Chuvas elevam o nível de barragens do Agreste de Pernambuco

Reservatórios de Bonito e Garanhuns acumularam água após chuvas registradas na quinta-feira (25), segundo a Compesa.

Com informações do G1 Globo Caruaru

prataTrês reservatórios do Agreste voltaram a acumular água após as chuvas registradas na quinta-feira (25). De acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a barragem do Prata, localizada em Bonito, aumentou o volume de 9,8% da capacidade total para 12,3%.

Com o aumento, o reservatório que abastece Caruaru, Agrestina, Santa Cruz do Capibaribe, Ibirajuba, Altinho e Cachoeirinha está com 5,2 milhões de m³ de água. Esse acréscimo no volume da barragem irá garantir o uso da água até agosto deste ano, conforme informou a Compesa.

“A melhoria do nível do Prata é uma boa notícia, pois ainda estamos no meio da quadra chuvosa, e a nossa expectativa é que a barragem acumule mais água no período das chuvas, assim como outros mananciais do estado”, afirma o diretor Regional do Interior da Compesa, Marconi de Azevedo.

Em Garanhuns, os três reservatórios que fornecem água para o município também elevaram o volume. A barragem do Cajueiro aumentou o nível de acumulação de 43% para 48% (6,9 milhões de m³ de água); Mundaú subiu de 23% para 35% (696 mil m³); enquanto Inhumas, que estava em colapso, com 5% da capacidade total, agora subiu para 27% (1,8 milhão m³).

“Com essa melhora, conseguimos garantir a continuidade do fornecimento de água para a cidade até fevereiro de 2018. E se as chuvas continuarem regulares e com esse volume até o final do mês de junho, a cidade poderá até sair do rodízio ainda em julho deste ano”, informou o diretor.

Melhoria no calendário de abastecimento
Lagoa do Ouro teve o calendário reduzido pelas chuvas e passou para um dia com água e um dia sem, depois que regularizou a vazão do Riacho da Palha. A população de Bom Conselho também sentiu as melhorias no abastecimento após as barragens de Bulandim, Mata Verde e Caboge voltarem a acumular água. A Compesa retornou com a captação nos mananciais, e estabeleceu um novo calendário de três dias com água e seis dias sem para a cidade – antes era de cinco dias com e dez dias sem.