Seleção portuguesa com jogadores ”Síndrome de Down” sagra-se campeã europeia de futsal

“Estes jogadores merecem o nosso reconhecimento, mas existe uma grande desigualdade por parte da comunicação social”, lamenta o selecionador nacional

marciosA seleção portuguesa venceu esta quinta-feira o campeonato europeu FIFDS – Federação Internacional de Futebol para Síndrome de Down, ao derrotar a Itália, campeã do mundo, por 4-0.

Portugal já tinha defrontado duas vezes a Itália neste campeonato – venceu da primeira vez (5-3) e perdeu na segunda (4-3).

 A seleção portuguesa é composta por 10 elementos, com idades entre os 23 e os 44 anos. “Os jogadores são de vários pontos do país, mas a maioria é do Norte.

Muitos deles pertencem a clubes e a instituições de solidariedade social”, explicou o selecionador Pedro Silva ao jornal Público.

Pedro Silva lamentou ainda o fato de estes jogos não receberem destaque na imprensa: “Estes jogadores merecem o nosso reconhecimento, mas existe uma grande desigualdade por parte da comunicação social”.

Recorde-se que esta é a primeira edição do campeonato europeu.

Valeu deputado Waldemar Borges! As ONGs de Gravatá precisam do seu apoio

walMais uma vez, o deputado estadual Waldemar Borges (PSB) surge trazendo recursos para Gravatá.

Através do projeto de Lei Orçamentária Anual 2029/2018 conseguiu colocar mais R$ 110 mil para o Serviço de Estruturação de Reabilitação da Criança (SERC), de Gravatá, garantindo assim o trabalho assistencialista de mais de 200 crianças e jovens com necessidades especiais.

Serão beneficiadas também as instituições Grupo de Apoio aos Meninos de Rua – GAMR (R$ 100 mil), Obra de Defesa da Infância Pobre – ODIP (R$ 100 mil) e a Ama Gravatá com R$ 20 mil.

A indicação foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). Os recursos serão da Reserva Parlamentar e do Fundo Estadual de Saúde – FES/PE.

 

Alagoano Hermeto Pascoal vence Grammy Latino 2018. Com ele, Chico Buarque, Chitãozinho e Xororó, Lenine, Almir Sater e Renato Teixeira. Cada um em sua categoria

Natural de Lagoa da Canoa, o alagoano Hermeto Pascoal venceu o Grammy Latino 2018, na categoria ‘’Melhor Álbum de Jazz Latino’’ com o álbum ‘’No mundo dos Sons’’.

hpA cerimônia foi realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos, na noite desta quinta-feira, 15.

Hermeto comemorou a conquista do prêmio de música mais importante da América Latina. “Hermeto Pascoal & Big Band acabam de ganhar o @latingrammys de melhor álbum de Jazz Latino! Viva a Música Universal!

Outros brasileiros também conquistaram troféu. O cantor e compositor, Chico Buarque, nas categorias Melhor Canção em Língua Portuguesa e Melhor álbum de Música Popular Brasileira, e a dupla Chitãozinho e Xororó, com Melhor álbum de Música Sertaneja.  O Melhor álbum de rock ou música alternativa de MPB – oLenine em trânsito, do pernambucano Lenine. Couve a Almir Sater e Renato Teixeira o premio de Melhor álbum de música de raíz em língua portuguesa – +AR.

Confira a lista completa dos ganhadores:

Melhor álbum pop – Hazte sentir, de Laura Pausini
Melhor álbum de salsa – 25/7, de Víctor Manuelle
Melhor fusão / Interpretação urbana – Malamente, de Rosalía
Melhor artista revelação – Karol G
Melhor álbum de música norteña – Guerra de Poder, deCalibre 50 y Los ángeles existen, de Pesado
Álbum do ano – México por siempre, de Luis Miguel
Melhor álbum pop – F.A.M.E, de Maluma
Melhor álbum de música urbana – Vibras, de J Balvin
Canção do ano – Telefonía, de Jorge Drexler
Melhor canção urbana – Dura, de Daddy Yankee, Urbani Mota Cedeno, Juan G. Rivera Vázquez y Luis Jorge Romero
Melhor gravação do ano – Telefonía, de Jorge Drexler
Melhor álbum cristão (em português) – Som dá minha vida, de Fernanda Brum
Melhor álbum pop de MPB – Noturno, de Anaadi
Melhor álbum de rock ou música alternativa de MPB – Lenine em trânsito, de Lenine
Melhor álbum de samba/pagode – Amor e música, de Maria Rita
Melhor álbum de MPB – Caravanas, de Chico Buarque
Melhor álbum de música sertaneja – Elas em evidências, de Chitâozinho Xororó
Melhor canção de MPB – As caravanas , de Chico Buarque
Melhor álbum instrumental – Identidade, de Miguel Siso
Melhor álbum folclórico – Musas, Vol. 2, de Natalia Lafourcade
Melhor álbum de tango – Vigor tanguero, de Pedro Giraudo
Melhor álbum de música flamenca – Al este del cante, de Arcángel
Melhor álbum de jazz latino / jazz – Natureza universal, de Hermeto Pascoal Big Band
Melhor álbum de música de raíz em língua portuguesa – +AR, de Almir Sater Renato Teixeira
Melhor álbum cristão (em espanhol) – Setenta veces siete, de Alfareros
Melhor álbum de música latina para crianças – Imaginaré, de Claraluna
Melhor álbum de música clássica – Mágica y misteriosa, de Claudia Montero
Melhor faz / composição clássica contemporânea – Luces y sombras. Concierto para guitarra y orquesta de cuerdas, de Claudia Montero
Melhor arranjo – Se le ve, de Milton Salcedo
Melhor capa – Diferentes tipos de luz, de Carlos Sadness
Melhor álbum de cumbia / vallenato – Esto es vida, de Silvestre Dangond
Melhor álbum tropical contemporâneo – Vives, de Carlos Vive
Melhor álbum tropical tradicional – A mi qué – Tributo a los clásicos cubanos, de José Alberto El Canario y El Septeto Santiaguero
Melhor álbum de fusão tropical – Como anillo al dedo, de Aymee Nuviola
Melhor canção tropical – Quiero tiempo, de Juan Carlos Luces y Víctor Manuelle
Melhor álbum de autor – Salvavidas de hielo, de Jorge Drexler
Melhor álbum de música ranchera / mariachi – México por siempre, de Luis Miguel
Melhor álbum de banda – Los gustos que me doy, de Banda Los Recoditos
Melhor álbum de música texana – Tex Mex Funk, de Roger Velásquez y The Latin Lengendz
Melhor canção regional mexicana – Probablemente, de Christian Nodal
Melhor álbum de rock – Expectativas, de Bunbury
Melhor álbum pop / rock – Geometría del rayo, de Manolo García
Melhor canção de rock – Tu vida, mi vida, de Fito Páez
Melhor álbum de música alternativa – Claroscura, de Aterciopelados
Melhor canção alternativa – Malamente, de Antón Álvarez Alfaro, Pablo Díaz-Reixa e Rosalía
Melhor engenharia de som – 50 años tocando para ti, de Rafa Sardina
Produtor do ano – Linda Briceño
Melhor clipe (curto)
Pa dentro, de Juanes
Melhor clipe (longo)
Em letra de outro, de Pedro Capou

Dia Mundial do Diabetes: mudança no estilo de vida é fator importante no controle da doença

Atualmente, o Diabetes é a mais comum das doenças não transmissíveis com elevada prevalência e incidência crescente.

Atinge já cerca de 415 milhões de pessoas em todo o mundo e continua a aumentar em todos os países, estimando-se que em 2040 haja um aumento para 642 milhões de pessoas atingidas pela doença.

O número de brasileiros diagnosticados com Diabetes cresceu 61.8% nos últimos 10 anos e atinge atualmente quase 13 milhões de brasileiros. Segundo dados de pesquisas, a população com a doença passou de 5.5% para 8.9%.

As mulheres apresentam maior índice comparado aos homens (5,4 milhões para 3,6 milhões).

A maior incidência é na faixa etária entre 65 e 74 anos (19,9%) e a menor, na idade entre 18 a 29 anos (0,6%).

Mas, para os que têm mais de 75 anos, o percentual também é alto: 19,6% de prevalência da doença.

 Para conscientizar cada vez mais as pessoas sobre  importância da prevenção da doença, a Organização Mundial da Saúde criou o Dia Mundial da Diabetes, desde 1991.

A data, 14 de novembro, foi escolhida por ser o aniversário de Frederick Banting, o médico Canadiano que juntamente com o seu colega, Charles Best, conduziu as experiências que levaram à descoberta da Insulina em 1921.

Este ano, a Nutriport, empresa que representa a Ascensia Diabetes Care no País, busca mostrar a importância de fazer uso dos cuidados para que a doença não se manifeste descontroladamente.

“os sintomas podem aparecer apenas em estágios mais avançados, como por exemplo, por meio de complicações, principalmente cardiovasculares”, declara Fernanda Makuda, farmacêutica responsável da Nutriport.

Desde o diagnóstico, a mudança no estilo de vida e a disciplina são necessárias.

“A primeira intervenção é a mudança no estilo de vida com a prática de exercícios e alimentação saudável.

Geralmente também é prescrito um anti-hiperglicemiante oral, como a Metformina, e em casos mais graves a insulina. O tratamento varia de acordo com a gravidade e o tipo do diabetes”, comenta Fernanda.

Um fator bastante importante para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com Diabetes é um medidor de glicose preciso.

Tanto que em maio, a ANVISA publicou uma instrução normativa (IN24) tornando obrigatório o cumprimento da ISO 15.197/2013, que determina que 95% dos testes realizados nos glicosímetros vendidos no Brasil não podem ter variação maior que 15% quando comparados ao teste laboratorial.

Essa também é a recomendação da Associação Americana de Diabetes (ADA).

O Contour Plus, fabricado pela Ascensia Diabetes Care, comprovou em estudos ter uma precisão superior aos critérios da ISO 15197:2013 e apresentou resultados mais precisos aos das principais marcas vendidas no país.

Assim, o Contour Plus apresentou 98% dos resultados com variações inferiores a 10% quando comparado ao teste laboratorial. Esse bom índice permite ao paciente tomar decisões com mais confiança e acuracidade.

Além disso, outro benefício do produto é a diminuição do desperdício de tiras reagentes.

Em até 30 segundos, o usuário pode aplicar uma segunda gota de sangue caso a primeira amostra tenha sido insuficiente; e mesmo assim, a precisão dos resultados não é alterada.

“O tema da Federação Internacional de Diabetes (IDF) para 2018-2019 é a Família, que tem um papel importante no cuidar e apoiar a pessoa com diabetes, por este motivo  queremos mostrar o quanto é importante o cuidado com a doença”. comenta Samuel Briones, diretor executivo da Nutriport.

 E complementa: “O diabetes exige alguns cuidados que são para o resto da vida, tanto para o paciente, quanto para a família. Ambos precisam tomar uma série de decisões relacionadas ao tratamento do diabetes: medir a glicemia, tomar medicamentos, exercitar-se regularmente e ajustar os hábitos alimentares.  Como as consequências do tratamento são baseadas nas decisões tomadas, é de extrema importância que as pessoas com diabetes recebam educação de qualidade, ajustada às necessidades e fornecidas por profissionais de saúde qualificados”, finaliza.

 Sobre a Nutriport

A Nutriport atua no mercado de saúde há 18 anos, atendendo os segmentos:  de nutrição interal e parenteral , fórmulas infantis, curativos e bolsas de ostomia.

Desde o início deste ano entrou no mercado de diabetes com a representação dos produtos da linha Contour™, da Ascensia Diabetes Care. Possui programas inovadores na prestação de serviços como o Nutriport com você: trata-se de uma assistência aos pacientes tanto presencial, quanto remota no uso de qualquer produto ou serviço representado pela empresa.

A Nutriport tem a sua matriz localizada em São Paulo e conta com 3 filiais: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Possui mais de 200 funcionários e conta com atuação nacional. Mais informações pelo site: https://www.nutriport.com.br/

San Isidro, na Argentina – Rejeitados pelo mercado de trabalho, amigos com Sindrome de Down abrem pizzaria de sucesso

Rejeitados pelo mercado de trabalho, estes amigos que têm em comum o Síndrome de Down juntaram-se e abriram o próprio negócio.

Fonte: tuga.press

6Passado pouco tempo já não têm mãos a medir com tanta clientela! Conheça esta magnífica história de empreendedorismo mas acima de tudo, de coragem:

Muitos dos nossos jovens até que têm ideias e muita vontade de trabalhar, alguns deles lutam pelos seus sonhos e muitas vezes acabam por ter um enorme sucesso no mercado de trabalho. Um grande exemplo disso é a história que hoje vos trazemos, uma daquelas histórias que dá um enorme prazer partilhar!

Em San Isidro, na Argentina existe uma empresa chamada “Los Perejiles”, é uma pizzaria mas que também prepara canapés e outros petiscos para venderem para eventos, essa empresa está a ter um enorme sucesso na Argentina e cada vez tem mais clientes! Você só tem de ligar e eles deslocam-se ao evento, preparam toda a comida e no final arrumam e deixam tudo conforme estava, limpinho e arrumado.6-4

A ideia partiu de 6 amigos que sofrem de Síndrome de Down e que apesar de terem muita vontade de trabalhar, não conseguiam arranjar emprego no mercado de trabalho. Então eles tomaram uma decisão radical, sabendo que tinham potencial, juntaram-se a abriram a sua própria empresa. Eles anunciaram a empresa conforme podiam, nas redes sociais e distribuindo panfletos, e ao fim de apenas 2 meses no activo eles já tinham mais de 25 eventos agendados!

Telam Lopez, professor e que ajudou voluntariamente estes jovens a lançarem o projecto afirmou: “Los Perejiles começou a nascer quando explicámos às mães desres meninos as dificuldades que eles iriam ter no mercado de trabalho, porque os meninos iam para um colégio especial supostamente os formariam para o mercado de trabalho, mas que no final acabam sempre por ali, sem conseguir emprego embora com formação”.

Uma das grandes qualidades desta empresa é a organização, sem sombra de dúvida. Para qualquer evento que são contratados os “Prejiles” chegam lá com as suas ferramentas de trabalho e os ingredientes necessários. Lá, distribuem as tarefas entre si, e até agora contam que ninguém fez perguntas estranhas, nem sentiram olhares desagradáveis, antes pelo contrário sempre têm sido tratados com muito respeito.

Acima de tudo estes jovens deram uma grande lição a todos aqueles que lhes recusaram um posto de trabalho! Eles são tão competentes como qualquer outra pessoa, e não precisam da piedade de ninguém para vingarem no mercado de trabalho. Há males que vêm por bem, e neste caso ainda bem que ninguém lhes deu trabalho noutra empresa!

Holanda torna-se no primeiro país sem cachorros abandonados

Cada vez é mais frequente vermos animais a viverem nas ruas, muito devido ao abandono por parte dos seus donos, estimando-se mesmo que existam aproximadamente 600 milhões de cachorros abandonados em todo o Mundo.

Fonte: Inspiring Life

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Infelizmente, isso também acontece porque a maioria dos países não aplica medidas pesadas para quem comete tal crime.

Contudo, a Holanda parece ser a “excepção à regra”, tornando-se no primeiro país a não ter animais abandonados, sem ter recorrido ao sacrifício animal ou a apreensão destes para os canis municipais.

Esta conquista deveu-se a um plano do governo baseado em quatro pilares:

  • leis bastante duras para quem abandona os cães;

  • multas de milhares de euros;

  • campanhas de castração e conscientização;

  • altas taxas de imposto para quem compra cachorros de raça.

Desta forma, o país conseguiu evitar que os animais abandonados se reproduzissem, aumentando ainda mais a número destes, ao mesmo tempo que fez com que as pessoas dessem preferência à adoção dos cachorrinhos até então abandonados.

Vamos todos fazer como na Holanda? 😄

Dona DAPAZ e o Premio Da Paz dos Direitos Humanos

 O prêmio foi instituído para contemplar pessoas físicas ou jurídicas que se destacam na promoção e defesa dos Direitos Humanos.

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Numa iniciativa da Rede das Organizações da Sociedade Civil de Gravatá, aconteceu sábado (08) de novembro no auditório das Salesianas Gravatá, a entrega do PRÊMIO DA PAZ DE DIREITOS HUMANOS.

Maria da Paz Teixeira de Araújo, foi escolhida para receber o prêmio, Dapaz é uma mulher que dedicou sua vida as causas sociais em Gravatá, ela é fundadora do Circulo dos trabalhadores Cristãos no município, líder de projetos educacionais na Vila Maria Auxiliadora e no bairro Novo como a escola Maria Medianeira e Maria Menina, ligada as pastorais sociais da igreja católica, a conselhos de direitos entre outras atividades voltadas para cidadania.

DAPAZ PREMIO NOVAO premio foi materializado na obra do artista plástico Eduardo Cavalcante, uma peça fundida nas oficinas Cristovão Junior, com acabamento final dos artesãos Mestres Galdino e Daniel Gomes.

A solenidade de entrega do prêmio foi prestigiada por representantes de inúmeras entidades sociais, e pelo prefeito Joaquim Neto que enalteceu a atuação marcante da homenageada.

O sociólogo Abdalazes de Moura fez uma breve explanação sobre Direitos Humanos e a atuação de Dona Dapaz na luta em defesa dos direitos sociais em Gravatá.

Através de um documentário denominado ‘Dapaz por Dapaz’’, produzido pelo Gamr e o Proludus foi apresentada a trajetória de vida da homenageada que também comemorou 90 anos de vida.

Por que Bolsonaro quer extinguir o Ministério do Trabalho depois de 88 anos que Getúlio Vargas criou?

Se confirmada extinção, será primeira vez em 88 anos que país não terá uma pasta na área.

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Caso seja confirmada a extinção do Ministério do Trabalho no governo de Jair Bolsonaro, conforme anunciou o presidente eleito nesta semana, será a primeira vez em 88 anos que o país não terá uma pasta na área, desde que Getúlio Vargas (1882-1954) a criou após chegar ao poder.

Hoje, esse ministério é responsável por elaborar diretrizes para geração de emprego e renda, além de emitir documentos e fiscalizar as relações trabalhistas no Brasil, investigando denúncias de trabalho escravo e infantil e o cumprimento da legislação por parte das empresas. Mas sua criação teve outro propósito.

 Quando surgiu, em 26 de novembro de 1930, a ideia era que a pasta fosse responsável por intermediar as relações entre trabalhadores e empresários, até então sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura.

“Era uma política alinhada com o que se pensava então sobre o papel do Estado como um mediador das relações entre grupos e indivíduos”, explica Renan Pieri, professor de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e do Insper.

“Vargas dá um golpe de mestre e assume a dianteira deste processo, estatizando estas relações.”

A criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio foi uma das primeiras iniciativas de Vargas ao assumir o governo por meio de um golpe, após a Revolução de 1930, que culminou com a deposição do então presidente Washington Luís (1869-1957) e o impedimento de que seu sucessor, Júlio Prestes (1882-1946), assumisse o cargo, dando fim à República Velha.

A pasta foi batizada de “ministério da Revolução” por Lindolfo Collor (1890-1942), seu primeiro titular e avô do ex-presidente Fernando Collor de Melo.

“Essa revolução se refere a uma ruptura com a velha oligarquia agrária por meio da criação de um Estado positivista, a instauração de um modelo legal e burocrático que passa a organizar as relações sociais por meio do monopólio da força através de um sistema normativo”, diz Marcelo Nerling, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP).

“O Estado passa a ser o protagonista, baseado na crença de que é possível mudar a realidade social por meio de normas criadas de cima para baixo.”

Nerling explica que não havia na época no Brasil um Estado como conhecemos hoje. “A administração pública só começa a se organizar a partir da década de 1930. Até então, as principais forças do país estavam concentradas nos municípios, comandados por coronéis. Era um modelo descentralizado e patrimonialista, em que não se separava o público do privado.”

Qual foi o impacto da criação do Ministério do Trabalho?

Uma das primeiras medidas do novo ministério neste sentido foi criar uma nova regulamentação da atividade sindical, com critérios para a criação de sindicatos.

Entre as novas regras, estava haver uma única representação para profissionais de uma categoria dentro de uma mesma região, um mínimo de 30 membros, com ao menos dois terços de brasileiros, veto a qualquer manifestação política e ideológica, punições a empresários que impedissem a sindicalização dos trabalhadores e a aprovação da entidade pelo ministério – até então, não se dependia de autorização do governo.

O ministro Collor declarava na época que enxergava os sindicatos como uma forma de mediar os conflitos e tinha como objetivo trazer estas organizações para a órbita do novo ministério para que passassem a ser controladas pelo Estado.

“Vargas queria que os sindicatos se tornassem satélites do governo, politizando as relações entre empresas e trabalhadores”, diz Pieri.

Na época, o Brasil ainda era um país extremamente rural, mas havia uma indústria nascente, que ganha força em reação ao crescente impedimento de importar produtos da Europa a partir da Primeira Guerra Mundial.

Ao mesmo tempo, a abolição da escravatura lançou um grande contigente de mão de obra ao mercado enquanto houve simultaneamente uma chegada massiva de imigrantes a partir do fim do século 19, facilitada pela Constituição de 1891, que, ao mesmo tempo, consagrou o direito de livre associação.

Surge, assim, uma classe de trabalhadores urbanos e de profissionais liberais, e se formam os primeiros movimentos sindicais, que foram reconhecidos e regulamentados em lei ao longo da primeira década do século 20, primeiro para os trabalhadores agrícolas e, depois, para os urbanos.

“Com a formação de uma economia de mercado, foi natural a formação de sindicatos especializados para representar os trabalhadores”, diz Pieri.

Ao mesmo tempo, nas questões relativas a direitos, o regime de Vargas buscava atender reivindicações históricas dos trabalhadores, alinhado com a ideia da outorga dos direitos trabalhistas pelo Estado.

“Vargas havia acompanhado o que ocorreu na Rússia a partir de 1917 com a revolução, quando, em meio ao conflito entre capital e trabalho, o proletariado assumiu o poder. Então, ele, que era um capitalista, sabia aonde isso poderia acabar”, diz Nerling.

“Vargas sabia que, se os trabalhadores fizessem greve atrás de greve para reivindicar direitos, poderiam quebrar o capital. Ele opta por chamar para si a responsabilidade de regular estas relações, cria leis que vinculam os cidadãos. Entrega os anéis para não perder os dedos.”

O que mudou a cada Constituição?

O ministério teve sob Vargas uma atividade legislativa intensa. Foram lançadas medidas importantes, como a criação da carteira profissional (precursora da atual carteira de trabalho e previdência social), a regulamentação do trabalho feminino e infantil e o estabelecimento de juntas de conciliação de conflitos entre patrões e empregados, que seria um embrião da Justiça do Trabalho, criada pela Constituição de 1934 e que passaria a atuar a partir de 1941.

Também se destaca a criação dos Institutos de Aposentadoria e Pensões, que mudaram o sistema previdenciário do país. Ainda seriam instituídos o salário mínimo, a jornada de trabalho de oito horas e o descanso semanal, as férias remuneradas e a indenização por dispensa sem justa causa.

Uma das iniciativas de maior peso foi a instituição em 1943 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que unificou as leis trabalhistas existentes até então. O dia em que recebeu a sanção presidencial, 1º de maio, passaria a ser o Dia do Trabalho, feriado celebrado até hoje em todo o país.

As décadas após a primeira era Vargas foram marcadas por diversas mudanças nas leis e direitos trabalhistas.

Em 1946, a Assembleia Constituinte convocada após o fim da ditadura, acrescentou novos pontos como o direito à greve e o descanso remunerado aos domingos e feriados.

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) surge em 1966, já durante o regime militar, para proteger o trabalhador demitido sem justa causa com uma conta aberta em seu nome, vinculada a seu contrato de trabalho, na qual são depositados mensalmente o correspondente a 8% do salário.

A Constituição de 1967 instituiu a aplicação da legislação trabalhista a empregados temporários, a proibição de greve em serviços públicos e atividades essenciais e o direito à participação do trabalhador no lucro das empresas, entre outras medidas.

A partir da Constituição de 1988, passam a ser previstos medidas de proteção contra demissões sem justa causa, o piso salarial, a licença maternidade e paternidade, o veto à redução do salário, a limitação da jornada de trabalho a oito horas diárias e 44 horas semanais e proibição de qualquer tipo de discriminação quanto a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. Também foi criado o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), destinado em parte ao custeio do Programa de Seguro Desemprego.

“São políticas criadas e geridas dentro do Ministério do Trabalho, por ele oferecer um corpo técnico e orçamento dentro do governo para discutir essas relações, mas que têm muito mais a ver com o ambiente político de cada época, a pressão popular por mudanças e cada governo do que com o órgão em si”, avalia Pieri.

O economista destaca que a partir dos anos 1990, a pasta assume um papel cada vez mais de fiscalização do cumprimento das normas e leis trabalhistas e na gestão de recursos como os do FGTS e do FAT.

E se o ministério acabar?

Se sua extinção se confirmar, não será a primeira vez que o Ministério do Trabalho será fundido com outras áreas.

Ao surgir em 1930, a pasta também era responsável por indústria e comércio. Em 1960, passa ser Ministério do Trabalho e Previdência Social. Torna-se puramente Ministério do Trabalho em 1974. Em 1990, volta a incorporar a Previdência.

Dois anos depois, passa a ser o Ministério do Trabalho e da Administração Federal e, em 1999, do Trabalho e Emprego. Em 2015, vira mais uma vez Ministério do Trabalho e Previdência Social, até, em 2016, tornar-se novamente apenas Ministério do Trabalho.

Ao tratar do tema, Bolsonaro já declarou em entrevistas que o trabalhador terá de”decidir entre menos direito e emprego ou todos os direitos e desemprego”. “Os encargos trabalhistas fazem com que se tenha aproximadamente 50 milhões de trabalhadores brasileiros na informalidade”, disse à rádio Jovem Pan.

Pieri avalia que, com o anúncio do fim da pasta, surge uma “incerteza jurídica” sobre quem exercerá os papéis que hoje cabem ao ministério. “Isso é uma questão mais importante do que se terá ou não um status de ministério, que é algo secundário.”

Nerling discorda e acredita que a transformação da pasta em uma secretaria sinaliza quais serão as prioridades do novo governo.

“Isso representa uma mudança de paradigma. Quando você dá a uma área status de ministério, diz que as políticas públicas nesta área serão priorizadas. Em um governo, a tomada de decisões ocorre em camadas, e a alteração de status precariza o cumprimento das competências que hoje cabem ao ministério, retira força e abala a eficácia de suas políticas”, diz Nerling.

“Ao dizer que se deve escolher entre trabalho e direitos, o presidente eleito diz que os direitos são um problema, mas isso só é um problema para o capital. Se antes o Estado se posicionava para garantir os direitos dos trabalhadores, agora, ele pesa a mão para o outro lado e passa a priorizar o capital.”

Por sua vez, Pieri destaca que, com a Reforma Trabalhista, passou a prevalecer sobre as leis trabalhistas a negociação entre sindicatos e empresas.

“O fim do ministério pode sinalizar um novo tempo em que o Estado não mais intermedia a relação entre capital e trabalho. Isso teria no futuro o efeito de despolitizar os sindicatos”, diz Pieri.

“Será necessário entender o que o presidente quis dizer com o fim do ministério. Significa um relaxamento da fiscalização e que o governo não está mais pensando nestes problemas ou apenas uma mudança burocrática? Bolsonaro não pode dar uma canetada e tirar direitos, mas temos de debater se alguns benefícios previstos na lei de fato beneficiam o trabalhador.”

QUEM CONHECEU O BAR SAVOY, NO RECIFE? E os versos do Poeta CARLOS PENA FILHO?

Era na calçada do Edifício Sigismundo Cabral, na Avenida Guararapes, nº 147, que os boêmios do Recife se reversavam nas cadeiras de metal do antigo Bar Savoy, reduto de jornalistas, políticos, estudantes e artistas que, por muitos anos, viu seus espaços internos e externos serem ocupados por frequentadores ilustres e anônimos.

Fonte: Site PorAqui, texto Manuel Borges, fotos do arquivo do Diario de Pernambuco e doação de pessoas
Credito: Carlos Teixeira/DP/D.A Press. Brasil. Recife - PE. Fachada do Bar Savoy.

Credito: Carlos Teixeira/DP/D.A Press. Brasil. Recife – PE. Fachada do Bar Savoy.

Fundado em 1944 por um espanhol que se apaixonou pelo Recife, em meio à ditadura militar instaurada no Brasil, o Savoy era um diretório velado de pensadores que discutiam a redemocratização do país, mas também recebia jovens que queriam apenas se exibir e paquerar.

Intelectuais daquele período que fizeram historia no Recife, vale a lembrança de Lula Cardoso Ayres, Capiba, Ascenso Ferreira, Mauro Mota, Carlos Pena, Ariano Suassuna, Hermilo Borba Filho, Gilberto Freyre e de tantos outros. O Bar Savoy foi visitado por personalidades do mundo, como Jorge Amado, Heitor Villa-Lobos, Roberto Rosselini, Jean-Paul Sartre, Roberto Burle Marx e Simone de Beauvoir que, segundo registrou Edilberto Coutinho (1938/1995) em sua obra póstuma Bar Savoy (1995), deram o ar da graça no lugar.

Ficaram as lembranças. Ficaram os versos do poeta Carlos Pena Filho. Depois transformado em Frevo por Capiba e interpretado por Claudionor Germano

“ Na avenida Guararapes,
o Recife vai marchando.
O bairro de Santo Antônio,
tanto se foi transformando
que, agora, às cinco da tarde,
mais se assemelha a um festim,
nas mesas do Bar Savoy,
o refrão tem sido assim:
São trinta copos de chopp,
são trinta homens sentados,
trezentos desejos presos,
trinta mil sonhos frustrados.”

Delegação pernambucana embarca para os Jogos Escolares da Juventude

Competições serão realizados em Natal (RN) entre os dias 12 e 26 de novembro. Pernambuco tem a terceira maior delegação do país nas modalidades coletivas (basquete, futsal, handebol e vôlei), com 102 atletas divididos em 11 equipes.

30935021111_5205c3d926_oNa manhã da próxima segunda-feira (12) os primeiros representantes dos 281 atletas, técnicos e oficiais que formam a delegação pernambucana embarcam com destino à capital potiguar para o início das competições da fase nacional dos Jogos Escolares da Juventude.

Os jogos vão até o dia 26 de novembro e os nossos alunos-atletas vão competir com cerca de 5 mil atletas de todo o Brasil, além de uma pequena delegação japonesa que foi convidada.

Os Jogos da Juventude são um grande celeiro para o esporte olímpico nacional e, em 2018, contam com um novo formato, que incluiu três fases regionais, realizadas em Natal, Manaus (AM) e Joinville (SC), antes da disputa nacional. As competições serão realizadas nas categorias mirim (12 a 14 anos) e infantil (15 a 17), com disputas masculinas e femininas em todas as modalidades.

Pernambuco tem a terceira maior delegação do país nas modalidades coletivas (basquete, futsal, handebol e vôlei), com 102 atletas divididos em 11 equipes. Isso se dá pelo excelente desempenho do  estado na fase regional nordestina dos Jogos da Juventude, que foram realizados também em Natal entre 12 e 16 de setembro, e contaram apenas com os esportes coletivos, classificando os finalistas para a fase nacional.

Na ocasião, a delegação pernambucana, composta por 139 pessoas, obteve a primeira colocação geral com 11 medalhas conquistadas.

Na etapa nacional, Pernambuco estará sendo representado nas seguintes modalidades: basquetebol (4 equipes/36 atletas); futsal (3 equipes /27 atletas); handebol (2 equipes/21) atletas) voleibol (2 equipes/18 atletas); atletismo (40 atletas); badminton (6 atletas); ciclismo (4 atletas); ginástica rítmica (3 atletas); natação (25 atletas); vôlei de praia (4 atletas); tênis de mesa (6 atletas); xadrez (4 atletas); judô (32 atletas) e luta olímpica (12 atletas). Teremos ainda 31 técnicos de diferentes modalidades e 12 oficiais completando a delegação.