O desabafo de uma jovem senhora que ainda tem muito que aprender da vida …

Texto de NICEA LIMA, retirado (sem permissão) da sua página social facebook

necea“Descobri que sou velha de uma forma muito simples: das lembranças que guardo na memória. Descobri que sou do tempo que ser educado é respeitar as pessoas, é não falar mal dos outros, é não caluniar, é não difamar, é ter humildade, é não denominar as pessoas pelo defeito físico e fiz a comparação com os dias atuais e vi que esse tempo vai longe, o que me fez despertar para o fato de que eu já estou velha, porém com muito orgulho porque tive o prazer de viver no tempo em que a educação era a regra e não a exceção”.

GRAVATÁ, A HISTÓRIA DE UM POVO EM FOTOS E RECORDAÇÕES (por Dilsa Farias)

dilsaProdução, texto e Edição da professora Dilsa Farias

SIMPLESMENTE, REGINA…

 

 

 Na década de 40 vários acontecimedilsa 1ntos vieram para engrandecer nossa cidade: a nova Igreja Matriz de Santana, os primeiros calçamentos, uma linda Praça em frente ao novo templo religioso, a construção de lindos casarões, a luz elétrica…

      A cidade se enfeitava a cada dia. Mas não perdia o perfil de um lugar sereno, pacato, com uma beleza bucólica e deslumbrante.

      E foi exatamente no ano de 1947 que uma grande novidade surgiu mexendo um pouco com a rotina gravataense. O sargento Sr. Helmuth Erichsen advindo do Rio Grande do Sul, assume a chefia do Tiro de Guerra em nossa cidade.

     A Sede localizava-se na Rua Amaury de Medeiros e na mesma rua fixou residência com a esposa Sra. Angelina Notari Erichsen e sua única filha, ainda criança, Regina Erichsen.

     Não demorou muito para que essa simpática família conquistasse a amizade dos notáveis gravataenses da época.

A menina Regina viveu uma trajetória interessante em nossa cidade, estudou em diversas escolas   conquistando a amizade de suas coleguinhas. Naquele tempo ela se encantava com nossos pontos turísticos como o famoso “pavilhão” da Avenida Joaquim Didier.

 

dilsa 2Regina, a princesinha de branco.

 

 

dilsa 3Menina inteligente, amante da fotografia. Começa então a registrar lindos momentos vividos em nossa cidade ao mesmo tempo em que começava a sua vida de adolescente.

 

Tornou-se amiga da bela Wilma Gonçalves e recebendo o ar dessa terra amada, Regina posava para fotos na Praça 10 com um presente que seus pais lhe deram, uma bicicleta. Tornando-se então, junto com Wilma, as primeiras garotas a pedalar esse veículo em Gravatá. (1954)

 

dilsa 4Regina e Wilma Gonçalves (1954)

Mas a linda gauchinha não esqueceu de fotografar a bela Gravatá e guardou no baú de suas recordações lembranças que ele ainda hoje retrata com muito carinho.

A linda e intocável Avenida Joaquim Didier, com suas lindas árvores plantadas na gestão  do ex-prefeito cujo nome  lhe faz jus.

 

dilsa 5dilsa 6A recém inaugurada praça Aarão Lins de Andrade

 

dilsa 7O Morro do Cruzeiro ainda intacto com o encanto de sua paisagem rochosa.

 

dilsa 8Porém um dia o Sargento Helmuth Erichsen recebe uma ordem de transferência para voltar ao seu Estado natal, Rio Grande do Sul. A menina Regina sofre com essa partida, pois ama Gravatá demais e não pretende ir embora da terra amada.  Na época estudava no Colégio das Irmãs Doroteias. O Padre Lins ainda propôs aos pais que a deixasse ficar interna na Escola para terminar seu Curso. Mas era algo inconcebível partir sem a única filha. E Regina se foi… E no portão da querida Escola, Regina posa para sua última foto em Gravatá…

 

 

 

 

 

 

Uma das cinco medalhas de Eduardo Campos pode ter sido presente da vereadora gravataense Ana de Jaci (PSD)

medalhas 3

MEMÓRIA

Pouco sobrou do acidente da queda do avião em que viajava Eduardo Campos e mais seis pessoas naquele fatídico 13 de agosto na cidade de Santos-SP. Praticamente, só as suas cinco medalhas foram salvas intactas apesar da grande explosão que ocorreu.

medalhas de EduardoDSC_8090 DSC_8097 DSC_8099 DSC_8100 DSC_8101O então governador Eduardo Campos esteve em Gravatá no ultimo dia 27 de Março para um encontro com os vereadores no Congresso da UVP nas dependências do Hotel Portal.

Muita festa, mais de 400 vereadores e lideranças políticas do Estado e muito assédio a Eduardo Campos.

Quando ele se retirava no final do evento, um encontro casual com a vereadora Ana de Jaci, abraços saudações e uma afirmação de Eduardo Campos que todos que estavam juntos escutaram e ficaram perplexos:  ” –  … vereadora, lembra daquela medalha que a senhora me deu de presente para eu usar e me proteger. Estou usando, aqui no meu pescoço”, disse ele, depois abriu o colarinho da camisa, pegou um cordão de ouro com as mãos localizou uma das medalhas e a exibiu para Ana de Jaci. “Lembra dela?”

Um momento que emocionou a todos e muito mais a vereadora Ana de Jaci, até pela humildade e reconhecimento de gratidão de Eduardo Campos.

Neste momento de muita saudade, mostrar mais uma imagem de Eduardo Campos é muito bom para aliviar um pouquinho a dor e mostrar o quanto ele foi um homem bom, fervoroso, leal, amigo, humilde e agradecido.

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A sequencia de fotos é de Ednaldo Lourenço Boneco, que gentilmente cedeu ao Blog.

As fotos das medalhas recuperadas do acidente foram conseguidas do domínio público da Internet.

 

MEMÓRIA

Eduardo, Luiz Prequé e Beto Albuquerque, em Gravatá, campanha de 2006

luiz prequéO Candidato indicado pelo PSB para Vice-presidente de Marina Silva, Beto Albuquerque, é um velho conhecido de Gravatá e das lideranças gravataenses.

Em 2006 andou por aqui com o então candidato a governador de Pernambuco Eduardo Campos e participou de dentro das articulações políticas do Segundo Turno daquela eleição.

O gaúcho Beto Albuquerque naquela época, em 2006, teve diversos contatos com Luiz Prequé onde organizaram uma grande carreata para Eduardo Campos.

Quem lembra:

 

Colaboração de Rafael Prequé, leitor assíduo do Blog

Homenagem ao músico Moacir Santos, uma personalidade que foi destaque no Livro de Fernanda Tavares

Moacir-Santos

Um pouco da história de Moacir Santos – musico internacional se desenvolvido nos Estados Unidos e que foi aluno do mestre Manuel Bombardino aqui em Gravatá – foi contada no livro sobre a Banda XV de Novembro, no capitulo “Moacir Santos – História de um músico da Banda XV de Novembro que foi celebridade musical no Brasil e Estados Unidos”.

O musico celebridade está sendo homenageado no Festival Moacir Santos que acontece hoje e amanhã – quarta e quinta-feira – no Teatro Santa Isabel, no Recife, com shows, oficinas no Conservatório Pernambucano de Música e o lançamento do livro Moacir Santos, ou os caminhos de um músico brasileiro (Editora Folha Seca) de autoria da flautista Andrea Ernest Dias, tese de doutorado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

fernanda-tavaresfernanda livroFico muito feliz que a obra do compositor, instrumentista e maestro brasileira Moacir Santos, que veio do alto sertão e ganhou o mundo será transformado em um livro Moacir Santos, ou os caminhos de um músico brasileiro (Editora Folha Seca) que será lançado durante o II Festival Moacir Santos nesta quarta (13/08) e quinta (14/08) no Teatro Santa Isabel”. disse a jornalista e blogueira Fernanda Tavares.

O livro é fruto da tese de dourado da flautista Andrea Ernest Dias na Universidade Federal da Bahia (UFBA) que recupera a trajetória do compositor dosando biografia e a análise musical.

Para a jornalista/ blogueira é uma honra ter imortalizado um pouco da sua história num dos capítulos do Livro dedicado à banda XV de Novembro ( Moacir Santos – História de um músico da Banda XV de Novembro que foi celebridade musical no Brasil e Estados Unidos).

Num dos trechos do livro conta o reconhecimento do músico famoso, conhecido no meio jazzístico e muito conhecido no exterior por divulgar a Bossa Nova voltou à Gravatá no ano de 2003 para agradecer as lições do mestre o saudoso Maestro Manoel Bombardino.

Fernanda Tavares estará participando do II Festival Moacir Santos no Teatro Santa Isabel e autografando seus livros sobre a Banda XV de Novembro que tem um capitulo dedicado ao famoso músico e o relato de um reencontro emocionado do e Moacir com Manuel Bombardino, aqui em Gravatá no ano de 1973. Fernanda registrou em seu livro sobre a Banda XV de Novembro.

Mais informações no www.blogfernandatavares.com.br

Dom Helder Câmara pode ser Canonizado pela Igreja Católica

Um dos homens mais influentes da história da humanidade no Século XX, odiado pela ditadura militar que se instalou no Brasil durante 20 anos, censurado, perseguido, nunca abandonou a luta pelos pobres e pelos direitos humanos

D. HelderO arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, anunciou, ontem, terça-feira que vai enviar uma carta à Congregação para a Causa dos Santos, em Roma, solicitando o inicio do processo de canonização de Dom Hélder Câmara, arcebispo emérito de Olinda e Recife, falecido em 1999.

No documento, há uma breve exposição sobre os dados biográficos de Dom Hélder.

Após receber uma resposta positiva, Dom Saburido poderá abrir o processo e anunciar a instalação do tribunal eclesiástico. Uma comissão histórica deve ser formada, para que profissionais pesquisem e colham escritos de Dom Hélder, assim como documentos que dizem respeito à causa, incluindo os da Comissão da Verdade.

Dom Helder Câmara foi um dos religiosos mais visados pelos militares, chamado de “o bispo vermelho”.  Denunciou, em vários países do mundo, no período da ditatura militar pós 1964,  o uso sistemático da tortura contra os dissidentes políticos no Brasil. Os militares proibiram a publicação de qualquer entrevista de d. Helder pelos meios de comunicação, foi perseguido por sua atuação social e política, e teve seu acesso aos meios de comunicação social negados após o decreto do Ato Institucional 5.

Homem de muitas palavras, chegou a falar certa vez: “Quando dou de comer a um pobre, todo o mundo me chama de santo. Mas quando falo que os pobres não têm comida, todos me apelidam de comunista”, próximo ao discurso que Francisco adotou recentemente, quando foi também taxado de comunista.

Foi indicado mais de uma vez para o Prêmio Nobel da Paz, sem nunca ter sido acolhido. Hoje é um dos inspiradores do Papa Francisco sempre que ele se refere aos pobres e oprimidos.

 

Nota do Editor __________________________

Vi Dom Helder de Perto muitas vezes, nas entrevistas que participei, nas missas que assisti celebradas por ele, nas ruas, nos movimentos sociais contra a ditadura, ou simples caminhando pelas ruas do Recife com sua batina surrada. Sempre fui, e sempre serei um seguidor fiel de Dom Helder Câmara.

 

 

Ex-lider Comunista Gregório Bezerra será homenageado na Assembleia Legislativa

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PARA NUNCA SER ESQUECIDO

A sessão atende pedido do deputado Waldemar Borges, que acolheu sugestão da deputada federal Luciana Santos.

gregóriowalluciana santosNesta quinta – feira (29/05), às 10h, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), realiza um Grande Expediente Especial para devolução simbólica do mandato parlamentar do deputado federal Gregório Bezerra, em nome dos pernambucanos que o levaram à Câmara Federal.

Ele foi cassado em 1948, quando o Partido Comunista foi colocado na ilegalidade. A sessão atende pedido do deputado Waldemar Borges, que acolheu sugestão da deputada federal Luciana Santos.

A Câmara dos Deputados aprovou, em março de 2013, uma resolução que anulou a decisão da Mesa Diretora da Casa adotada em 10 de janeiro de 1948, que extinguiu os mandatos dos deputados federais sob a legenda do Partido Comunista do Brasil. 

A Mesa da Câmara atual considerou que a decisão da década de 40 contrariou a Constituição Federal democrática de 1946, promulgada após o governo de Getúlio Vargas (1930 a 1945).

Numa iniciativa complementar a solicitada pela deputada Jandira Feghali (PCdo B/RJ) e como um desdobramento da resolução da Câmara Federal, o deputado estadual Waldemar Borges e a deputada federal Luciana Santos, resolveram fazer uma homenagem para ratificar a devolução do mandato de Gregório Bezerra e reafirmar sua expressiva votação em nome dos pernambucanos que o elegeram.

Tributo a CARLÚCIO CASTANHA um revolucionário que travou a mais ferrenha das lutas ideológicas em favor das liberdades democráticas.

Um texto original retirado do facebook do seu filho, o jovem Cesar Castanha.

Para que o povo brasileiro nunca esqueça que o Brasil passou um período negro de sua história e que muitos sofreram, foram torturados e morreram nessa luta.

Carlucio Castanha“Aprendi que a revolução era o último estágio da luta de classes. Assim como um revolucionário preso diante do seu torturador está vivendo o último estágio da luta ideológica. Esta compreensão foi a armadura com que enfrentei minhas prisões. A consciência de que estava lutando a mais ferrenha das lutas ideológicas me dava uma força enorme.

Para os torturadores, a meta, o objetivo final, não se tratava apenas de obter meia dúzia de informações que levasse a outras prisões e consequentemente fossem desmanteladas as organizações de esquerda que combatiam a ditadura.

O objetivo maior dos capitães, coronéis e generais formados na escola superior de guerra — que comandaram a tortura em nome da ‘segurança nacional’ — era o de se apoderar da nossa alma: aprisioná-la, escravizá-la, confundi-la, atormentá-la. O objetivo era o de destruir o nosso sonho, a nossa utopia. Quebrar nossa convicção socialista e destruir os valores que alicerçavam nossa ideologia. É isso que justifica o martírio de Frei Tito, mesmo depois da morte de Carlos Maringhela. Era isso que estava em jogo em cada pergunta, seguida do choque elétrico ou de outras formas de tortura.
[…]
Sou testemunha da morte de Gildo Macedo e Zé Carlos da Mata Machado, quando estive preso do DOI-CODI do Recife, em outubro de 1973. Mata Machado chegou ao DOI-CODI na quarta-feira, 25 de outubro. Foi levado direto para a sala de interrogatório, onde foi sacrificado com Gildo Macedo. A sala de tortura cheirava mal. É comum o torturado evacuar quando está pendurado no pau de arara, além do cheiro forte de sangue e vômito. Eles lavavam tudo com creolina, e o resultado era um cheiro horrível. Os gritos dos companheiros vararam a madrugada do dia 26 até mudar de tom.

Na madrugada do dia 27, fui levado para interrogatório, como sempre, com olhos vendados por uma borracha preta de câmera de ar. Ao passar em frente de uma das salas, senti aquele cheiro horrível de sangue e vômito. O carcereiro me guiava pelos ombros e com sarcasmo falou: ‘Cuidado para não pisar no teu companheiro’. Pressenti que alguém agonizava, deitado ao chão, gemia fraco junto com a respiração. No outro dia a notícia da morte de Gildo Macedo e Mata Machado se espalhou pelos corredores do DOI-CODI.”

Carlúcio Castanha

 

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Texto de autoria de Carlúcio de Sousa Castanha Júnior, retirado do facebook do seu filho Cesar Castanha.
Carlúcio Castanha, meu primo legítimo que já não habita mais entre nós, foi guerreiro que lutou ardorosamente contra a Ditadura Militar, foi preso e torturado algumas vezes e nunca abandonou sua luta política revolucionária. Entre uma prisão e outra teve destacada atuação no sindicalismo brasileiro radicado naquela época no Estado de São Paulo. Foi companheiro de Luiz Inácio Lula da Silva naqueles período negros, lutando pela libertação do povo brasileiro.

 

A história de Anatália, sequestrada aqui em Gravatá pelos militares durante o regime autoritário, torturada e morta no Recife

Essa história está registrada em um vídeo “Patria Amada Brasil”, disponível no Youtube

anatalia_alvesEstá disponível no youtube o documentário “Pátria Amada Brasil”, no qual o militante Luiz Alves Neto relata que havia um “aparelho” do Partido Comunista do Brasil – PCBR e com a prisão da jovem Anatália de Melo Alves (Marina).

Com a declaração de que em Gravatá havia um “aparelho do PCBR”, me faz supor que alguns gravataenses assistiram a prisão de Anatália.

 

Link. Acesse.
https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=wm#inbox/14522c45d7976031?projector=1

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Colaboração de Laerço Bezerra, advogado gravataense radicado em Brasília, Distrito Federal – (bezerra2607@gmail.com)