Conheça quem são os 12 suspeitos do ‘quadrilhão do PMDB’ apontado pela PF

quadri 1Michel Temer, presidente do Brasil

Além de destacar “a extensa carreira política” do presidente, a PF afirma que Temer tinha “poder de decisão nas ações do grupo do PMDB da Câmara” para indicar cargos estratégicos e articular com empresários beneficiados nos supostos esquemas ilícitos.

“E, como em toda organização criminosa, com divisão de tarefas, o presidente Michel Temer se utiliza de terceiros para executar ações sob seu controle e gerenciamento”, escreveu a PF.

São atribuídos a Temer os crimes de corrupção passiva, embaraço de investigação de infração penal praticada por organização criminosa, caixa 2 eleitoral e lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, ele teria recebido mais de R$ 30 milhões de “vantagem”.

A PF afirma que foram usados como evidências as delações do operador Lúcio Funaro e da JBS, a análise do celular do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e investigações como a que monitorou o ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, que recebeu uma mala com R$ 500 mil da multinacional brasileira.

Em nota divulgada pela Presidência da República, Temer nega as acusações, classificando-as de “insinuações descabidas”.

“O presidente tampouco fez parte de qualquer ‘estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública'”, diz o texto.

Ao comentar a divulgação do relatório, a nota afirma que Temer “lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela Justiça”.

quadri 2Moreira Franco, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência

Ex-deputado federal, o ministro ocupou a Decretaria de Aviação Civil no governo Dilma Rousseff entre 2013 e 2014. Foi nomeado por Temer como secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, cargo no qual esteve entre maio de 2016 e fevereiro de 2017, quando foi promovido a ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e passou a desfrutar de foro privilegiado.

De acordo com o relatório da PF, “há indícios de ter sido beneficiário” de um pagamento de R$ 5 milhões feito por uma construtora e que teria sido destinado a Temer. Suspeita-se que esse valor tenha sido contabilizado como caixa 2 eleitoral e refira-se a uma contrapartida dos interesses da empreiteira OAS na concessão de aeroportos, “conforme consta em relatório de análise das mensagens encontradas no celular de Eduardo Cunha”.

Moreira Franco também é suspeito de ter solicitado contribuições eleitorais para o PMDB e de ter sido beneficiado com pagamentos de esquemas de propina da Caixa Econômica Federal.

O ministro nega todas as acusações e afirmou repudiar a suspeita. “Jamais participei de qualquer grupo para a prática do ilícito”, disse ele, que acrescentou que vai responder “de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito”.

quadri 4Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Câmara e ex-ministro do Turismo

Foi o deputado federal com maior tempo no cargo, tendo permanecido na Câmara por 44 anos, de 1971 a 2015, quando assumiu o Ministério do Turismo ainda no governo Dilma Rousseff.

Alves voltou a ocupar a mesma pasta na gestão Temer, mas acabou perdendo o cargo em junho de 2016, depois de ter o nome citado pelo ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como beneficiário de R$ 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014.

“Devido à sua trajetória e influência no PMDB na Câmara, por vezes dividia com Eduardo Cunha a indicação de postos importantes pleiteados pelo grupo”, destaca o relatório da Polícia Federal, que aponta Alves como “figura de destaque no núcleo político investigado”.

O ex-ministro foi presidente da Câmara entre fevereiro de 2013 e a fevereiro de 2015.

Ele ainda é suspeito de ser beneficiário de uma offshore sediada em Cingapura, que operava, por meio de transações ilícitas, recursos que teriam sido desviados da Caixa. A PF lista valores que se aproximam dos R$ 30 milhões como “vantagem” atribuída ao ex-deputado e usa como evidências depoimentos de três colaboradores.

Alves, que está preso desde junho de 2017, é também alvo de uma operação que investiga corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, estádio construído no Rio Grande do Norte para a Copa de 2014, realizada pela OAS.

BRASILIA, DF, BRASIL, 24-05-2016, 11h00: Coletiva de imprensa com os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil), Geddel Vieira Lima (Secretaria política) e Dyogo Oliveira (Interino do planejamento), para explicar as novas medidas econômicas do governo, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)

Geddel Vieira Lima, ex-ministro

Geddel foi deputado federal por cinco mandatos, líder do PMDB em várias ocasiões e, segundo a PF, atuava em “perfeita sintonia com Eduardo Cunha”.

O relatório afirma que ele “transita entre os núcleos político e administrativo do grupo investigado, tendo sido peça fundamental na organização criminosa no período em que foi vice-presidente na Caixa”, cargo que ocupou entre março de 2011 e dezembro de 2013.

No governo Temer, Geddel foi nomeado ministro da Secretaria de Governo e tinha como atribuição, nas palavras da polícia, “coordenar o relacionamento do Executivo com o Congresso”. Perdeu o cargo depois de pressionar o então ministro da Cultura a liberar uma obra de seu interesse em uma área protegida de Salvador.

Geddel foi preso pela segunda vez na semana passada. A polícia encontrou as digitais do ex-ministro em notas guardadas em malas e caixas de dinheiro que, somadas, ultrapassavam os R$ 51 milhões e estavam guardadas num apartamento que estaria sendo usado por ele.

Ele é suspeito de corrupção passiva e de ter cometido fraudes para liberar recursos para diferentes empresas no período que esteve na Caixa.

quadri 5Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara

Deputado federal desde 2003, foi presidente da Câmara entre fevereiro de 2015 e julho de 2016, tendo renunciado ao comando da Casa depois de ser acusado de ter recebido e administrado de forma ilegal recursos fora do país.

Para a PF, Cunha é “figura central do grupo investigado” e operador “da maior parte dos crimes praticados pela organização criminosa”. No organograma da PF, ele aparece ao lado de Temer.

Além de poder de decisão, escreveram os investigadores no relatório, ele indicava pessoas para cargos estratégicos, cooptava empresários para pagamento de propinas em troca de contratos e liberação de recursos e também apresentava atos legislativos “em benefício de ações criminosas”.

A polícia acredita ainda que Cunha era chefe informal do operador Lúcio Funaro, determinando quem seriam os beneficiários finais dos recursos captados sob a forma de propina pelo grupo. Diz ainda que “praticamente todos os crimes levantados levam a assinatura” do ex-deputado.

Preso desde outubro de 2016, ele já foi condenado a mais de 15 anos de prisão pelo juiz federal Sergio Moro. Planilhas apreendidas com um dos delatores sugerem que ele tenha recebido mais de R$ 130 milhões.

quadri 6Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil

Último integrante do “primeiro escalão” do grupo do PMDB investigado pela PF, o ex-deputado federal foi ministro da Aviação Civil em 2015, ainda no governo Dilma Rousseff, e comanda a Casa Civil desde que Temer chegou ao poder, em maio de 2016.

O nome de Padilha foi citado nas delações assinadas por executivos da Odebrecht como “suspeito de cobrar propinas em nome do PMDB e do presidente Michel Temer para financiar campanhas eleitorais”.

Segundo a PF, baseando-se nas delações da Odebrecht e do operador Lúcio Funaro, o ministro teria recebido R$ 4 milhões em dois pagamentos. Contra ele pesa a suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa 2.

Padilha afirmou que só irá se pronunciar “quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta”.


quadri 7Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer

Listado como o primeiro integrante do “segundo escalão” da organização criminosa, Rocha Loures foi assessor de Temer quando ele ainda ocupava a Vice-Presidência e é suspeito de atuar como preposto do presidente.

Foi filmado após receber de um executivo do grupo J&F – controlador da JBS -, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, uma mala com R$ 500 mil em São Paulo.

Foi preso em junho e colocado em prisão domiciliar. No primeiro interrogatório à Polícia Federal, Rocha Loures preferiu ficar em silêncio.

quadri 8Tadeu Filippelli, ex-assessor de Temer


Ex-presidente do PMDB no Distrito Federal e ex-vice-governador, Filippelli teve o nome listado no organograma, mas seu papel não foi detalhado pela PF.

No relatório, os investigadores afirmam ser possível que vários assessores de Temer “tenham se envolvido em diversas ações suspeitas, possíveis crimes”.

“Nessa condição aparece Tadeu Filippelli, figura conhecida do PMDB/DF”, escreve a PF, assinalando que o peemedebista foi exonerado do cargo de assessor especial da Presidência em maio, após ser preso pela Polícia Federal, na Operação Panatenaico – que apura suposto esquema de corrupção e suspeita de superfaturamento na construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. A prisão revogada no final de maio.

ADMABEL264 BSB - 25/01/2011 - MABEL / CANDIDATO - NACIONAL - Deputado Sandro Mabel (PR GO) durante entrevista coletiva em que se afasta da liderança do PR e lança candidatura à presidencia da Câmara dos Deputados, na sala da lidernça do PR, na Câmara dos Deputados, em Brasília. FOTO: ANDRE DUSEK/AE

Sandro Mabel, ex-assessor de Temer

Ex-deputado federal, Mabel também foi assessor especial do presidente.

Segundo a PF, seria uma pessoa de “confiança de Eduardo Cunha para propor emendas e medidas provisórias”. Há suspeitas de que ele tenha beneficiado uma construtora e recebido pagamentos indevidos.

quadri 9Antonio Andrade, vice-governador de Minas Gerais

Atual vice-governador de Minas, foi ministro da Agricultura no governo Dilma Rousseff, cargo que ocupou, segundo a PF, por indicação direta de Temer.

Andrade também comandou a bancada do PMDB mineiro na Câmara quando atuava como deputado federal.

Para a PF, ele tem “posição de destaque nos fatos investigados”. É suspeito de ter participado da edição de atos no Ministério da Agricultura para favorecer a JBS que, em troca, teria pago R$ 7 milhões a integrantes do grupo do PMDB investigado pela PF.

quadri 95José Yunes, ex-assessor de Temer

A PF diz não ter identificado atividade partidária do suspeito, mas o identifica como amigo de longa data de Temer, que o nomeou como assessor especial.

Nas palavras dos investigadores, Yunes “foi arrastado pelo maremoto provocado pelas delações da Odebrecht”. O escritório dele foi um dos endereços indicados para a entrega de R$ 10 milhões que a empreiteira diz ter dado ao PMDB.

Depois de ter o nome citado, ele foi exonerado do cargo no governo.

quadri 94Lúcio Vieira Lima, deputado federal

Irmão de Geddel, Vieira Lima é suspeito de atuar no Congresso para favorecer interesses de grandes construtoras em troca de doações de campanha.

Redução da maioridade penal volta a pauta da CCJ do Senado

A Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) volta a analisar, nesta semana, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2012, que abre a possibilidade de redução da idade para punição de adolescentes de 18 para maiores de 16 anos.

menorA relatoria da matéria é do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que apresentou um substitutivo pela aprovação do texto do senador licenciado – atual ministro das Relações Exteriores – Aloysio Nunes e rejeição das outras três propostas – as PECs 74/2011, do senador Acir Gurgacz (PDT-RO); 21/2013, de Alvaro Dias (Pode-PR); e 115/2015, da Câmara dos Deputados.

A apreciação da matéria estava paralisada desde 2015, quando a admissibilidade foi aceita pelo colegiado.

A PEC de Nunes previa a redução da maioridade penal para crimes hediondos, tortura, terrorismo, tráfico de drogas e casos repetidos de roubo qualificado e agressão física. Ferraço, no entanto, excluiu o tráfico de drogas e detalhou 15 casos em que o adolescente pode ser punido, como genocídio, homicídio doloso, latrocínio e estupro.

De acordo com a PEC, a concessão da redução da maioridade penal não será automática, dependendo do cumprimento de alguns requisitos. Além de ser proposta exclusivamente pelo Ministério Público, deverá ser decidida apenas por instância judicial especializada em questões da infância e adolescência.

Outra exigência é se restringir apenas a menores envolvidos em crimes estabelecidos no art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal (tortura, terrorismo, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e crimes hediondos) ou na múltipla reincidência na prática de lesão corporal grave ou roubo qualificado.

O atendimento do pedido dependerá ainda da comprovação da capacidade de compreensão do jovem infrator sobre o caráter criminoso de sua conduta. Isso levando em conta seu histórico familiar, social, cultural e econômico, bem como seus antecedentes infracionais, tudo atestado em laudo técnico, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

Um dos principais argumentos para aqueles que são contra a redução da maioridade penal é o fato de que o sistema penitenciário brasileiro – e o do Estado, principalmente – opera de maneira precária. Pela proposta , os adolescentes a partir de 16 anos seriam julgados a partir do Código Penal e presos no sistema penitenciário.

Além disso, antes de se discutir a redução da maioridade penal, é preciso discutir quais são os motivos pelos quais o Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad) não foi completamente regulamentado. O instrumento é um dos mais avançados do mundo no tocante à proteção integral dos direitos de crianças e adolescentes, no entanto, não é colocado em prática.

O tratamento da violência praticada por adolescentes como matéria penal representa uma inversão de debate, já que discutindo desta maneira toma-se a consequência como causa do problema.

Não é somente do Ecriad que precisa ser implementado na integralidade, mas também o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). A falta de políticas públicas efetivas de socialização de adolescentes leva à reincidência, diante da falência do modelo atual de atendimento socioeducativo.

IMPORTANTE: Projeto no Senado quer convocar plebiscito sobre Desarmamento

Projeto apresentado nesta semana no Senado prevê um plebiscito para consultar a população sobre a revogação do Estatuto do Desarmamento.

ARMAA lei, de 2003, limitou a comercialização e o porte de armas de fogo. Apesar de a população ter rejeitado, em referendo, a proibição da comercialização de armas de fogo e munição em território nacional, as demais regras restritivas do Estatuto continuam valendo.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 175/2017 será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Autor do projeto, o senador Wilder Morais (PP-GO). Sugere que a população seja consultada sobre três questões:

1 se a população rural com bons antecedentes deve ter o porte de arma assegurado;

2 se o Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma nova lei que assegure o porte de armas de fogo a qualquer cidadão preencher os requisitos;

3 se o Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma lei que assegure a posse — e não o porte — de armas de fogo a qualquer cidadão preencher os requisitos.

Ter a posse de uma arma de foto significa manter uma arma em casa ou no trabalho. Já o porte garante o direito de andar na rua com a arma.

Atualmente, a pena prevista para a posse irregular de arma de uso permitido vai de um a três anos com multa, enquanto a pena para a posse ilegal desse tipo de arma varia de dois a quatro anos, também com multa.

As penas para a posse e o porte de armas de uso restrito (usadas pela Polícia e pelas Forças Armadas) são maiores e chegam a seis anos.

Para o senador, a lei atual garante segurança aos criminosos, que continuam “trabalhando” armados, mas não à população, que vive angustiada. “As pessoas não podem ficar reféns do crime. Não podem se trancafiar cada vez mais, enquanto os criminosos andam e cometem crimes em plena luz do dia”, afirmou Wilder Morais.

“O que Bezerra Coelho fez, tem nome: traição”, dispara Jarbas

Traição, desrespeito e sordidez” foram apenas alguns dos adjetivos utilizados pelo deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), ao criticar nesta terça-feira (12), em discurso Câmara Federal,o ingresso do senador Fernando Bezerra Coelho (ex-PSB) no PMDB pelas mãos da direção nacional da legenda, sem dialogar com a cúpula do partido no Estado.

jarbasPrincipal liderança peemedebista em Pernambuco, Jarbas justificou estar recorrendo à tribuna da Casa em defesa da sua própria história, para denunciar a “tentativa sórdida e desrespeitosa de calar sua voz”, e a “manobra ardilosa” do senador visando atingi-lo.

O ex-governador ocupou a tribuna da Câmara estimulado pelo presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), cujo partido também alega ter sido “traído” por Bezerra Coelho, que vinha negociando a filiação de seu grupo político ao DEM e, de última hora, optou pelo PMDB.

A fala de Jarbas também faz parte de uma estratégia “casada” de combate ao avanço de Bezerra Coelho sobre o comando da sigla no Estado, que incluiu duas notas públicas já divulgadas pela direção local do PMDB e ainda uma reunião, prevista para esta quarta-feira (13) de representantes da cúpula estadual com a direção nacional do partido, para registrar o incômodo e a indignação com o processo de filiação do senador.

Conhecido por não usar meias palavras, Jarbas Vasconcelos relembrou sua trajetória política, desde a fundação do MDB, o combate à ditadura militar e a luta pela redemocratização. “O meu PMDB tem o DNA de homens como Ulysses Guimarães e Pedro Simon”, citou.

O parlamentar falou ainda dos mandatos que exerceu, inclusive no Senado e no Governo do Estado, e dos seus 50 anos de vida pública. Em paralelo, desfiou um currículo de Bezerra Coelho com passagens por diversos partidos – de ideologias nem sempre semelhantes – que classificou como “adesismos de ocasião”.

Jarbas acusou ainda que os que hoje tentam “expulsá-lo” do PMDB de terem apoiado os governos do PT, que agora criticam. “Foram cúmplices nos malfeitos”, juntou. E lembrou que ao longo dos governos Lula e Dilma (do PT), manteve-se sempre na oposição, mesmo sofrendo retaliações, ao contrário dos Coelho, que aderiram, segundo ele, às duas gestões.

“Mesmo na era petista, e apesar de eu ser minoria da minoria no meu partido, nunca tentaram tomar o PMDB de Pernambuco daqueles que estão há 50, 40 e 30 anos dentro do partido”, protestou Jarbas, citando, entre outros correligionários, o vice-governador Raul Henry, atual presidente estadual da sigla. “Não há improvisação no PMDB de Pernambuco. Há seriedade e transparência”, acrescentou.

O deputado afirmou que em várias situações, por conta dos seus posicionamentos, chegou a ser atacado dentro do próprio partido que ajudou a criar. Mas observou que mesmo nas divergências, nunca houve uma ação voltada para expulsá-lo ou puni-lo.

“Sempre houve respeito às diferenças. Respeito! Condição primária para a convivência em qualquer ambiente, e que faltou e está faltando a Fernando Bezerra Coelho”, disparou. “Quis o destino que a ameaça contra a minha pessoa, contra a minha história, contra a minha postura, voltasse à tona. E ela voltou, às vésperas de um ano eleitoral”, reforçou.

 

E A MASCARA VAI CAINDO – Acusação contra “quadrilhão” deixa Palácio do Planalto em alerta

As conclusões do inquérito da Polícia Federal que investigou o chamado “quadrilhão” do PMDB na Câmara – grupo o qual o presidente Michel Temer (PMDB) fez parte – acenderam o sinal amarelo no Palácio do Planalto.

* Com agências

QUADRILA

Temer e o seu “Quadrilhão”

Para auxiliares de Temer, o relatório final da PF, apontando que integrantes do PMDB participavam de uma organização criminosa, tem tudo para turbinar uma segunda denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente.

Além de uma iminente delação do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), também partícipe do grupo.

No momento em que o Planalto avaliava que as prisões do empresário Joesley Batista e do executivo Ricardo Saud, ambos da JBS, poderiam enfraquecer uma nova acusação contra Temer, o relatório da PF causou preocupação. Além disso, o documento cita o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso após uma operação da PF que encontrou R$ 51 milhões em apartamento usado por ele em Salvador, na Bahia.

O Planalto teme que o falastrão Geddel acabe fazendo uma delação premiada e envolva Temer na prática de crimes. Em conversas reservadas, aliados do presidente têm receio de que Geddel se transforme em um “novo Antonio Palocci”. Ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos do PT, Palocci acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na semana passada, de fazer um “pacto de sangue” com a Odebrecht para receber R$ 300 milhões em propinas.

Desde que a PF descobriu malas de dinheiro atribuídas a Geddel, o governo e a cúpula do PMDB tentam se descolar do ex-ministro. “Acho que quem tem que explicar é a Polícia Federal e, eventualmente, se [Geddel] tiver algum tipo de relação, ele também deve explicar”, afirmou o senador Romero Jucá (RR), presidente nacional do PMDB. “Cada um responde pelos seus atos”, emendou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (RS).

Na avaliação do núcleo político do governo, Janot não deixará o cargo, no fim desta semana, sem apresentar nova denúncia contra Temer. Com esse diagnóstico, ministros já retomaram as conversas para pedir a deputados de seus partidos que não abandonem o presidente se outra acusação contra ele chegar ao plenário da Câmara.

Além de Temer e Geddel, participam do grupo o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), preso desde outubro de 2016, e Henrique Eduardo Alves (RN). Os atuais ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, também estão implicados no processo.

 

Instituto Ricardo Brennand comemora 15 anos com programação especial

Uma programação completamente especial foi montada para comemorar os 15 anos do Instituto Ricardo Brennand neste mês.

Com informações do blog de Roberta Jungmann

Entre as atividades, o público poderá conferir a apresentação do grupo pernambucano especializado em música barroca Ensemble Vocal Gárgula, além da 11ª edição da Primavera dos Museus, com encontro literário, visitas mediadas, danças circulares e muitos mais.

Instituto Ricardo Brennand tem programação especial neste mês –
Crédito: Ricardo Fernandes/DP

Nesta terça-feira, data oficial em que comemora aniversário, o complexo cultural realizará palestra com pesquisador holandês Peter Van Mensh sobre A museologia das coleções privadas. No domingo, será a vez da apresentação do barítono Miguelangelo Cavalcanti, acompanhado pela pianista Elyanna Caldas.

Já no dia 30 de setembro, para fechar as festividades, o pianista pernambucano Amaro Freitas fará um concerto apresentando o álbum Sangue Negro. O Instituto Ricardo Brennand foi idealizado pelo colecionador e empresário Ricardo Brennand e de sua inauguração, em 2002, até hoje já recebeu mais de dois milhões e meio de visitantes. Localizado na Várzea, zona Oeste do Recife, o complexo cultural se tornou um dos principais destinos turísticos do Brasil e rota de grandes exposições mundiais.

Ricardo Brennand – Crédito: Nando Chiappetta/DP

O IRB reúne, em mais de 30 mil metros quadrados, obras de arte adquiridas durante cerca de 60 anos de colecionismo e está distribuída num complexo cultural que compreende a Pinacoteca, o Museu Castelo São João, a Galeria, a Biblioteca, o Parque de Esculturas dos Jardins e a Capela Nossa Senhora das Graças. Nos anos de 2014 e 2015, o IRB foi eleito o melhor museu da América Latina pelo Traveler’s Choice Museums do TripAdvisor, que é considerado o maior site de viagens do mundo.

Confira a programação completa:

12/09 (Terça-feira) – Palestra com o pesquisador holandês Peter Van Mensh sobre Museologia das Coleções Privadas.
Local: Auditório
Horário: 15h

15/09 (sexta-feira) – CiME (Cinema, Museu e educação)
Local: Auditório
Horário: 15h

16/09 (sábado) – Apresentação do grupo pernambucano especializado em música barroca, Ensemble Vocal Gárgula
Local: Sala do Conselho
Horário: 15h30

17/09 (domingo) – Apresentação do barítono Miguelangelo Cavalcanti, acompanhado pela pianista Elyanna Caldas.
Local: Sala do Conselho
Horário: 15h30

19/09 (terça-feira) – Primavera dos Museus “Danças Circulares” (O encontro entre dois mundos através da magia das danças. O Brasil dos nativos e a Europa dos colonizadores experimentados através de uma vivência coletiva).
Local: Galeria
Horário: 14h

20/09 (quarta-feira) – Primavera dos Museus “Formação Turismo” (Formação voltada para os profissionais da área de Turismo promovendo o conhecimento sobre o Instituto Ricardo Brennand e suas histórias).
Local: Auditório
Horário: 14h

22/09 (sexta-feira) – Primavera dos Museus “Visitas Mediadas” (Elegendo temáticas das coleções do acervo do Instituto, serão oferecidas mediações propositivas e interativas para o público geral).
Local: Exposições
Horário: 14h

23/09 (sábado) – Primavera dos Museus “Peça a Peça: 15 anos do IRB” (O Peça a Peça, programa vinculado ao Educativo do Instituto Ricardo Brennand, apresenta nesta edição, os 15 anos do Instituto, suas memórias e sua convergência nas recordações dos seus visitantes).
Local: Pinacoteca
Horário: 14h

24/09 (domingo)
* Primavera dos Museus “Encontro Literário” (Será sobre memória, a partir da construção dos próprios moradores do bairro da Várzea).
Local: Auditório
Horário: 14h

*Primavera dos Museus – Apresentação “Duo Colibri” com as flautistas Laurence Pottier e Daniele Cruz
Local: Capela Nossa Senhora das Graças

30/09 (Sábado) – Concerto do pianista pernambucano Amaro Freitas, que apresenta músicas do álbum Sangue Negro
Local: Sala do Conselho
Horário: 15h30

11 DE SETEMBRO – UMA DATA INESQUECÍVEL NA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DA HUMANIDADE

chileGolpe militar no Chile liderado pelo general Augusto Pinichet derrubava o governo socialista de Salvador Allende começando assim uma ditadura militar naquele país por quase 17 anos com profundas consequências na América do Sul.

 

 

torresSequestro de quatro aviões pelos terroristas do Al Qaeda, que causaram a destruição das Torres Gêmeas em NY, contra o contra o Pentágono em Washington e na Pensilvânia ocasionando  3 mil mortes e mais de 6 mil feridos.

11 DE SETEMBRO NO CHILE

Em 11 de setembro de 1973, as Forças Armadas do Chile, através de um golpe de Estado, derrubaram o governo de Salvador Allende e deram início a um governo militar no país.

Durante o Golpe, o Palácio de La Moneda (sede do governo) foi bombardeado pelo exército. Salvador Allende, antes das tropas o prenderem, se suicidou.

Começava assim a ditadura militar no Chile, que foi governado por quase 17 anos pelo general Augusto Pinochet.

11 DE SETEMBRO ESTADOS UNIDOS

O avião estava a 700 km/hora, e levava 92 passageiros e nove membros da tripulação a bordo.  Às 09h03, 18 minutos mais tarde, a Torre Sul foi atingida pelo voo 175 da United Airlines na altura dos andares 77 ao 85, a uma velocidade de 540 km/hora.

Além dos aviões que se chocaram contra as Torres Gêmeas, outros dois aviões foram sequestrados em 11 de setembro de 2001.

O voo 93 da United Airlines se chocou em um campo no estado da Pensilvânia quando os passageiros tentaram retomar o controle da aeronave. Os 37 passageiros e os sete membros da tripulação morreram.

Um quarto avião se chocou contra um dos maiores edifícios de escritórios do mundo: o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA.

Às 09h37, o voo 77 da American Airlines se chocou a 530 km/horas contra o Pentágono, matando os 64 passageiros e tripulantes, assim como 125 civis e militares que estavam trabalhando no prédio, nos arredores de Washington.

“Havia uma fumaça sobre Washington, mas não dava para identificar uma fonte específica”, escreveu Culbsertson na primeira carta, escrita justamente em 11 de setembro.

Os passageiros dos dois aviões foram somente algumas das 3 mil vítimas dos ataques e posterior destruição das torres, que caíram após o fogo derreter as estruturas que as mantinham firmes.

Os eventos desse dia foram uma série de ataques coordenados cometidos pelo grupo Al Qaeda, que deixaram mais de 6 mil feridos.

BRASÍLIA – Reforma política será definida na semana que vem

Sistema eleitoral que entrará em vigor ainda causa debate entre os deputados

Jornal do Brasil

reformaA semana que vem será decisiva para a reforma política.

Caso queiram que ela comece a funcionar em 2018, os deputados terão que chegar a algum consenso sobre o sistema eleitoral.

Acordo fechado entre lideranças da Casa prevê que o plenário vote a partir de terça-feira (12) a PEC 77, que define o sistema eleitoral a ser adotado para a escolha de deputados e vereadores e ainda cria um fundo de financiamento eleitoral com recursos públicos.

Em seguida, vão para a votação da PEC 282, que acaba com as coligações e estabelece a chamada cláusula de barreira. “Estamos avançando, acho que vai ser possível”, disse o relator da PEC 77, deputado Vicente Cândido (PT-SP).

O grande problema continua sendo entre distritão ou distritão misto. “Estamos trabalhando em uma proposta de distritão misto, para ver se aproxima algumas bancadas. Estamos trabalhando essa possibilidade e aí resolve o problema”, afirmou o deputado.

O texto produzido pela comissão especial que analisou a medida prevê que seja adotado o chamado distritão para 2018 e 2020.

Neste sistema, serão eleitos deputados no ano que vem os candidatos mais votados em cada Estado. Em 2020, os vereadores eleitos serão os mais votados em cada município.

O modelo, no entanto, não conta com apoio suficiente para ser aprovado em plenário, já que, por se tratar de uma PEC, são necessários 308 votos.

A tese do distritão misto, sistema majoritário em que os votos em legenda seriam computados pelos mais votados em cada partido, já havia sido levantada antes, sem sucesso.