Gravatá – Itamaracá. imbróglios de uma cidade que lembra a outra

COINCIDÊNCIAS  – Afastamento do prefeito Paulo Batista (PTB) acusado de improbidade administrativa, CPI votada na Câmara dos Vereadores, decisão judicial de reintegração de posse, além de manter assessores que prestaram serviços ao prefeito afastado de Gravatá.

ITAMARACAA mão que afaga é a mesma que apedreja – ( Comentário do jornalista Magno Martins – blogdomagnomartins – sobre a crise em Itamaracá)

Foi, no mínimo, estranha e contraditória a decisão do juiz eleitoral de Itamaracá, José Romero, de conceder liminar ao prefeito Paulo Batista (PTB), autorizando sua volta ao cargo, ontem, 24 horas após ser afastado pela Câmara de Vereadores.

Afinal, foi ele próprio que autorizou a sessão da Câmara convocada para voltar o afastamento do trabalhista por 90 dias. Doutor Romero me fez lembra Augusto dos Anjos, que deixou a célebre frase: “A mão que afaga é a mesma que apedreja”.

Em apenas 24 horas, o juiz mudou de opinião. Na liminar, que devolveu o mandato ao prefeito, interpretou que os vereadores tomaram uma decisão inconstitucional, porque o que caberia no caso em discussão seria uma intervenção e não afastamento. Ora, por que então doutor José Romero deu aval para a sessão, sabendo que seria passar por cima da Carta Magna?

Vá entender cabeça de juiz! Paulo Batista foi afastado do cargo pelo período de 90 dias devido a denúncias de improbidade administrativa. Com isso, o vice-prefeito, Ephrem Teodoro de Macedo (PPS), tomou posse na quarta-feira e nem chegou a montar a sua equipe. O presidente da Câmara de Vereadores, Sargento Edson (PTB), chegou a criar uma comissão processante com a finalidade de obter a cassação definitiva do mandato do prefeito.

“O prefeito cometeu diversas irregularidades, desde fraude em licitações para contratação de limpeza urbana até a contratação de uma empresa laranja com custo de aproximadamente R$ 1,5 milhão para locação de máquinas e equipamentos para uma obra, mas na empresa apenas existem quatro roçadeiras e um trator velho. Ele não prestou informações à Câmara, por isso, desde maio do ano passado, iniciamos uma investigação mais aprofundada”, disse o parlamentar.