“TEMOS CHANCE?”

Um texto do leitor GIOVANNI BARONI, da Ruinha de São Severino


giovanni baroniEstá se aproximando a época natalina: cores, luzes, lojas, presépios, bandas musicais, até a Coca Cola,  tudo nos remete ao dia 25 de dezembro. Não coloco em duvida o efeito positivo da celebração do nascimento de Jesus: de fato um menino em uma manjedoura nos remete à nossa própria origem neste mundo e nos despe de qualquer orgulho e sentimento de poder.

Mas como é difícil o discurso de religião: tem uma infinidade de igrejas  e todas com uma pregação que beira o fundamentalismo. A proposta ecumênica (ou seja a busca do entendimento da Boa Nova) não é lá tão cultivada, se não propositalmente esquecida.

O que deveria aproximar as igrejas cristãs é um olhar do seu passado, mesmo as igrejas mais novas, até porque de nova não tem muito.

A nossa sociedade ocidental cristã tem uma responsabilidade histórica tremenda: em Norte América e em América Latina o advento da Cruz foi junto com a espada dizimando índios e escravizando negros. Colocamos o nosso Deus em uma fria absurda, destruindo culturas e matando corpos para salvar almas!

Em Goiana tem a Igreja dos Brancos, a dos Pardos e a dos Negros, atribuindo a Deus um racismo teológico. As igrejas protestantes da América do Norte geraram um racismo institucional segregacionista.  Na Europa por séculos  e séculos a perseguição ao povo judeu (povo deicida?!) culminou no holocausto nazista.

As duas guerras mundiais responsáveis por milhões de mortos foram entre povos cristãos. O Modelo econômico da sociedade cristã ocidental (capitalismo, e neoliberalismo) responsável pela criminosa exploração dos povos colonizados e periféricos,  no final se baseia no individualismo excluindo a solidariedade como convivência.

Precisamos realmente de muita humildade para se aproximar a este menino na manjedoura de Belém e dizer que ainda não entendemos bem o que ele quer nos dizer. Temos chance ? Assim espero…..

 

 

O microfone “Metralhadora Giratória” vai falar de POLÍTICA e o sábado fica mais inteligente

A POLÍTICA COMO ELA É

 

LOGOMARCA PRIMEIRA PAGINA  corelPolítica, política, Universidade aberta, o Natal de Gravatá. Esse e outros temas no programa de logo mais às 12hs, pela Rádio Gravatá FM. Programa Primeira Página, com Bosco Silva e Simone Cristina, produção de Marcia Daniela, direção de Gilson Neto e entrevistas do jornalista e blogueiro Cláudio Castanha – uma parceria inteligente do blogdocastanha com a Rádio Gravatá FM.

 

Pelas ondas do rádio, o dia já começa amargo em Gravatá …

radio antigoOs programas de rádio da manhã parecem mais palanque dos nossos políticos. Enquanto jogam futilidades no ar, trocam, acusam e se defendem de agressões, a maioria da população prefere caminhar silenciosa em busca da sobrevivência.

Falta respeito para com os dirigentes e as instituições nos programas de nossas rádios.  

O gravataense cidadão pai de família acorda cedo cheio de esperanças, vai logo se organizando para sair para o trabalho, pensa nas dívidas, nas dificuldades que a vida oferece, imagina o quanto o dia que começa será difícil para conseguir trazer o pão para dentro de casa. Ele sabe que precisa acreditar em alguém, nas pessoas que dirigem sua cidade, que trabalham para melhorar a qualidade de vida da população.

A dona de casa gravataense acorda cedo, prepara o café da família, acorda os filhos e os prepara para a escola, deixa o almoço pronto antes de sair para o trabalho. Ela sabe que o mundo não está fácil, que os salários da família estão mínguos, que tem que fazer muita economia e lutar muito para manter. Fica imaginando lá com seus botões que precisa ter esperanças, acreditar nas pessoas, principalmente naquelas que estão responsáveis em gerar os serviços da cidade, nos dirigentes que ela escolheu através do voto democrático e os colocou em suas devidas funções.

E o político derrotado e seu grupo não deixa de agitar, difamar, pregar à discórdia e incitar a população para a baderna e a falta de respeito as instituições.

E o grupo político vencedor, que está no poder, não tem sabido usar de sua autoridade institucional para acabar com essa bagunça moral levada ao ar diariamente pelas emissoras de rádio da cidade.

O povo de Gravatá não merece isso.

 

Para quem gosta de recordar com a professora DILSA MARIA FARIAS LOPES

A METAMORFOSE DE UMA CIDADE

 

    dilsa foto 1 Gravatá abrigava serenamente sua pequena população. O verde, o silêncio, a brisa refrescante de um clima excepcional brindava seus moradores com uma qualidade de vida bastante saudável. Vista do alto, mas parecia um pequeno tapete florido sobre os contrafortes do Planalto da Borborema.

O frio era constante o ano todo, mas sem ofuscar os lindos dias ensolarados que a natureza presenteava seus habitantes.

A cidade passou um bom tempo se desenvolvendo lentamente, tal qual uma criança engatinhando na criatividade de seu povo. Vivia sua história guardada num porta-joia como um tesouro de imensas raridades a serem exploradas um dia…

          E Gravatá dormia em berço esplêndido. Todavia, a população tinha muitos motivos para ser feliz. Correr para ver o trem passar, ter a mais famosa festa de Reis do agreste pernambucano, brincar os quatro dias de carnaval nos famosos blocos Mocidade Alegre, O Pato em Folia e nas noites “calientes” do C.D.G. Sem esquecer os eventos religiosos que aglomeravam  multidões… Andar pelo calçamento, pois quase não havia veículos, as serestas nas noites de lua, o São João com as fogueiras, adivinhações e quadrilhas improvisadas e a famosa feira para alegrar o final de semana. Dividir seu dia a dia, suas alegrias e tristezas com a vizinhança…Era assim Gravatá. Para os dias de hoje, talvez um pouco solitária e melancólica, porém proporcionando a seus habitantes uma imensa alegria de viver!

Mas chegou um dia em que essa serenidade, esse marasmo mudou de tom e Gravatá chamou a atenção de muita gente. A pérola saiu da ostra! E assim galopou com rapidez nos caminhos do desenvolvimento. Fizeram uma nova cidade. As mudanças surgiram numa rapidez incrível, muitas vezes passando por cima de coisas que foram feitas com carinho, com arte e criatividade pelos nossos antepassados.

É comum o antigo cair no esquecimento. E o desenvolvimento torna o passado cada vez mais distante…

Uma coisa é importante, preservando as poucas coisas que restam do passado, seja na manutenção dos prédios centenários, seja nas histórias contadas pelos últimos remanescentes de gerações passadas, sempre haverá algo para ser lembrado, revivido e nunca esquecido!

 

Dilsa Maria Farias Lopes (dilsamaria@gmail.com)

 

Bruno Martiniano vai surpreender Gravatá?

O prefeito prepara um conjunto de obras e ações que promete mudar o perfil da cidade e mostrar uma nova imagem da administração municipal.

-  bruno prefeitoUm fonte ligada ao prefeito Bruno Martiniano em conversa com o BLOG passou a informação. “Depois de pagar contas e equacionar broncas acumuladas e deixadas pelos gestores anteriores, o prefeito saneou as contas da Prefeitura e vai colocar em ação um conjunto de obras e intervenções urbanísticas no centro e nos distritos da Zona Rural. Vai inaugurar obras importantes e ir para as ruas dividir os feitos com a população”, revelou. A recuperação dos calçamentos já iniciada, asfaltamentos de ruas, limpeza e pintura dos meios-fios e uma bela decoração natalina são as primeiras ações para preparar a cidade para os Festejos de Fim de ano quando são esperados milhares de turistas e visitantes. O prefeito deve anunciar um pacote de medidas nas próximas semanas.

Vereadores trancados na Câmara e a população protestando nas ruas proporcionaram um triste espetáculo

O que poderia ter sido um protesto popular em cima de uma comoção coletiva pela morte do pequeno Pedro Henrique, transformou-se num episódio lamentável. A sessão da Câmara dos Vereadores foi interrompida. Cercados pelo povo, os parlamentares se trancaram na Câmara. Fecharam as portas e janelas. Manifestantes ficaram revoltados. A maioria teve que sair escoltada pela Polícia sob vaias e apupos dos manifestantes que protestavam no local.

 

A manifestação popular em protesto pela morte do pequeno Pedro Henrique – que a família tem afirmado que houve negligência por parte do Hospital Municipal –  já estava prevista para acontecer no inicio da noite de ontem, com concentração em frente ao prédio da Câmara dos Vereadores.

Muita gente nas ruas, com certeza, mais de 1.000 manifestantes. Com forte aparato de segurança, a sessão da Câmara começou, mas só deu tempo do vereador presidente da Casa, Pedro Martiniano, colocar em leitura o projeto do, legislativo que propõe modificar a Regimento Interno da Casa e possibilitar a reeleição da Mesa Diretora.

Na área externa da Câmara, muitos protestos, barulho e atos de revolta popular. A Mesa Diretora convidou os familiares do pequeno Pedro Henrique e mais alguns representantes dos revoltosos para uma conversa na sala da diretoria. Depois de muitas conversas os ânimos continuavam acirrados e o diálogo foi ficando difícil. A sessão não pode continuar. As janelas foram fechadas e a população ficou ainda mais revoltada. E a reunião foi encerrada.

O povo ficou ao redor do prédio Câmara vaiando os vereadores que permaneceram fechados e a maioria das luzes apagadas. Alguns conseguiram sair sem problemas, como os vereadores Dona Sonia, Luiz Prequé, Junior de Obras, Junior de Paulo e outros. A maioria teve que sair da Câmara escoltados pela Policia, debaixo de vaias.

Um episódio lamentável que compromete a imagem dos políticos de Gravatá.

Um espetáculo que todos sabem que é estimulado a todo instante por certas pessoas que apostam no caos da cidade, que insistem em tentar desestabilizar o poder público vigente, instigado por um grupo político derrotado que mesmo assim nunca abandonou o palanque, por um duelo inconsequente de mídias pagas e mal conduzidas e por falta de providências e estratégias enérgicas de quem está sofrendo o problema.

Pena que não deixaram ainda o pequeno Pedro Henrique descansar em paz.

 

 

 

“… a ordem agora é tocar obras e recuperar a cidade”

Conversa com o secretário Marcos Paiva

Em conversa com o secretário de Governo Marcos Paiva, há alguns minutos atrás neste fim de noite, ele garantiu ao BLOG que a recuperação dos calçamentos da cidade por parte da Prefeitura é só um começo.

“Muitas ações virão nos próximos dias e a população vai dividir a satisfação de ver a cidade começar a mudar juntamente com o prefeito Bruno Martiniano”, disse Paiva, ao revelar que a Prefeitura finalmente está saindo daquela fase de arrumação, acerto de contas e saldar os compromissos, de conseguir créditos e novos recursos, superando gravíssimos problemas heranças deixadas por outros gestores.

 

Ele voltou!

desenvolvimento

O Blog está quase voltando …

Você sabe o que é um site mudar de um sistema web antigo e migrar para uma nova plataforma com suporte a aparelhos móveis e com integração as redes sociais?

Não adianta explicar por que ninguém vai entender mesmo ….

Vida Urbana

Crônica de uma Rua Esculhambada

 

A rua já não muito larga. As calçadas são irregulares por conta do declive e das invasões de algumas construções ao passeio público. As pessoas são obrigadas a caminhar na rua, dividindo espaço com motociclistas e veículos estacionados. E quando dois caminhões ficam estacionados um de cada lado da rua. Os engarrafamentos acontecem com frequência.

Mas, o maior problema não são só esses. Os buracos na rua e a má conservação do calçamento fazem da Amaury de Medeiros o caminho do caos.

Muita gente reclamando e o BLOG não pode calar.