GENTE QUE O BRASIL NÃO PODE ESQUECER – MIGUEL ARRAES, dedicou sua vida ao povo brasileiro e a Democracia que vivemos ainda hoje.

 Miguel_ArraesConsiderado defensor intransigente dos pobres, o nome do ex governador de Pernambuco, exilado durante a ditadura militar, foi incluído no Livro dos Heróis da Pátria no dia 25 de setembro de 2018.

Miguel Arraes de Alencar (nasceu no Araripe-CE em 15 de dezembro de 1916 — morreu em Recife, 13 de agosto de 2005) foi um advogado, economista e político brasileiro foi prefeito da cidade de Recife, deputado estadual, deputado federal constituinte e por três vezes governador de Pernambuco.

Com o golpe militar de 1964, tropas do IV Exército cercaram a sede do governo estadual o Palácio das Princesas. Foi-lhe proposto que renunciasse ao cargo para evitar a prisão, o que prontamente recusou para, em suas palavras, “não trair a vontade dos que o elegeram”. Em consequência, foi preso na tarde do dia 1º de abril de 1964.

Deposto, foi encarcerado em uma pequena cela do 14º Regimento de Infantaria do Recife, sendo posteriormente levado para a ilha de Fernando de Noronha, onde permaneceu por onze meses. Posteriormente, foi encaminhado para as prisões da Companhia da Guarda e do Corpo de Bombeiros, no Recife, e da Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Seu pedido de habeas corpus (HC) no Supremo Tribunal Federal foi protocolado em 19 de abril, sob o número 42.108. O então procurador-geral da República, Oswaldo Trigueiro, opinou pela manutenção de sua prisão. Libertado em 25 de maio de 1965, exilou-se na Argélia.

Durante o exílio, foi condenado à revelia, no dia 2 de março de 1967, pelo Conselho Pernambucano de Justiça da 7ª Região Militar. A pena, de 23 anos de prisão, pelo crime de “subversão”.

Em 1979, com a anistia, aconteceu o retorno de Miguel Arraes ao Brasil. Cerca de 50 mil pessoas estiveram presentes no bairro de Santo Amaro para o comício de boas-vindas.

Morreu aos 88 anos, em 2005, no exercício de seu último mandato político.

Miguel Arraes de Alencar, um homem que dedicou sua vida ao povo brasileiro e um dos responsáveis pelo bom momento democrático que o Brasil vive.

Ditadura Militar, nunca mais.