Temer, raposa felpuda com couro de elefante. Um texto do jornalista CARLOS SINÉSIO

CARLOS SINESIOUM TEXTO DO JORNALISTA POETA CARLOS SINÉSIO

Podem acusar o presidente Michel Temer (PMDB) de muitas coisas e de diversos crimes. Podem taxá-lo de golpista, de aproveitador e de tudo o mais o que vier à cabeça de quem não suporta o presidente. Mas é injusto não reconhecer nele a sua capacidade de articulação política para sobreviver no cargo, mesmo diante de todas as adversidades que vem enfrentando desde que substituiu Dilma Rousseff, defenestrada pelo Congresso Nacional há pouco mais de um ano.

Os advogados do presidente Michel Temer (PMDB) entregaram nesta quarta-feira, na Câmara  dos Deputados, a defesa dele para a segunda denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR).  Neste processo, Temer é acusado pelos crimes de obstrução de justiça e organização criminosa, junto com dois dos seus  ministros: Moreira Franco e Eliseu Padilha.

Temer é uma raposa felpuda na política, tem couro de elefante, conhece os gabinetes, os corredores e todas as dependências do  Congresso como poucos. Sabe de que gostam os que lá habitam e, por isso, com a aparente calma de uma ovelha pastando sob o olhar vigilante do pastor, vai se mantendo na cadeira de presidente. Aos trancos e barrancos, mas vai. Mesmo com índices de popularidade beirando a zero, ele mostra força, dá provas de que é mesmo um profissional da política à moda brasileira, um especialista nesse quesito, e assim segue sua sina.

Com os congressistas que o Brasil tem, dificilmente Temer vai ser desalojado no Palácio do Planalto antes de terminar 2018, quando provavelmente vai passar a faixa presidencial para o sucessor. Conta a favor de Temer o fato de, mesmo diante da gravíssima crise política, econômica, ética e moral, a economia estar dando sinais de recuperação, mesmo que ainda muito tímidos. Não adianta contestar isso, pois quase todos os indicadores – nacionais e estrangeiros –  vêm dia a dia confirmando essa tendência.

Pois é. Temer deverá mesmo atravessar todas essas tempestades e sobreviver, para tristeza da maioria dos brasileiros. Quem estiver acreditando (ingenuamente) que ele vai ser defenestrado também do cargo pode ir tirando o cavalo da chuva, uma vez que o Congresso não vai deixar.

Aliás, já é possível ouvir pessoas, mesmo contrárias a Temer, dizerem que, a essa altura do mandato, tirá-lo para, numa eleição indireta, colocar alguém poderia não ser a alternativa mais conveniente ao País no momento. Isso poderia causar sérios impactos negativos na economia. Será mesmo? Só nos resta aguardar o desenrolar dos fatos.

“PRESIDENTE MICHEL FORA TEMER”. Um texto do jornalista Fernando Gabeira, O Globo, que recomendamos.

GABEIRAComo a grande maioria acha que houve corrupção e Temer já era impopular, vamos ouvir, aqui e ali, gritos de “fora”

Um texto do jornalista Fernando Gabeira, O Globo, que recomendamos.

A segunda denúncia contra Temer vai à Câmara e, como a primeira, deve ser rejeitada. É possível, portanto, prever uma situação bizarra: Temer, que só tem 3,4% de aprovação, segundo as pesquisas, ruma para um desgaste ainda maior, com a repetição de cenas da mala de Rodrigo Rocha Loures, a fortuna encontrada no apartamento usado por Geddel. Toda aquela dinheirama passará de novo pelas telas e aprovação de Temer deve encolher. Mas ele continuará na presidência e, se chance houver, vai querer ser candidato de novo.

Não é provável uma grande manifestação popular. Afinal, o impeachment derrubou uma quadrilha para colocar outra no topo do poder. São muito modestas as razões para lutar pela ascensão de uma nova quadrilha. O sistema se autoimunizou, não há salvação dentro dele.

Como a grande maioria acha que houve corrupção e Temer já era impopular, vamos ouvir, aqui e ali, gritos de “fora”. Um escritor na Bienal do Livro, ao se apresentar, disse: “Antes de tudo, fora Temer”. O grito será incorporado ao nosso universo das ruas, do vendedor de pamonha, os gritos de gol nas tardes de domingo.

O humorista José Simão antecipou, brilhantemente, essa situação bizarra ao imaginar a faixa com que o presidente foi recebido na China: Welcome Mister Fora Temer.

Mas nem todos vão rir todo tempo dessa situação. O presidente se refugiou no agonizante sistema político partidário. Essa ampla posição de resistência às investigações da Lava-Jato acaba fortalecendo posições mais radicais. De um lado, explorando a incapacidade de solução na política, cresce na rede social a posição dos que querem uma intervenção militar. Na arena institucional cresce também o potencial de votos de Jair Bolsonaro. Ele aparece para seus seguidores como alternativa eleitoral como a esse sistema apodrecido. Bolsonaro cresce também porque assim como Trump, usa a mídia a seu favor. Seu estilo é fazer uma declaração bombástica e ir relativando aos poucos, terminando por culpar a mídia pelo mal-entendido.

Estive em Minas mais ou menos na mesma época que Bolsonaro. Decidi analisar as duas polêmicas que surgiram na sua passagem. Na primeira delas, prometeu levar o mar a Minas. É algo que no passado mobilizou um célebre populista mineiro, Nelson Thibau. Ele tinha essa bandeira e chegou a transportar um barco para a Praça Sete, no centro de Belo Horizonte. Acontece que Bolsonaro usava suas frases como uma armadilha. Por exemplo, logo após prometer o mar a Minas, disse “Brincadeiras à parte…” e seguiu seu discurso.

No outro momento, Bolsonaro montou de novo sua armadilha. Declarou: os caras que fizeram a exposição lá no sul mereciam ser fuzilados. Em seguida, disse: é uma força de expressão.

Minha hipótese é a de que ele atravessa o discurso politicamente correto para provocá-lo e trazê-lo para uma boa briga, na qual reforça sua posição entres os adeptos e, simultaneamente, enfraquece o outro. Em síntese, Bolsonaro cria uma situação caricata, que tanto ele como Trump consideram mais inteligível para a maioria de seus seguidores.

As táticas de Bolsonaro e Trump são mais eficientes que as ameaças do populismo de esquerda de controlar a mídia. Eles transitam da mídia para as redes sociais e vice-versa, usam as duas de forma sincronizada, algo diferente do populismo de esquerda.

Ainda preciso avançar um pouco no tema, mas desde já acho que as falas de Bolsonaro deveriam ser avaliadas na cobertura presidencial com uma pergunta: qual é o jogo?

A inglória derrocada da esquerda e a mediocridade do PSDB acabam abrindo o caminho para que uma rebeldia juvenil seja atraída por Bolsonaro e seu discurso crítico ao sistema.

É algo que devemos também à insistência de Mister Fora Temer de se manter no poder, com tão pouca credibilidade. Os partidos políticos e Temer se enterram juntos em Brasília. Mas da maneira que o fazem não deixam nem capim nascer sobre o seu túmulo. Eles contribuem para nos lançar em campanhas de slogans e arranca-rabos, num momento em que é necessário discutir os rumos do país.

Os discursos bombásticos vão animar as eleições. Mas não devem dominá-las. Suponho que uma tendência mais equilibrada é majoritária. E também a mais adequada para pensar a saída da crise e projetar algumas linhas do futuro.

Muita gente tem esperança de que o Brasil saia desse imenso pantanal. Essa esperança, os adeptos da cura gay não podem curar. E a Justiça ainda não autorizou.

“O perigoso silêncio dos bons”

Um texto de Carlos Moura Gomes

carlosQuerido pai, Possidônio Gomes, caso essa pequena mensagem não lhe chegue às mãos, fica registrada minha indignação que, como sexagenário, nunca presenciou tamanha desordem e bagunça em nosso valente e forte Brasil.   

 Pai, antes lhe comunico que o prédio da Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, erguida em sua gestão quando prefeito na década de cinqüenta, o qual o senhor tinha um selo especial, recebeu uma merecida e planejada manutenção com uma moderna e bonita arquitetura.

Quero lhe informar, também, que tivemos muito cuidado ao eleger, sempre, excelentes gestores, levando nossa Princesa do Pajeú a ser reconhecida como exemplo no quesito administração pública.

 Sim, pai, em 2012 o professor e poeta, seu sobrinho Marcos Cordeiro, no discurso de posse como membro da Academia Olindense de Letras, lembrou passagem histórica quando o senhor falava que “o dinheiro, não só o da prefeitura, mas de qualquer órgão público era, unicamente, para ser usado em benefício da população”.

Recordo-me dessa época! Porém, na minha ingenuidade, comum a toda criança, asseguro que não fazia a menor idéia daquela sincera e profunda declaração.

 A notícia muito triste é que, infelizmente, esse conceito não é seguido por um punhado significativo de empresários e políticos brasileiros. São ex e atuais deputados, senadores, governadores e até o Presidente da República envolvidos no maior escândalo de desvio de dinheiro público desses últimos séculos.

São várias quadrilhas, segundo o eficiente e digno Ministério Público Federal, que esvaziam os cofres da Nação Brasileira deixando áreas como a educação, a saúde e a segurança na UTI da imoralidade, ou melhor, no “corredor da morte”. Estamos no “fundo do poço!”

 Bom, lembro do senhor sentado na calçada, conversando com Dom Mota, bispo da Diocese, que defendia “com unhas e dentes” a honestidade das autoridades e uma justiça justíssima. Lembro bem desse termo!  Mesmo sem entender a fundo, achava aquilo tão bonito, tão interessante!

 Pai, sinceramente, diante do que estamos passando, sinto a ausência de importantes instituições como parte da Imprensa, Maçonaria, Rotary e Igrejas de diversos segmentos.

Digo mais, lamentavelmente, das próprias Forças Armadas. Diante desse caos, faço meu o brado do líder religioso, Luther King, “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.”

 

Com as bênçãos de Deus,

 

CARLOS MOURA GOMES – agosto/2017

 
 
 
 

“… juntos somos fortes, muito fortes!”

carlosUm texto de CARLOS MOURA GOMES

Durante o século dezenove o estadista francês, Victor Hugo, costuma dizer que “As pessoas não carecem de força, carecem de determinação.” Até porque, muitas vezes, o que falta às pessoas não é a força, e sim, vontade.

Dentre as inúmeras decepções sociais, econômicas e políticas que o povo brasileiro vem sofrendo, além do total desinteresse dos legisladores em cumprirem seus verdadeiros papéis em benefício da população, uma mais recente foi imoral!

No âmbito do executivo, o atual mandatário da nação, Michael Temer, liberou de forma irresponsável e arbitrária sem dialogar com as comunidades da região, uma extensa área de reservas naturais, para exploração de minério e desmatamento mercantilistas na divisa entre os estados do Amapá e Pará.

Tudo isso, infelizmente, diante dos olhos vedados do frágil, conivente e corrupto parlamento.

Perplexidade maior ainda é quando assistimos as estranhas, tendenciosas e parciais decisões da nossa Suprema Corte de Justiça, comprovando que “A pior ditadura é a do poder judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer.”

Mesmo assim, não vamos pagar pelo grave e covarde pecado da omissão. O maior neurocirurgião do mundo na atualidade, Dr. Ben Carson, que saiu das ruas de Detroit, nos Estados Unidos, sofrendo todas as discriminações e ataques por ser pobre e negro, registrou em seu livro, Risco Calculado, que “Desistir é a saída dos fracos.

Insistir é a alternativa dos fortes.” Aqui no Brasil um corajoso jovem e com muita vontade de exercer seu nobre ofício com competência, determinação e honestidade, o magistrado federal Dr. Sérgio Moro, enfrentando injustas e covardes ameaças de “forças ocultas” afirmou em uma de suas palestras que “Juntos somos fortes, muito fortes!

 

Carlos Moura Gomes

Gravatá, agosto/2017

“Gilmar Mendes nem deveria ser impedido, deveria ser preso”

BOECHAT-foto-reproducaoUM TEXTO BRILHANTE E CORAJOSO DO JORNALISTA RICARDO BOECHAT

Temos um Ministro do STF que não teme ser defensor explícito do crime organizado.

Gilmar Mendes nem deveria ser impedido, deveria ser preso. Os laços de Gilmar e sua mulher com Jacob Barata são de amizade, comerciais e profissionais. O cunhado do Gilmar é sócio de Jacob Barata. Jacob tinha o contato direto da mulher de Gilmar em seus contatos.

Esse senhor Barata, pelos crimes revelados por vários delatores, vem roubando diretamente da população mais pobre do RJ, comprando toda a cúpula da política fluminense e a fetranspor. O Sr. Barata roubou 10, 20 centavos 4, 6 vezes por dia da população mais pobre do RJ, por anos a fio.

A suspeição da Gilmar Mendes teria o efeito de mostrar que ele nada tem a ver com esses crimes, que a sociedade do cunhado e que a bênção no casamento, foram coincidências.

Mas como ele não se declarou suspeito, mesmo quando o “rabo abanou o cachorro” e com todas as manifestações do MP, demonstrando cabalmente que os elos são pessoais, comerciais e profissionais, a única opção a crer é que Gilmar tem muito a esconder tanto nessa relação como nas outras em que se posicionou de forma imoral.

Jacob Barata é um bandido violento. Provavelmente está roubando dos cariocas há 30 anos. É um milagre da Lava-Jato e adjacências que estejamos trazendo esse esquema à vista, à tona.

O judiciário e o MP precisam tratar Jacob Barata de forma especial, com o peso expressivo da lei, pois ele vai entregar Gilmar Mendes.

As últimas atuações do ministro são claras evidências de obstrução intencional da justiça, mandando às favas qualquer resquício de moralidade e racionalidade. Um acinte, um deboche.

Está muito claro que Gilmar é um infiltrado do status quo para explodir os esforços anti-corrupção e redirecionar os entendimentos do STF para a frouxidão ética e moral, apenas com seus “afilhados e amigos”.

Derrubar Gilmar Mendes é atravessar uma das últimas muralhas de proteção do sistema corrupto que moveu a política brasileira nos últimos, pelo menos, 30 anos.

Os brasileiros podem até ser impotentes para derrubá-lo, mas a cada atuação do ministro, mais gente desacredita no país e FAZ QUESTÃO de não apoiar qualquer movimento de recuperação econômica.

Gilmar Mendes é a certeza da impunidade, portanto é a incerteza econômica. Gilmar Mendes é uma ode à concorrência desleal, portanto é um inimigo da governança e da ética nos negócios. Gilmar Mendes é o Alien parasita no organismo brasileiro.

Gilmar Mendes, mais do que Lula e Aécio (que são mortos vivos fedendo no noticiário), é a próxima fase de todas as lava-jatos do passado, e a primeira de todas as lava-jatos do futuro.

Ou é ele, ou é a nação. Jacob Barata não deve entregar Cabral, que é outro cadáver político, esse pelo menos não está fedendo em nossas salas. Tem que entregar Gilmar.

Acreditem. Gilmar convence os brasileiros a não lutar para tirar o Brasil dessa crise. Convence os brasileiros com mais capacidade, mais recursos e maior grau de empreendedorismo a cogitar SERIAMENTE sair do país. Gilmar Mendes é nosso ministro bolivariano.

Amigos, entendam a importância de combatê-lo. Não se enganem, é um elemento fundamental para a manutenção do status quo. Está entre nós e a esperança.

Assinem tudo, reverberem tudo, tudo o que for contra Gilmar. Esse cara quase torna a sonegação de impostos um imperativo ético. Ninguém merece pagar o salário desse imperador da imoralidade judiciária.

”A carência de um espaço público”

UM TEXTO DE INÁCIO JR.

inacioQuem já sentiu um delicioso friozinho na barriga, por estar pisando em cima de um palco e olhando pra uma plateia de atenciosos espectadores… e que, ao final, sentiram o gosto da recompensa…uma calorosa salva de palmas, que arrepia só de lembrar!

 Enfim, pra todos aqueles que sabem como é maravilhoso e gratificante FAZER TEATRO! O teatro é uma das únicas artes onde se atinge a plenitude.

 Quem é que faz teatro, que não ama a magia que se espalha quando se sobe em um palco? magia de gravar falas, de criar figurinos, criar trejeitos de muitas personagens!

 Teatro é o ser, o amar, o ”se doar”em prol de alguma coisa. É ser o que quiser, é ser diferente, é criar, ensaiar e se orgulhar depois de concretizar cada trabalho.

 Não estou aqui para falar que entendo sobre esta arte, mas adoro ficar no meio ao público, e esperar a imaginação fluir dos atores…]

 Não só o teatro, mas como tantos e tantos outros dons que o ser humano tem dentro de si, mas não tem como mostrálo, por falta de oportunidades ou até mesmo por falta de um lugar propício…

 E é aí que notamos que a nossa cidade, sofre com este grande problema, que é a falta de um espaço adequado…

 Seria ótimo que o poder público, tomasse conhecimento sobre esta carência que nossa cidade turística estar passando, pois como todos os anos recebemos uma demanda grande de turistas para apreciar o frio e junto com ele um festival divino de músicas clássicas que é o

 “Virtuosi”, que é realizado dentro da nossa nossa Igreja Matriz de Santana, que a cada festival estar se tornando pequena…

 Os Gravataenses e nossos turistas que é bem acolhido na nossa cidade,  que adora ir ao teatro e coloca essa atividade cultural como prioridade na programação do fim de semana, ou até mesmo aqueles que estão iniciando nas Artes Cênicas, seja como profissão, seja como hobby, torcem para que a arte tenha um grande palco para receber grandes produções a preços populares.

Inácio Jr.

DENÚNCIA CONTRA TEMER: “Sou do partido dele, mas votei com a minha consciência. “

Opinião do deputado federal Jarbas Vasconcelos -PMDB-PE

JARBAS VASCONCELOSApesar de ser do PMDB. partido do presidente Michel Temer, o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) foi o primeiro a anunciar que votaria para que a denúncia contra Michel Temer fosse acolhida na Câmara dos Deputados.

Jarbas foi o primeiro deputado pemedebista a afirmar abertamente que daria voto contrário a Temer.

“Em toda minha vida pública, eu fui a favor de que se investigue denúncias graves, que é o caso. Sou do partido dele, mas votei com a minha consciência. Por isso votei para que se prossiguisse a investigação e que a defesa e a acusação se colocasse com propriedade”, afirmou.

 

Deputado federal pelo PMDB – votou contra Temer

DENÚNCIA CONTRA TEMER: “Arquivamento da denúncia foi um tapa na cara da sociedade”

Opinião do deputado federal Danilo Cabral – PSB-PE

danilo cabralPara o deputado Danilo Cabral (PSB-PE), o arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer pela Câmara Federal mostra que a Casa está de costas para o povo.

Segundo ele, o que o povo brasileiro deseja era simplesmente saber a verdade sobre os graves fatos denunciados pela Procuradoria-Geral da República.

“Ao negar a abertura do processo contra o presidente, o Parlamento está dizendo que nem todos são iguais perante a lei, como preconiza a Constituição Federal. Foi um tapa na cara da sociedade”, opinou o parlamentar.

Por outro lado, segundo Danilo Cabral, a decisão pode despertar a sociedade do estado de imobilismo em que se encontra.

“Faltou o calor das ruas e a pressão sobre os parlamentares, que se sentiram à vontade para trocar seus votos por benesses e emendas. Novas denúncias contra o presidente Temer chegarão ao Congresso. A Reforma da Previdência também voltará à pauta. Se a sociedade não despertar, o Brasil não mudará”, avaliou o deputado.

Danilo Cabral foi o 478º parlamentar a votar na sessão realizada nesta quarta-feira (2). Antes mesmo da votação ser encerrada, os governistas garantiram o arquivamento da denúncia contra o presidente Temer.

Ao discursar, o deputado afirmou que seu voto foi em respeito ao povo de Pernambuco, que entende que ninguém está acima da lei, que a Justiça deve ser igual para todos, que os fatos denunciados são graves e devem ser investigados.

“Voto não em respeito ao povo pernambucano e à decisão do meu partido, o PSB”, disse no Plenário.

 

Deputado federal pelo PSB – votou contra Temer

DENÚNCIA CONTRA TEMER: “Perde o País, se apequena o Governo”

Opinião do deputado federal Tadeu Alencar – PSB-PE

tadeu alencar

 A vitória numérica do Presidente Michel Temer, ontem, com a maioria dos votos dos parlamentares decidindo pelo arquivamento da denúncia, sequer foi comemorada por parte dos que contribuíram para o resultado favorável ao Palácio do Planalto. Vi de perto o constrangimento de muitos que – alguns quase à meia voz -, votaram pelo arquivamento da denúncia.

 Defendi, ao longo da sessão que, em nome da moralidade pública, a Câmara dos Deputados não poderia blindar, proteger indevidamente o Presidente. Todas as acusações que pairem sobre qualquer servidor público, sobre qualquer cidadão, precisam ser investigadas, em profundidade e com total transparência, ainda mais se falamos da principal função pública do País, que é a de Presidente da República.

 Segui o meu partido, o PSB, mas fui orientado sobretudo pelo sentimento das ruas, que sabiamente defende, por dever e sede de Justiça, que o Presidente esclareça, em regular processo judicial perante a Suprema Corte, as graves suspeitas que lhe pesam.

 Este desejo é expresso em pesquisas – 81% dos brasileiros desejavam a denúncia aprovada e 95% reprovam o Governo Temer -, mas me chega pelas redes sociais e, principalmente, no contato direto com a população, em todo o Estado de Pernambuco.

 Vitória sem brilho. Governo nas cordas da confiança popular e que se coloca contra a vontade de praticamente uma povo inteiro. Perde o País, se apequena o Governo.

 

Deputado federal pelo PSB – votou contra Temer

Policial Militar: Lutar ou Morrer?

Um texto do Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva, Coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente – NECA-UESB

pmExistirá no trabalho diário contra o crime, na segurança da população e patrimonial, na linha de frente, algum politico, profissional de imprensa, um juiz, um promotor? O coronel, o major, o capitão, e o tenente, se não houvesse sargentos, cabos e soldados teriam grandes dificuldades na linha de frente. Nas favelas, becos, periferia, campos de futebol, festas populares, na guarda dos presídios, nas madrugadas frias ou quentes, quem está na linha de frente?

 No Brasil em 2017 temos aproximadamente 202 milhões de habitantes e, aproximadamente, 425,2 mil policiais militares e 117,6 mil policiais civis, ou seja, um PM para cada 473 habitantes e um policial civil para cada 1.790. Em algumas regiões do pais há uma enorme diferença entre o efetivo policial e a população, ou seja, um policial para quantos habitantes? Regiões: Sul 49.430 (1 – 583), Nordeste 109.341 (1 – 510), Sudeste 186.219 (1 – 454), Norte 42.129 (1 – 403), Centro-Oeste 38.129 (1 – 393).

 Pode ser que parte dos políticos, da imprensa, muitas sensacionalistas, outras irresponsáveis, acreditem que policiais vivem de brisa. Sabem eles que em serviço essencial não se pode ter greve. Esquecem eles que por detrás das fardas estão homens e mulheres. Na polícia militar 10% e na civil 26,5% são mulheres. Todos sabemos do regime disciplinar, dos riscos e desvalorização constantes que a profissão vem sofrendo nos últimos anos. Quem quer ouvi-los? O que tem sido feito de suas reivindicações?

 Em alguns estados policiais militares, como, o Espírito Santo, tem seus familiares na luta por melhorias salariais e condições de trabalho. Dia e noite acampados nas portas dos quartéis procuram dizer aos governantes, a população, que está difícil sobreviver. Vão ao trabalho e não sabem se retornam! Afinal é lutar ou morrer.

 No ano de 2016, no Rio de Janeiro, 390 policiais foram baleados, 111 não resistiram. Nesta luta, 363 eram PMs, 22 eram policiais civis, 4 eram policiais rodoviários federais e 1 era policial federal. Destes, 233 estavam de serviço, 132 estavam de folga, 21 eram reformados, 2 eram aposentados e 1 era recruta. Do total, 136 foram atingidos em áreas pacificadas. Na Bahia foram 23 mortos. Os policiais além de lutar para garantir a segurança de todos, ha muito precisam lutar para não morrer.

 Sabemos, da cultura militar de mantê-los como reservas das forças armadas, das condições de trabalho, das dificuldades na seleção e formação dos quadros. Do outro lado, apontam, que 3022 pessoas, oito por dia, foram assassinadas por policiais militares (9. Anuário de segurança pública, Folha São Paulo, 03/10/15). Mas, não apontam como se dará a valorização e a garantia das condições de trabalho.

 Porque grande parte da população e da mídia teima em não enxergar a triste realidade das condições de trabalho e valorização, em dizer que não podem fazer greve, não podem deixar a população descoberta. Porém, não conseguem explicar porque resta ao Policial Militar: Lutar ou Morrer? 

Ao comemorarmos 192 anos de criação da corporação no estado da Bahia, melhor seria que, cada um de seus integrantes fosse recebido em casa com saúde e segurança, ao invés de uma medalha por bravura post mortem.

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Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva, Coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente – NECA-UESB