“Não é uma tragédia” Por Inácio Jr.

” A morte não é uma tragédia. Tragédia é quando a gente não viveu.”

inacio“Essas coisas acontecem. Um jovem adoece no verão. Um senhor é atropelado por um taxi. A biópsia aponta que o tumor é maligno. Essas coisas acontecem todo dia. E todos os dias saímos de casa achando que jamais acontecerá conosco. Uma doença leva embora um pai. O médico comunica um exame preocupante. Uma moto atravessa um sinal fechado. Todos os dias isso acontece. E todos os dias nossos planos são os mesmos. Trabalho, almoço, trabalho, jantar.

Não acho que seja uma tragédia quando essas coisas acontecem com a gente. Dizemos: “Que tragédia! Morreu tão cedo!”. Não acho que seja uma tragédia. Acho que a vida é um amontoado de caos e coincidência. Acho que hoje estamos aqui e amanhã não estamos mais. Uma tragédia é não agradecer por esse tempinho que estamos aqui. Uma tragédia é não valorizar a vida em família. Uma tragédia é trocar o sorriso do nosso filho pelo celular. Um passeio em família pelas preocupações do trabalho.

Uma tragédia é não abraçar as pessoas hoje. Uma tragédia é passar a vida em branco. Uma tragédia é achar que um dia vamos ser felizes, não hoje. Uma tragédia é achar que não vai acontecer com a gente. E a vida vai ficando pra depois. Um dia eu mudo de emprego. Um dia eu digo que gosto dela. Um dia eu faço uma viagem. Um dia eu vou ser voluntário nesse projeto.

Não acho que seja uma tragédia uma jovem cheia de planos descobrir uma doença grave. Acho uma tragédia quando aprendemos a valorizar o que temos só depois de perder. Acho uma tragédia não termos ido ainda para aquela viagem dos nossos sonhos. Acho uma tragédia viver de aparências. Acho uma tragédia ter comprado coisas achando que isso seria felicidade. Acho uma tragédia trabalhar em algo que você odeia. Acho uma tragédia você passar a vida brigado com alguém.

A morte não é uma tragédia. Tragédia é quando a gente não viveu.”

– Marcos Piagers.

“Alienados, um desastre mundial!” – Um texto de CARLOS MOURA GOMES, de Gravatá,

carlos mouraUm indivíduo alheio aos acontecimentos é como alguém que dorme profundamente durante um longo período. È um perigoso sono! È semelhante a quem produz algo sem saber sua real utilização. Os alienados são como folhas levadas pelo vento aos mais estranhos e distantes lugares.

Uma das principais fontes que contribuem para essa triste realidade é uma boa parcela de mercenários que dominam os meios de comunicação editando e “escolhendo” quais matérias serão divulgadas.

Infelizmente, esquecem a ética, prevalecendo a “conveniência” dos patrocinadores. O que realmente interessa pra esse pessoal são os índices de audiência, mesmo que para isso necessite de “misteriosas alterações” em sua grade de programação.

Hoje, muitos jornalistas já mostram claramente imensa dificuldade em noticiar apenas a verdade, atrofiando o já frágil crescimento político e sociocultural do público.

Gostaríamos que a mídia, repercutisse com maior atenção as premiações, por exemplo, do prêmio Nobel de Medicina 2017, ganho por Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Yong;

Esses três americanos desenvolveram pesquisas sobre o funcionamento do relógio biológico interno dos seres vivos.

Torcemos para que essa mesma imprensa fale sobre o Nobel da Paz 2017, ganho pela ICAN, uma organização não governamental, com cerca de 100 países, que defendeu o desarmamento gradual das, aproximadamente, 15.000 armas nucleares em poder das grandes potências.

Assim, quem sabe essa dominada platéia não repetiria os 77 por cento dados à novela Selva de Pedra, de Janete Clair, em 1972 e audiência igual para assistirem o capítulo final da novela América, de Glória Perez, em 2005, onde aguardavam, pasmem, o tão esperado beijo entre os atores Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro.

Será que as instituições tradicionais estão perdendo todo o seu potencial para combater os poderosos da mídia?

Afinal, o que vemos, hoje, é uma escola que não ensina uma igreja que não catequiza e um punhado de partidos políticos fazendo “besteiras”. Caso não nos manifestemos, seremos condenados por nossos filhos e netos a pagar um preço muito caro, porque como disse Renato Russo “A juventude está sozinha / Não há ninguém para ajudar / A explicar por que é que o mundo / É este desastre que aí está.”

Conscientemente,

CARLOS MOURA GOMES – Gravatá, dez/2017

UM TEXTO IRREVERENTE DE UM GRANDE JORNALISTA – “Pra cima de moá ?”

ricardo carvalhoTexto do Jornalista Ricardo Carvalho (capturado na sua página da Rede Social)

“Pra cima de moá ?

Pernambuco Quer Mudar. A briga vai ser grande dentro do grupo que se diz oposição ao PSB de Paulo Câmara. Gente vaidosa, como João Lira Neto e Joaquim Francisco, e sonhadora & embalada pela prepotência como Fernando Bezerra Coelho, o traidor, e Armando Monteiro, o mais incompetente de todos.

E tem mais Bruno Araújo, com pouquíssima visibilidade eleitoral, e Mendonça Filho, que continua sendo pessimamente assessorado, ao participar de comercial do DEM como o cão chupando manga.

A briga vai ser de foice, porque cada um vai querer um pedaço de terra do  latifúndio chamado Pernambuco. Gente gulosa, gente que participou do Golpe de 64, gente que traiu todo mundo, todas as siglas. Gente que fechou banco ( a maior prova da sua incompetência ), gente que não tem voto e que nunca fez oposição – oposicionista de última hora. E gente que não tem o direito de falar do PSB, porque um dia foi eleito com os votos dados pelo Eduardo Campos.

A ingratidão, a traição e a incompetência tem voz ativa no Grupo…Pernambuco quer mudar, mas não com essa turminha.

PRÁ CIMA DE MOÁ, NÃO.”

“As religiões, os homens e Deus… “

Um texto de CARLOS MOURA GOMES – Gravatá

carlos mouraSegundo dados da ONU, Organizações das Nações Unidas, existem mais de cinquenta mil religiões no mundo com uma infinidade de deuses.

Somente na Índia calcula-se que, aproximadamente, milhões de nomes são venerados pelos seus quase um bilhão e meio de habitantes.

Porém, Alá para os islâmicos; Elah em aramaico; Elohim em hebraico, Jeová e Deus para o mundo cristão significam a mesma pessoa, ou seja, o Criador do Universo.

Sabemos que o objetivo principal da maioria dessas igrejas, é, sem nenhuma sombra de dúvida, possibilitar ao ser humano as condições necessárias para uma saudável convivência entre os povos, mostrando assim o verdadeiro sentido da vida.

Paradoxalmente, cada uma dessas instituições religiosas adota métodos que, muitas vezes, diferem das demais, provocando discórdias que, infelizmente, geram sangrentas guerras.

Daí a urgente necessidade de pessoas que, com inteligência e sabedoria, ultrapassem as expectativas do seu campo de atuação, buscando um amplo diálogo para evitar que o fanatismo se propague; que o radicalismo crie mais tentáculos, enfim, que a violência vença a paz.

 Exatamente o que Jorge Mario Bergoglio, extraordinário homem, hoje conhecido mundialmente como o Papa Francisco, está fazendo ao visitar a República da União de Myanmar, um país ao sul da Ásia com 51 milhões de habitantes, onde uma minoria muçulmana está sendo exterminada ou expulsa por, pasmem, budistas radicais que anunciam uma “limpeza ética”.

Pra termos uma idéia, já são mais de 900 mil refugiados em países vizinhos que afirmam não ter como abrigar tamanha população.

O corajoso “Homem de Deus”, evidenciando que as atitudes estão acima de quaisquer organizações, antes de embarcar para essa delicada e perigosa missão, falou para o mundo, exibindo simplicidade e humildade, suas únicas e poderosas armas, “Peço-lhes que me acompanhem com orações com a finalidade de que minha presença seja, para estas populações, um sinal de proximidade e esperança”.

            Para quem acredita num Ser Supremo, a quantidade de religiões nunca será motivo para justificar as divergências entre as civilizações, porque como escreveu Frei Betto, “Deus é Amor. Para nos ensinar a amar, ele inspirou o aparecimento das religiões. Deus mesmo não tem religião, mas pode ser encontrado através de todas elas”.

Religiosamente,

CARLOS MOURA GOMES – Gravatá, Nov/2017

 

“Sendo injusto com nós mesmos.”

Um texto de Inácio Jr., de Gravatá

inacioMuitas vezes somos injustos com as pessoas porque fazemos do elemento quantitativo a principal fonte dos nossos juízos e das nossas decisões em relação a elas. Assumindo os critérios do mundo, o número cada vez mais torna-se o principal critério para a nossa avaliação. Jesus nos mostra que diante de Deus, devemos pensar de forma diferente. Não é o quanto foi dado que manifesta a generosidade da pessoa, mas o como, o porquê e o significado da quantia que são realmente importantes, pois nos revela o relacionamento da pessoa com Deus e o seu envolvimento com ele.

Inácio Jr.

Temer, raposa felpuda com couro de elefante. Um texto do jornalista CARLOS SINÉSIO

CARLOS SINESIOUM TEXTO DO JORNALISTA POETA CARLOS SINÉSIO

Podem acusar o presidente Michel Temer (PMDB) de muitas coisas e de diversos crimes. Podem taxá-lo de golpista, de aproveitador e de tudo o mais o que vier à cabeça de quem não suporta o presidente. Mas é injusto não reconhecer nele a sua capacidade de articulação política para sobreviver no cargo, mesmo diante de todas as adversidades que vem enfrentando desde que substituiu Dilma Rousseff, defenestrada pelo Congresso Nacional há pouco mais de um ano.

Os advogados do presidente Michel Temer (PMDB) entregaram nesta quarta-feira, na Câmara  dos Deputados, a defesa dele para a segunda denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR).  Neste processo, Temer é acusado pelos crimes de obstrução de justiça e organização criminosa, junto com dois dos seus  ministros: Moreira Franco e Eliseu Padilha.

Temer é uma raposa felpuda na política, tem couro de elefante, conhece os gabinetes, os corredores e todas as dependências do  Congresso como poucos. Sabe de que gostam os que lá habitam e, por isso, com a aparente calma de uma ovelha pastando sob o olhar vigilante do pastor, vai se mantendo na cadeira de presidente. Aos trancos e barrancos, mas vai. Mesmo com índices de popularidade beirando a zero, ele mostra força, dá provas de que é mesmo um profissional da política à moda brasileira, um especialista nesse quesito, e assim segue sua sina.

Com os congressistas que o Brasil tem, dificilmente Temer vai ser desalojado no Palácio do Planalto antes de terminar 2018, quando provavelmente vai passar a faixa presidencial para o sucessor. Conta a favor de Temer o fato de, mesmo diante da gravíssima crise política, econômica, ética e moral, a economia estar dando sinais de recuperação, mesmo que ainda muito tímidos. Não adianta contestar isso, pois quase todos os indicadores – nacionais e estrangeiros –  vêm dia a dia confirmando essa tendência.

Pois é. Temer deverá mesmo atravessar todas essas tempestades e sobreviver, para tristeza da maioria dos brasileiros. Quem estiver acreditando (ingenuamente) que ele vai ser defenestrado também do cargo pode ir tirando o cavalo da chuva, uma vez que o Congresso não vai deixar.

Aliás, já é possível ouvir pessoas, mesmo contrárias a Temer, dizerem que, a essa altura do mandato, tirá-lo para, numa eleição indireta, colocar alguém poderia não ser a alternativa mais conveniente ao País no momento. Isso poderia causar sérios impactos negativos na economia. Será mesmo? Só nos resta aguardar o desenrolar dos fatos.

“PRESIDENTE MICHEL FORA TEMER”. Um texto do jornalista Fernando Gabeira, O Globo, que recomendamos.

GABEIRAComo a grande maioria acha que houve corrupção e Temer já era impopular, vamos ouvir, aqui e ali, gritos de “fora”

Um texto do jornalista Fernando Gabeira, O Globo, que recomendamos.

A segunda denúncia contra Temer vai à Câmara e, como a primeira, deve ser rejeitada. É possível, portanto, prever uma situação bizarra: Temer, que só tem 3,4% de aprovação, segundo as pesquisas, ruma para um desgaste ainda maior, com a repetição de cenas da mala de Rodrigo Rocha Loures, a fortuna encontrada no apartamento usado por Geddel. Toda aquela dinheirama passará de novo pelas telas e aprovação de Temer deve encolher. Mas ele continuará na presidência e, se chance houver, vai querer ser candidato de novo.

Não é provável uma grande manifestação popular. Afinal, o impeachment derrubou uma quadrilha para colocar outra no topo do poder. São muito modestas as razões para lutar pela ascensão de uma nova quadrilha. O sistema se autoimunizou, não há salvação dentro dele.

Como a grande maioria acha que houve corrupção e Temer já era impopular, vamos ouvir, aqui e ali, gritos de “fora”. Um escritor na Bienal do Livro, ao se apresentar, disse: “Antes de tudo, fora Temer”. O grito será incorporado ao nosso universo das ruas, do vendedor de pamonha, os gritos de gol nas tardes de domingo.

O humorista José Simão antecipou, brilhantemente, essa situação bizarra ao imaginar a faixa com que o presidente foi recebido na China: Welcome Mister Fora Temer.

Mas nem todos vão rir todo tempo dessa situação. O presidente se refugiou no agonizante sistema político partidário. Essa ampla posição de resistência às investigações da Lava-Jato acaba fortalecendo posições mais radicais. De um lado, explorando a incapacidade de solução na política, cresce na rede social a posição dos que querem uma intervenção militar. Na arena institucional cresce também o potencial de votos de Jair Bolsonaro. Ele aparece para seus seguidores como alternativa eleitoral como a esse sistema apodrecido. Bolsonaro cresce também porque assim como Trump, usa a mídia a seu favor. Seu estilo é fazer uma declaração bombástica e ir relativando aos poucos, terminando por culpar a mídia pelo mal-entendido.

Estive em Minas mais ou menos na mesma época que Bolsonaro. Decidi analisar as duas polêmicas que surgiram na sua passagem. Na primeira delas, prometeu levar o mar a Minas. É algo que no passado mobilizou um célebre populista mineiro, Nelson Thibau. Ele tinha essa bandeira e chegou a transportar um barco para a Praça Sete, no centro de Belo Horizonte. Acontece que Bolsonaro usava suas frases como uma armadilha. Por exemplo, logo após prometer o mar a Minas, disse “Brincadeiras à parte…” e seguiu seu discurso.

No outro momento, Bolsonaro montou de novo sua armadilha. Declarou: os caras que fizeram a exposição lá no sul mereciam ser fuzilados. Em seguida, disse: é uma força de expressão.

Minha hipótese é a de que ele atravessa o discurso politicamente correto para provocá-lo e trazê-lo para uma boa briga, na qual reforça sua posição entres os adeptos e, simultaneamente, enfraquece o outro. Em síntese, Bolsonaro cria uma situação caricata, que tanto ele como Trump consideram mais inteligível para a maioria de seus seguidores.

As táticas de Bolsonaro e Trump são mais eficientes que as ameaças do populismo de esquerda de controlar a mídia. Eles transitam da mídia para as redes sociais e vice-versa, usam as duas de forma sincronizada, algo diferente do populismo de esquerda.

Ainda preciso avançar um pouco no tema, mas desde já acho que as falas de Bolsonaro deveriam ser avaliadas na cobertura presidencial com uma pergunta: qual é o jogo?

A inglória derrocada da esquerda e a mediocridade do PSDB acabam abrindo o caminho para que uma rebeldia juvenil seja atraída por Bolsonaro e seu discurso crítico ao sistema.

É algo que devemos também à insistência de Mister Fora Temer de se manter no poder, com tão pouca credibilidade. Os partidos políticos e Temer se enterram juntos em Brasília. Mas da maneira que o fazem não deixam nem capim nascer sobre o seu túmulo. Eles contribuem para nos lançar em campanhas de slogans e arranca-rabos, num momento em que é necessário discutir os rumos do país.

Os discursos bombásticos vão animar as eleições. Mas não devem dominá-las. Suponho que uma tendência mais equilibrada é majoritária. E também a mais adequada para pensar a saída da crise e projetar algumas linhas do futuro.

Muita gente tem esperança de que o Brasil saia desse imenso pantanal. Essa esperança, os adeptos da cura gay não podem curar. E a Justiça ainda não autorizou.

“O perigoso silêncio dos bons”

Um texto de Carlos Moura Gomes

carlosQuerido pai, Possidônio Gomes, caso essa pequena mensagem não lhe chegue às mãos, fica registrada minha indignação que, como sexagenário, nunca presenciou tamanha desordem e bagunça em nosso valente e forte Brasil.   

 Pai, antes lhe comunico que o prédio da Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, erguida em sua gestão quando prefeito na década de cinqüenta, o qual o senhor tinha um selo especial, recebeu uma merecida e planejada manutenção com uma moderna e bonita arquitetura.

Quero lhe informar, também, que tivemos muito cuidado ao eleger, sempre, excelentes gestores, levando nossa Princesa do Pajeú a ser reconhecida como exemplo no quesito administração pública.

 Sim, pai, em 2012 o professor e poeta, seu sobrinho Marcos Cordeiro, no discurso de posse como membro da Academia Olindense de Letras, lembrou passagem histórica quando o senhor falava que “o dinheiro, não só o da prefeitura, mas de qualquer órgão público era, unicamente, para ser usado em benefício da população”.

Recordo-me dessa época! Porém, na minha ingenuidade, comum a toda criança, asseguro que não fazia a menor idéia daquela sincera e profunda declaração.

 A notícia muito triste é que, infelizmente, esse conceito não é seguido por um punhado significativo de empresários e políticos brasileiros. São ex e atuais deputados, senadores, governadores e até o Presidente da República envolvidos no maior escândalo de desvio de dinheiro público desses últimos séculos.

São várias quadrilhas, segundo o eficiente e digno Ministério Público Federal, que esvaziam os cofres da Nação Brasileira deixando áreas como a educação, a saúde e a segurança na UTI da imoralidade, ou melhor, no “corredor da morte”. Estamos no “fundo do poço!”

 Bom, lembro do senhor sentado na calçada, conversando com Dom Mota, bispo da Diocese, que defendia “com unhas e dentes” a honestidade das autoridades e uma justiça justíssima. Lembro bem desse termo!  Mesmo sem entender a fundo, achava aquilo tão bonito, tão interessante!

 Pai, sinceramente, diante do que estamos passando, sinto a ausência de importantes instituições como parte da Imprensa, Maçonaria, Rotary e Igrejas de diversos segmentos.

Digo mais, lamentavelmente, das próprias Forças Armadas. Diante desse caos, faço meu o brado do líder religioso, Luther King, “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.”

 

Com as bênçãos de Deus,

 

CARLOS MOURA GOMES – agosto/2017

 
 
 
 

“… juntos somos fortes, muito fortes!”

carlosUm texto de CARLOS MOURA GOMES

Durante o século dezenove o estadista francês, Victor Hugo, costuma dizer que “As pessoas não carecem de força, carecem de determinação.” Até porque, muitas vezes, o que falta às pessoas não é a força, e sim, vontade.

Dentre as inúmeras decepções sociais, econômicas e políticas que o povo brasileiro vem sofrendo, além do total desinteresse dos legisladores em cumprirem seus verdadeiros papéis em benefício da população, uma mais recente foi imoral!

No âmbito do executivo, o atual mandatário da nação, Michael Temer, liberou de forma irresponsável e arbitrária sem dialogar com as comunidades da região, uma extensa área de reservas naturais, para exploração de minério e desmatamento mercantilistas na divisa entre os estados do Amapá e Pará.

Tudo isso, infelizmente, diante dos olhos vedados do frágil, conivente e corrupto parlamento.

Perplexidade maior ainda é quando assistimos as estranhas, tendenciosas e parciais decisões da nossa Suprema Corte de Justiça, comprovando que “A pior ditadura é a do poder judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer.”

Mesmo assim, não vamos pagar pelo grave e covarde pecado da omissão. O maior neurocirurgião do mundo na atualidade, Dr. Ben Carson, que saiu das ruas de Detroit, nos Estados Unidos, sofrendo todas as discriminações e ataques por ser pobre e negro, registrou em seu livro, Risco Calculado, que “Desistir é a saída dos fracos.

Insistir é a alternativa dos fortes.” Aqui no Brasil um corajoso jovem e com muita vontade de exercer seu nobre ofício com competência, determinação e honestidade, o magistrado federal Dr. Sérgio Moro, enfrentando injustas e covardes ameaças de “forças ocultas” afirmou em uma de suas palestras que “Juntos somos fortes, muito fortes!

 

Carlos Moura Gomes

Gravatá, agosto/2017

“Gilmar Mendes nem deveria ser impedido, deveria ser preso”

BOECHAT-foto-reproducaoUM TEXTO BRILHANTE E CORAJOSO DO JORNALISTA RICARDO BOECHAT

Temos um Ministro do STF que não teme ser defensor explícito do crime organizado.

Gilmar Mendes nem deveria ser impedido, deveria ser preso. Os laços de Gilmar e sua mulher com Jacob Barata são de amizade, comerciais e profissionais. O cunhado do Gilmar é sócio de Jacob Barata. Jacob tinha o contato direto da mulher de Gilmar em seus contatos.

Esse senhor Barata, pelos crimes revelados por vários delatores, vem roubando diretamente da população mais pobre do RJ, comprando toda a cúpula da política fluminense e a fetranspor. O Sr. Barata roubou 10, 20 centavos 4, 6 vezes por dia da população mais pobre do RJ, por anos a fio.

A suspeição da Gilmar Mendes teria o efeito de mostrar que ele nada tem a ver com esses crimes, que a sociedade do cunhado e que a bênção no casamento, foram coincidências.

Mas como ele não se declarou suspeito, mesmo quando o “rabo abanou o cachorro” e com todas as manifestações do MP, demonstrando cabalmente que os elos são pessoais, comerciais e profissionais, a única opção a crer é que Gilmar tem muito a esconder tanto nessa relação como nas outras em que se posicionou de forma imoral.

Jacob Barata é um bandido violento. Provavelmente está roubando dos cariocas há 30 anos. É um milagre da Lava-Jato e adjacências que estejamos trazendo esse esquema à vista, à tona.

O judiciário e o MP precisam tratar Jacob Barata de forma especial, com o peso expressivo da lei, pois ele vai entregar Gilmar Mendes.

As últimas atuações do ministro são claras evidências de obstrução intencional da justiça, mandando às favas qualquer resquício de moralidade e racionalidade. Um acinte, um deboche.

Está muito claro que Gilmar é um infiltrado do status quo para explodir os esforços anti-corrupção e redirecionar os entendimentos do STF para a frouxidão ética e moral, apenas com seus “afilhados e amigos”.

Derrubar Gilmar Mendes é atravessar uma das últimas muralhas de proteção do sistema corrupto que moveu a política brasileira nos últimos, pelo menos, 30 anos.

Os brasileiros podem até ser impotentes para derrubá-lo, mas a cada atuação do ministro, mais gente desacredita no país e FAZ QUESTÃO de não apoiar qualquer movimento de recuperação econômica.

Gilmar Mendes é a certeza da impunidade, portanto é a incerteza econômica. Gilmar Mendes é uma ode à concorrência desleal, portanto é um inimigo da governança e da ética nos negócios. Gilmar Mendes é o Alien parasita no organismo brasileiro.

Gilmar Mendes, mais do que Lula e Aécio (que são mortos vivos fedendo no noticiário), é a próxima fase de todas as lava-jatos do passado, e a primeira de todas as lava-jatos do futuro.

Ou é ele, ou é a nação. Jacob Barata não deve entregar Cabral, que é outro cadáver político, esse pelo menos não está fedendo em nossas salas. Tem que entregar Gilmar.

Acreditem. Gilmar convence os brasileiros a não lutar para tirar o Brasil dessa crise. Convence os brasileiros com mais capacidade, mais recursos e maior grau de empreendedorismo a cogitar SERIAMENTE sair do país. Gilmar Mendes é nosso ministro bolivariano.

Amigos, entendam a importância de combatê-lo. Não se enganem, é um elemento fundamental para a manutenção do status quo. Está entre nós e a esperança.

Assinem tudo, reverberem tudo, tudo o que for contra Gilmar. Esse cara quase torna a sonegação de impostos um imperativo ético. Ninguém merece pagar o salário desse imperador da imoralidade judiciária.