Traição” de Alagoas

Até 1817, Alagoas era comarca pernambucana, assim como parte da Bahia. Apesar de pronta para lutar pelo país que fazia parte, o estado decidiu lutar junto às tropas portuguesas em troca da própria independência.

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Paulo Trigueiro

Paulo Trigueiro -Repórter

Paulo é estudante de jornalismo com formação em psicologia. Escreve para o Diario desde 2013. Pernambucano, segue dando os passos necessários para declarar a própria “independência”

Cerâmica Gravatá: ontem, hoje. E amanhã?

MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL DO CREA-PE

Um texto enviado pelo engenheiro Vital Medeiros

ceramica G1Passado, presente e futuro incerto estão se confundindo em um dos empreendimentos mais arrojados instalados na cidade de Gravatá, no Agreste Pernambucano. A Cerâmica Gravatá S.A. é, atualmente, um complexo de instalações desativadas de uma das poucas indústrias do País que conseguiram produzir tubos e conexões cerâmicos vitrificados, de conformidade com as normas exigidas. Foi nesse ambiente que o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE),  Evandro Alencar, foi conhecer não apenas as instalações e os produtos, mas o seu entusiasmado proprietário, o ceramista Walter Denis.

ceramica G2O empresário havia proposto a visita quando da realização da Plenária Itinerante do Crea-PE, em Gravatá, no dia 17 de outubro. O objetivo era explicar a importância, durabilidade e especificidades da técnica e do material utilizados para a fabricação da cerâmica antes produzida no local. No ambiente familiar, já que além de engenheiro, o presidente também já  foi ceramista, Evandro Alencar conversou com Walter Denis e buscou saber mais sobre o produto e a situação da empresa.

Orgulhoso, o ceramista discorreu sobre os produtos que produzia e comercializava com 100 anos de garantia, acrescentando que, graças a uma ideia sua, com adaptação em um dos  equipamentos utilizados na produção da cerâmica, conseguiu a proeza de produzir um tubo de
2m45cm.

A máquina, ainda no galpão desativado, assim como outras que complementavam a produção das peças, parece servir de troféu para o ceramista. No mesmo estado estão ainda os fornos que, redondos e em forma de concha, também fogem do modelo padrão utilizado à

De acordo com Walter Denis, o material natural produzido para a execução do esgotamento sanitário foi, algumas vezes, premiado em nível nacional. Em 2000, a Cerâmica Gravatá foi selecionada e indicada pela International Quality Service para receber o título de Quality Leader,  em Cerâmica, no Brasil. “No que concerne a qualidade, todos os materiais comercializados ao longo de sua existência se encontram perfeitos e em operação nas obras  de esgotamento sanitário e outras, em muitas regiões brasileiras e na África”, concluiu entusiasmado.

Diante de tudo o que foi falado pelo ceramista e de tudo que viu do que antes podia se chamar de um negócio de sucesso, o presidente Evandro Alencar perguntou a Walter Denis como o Crea-PE poderia contribuir para  ajudar a mudar o atual panorama da empresa. Do alto dos seus 82 anos e consciente das suas ilimitações, o ceramista disse que não há mais saúde para retomar a produção, no entanto, defende que com a manutenção da técnica pode-se erradicar grande parte das doenças causadas pela falta de esgotamento sanitário no País.

Evandro Alencar concluiu o encontro parabenizando o ceramista pela qualidade dos seus produtos, pela perseverança no seu ideal e disse que não costuma promoter o que não pode cumprir ou o que não sabe o que e como fazer. “Me comprometo a, assim que tiver alguma contribuição retornar aqui para conversarmos novamente. E não vai demorar”, disse o presidente do Crea-PE.

Também estavam presentes à visita, os inspetores de Gravatá, Eratóstenes Viana e Vital Medeiros.

Dilma Moura (ASC do Crea-PE)

Tumulo de Eduardo Campos muito visitado neste Dia de Finados, em Recife

O túmulo, que fica ao lado da sepultura do também ex-governador e avô de Campos, Miguel Arraes, no Cemitério de Santo Amaro, recebeu flores, velas e uma bandeira de Pernambuco.

cemiterio-580x500Admiradores do ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em agosto de 2014, aproveitaram o Dia de Finados para prestar homenagens póstumas no Cemitério de Santo Amaro, no Centro do Recife.

O aposentado Marcos Antônio de Figueiredo aproveitou a visita a túmulos de parentes para homenagear os ex-governadores. “Eu era eleitor dos dois. Se Eduardo não tivesse morrido, seria meu candidato à presidência”, contou.

Dionísio Pereira trabalhou como segurança na campanha de Campos e lamentou a morte do político. “Ele deixou muita saudade. Faz muita falta para a esposa e para os filhos”, disse.

Eduardo Campos faleceu no dia 13 de agosto aos 49 anos, exatos nove anos após a morte do avô, o ex-governador Miguel Arraes. Em sua trajetória política, foi deputado estadual e federal, secretário da Fazenda, ministro da Ciência e Tecnologia, e governador de Pernambuco, antes de renunciar para concorrer ao Palácio do Planalto.

Se estivesse vivo, o cantor jamaicano Bob Marley estaria completando 70 anos de idade, hoje

Trinta e quatro anos depois do seu falecimento do cantor jamaicano continua sendo uma das figuras mais espressivas, conhecido no mundo inteiro e muito amados pelo jovens

 (Postado aqui no blogdocastanha.com às 14:00 horas do dia 06 de fevereiro de 2015   –    SEXTA- FEIRA  )

bob“O dinheiro não pode comprar  vida”. Com as palavras, ditas ao filho no leito de morte, Robert Nesta Marley (Bob Marley) se despedia do mundo, em 1981, aos 36 anos.

Cantor sensível, compositor marcante e guitarrista para além dos padrões, o jamaicano entrou para a história da música por disseminar o reggae pelos quatro cantos do mundo e promover uma cultura de paz. A partida precoce inquieta fãs e seguidores a perguntar: onde estaria Bob se estivesse vivo?

 
(A qualquer momento, tem mais noticias aqui no Blog – Se for necessário e o fato for importante !!!   ) –

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A CADA DUAS HORAS, UMA NOVA NOTÍCIA POSTADA AQUI

“UMA DOCE MULHER”

EDSON MATOSUm texto de EDSON MATOS

 

 (Postado aqui no blogdocastanha.com às 08:00 horas do dia 30 de janeiro de 2015)

 

Se você conhece Cora Coralina, então de vez em quando não deixe de visita-la, sempre vale a pena.

Não conhece, não sabe quem é? Então se avexe, corra e descubra uma grande mulher brasileira (1889 – 1985).

Extraordinária escritora e poetisa. Considerava-se uma simples doceira, mas você provará que o doce era ela.

Agora à tarde, fui visita-la. Separei, dela, algumas receitas:

“O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida”.

“Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo.”

“Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves da alma”.

“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”.

“Fechei os olhos e pedi um favor ao vento: Leve tudo que for desnecessário. Ando cansada de bagagens pesadas… Daqui para frente levo apenas o que couber no bolso e no coração”.

Cora Coralina ( Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas).

Simplesmente linda.

 

Edson Matos

(A qualquer momento, tem mais noticias aqui no Blog) –

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A CADA DUAS HORAS, UMA NOVA NOTÍCIA POSTADA AQUI

LIDER REVOLUCIONÁRIO PERNAMBUCANO, FREI CANECA – Exposição em Recife para marcar seu assasinato em 13 de janeiro de 1825

LIDER da Revolução Pernambucana de 1817 e Confederação do Equador, em 1824.

(Postado aqui no blogdocastanha.com às 08: 00 horas do dia 13 de janeiro de 2015).

frei canecaFrei Caneca foi assassinado no dia 13 de janeiro de 1825. Esta terça-feira (13) marca os 190 anos do arcabuzamento do líder revolucionário pernambucano.

A data será marcada com a exposição de fotografias “Um novo olhar sobre Frei Caneca”, no Museu da Cidade do Recife. Até o dia 1° de março, o público poderá conferir 20 imagens que traduzem as facetas do líder que teve participação ativa na Revolução Pernambucana de 1817 e Confederação do Equador, em 1824.

A exposição, uma parceria entre o Museu da Cidade do Recife e a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), busca retratar o religioso e os ideais defendidos por ele. As fotos foram produzidas por estudantes concluintes do curso de Tecnologia em Fotografia. Os desenhos criados por Murilo la Greca foram usados como um retrato oficial para as imagens. Ainda na terça (13), flores serão colocadas no monumento à Frei Caneca, no Forte das Cinco Pontas, local onde foi assassinado.

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Serviço
Exposição “Um novo olhar sobre Frei Caneca”

De 13 de janeiro a 1º de março
No Museu da Cidade do Recife
Horário de visitação: terça a sábado, das 9h às 17h (a partir do dia 14 de janeiro).
Informações: 81. 3355.9558

(As 10  horas ou a qualquer momento, tem mais noticias aqui no Blog)

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