CHAPA DE TEMER EM PERNAMBUCO – Oposição confirma Armando para o governo de Pernambuco e Mendonça para o Senado

Sem novidades, o bloco de oposição Pernambuco Vai Mudar anunciou nesta segunda-feira (11), após dois adiamentos, metade da chapa majoritária para este ano.

Com informações do Blog de Jamildo, foto Amanda Miranda (Jornal do Commercio)

chapaO senador Armando Monteiro Neto (PTB) vai disputar o governo, reeditando o pleito de 2014 contra Paulo Câmara (PSB).

O deputado federal Mendonça Filho (DEM) será um dos candidatos ao Senado.

As outras duas vagas – de vice e para outro postulante para senador – ficaram em aberto, uma reservada para o PSDB e outra aguardando novos aliados, entre eles possivelmente o PSC do deputado estadual André Ferreira.

Hoje na base de Paulo Câmara, Ferreira tenta uma vaga ao Senado, mas pode perder o espaço caso a aliança dos socialistas com o PT seja consolidada.

Se isso acontecer, uma vaga seria do deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) e a outra para o senador petista Humberto Costa tentar reeleição.

Evitando ser limado, Ferreira estaria se articulando também com a oposição. Na chapa governista, apenas o nome de Paulo Câmara é dado como certo.

O anúncio da chapa havia sido marcado inicialmente para 20 de abril, mas foi adiado devido às costuras eleitorais e, comenta-se nos bastidores, à indefinição do PT. Depois, foi previsto para o dia 28 e, em seguida, transferido para o dia 4, quando foi postergado novamente devido à greve dos caminhoneiros.

Os nomes, porém, foram revelados em meados de maio.

O grupo liderado por Armando e Mendonça, além do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e do deputado federal Bruno Araújo (PSDB), fez seu primeiro ato público em agosto do ano passado, em Caruaru, no Agreste.

Era um ato do Ministério das Cidades, ainda sob o comando do tucano. “Oxalá, Caruaru e Petrolina tenhamos mais uma vez se unindo para poder anunciar que Pernambuco espera um novo tempo, de trabalho, de progresso, de construção e de transformação”, afirmava FBC, nos últimos dias como filiado no PSB.

  O senador chegou a ser um dos principais cotados para o governo. No entanto, a insegurança jurídica provocada pela briga que ainda se arrasta pelo comando do MDB o afastou da posição.

 Hoje, atua como um dos principais articuladores políticos da chapa. FBC entrou no partido que há décadas está com o grupo de Jarbas Vasconcelos para tentar tirá-lo da base de apoio a Paulo Câmara, mas, na Justiça, o atual presidente, o vice-governador Raul Henry, conseguiu se manter no cargo. Sem conseguir, manter o MDB, o filho dele, o deputado federal Fernando Filho, entrou no DEM.

Antes de definir a chapa, a oposição fez três quatro eventos nas regiões onde as lideranças têm base eleitoral.

O primeiro foi em dezembro, no Recife. O segundo, em janeiro, em Petrolina, no Sertão, reduto de Fernando Bezerra Coelho. O terceiro, em março, em Caruaru, onde a prefeita é a tucana Raquel Lyra.

O último foi já em abril, em Ipojuca, cidade governada pelo PTB de Armando Monteiro.

Em meio aos eventos, parte da frente, tentou incentivar a candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes, buscando evitar uma união entre PT e PSB.

Usaram a estratégia de lembrar que socialistas votaram a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e Bruno Araújo, um dos principais negociadores do afastamento da petista, chegou a afirmar que o próprio Paulo Câmara articulou com ele o processo, o que foi negado pelo governador.

Do outro lado, o PSB tem tentado atribuir à oposição a pecha de ‘palanque de Temer’, tentando colar a imagem dos adversários à do presidente, cuja reprovação chegou a 82% na pesquisa Datafolha divulgada nesse domingo (10).