Policial Militar: Lutar ou Morrer?

Um texto do Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva, Coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente – NECA-UESB

pmExistirá no trabalho diário contra o crime, na segurança da população e patrimonial, na linha de frente, algum politico, profissional de imprensa, um juiz, um promotor? O coronel, o major, o capitão, e o tenente, se não houvesse sargentos, cabos e soldados teriam grandes dificuldades na linha de frente. Nas favelas, becos, periferia, campos de futebol, festas populares, na guarda dos presídios, nas madrugadas frias ou quentes, quem está na linha de frente?

 No Brasil em 2017 temos aproximadamente 202 milhões de habitantes e, aproximadamente, 425,2 mil policiais militares e 117,6 mil policiais civis, ou seja, um PM para cada 473 habitantes e um policial civil para cada 1.790. Em algumas regiões do pais há uma enorme diferença entre o efetivo policial e a população, ou seja, um policial para quantos habitantes? Regiões: Sul 49.430 (1 – 583), Nordeste 109.341 (1 – 510), Sudeste 186.219 (1 – 454), Norte 42.129 (1 – 403), Centro-Oeste 38.129 (1 – 393).

 Pode ser que parte dos políticos, da imprensa, muitas sensacionalistas, outras irresponsáveis, acreditem que policiais vivem de brisa. Sabem eles que em serviço essencial não se pode ter greve. Esquecem eles que por detrás das fardas estão homens e mulheres. Na polícia militar 10% e na civil 26,5% são mulheres. Todos sabemos do regime disciplinar, dos riscos e desvalorização constantes que a profissão vem sofrendo nos últimos anos. Quem quer ouvi-los? O que tem sido feito de suas reivindicações?

 Em alguns estados policiais militares, como, o Espírito Santo, tem seus familiares na luta por melhorias salariais e condições de trabalho. Dia e noite acampados nas portas dos quartéis procuram dizer aos governantes, a população, que está difícil sobreviver. Vão ao trabalho e não sabem se retornam! Afinal é lutar ou morrer.

 No ano de 2016, no Rio de Janeiro, 390 policiais foram baleados, 111 não resistiram. Nesta luta, 363 eram PMs, 22 eram policiais civis, 4 eram policiais rodoviários federais e 1 era policial federal. Destes, 233 estavam de serviço, 132 estavam de folga, 21 eram reformados, 2 eram aposentados e 1 era recruta. Do total, 136 foram atingidos em áreas pacificadas. Na Bahia foram 23 mortos. Os policiais além de lutar para garantir a segurança de todos, ha muito precisam lutar para não morrer.

 Sabemos, da cultura militar de mantê-los como reservas das forças armadas, das condições de trabalho, das dificuldades na seleção e formação dos quadros. Do outro lado, apontam, que 3022 pessoas, oito por dia, foram assassinadas por policiais militares (9. Anuário de segurança pública, Folha São Paulo, 03/10/15). Mas, não apontam como se dará a valorização e a garantia das condições de trabalho.

 Porque grande parte da população e da mídia teima em não enxergar a triste realidade das condições de trabalho e valorização, em dizer que não podem fazer greve, não podem deixar a população descoberta. Porém, não conseguem explicar porque resta ao Policial Militar: Lutar ou Morrer? 

Ao comemorarmos 192 anos de criação da corporação no estado da Bahia, melhor seria que, cada um de seus integrantes fosse recebido em casa com saúde e segurança, ao invés de uma medalha por bravura post mortem.

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Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva, Coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente – NECA-UESB

“ATÉ QUANDO VÃO NOS IGNORAR? “

Por Márcio Maia – jornalista

marcio-maiaHá quase 150 anos o imperador Dom Pedro II fez uma viagem ao Nordeste e ao constatar a falta d´água na região, prometeu acabar com o problema ocasionado pela falta de chuvas. Segundo os historiadores, o imperador teria dito que, se fosse necessário, venderia todas as joias da Coroa, mas acabaria com a seca em nossa região.

O imperador até determinou o início das obras do que veio a ser alguns anos depois, o conhecido Açude de Orós, no Ceará. O imperador foi deposto pelos republicanos que acabaram com o Império da família Orleans e Bragança e a seca continuou dizimando nossa gente, a agricultora e as criações no Sertão e Agreste.

Diversos presidentes da República vieram ao Nordeste, principalmente durante os períodos de campanhas eleitorais, fizeram promessas mirabolantes e pouca coisa de relevância foi construída para solucionar de vez o problema que dizima pessoas e animais.

Logo depois de assumir a presidência da República, o pernambucano Luís Inácio Lula da Silva determinou o início das obras de transposição das águas do Rio São Francisco, as quais iriam atender aos moradores de dezenas de municípios em Pernambuco e Paraíba.

A grande Imprensa de São Paulo e Rio de Janeiro, especialmente os jornais O Globo, Folha de São Paulo e Estado de São Paulo, além da TV Globo, fez intensa campanha com o intuito de inviabilizar a construção, Foram centenas de reportagens onde tentavam mostrar a inviabilidade da obra, que iria gastar muito dinheiro e não iria resolver o problema. Arranjaram até um bispo católico para fazer uma greve de fome contra a construção.

É importante frisar que a transposição foi idealizada pelo célebre Antônio Conselheiro, que chegou a vaticinar que “o Sertão vai virar mar e o mar vai virar Sertão”. As forças federais no entanto, invadiram a comunidade organizada por ele e dizimaram milhares de homens, mulheres e crianças, numa ação fria e covarde.

O grande empresário e idealista Delmiro Gouveia foi outro a defender a construção de um grande lago, cujas águas seriam distribuídas pela região, evitando que fossem desaguar no Oceano Atlântico.

A elite do Sudeste nunca deu importância ao sofrimento dos sertanejos, sendo comuns os comentários jocosos de que nós estamos acostumados com o sofrimento e sabemos viver sem água para beber.

Há alguns anos, o Estado de São Paulo passou por uma grande estiagem que provocou racionamento nas torneiras, multa para quem gastasse muita água e até um grande aumento no preço da energia elétrica. Sem muita dificuldade, o Governo Federal liberou as verbas necessárias para fazer a transposição das águas do Rio Paraíba. Não precisou autorização ambiental nem outras formalidades legais.

Agora, a crise do abastecimento de água está atingindo o Distrito Federal. Racionamento, aumento da conta e outras conseqüências.

Se eles não aguentam nem dois anos de falta de chuvas, como querem que nós, nordestinos, convivamos com seis anos de seca?

Até quando isso vai perdurar?

Um sincero e apaixonado beijo

Um texto de CARLOS MOURA GOMES

carlosConta a história que desde 2.500 a.C. já se praticava o ato de beijar. Os persas, os gregos, os indianos e os romanos foram os primeiros povos a considerar o beijo como uma forma de cumprimento. Estranhamente, em 1439, o rei Henrique VI proibiu o beijo na Inglaterra, alegando prevenção de doenças. A prisão era o castigo para quem ousasse desobedecer as ordens real.

No Antigo Testamento encontramos uma passagem onde Jacó beija seu pai, que era cego, como se fosse seu irmão gêmeo Esaú, para obter a bênção de Isaque. No livro de Cantares, Salomão diz “os teus lábios são como um fio de escarlata, e tua boca é formosa”.

Na verdade o beijo pode significar a mais profunda consideração e amor, como também simbolizar uma ação indesejável e repugnante. O apóstolo Judas entregou Jesus aos soldados romanos com um beijo no rosto.

O mundo já presenciou beijos espetaculares exibidos nos grandes clássicos do cinema. Porém, nem mesmo Romeu e Julieta, na obra de Shakespeare; Burt Lancaster e Deborah Kerr em 1953, no filme A um Passo da Eternidade; nem mesmo na película A Dama e o Vagabundo, um dos trabalhos mais românticos da Disney em 1955 e, todo o sucesso de Titanic em 1997, onde Leonardo Di Caprio contracena com a bela Kate Winslet na proa do navio e num beijo emocionante aguardam o trágico naufrágio. Sim, nenhum desses momentos supera a originalidade e romantismo do ex presidente dos Estados Unidos, Barak Obama ao beijar sua esposa Michelle em 2012 quando assistia ao jogo de basquete entre seu país e o Brasil. Agora em 2017, ao se despedir da Casa Branca, fez o seguinte comentário sobre sua amada: “Michelle assumiu um papel que não pediu e o fez com graça e coragem e estilo e bom-humor”; com lágrimas nos olhos solicitou um lenço para disfarçar sua emoção ao se dirigir a mulher mais importante de sua vida.

Como Obama não teve a oportunidade de beijar sua esposa no momento do discurso, certamente gostaria de dizer-lhe os versos de Dominguinhos: “Tô com saudade de tu, meu desejo / Tô com saudade do beijo e do mel / Do teu olhar carinhoso / Do teu abraço gostoso / De passear no teu céu / É tão difícil ficar sem você / O teu amor é gostoso demais”.

            Não basta apenas abraçar ou beijar de olhos fechados, o importante é sentir a energia transmitida da pessoa amada, em qualquer distância ou situação, afinal quando o gesto invade nosso corpo como um raio de mil watts de potência, podemos afirmar sem nenhuma dúvida que já aconteceu um sincero e apaixonado beijo.

CARLOS MOURA GOMES – janeiro/2017  

O CASO TEORI ZAVASCKI – Não é teoria da conspiração, é dúvida

Por Elio Gaspari – Folha de S.Paulo

acidenteO advogado Francisco Zavascki, filho de Teori, tem toda a razão: “Seria muito ruim para o país ter um ministro do Supremo assassinado”. Ele pede que se investigue o caso “a fundo” para saber “se foi acidente, ou não”. Não é só Zavascki quem levanta essa questão, ela está na cabeça de milhões de brasileiros. Nada a ver com teoria da conspiração, trata-se de dúvida mesmo. A linha que separa esses dois sentimentos é tênue, e a melhor maneira de lidar com o problema é a investigação radical.

Um dos mais famosos assassinatos de todos os tempos, o do presidente John Kennedy, em 1963, foi investigado por uma comissão presidencial de sete notáveis que produziu um relatório de 888 páginas. Até hoje metade dos americanos não acredita na sua conclusão de que Lee Oswald, sozinho, deu os tiros que mataram o presidente. Mesmo assim, rebatê-la exige esforço e conhecimento.

O presidente Michel Temer poderia criar uma comissão presidencial para investigar a morte do ministro Teori. Desde o momento em que o avião caiu na água, ocorreu pelo menos o desnecessário episódio da demora na identificação dos passageiros.

Pelos seus antecedentes e pelas circunstâncias, a tragédia de Paraty ficará como um dos grandes mistérios na galeria de mortes suspeitas da política brasileira.

Aqui vão os principais nomes dessa galeria, divididos em três grupos: os de alto, médio e baixo ceticismo.

PróxAlto ceticismo:

O desastre automobilístico que matou Juscelino Kubitschek em 1976 não teve influência de estranhos à cena.

Médio ceticismo:

Em 2014, o jatinho de Eduardo Campos caiu porque houve um erro do piloto. Só isso.

Tancredo Neves morreu em 1985 porque não se cuidou e foi tratado de forma incompetente e mentirosa, mas não houve ação criminosa.

Em 1967, o aviãozinho em que viajava o marechal Castello Branco entrou inadvertidamente numa área em que voavam jatos da FAB, foi atingido por um deles e espatifou-se na catinga. Nada além disso.

Baixo ceticismo:

Ulysses Guimarães voava nas cercanias de Angra dos Reis durante uma tempestade e o helicóptero caiu na água.

Jango sofreu seu último infarto enquanto dormia em sua fazenda, na Argentina. Morreu porque era um cardiopata.

A classificação, subjetiva, é do signatário, que não crê em quaisquer versões revisionistas. Quem quiser pode mudá-la, ao próprio gosto.

HOSPITAL DR. PAULO DA VEIGA DE GRAVATÁ. Depoimento da professora advogada NICEA LIMA

QUANDO TUDO ESTA CERTO E EM SEU LUGAR  …

 

nicea 2“Pela madrugada, duas horas de hoje, precisei levar meu filho ao Hospital Paulo da Veiga aqui em Gravata. Encontrei um plantão calmo, a atendente Márcia Paula muito atenciosa e educada, o Técnico de enfermagem Gilmar um jovem muito competente e o Dr. Erick completando a equipe que merece elogios. O hospital é limpo e organizado. Fui muito bem atendida e o meu filho medicado. Tudo que se espera de um Centro de saúde. Parabéns a equipe”

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Texto retirado do Facebook da autora

“A COVARDIA DA DESMORALIZADA ONU”

Texto do jornalista Márcio Maia (cmarciomaia@bol.com.br)

    marcio-maiaMais uma vez, a Organização das Nações Unidas (ONU) faz críticas ao sistema carcerário pernambucano e, juntamente com outras entidades internacionais tidas como defensoras dos direitos humanos, exigem que sejam tomadas providências enérgicas e urgentes para que sejam resolvidos os problemas no setor. Dessa vez, faz sérias ameaças, garantindo que vão punir dos responsáveis pelas “barbáries” verificadas.

    É mais uma atitude covarde desse organismo internacional, que foi criado com a melhor das intenções em meados so século passado, para controlar as potências mundiais e impedir o início de uma nova guerra entre as grandes potências. O Mundo estava estarrecido com o alto poder dos submarinos, bombardeiros, aviões e principalmente, com a bomba atômica americana que havia destruído em minutos duas cidades no Japão.

    Ultimamente, no entanto, a ONU não vem mostrando qualquer poder em relação às potências. Há alguns anos, foi realizada uma importante reunião e os participantes emitiram a chamada “Carta de Kyoto”, na qual todos se comprometiam a diminuir a emissão de gases mortíferos. O então presidente dos EUA George W. Busch, fez um comunicado anunciando que seu País não iria cumprir o acertado, pois iria ter prejuízos econômicos. A ONU calou-se.

    Em outros momentos, Israel invadiu o território palestino, tomando as Colinas de Golan, a Faixa de Gaza e boa parte de Jerusalém, além de construir dezenas de assentamentos. A ONU calou-se.

    Os Estados Unidos construíram uma prisão em Guatânamo, na ilha de Cuba, onde mantém lá centenas, ou milhares, pois ninguém sabe exatamente o que ocorre por lá, de presos ilegais. As prisões dessas pessoas são tão irregulares que as autoridades militares americanas não as levam para seu País, pois se isso ocorrer, elas serão soltas pela Justiça.
    Quando os mesmos EUA desentenderam-se com Saddam Hussein e resolveram atacar o Iraque, o Conselho de Segurança negou a autorização por consideração a ação ilegal e injustificável, mas ninguém levou a decisão em consideração. O ataque aconteceu e a ONU calou-se.

    Uma missão clandestina foi elaborada pela CIA para matar Osama Bin Laden no Afeganistão e a ONU calou-se.

    Agora, vem com ares de defensora dos direitos humanos, condenar o Estado de Pernambuco com a alegação de que os direitos humanos não estão sendo respeitados. Será que essa coragem toda é porque Pernambuco é um Estado pequeno e de pouca representativa política internacional? Senhores poderosos da ONU, procurem resolver os grandes problemas do Mundo e acabem com essa covardia.

“VALE A PENA SER UM GESTOR COMPETENTE?”

Texto do jornalista MARCIO MAIA

marcio-maiaO Estado de Pernambuco vem sendo administrado nos últimos anos de forma competente o que tem feito com que as finanças estaduais tenham se mantido equilibradas. As contas estão praticamente todas pagas, o funcionalismo está com seus salários pagos em dia etc.

Mas será que vale a pena o gestor público se esforçar para agir dessa forma? Nos últimos anos, pelo que temos visto parece que não. Senão, vejamos. Enquanto Pernambuco e outros estados do Nordeste estão com suas contas equilibradas, Os Estados do Sul e Sudeste tidos como os mais ricos do País estão praticamente falidos.

Enquanto o “buraco” do Governo Federal foi de R$ 170 bilhões, só São Paulo deve R$ 240 bi. Minas, Rio Grande do Sul e Paraná devem juntos outros R$ 200 bi.

Para resolver os problemas desses Estados, o Governo Federal vem tomando decisões para cobrir os buracos, o que está aumentando cada vez mais, os problemas financeiros da Nação. Além dos R$ 3 bilhões para as Olimpíadas, o presidente da República Michel Temer implantou o Programa de Renegociação das Dívidas, que não foi suficiente para resolver o problema.

Agora, outra medida foi tomada para tentar salvar os falidos. Foi criado o Plano de Recuperação Fiscal para ajudá-los. Os governadores do Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul já disseram que vão aceitar o dinheiro. Com certeza, o de São Paulo também vai entrar no esquema.

O engraçado de tudo é que esses administradores, através de seus senadores e deputados federais, criticaram a ex-presidenta Dilma Rousseff com alegação de que ela estava gastando demais. Chegaram até a comandar o processo que a afastou do cargo porque pagou sem fundos, contas do Bolsa Família e financiamentos para agricultores familiares.

O governador Paulo Câmara vem administrando nosso Estado com eficiência. Como não estamos no “buraco”, não temo direito a receber esses recursos. O próprio Senado Federal aprovou anistia durante três anos, para os incompetentes. A partir de agora, os governadores dos Estados falidos poderão pedir novos empréstimos com o aval do Governo Federal, que vai pagar a conta.

Então, eu pergunto aos leitores: Vale a pena ser um gestor público competente, decente e responsável?

“A voz do povo é a voz de Deus”

Um texto de CARLOS MOURA GOMES – Gravatá/PE dez/2016

carlosHá quatrocentos anos a.C. as mulheres já eram vítimas de perseguições.

Os filósofos gregos, Platão e Aristóteles, ensinavam que “os homens covardes, que foram injustos durante a sua vida, serão, muito provavelmente, metamorfoseados em mulheres quando se reencarnarem”.

E completavam as discriminatórias afirmações, “a fêmea é fêmea em virtude de falta de qualidades”.

Nos tempos modernos, o compositor Erasmo Carlos desqualificou essas agressivas teorias cantando “Dizem que a mulher é o sexo frágil / Mas que mentira absurda! / Eu que faço parte da rotina de uma delas / Sei que a força está com elas”.

A Bíblia Cristã tem posições mais radicais em relação à liberdade feminina. Em Deuteronônimo cap.22 vs ,20-21 a redação é das mais assustadoras, diz que “Se uma jovem é dada a um homem e este descobre que ela não é virgem, então será levada para a entrada da casa de seu pai e a apedrejarão até a morte”.

 Em julho de 2013 quando retornava à Roma, o Papa Francisco disse aos jornalistas “Se uma pessoa é gay e procura Jesus, e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”. Mesmo sabendo que Deus aprova as relações sexuais, apenas, entre um homem e sua esposa legítima. Todas as outras relações sexuais sejam homossexuais ou heterossexuais são sempre e absolutamente proibidas, segundo o livro de Hebreus.  

A revista semanal americana, Billboard, conhecida como A bíblia da música, escolheu Madona como a Mulher do Ano 2016. Emocionada, a pop star disse em seu emocionante discurso que “Estou aqui em frente a vocês como um capacho. Quer dizer, como uma artista feminina.

Estou aqui mais porque quero agradecer do que receber esse prêmio. Agradecer não apenas a todas as mulheres que me amaram e me apoiaram ao longo do caminho; mas para aqueles que duvidam e para todos que disseram que eu não poderia que eu não iria e que eu não deveria, sua resistência me fez mais forte, me fez insistir ainda mais, me fez a lutadora que sou hoje. Fez-me a mulher que sou hoje. Então, obrigada”.

Já que uma parte significativa da humanidade exige novas traduções para comportamentos cristãos, lembramos com muito respeito aos teólogos, pastores e sacerdotes que analisem, cuidadosamente, a equilibrada e inteligente decisão Papal, até porque segundo o conhecido adágio popular, “a voz do povo é a voz de Deus.

 

CARLOS MOURA GOMES – Gravatá/PE dez/2016
 

Opinião do deputado federal Jorge Corte Real sobre a relação STF X VAQUEJADA

jorge

“A Vaquejada, o STF e o orgulho de ser Nordestino”

Jorge Côrte Real*

 

vaquejada-5Nos últimos meses a Vaquejada se tornou pauta nacional quando o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional o projeto de lei que regulamentava o esporte no Estado do Ceará. Essa decisão torna ilegal a atividade, um dos marcos representativos da cultura do Nordeste brasileiro.

Numa votação apertada de seis votos contra cinco, os magistrados consideraram a Vaquejada um esporte brutal para com o animal, lembrando que a constituição brasileira considera ilegal todos os tipos de maus-tratos aos animais. Mas esquecem os excelentíssimos Ministros que a Vaquejada não é apenas um simples esporte, é também um patrimônio cultural nordestino, que está enraizado nas fundações da nossa Região, dos nossos antepassados.

A Vaquejada é uma atividade que nos leva às nossas origens, mobiliza pessoas, gera emprego e renda, e é parte fundamental da economia de algumas cidades de Pernambuco. Regiões inteiras em todo o Nordeste dependem dessa atividade como fonte de renda, principalmente em época de seca, quando as Vaquejadas trazem uma garantia financeira buscando equilibrar a economia das cidades atingidas.

São vários os envolvidos na atividade, desde o vaqueiro que derruba o boi, até o artesão que tira do couro a sua renda. Todos eles seriam atingidos por essa decisão. O STF lembra da suposta dor causada nos animais, mas esquece da dor que essa decisão vai gerar em todos os pais de família que podem perder seus empregos, sua fonte de renda, sua identidade cultural.

Como Deputado Federal estou preocupado no impacto que essa decisão precipitada terá na vida de milhões de nordestinos que enxergam a Vaquejada não apenas como um esporte, mas como uma atividade cultural, um símbolo de seu orgulho. Por isso me engajo nessa luta, tendo assinado desde o primeiro momento o documento da frente parlamentar de defesa da Vaquejada, além de estar buscando todas as ações possíveis para resolver esse impasse.

Acabar com a Vaquejada seria acabar com uma grande parte da cultura nordestina. Cultura essa que vai muito além das pistas, chegando até nas artes, como é o exemplo do trabalho de Luiz Gonzaga, ou dos muitos cordéis e repentes de vários artistas de nossa terra. A luta não pode ser pelo fim do esporte, mas pela sua regulamentação. Intensificar a fiscalização com o intuito de coibir qualquer tipo de maus-tratos aos bois e aos cavalos, garantindo segurança ao vaqueiro e aos animais que fazem parte da festa. Temos que buscar uma regulamentação e fazer com que a Vaquejada seja cada vez mais bem praticada e lembrada como um símbolo da nossa Região.

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*Jorge Côrte Real é Deputado Federal pelo PTB de Pernambuco.”

“O Mundo Mágico das Letras”

Um texto de especial de CARLOS MOURA GOMES para este Blog

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carlosO famoso cientista francês, Antoine Laurent LAVOSIER, afirmava que “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Realmente, tudo se transforma como a própria frase atribuída ao pai da química moderna que recriou o famoso enunciado do poeta latino Titus Lucrecius Carus que, por sua vez, já trouxe a ideia do filósofo grego Epícuro, esses últimos, bem antes de Cristo.
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Adaptar é recriar. O jovem, e até a criança, tem que acordar para desenvolver o talento que, muitas vezes, se encontra reprimido no interior de sua fértil e fantástica imaginação. Em abril de 1999, tive o prazer de assistir uma palestra com a psicóloga Berenice Sica Lamas, na ocasião a professora da PUC do Rio Grande do Sul mostrava a necessidade de acreditarmos que o estudo e o aprendizado da literatura passam, sempre, pela própria experiência dessa clientela que deve, também, além de adaptar contos e histórias, inventar outras formas de descrever sobre assuntos do cotidiano; enfim, criar seus textos literários independente de como foram construídos, assim não corre o risco de permanecer, apenas, lendo grandes clássicos da nossa rica literatura infanto-juvenil.
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No ano seguinte, precisamente em outubro de 2000, ouvi o professor da Universidade Estadual de Feira de Santana, José Roberto Cardoso Meireles, dizer com muita tristeza que a televisão seduz a sociedade, com todos os seus recursos; alia-se a essa sedução a transformação social que tornou o núcleo familiar cada vez mais distante, mais disperso e tão escravo da telinha. Ora, o que tá faltando para que o livro também provoque tamanho interesse? Infelizmente, não só os livros são esquecidos pelos governos, mas a educação por completa. Afinal é fácil controlar quem não tem conhecimento. Os maiores educadores do mundo atestam que quanto mais conhecimento as pessoas adquirem através dos livros, ficam mais contestadoras, aumentam o senso crítico, triplicam a vigilância com as injustiças e se transformam em seres humanos bem mais felizes.
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Certamente, foram esses ensinamentos que me libertaram da inibição e fizeram com que, amadoristicamente, escrevesse textos referentes a diversos assuntos e temas. Agora, já pronto, o primeiro trabalho na categoria infanto-juvenil “Caminhos Opostos” que brevemente estará sendo lançado em todo Sertão do Pajeú. Devo confessar que, mesmo tendo consciência dos meus modestos e limitados dotes literários, ao passar algo real ou mesmo sonhos da vida para o papel, sinto-me como os extraordinários repentistas nordestinos que com uma inteligência e sabedoria inexplicáveis “tiram de onde não tem e colocam onde não cabe”, provando que todos podem figurar nesse importante cenário do Mundo Mágico das Letras.
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CARLOS MOURA GOMES – Nov/2016