Festa de Cristo Rei no Alto do Cruzeiro, de 20 à 26 de novembro

Todos os anos no Alto do Cruzeiro acontece a tradicional festa de Cristo Rei, esse ano nos dias 20 à 26 de novembro com Celebrações Eucarísticas, Shows e Quermesse. 

Sem título (2)

Informação enviada por Josinaldo Leão <josinaldoleao12@hotmail.com

 

Segue as informações

Segunda Feira (20/11/2017) – Missa do Romeiro

18h30min – Procissão Luminosa saindo da igreja Matriz de Sant’Ana em direção a Igreja de Cristo Rei.

Celebrante : Pe. Cicero

Animação: Coral de Sant’Ana

Terça Feira (21/11/2017) – 19h30min- Celebração Eucarística

Celebrante: Pe. Adenilton Moisés

Animação: Coral Cristo Rei (Bernadete)

Quarta Feira(22/11/2017) – 19h30min -Celebração Eucarística

Celebrante: Pe. Aluísio

Animação: Ministério de musica Santíssima Trindade

Quinta Feira (23/11/2017)  – 19h30min-Celebração Eucarística

Celebrante: Pe. Paulo Jorge

Animação: Coral de Cristo Rei (Marcos e amigos)

Sexta Feira (24/11/2017) – 19h30min-Celebração Eucarística, Após a Celebração Noite Cultural

Celebrante : Dom Bernardino Marchió

Animação: Ministério de música Nossa Senhora de Lourdes

Sabado (25/11/2017) – 19h30min-Celebração Eucaristica

Show: Banda Contemplação

Domingo (26/11/2017)

16h- Saída da Procissão do Andor com a Imagem de Cristo Rei

         ( Casa de D. Beta – Rua do Cruzeiro,401/Próximo ao GAMR)

17h- Celebração Eucarística

Celebrante: Pe. Fernando Lima

Após a Missa Show Com a Comunidade Centelha Divina.

BANDA XV DE NOVEMBRO ANO 123. Livro da Jornalista Fernanda Tavares é referência na indicação da Banda como “Patrimônio vivo de Pernambuco”

NANDA 120Sociedade Musical XV de Novembro, patrimônio vivo de Pernambuco

Incentivo do Governo do Estado ampliará as ações formativas da banda e possibilitará gravação de um novo álbum.

Foto: acervo Sociedade Musical XV de NovembroFoto: acervo Sociedade Musical XV de Novembro

Por Roberto Moraes Filho

Surgindo como um pequeno conjunto musical, o qual se tornou a primeira banda da cidade de Gravatá, no Agreste pernambucano, a Sociedade Musical XV de Novembro teve a sua formação artístico-cultural registrada oficialmente em 1894, quando foi fundada e passou a acompanhar o ritmo de desenvolvimento econômico e cultural do município.

Marcada por acontecimentos políticos da sociedade da época, a banda teve o seu nome inspirado em ideais republicanos, que foram repercutidos com intensidade no Brasil, a partir da Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889.

No livro ‘Sociedade Musical XV de Novembro de Gravatá’ (2013), a jornalista Fernanda Tavares resgata o início da banda, originada por volta de 1857 e que teve como idealizador o fazendeiro e militante republicano Lourenço Lins de Araújo, acompanhado de seus filhos e demais integrantes.

“Para falar de política e pregar sua ideologia anti-imperialista, Lourenço Lins de Araújo fazia festas para atrair amigos, vizinhos, adeptos e outros correligionários.

Para animar essas festas, ele fundou uma banda de música, uma fanfarra que deu o nome de Banda do Republicano. Teria adquirido os instrumentos musicais e os distribuiu com cada um dos seus 14 filhos e algumas pessoas agregadas. Contratou professores e cada filho, e filha, passaram a ser músicos e praticar esta arte”, relatou a escritora gravataense.

Posteriormente, segundo Fernanda Tavares, com a separação de parte dos integrantes dos filhos de Lourenço Lins de Araújo, a banda foi oficializada com o nome de Sociedade Musical XV de Novembro, durante o ato do segundo decreto municipal, ocorrido na posse de Antônio Avelino do Rêgo Barros, primeiro prefeito eleito do município de Gravatá.

Com o passar das décadas, diversos músicos iniciantes e também com carreiras já iniciadas, foram ingressando na banda, tendo um papel fundamental na trajetória da XV de Novembro, a exemplo de Manuel Bombardino, Adelson Pereira e Moacir Santos. Por mais de 50 anos a frente da banda, o maestro Manoel Pereira da Silva – ou maestro Manoel Bombardino, falecido em 1995 – iniciou suas atividades na banda em 1931, após sair de Pesqueira, sua cidade natal, a convite do maestro Trajano.

 “Em 1994, quando ele já estava idoso e decidiu se aposentar da carreira de músico, transferiu o seu cargo para mim. Então pude dar continuidade à tradição do meu pai com o mesmo estilo sinfônico que já acompanhava quando iniciante”, explicou o maestro Adelson Pereira, que integra a banda há 22 anos.

“De todas as atividades que desempenho, o que mais me fascina é ser instrutor da escola de música mantida pela banda. A medida em que os alunos vão concluindo o curso, alguns deles se interessam em integrar a XV de Novembro e passam a ser meus colegas”, comentou o maestro,  atualmente o integrante mais antigo entre os demais componentes. Entre os trabalhos musicais importantes que foram compostos por Manoel Bombardino, dentro da banda, está o Hino de Gravatá, feito em parceria com a professora Maria José de Carvalho.

Já o compositor e saxofonista Moacir Santos, falecido em 2006, também fez história na XV de Novembro e posteriormente ganhou projeção internacional como jazzista nos Estados Unidos. Sua passagem pela banda foi marcada por aprendizados com o maestro Bombardino, que o abrigou em sua residência, quando Moacir saiu de São Joaquim do Monte, no Sertão, aos 11 anos, para se estabelecer e estudar música. Após iniciar a carreira artística na banda, o músico saiu de Gravatá em 1940, e foi para o Rio de Janeiro, onde passou a exercer funções como arranjador, maestro e multi-instrumentista.

Foto: acervo da Sociedade Musical XV de NovembroFoto: acervo da Sociedade Musical XV de Novembro


Possuindo como característica principal a manutenção e a formação da música instrumental através de jovens interessados em levar a tradição adiante, a Sociedade Musical XV de Novembro está composta atualmente por 40 componentes e possui como presidente Almir de Souza Silva, desde maio de 2015.

No último dia 22 de dezembro, durante cerimônia realizada no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, a banda recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.

“Para a gente, é uma importância muito grande este prêmio, não só como reconhecimento da Sociedade Musical XV de Novembro, que é uma instituição com mais de 122 anos, mas que já é um patrimônio da cidade de Gravatá, do Estado de Pernambuco e do Brasil.

O incentivo financeiro do Governo do Estado possibilitará ampliar deste projeto, desenvolvendo ainda mais as ações culturais que realizamos em Gravatá, com mais crianças e adolescentes sendo atendidos pela nossa escola de música, além do nosso próximo projeto musical, que será um CD de dobrados, relembrando vários autores brasileiros. Em breve, também estaremos realizando o planejamento da gravação do nosso primeiro DVD”, comentou emocionado Almir de Souza Silva.

BANDA XV DE NOVEMBRO ANO 123. Livro da Jornalista Fernanda Tavares é referência na indicação da Banda como “Patrimônio vivo de Pernambuco”

NANDA 120Sociedade Musical XV de Novembro, patrimônio vivo de Pernambuco

Incentivo do Governo do Estado ampliará as ações formativas da banda e possibilitará gravação de um novo álbum

Foto: acervo Sociedade Musical XV de NovembroFoto: acervo Sociedade Musical XV de Novembro

Por Roberto Moraes Filho

Surgindo como um pequeno conjunto musical, o qual se tornou a primeira banda da cidade de Gravatá, no Agreste pernambucano, a Sociedade Musical XV de Novembro teve a sua formação artístico-cultural registrada oficialmente em 1894, quando foi fundada e passou a acompanhar o ritmo de desenvolvimento econômico e cultural do município.

Marcada por acontecimentos políticos da sociedade da época, a banda teve o seu nome inspirado em ideais republicanos, que foram repercutidos com intensidade no Brasil, a partir da Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889.

No livro ‘Sociedade Musical XV de Novembro de Gravatá’ (2013), a jornalista Fernanda Tavares resgata o início da banda, originada por volta de 1857 e que teve como idealizador o fazendeiro e militante republicano Lourenço Lins de Araújo, acompanhado de seus filhos e demais integrantes.

“Para falar de política e pregar sua ideologia anti-imperialista, Lourenço Lins de Araújo fazia festas para atrair amigos, vizinhos, adeptos e outros correligionários.

Para animar essas festas, ele fundou uma banda de música, uma fanfarra que deu o nome de Banda do Republicano. Teria adquirido os instrumentos musicais e os distribuiu com cada um dos seus 14 filhos e algumas pessoas agregadas. Contratou professores e cada filho, e filha, passaram a ser músicos e praticar esta arte”, relatou a escritora gravataense.

Posteriormente, segundo Fernanda Tavares, com a separação de parte dos integrantes dos filhos de Lourenço Lins de Araújo, a banda foi oficializada com o nome de Sociedade Musical XV de Novembro, durante o ato do segundo decreto municipal, ocorrido na posse de Antônio Avelino do Rêgo Barros, primeiro prefeito eleito do município de Gravatá.

Com o passar das décadas, diversos músicos iniciantes e também com carreiras já iniciadas, foram ingressando na banda, tendo um papel fundamental na trajetória da XV de Novembro, a exemplo de Manuel Bombardino, Adelson Pereira e Moacir Santos. Por mais de 50 anos a frente da banda, o maestro Manoel Pereira da Silva – ou maestro Manoel Bombardino, falecido em 1995 – iniciou suas atividades na banda em 1931, após sair de Pesqueira, sua cidade natal, a convite do maestro Trajano.

 “Em 1994, quando ele já estava idoso e decidiu se aposentar da carreira de músico, transferiu o seu cargo para mim. Então pude dar continuidade à tradição do meu pai com o mesmo estilo sinfônico que já acompanhava quando iniciante”, explicou o maestro Adelson Pereira, que integra a banda há 22 anos.

“De todas as atividades que desempenho, o que mais me fascina é ser instrutor da escola de música mantida pela banda. A medida em que os alunos vão concluindo o curso, alguns deles se interessam em integrar a XV de Novembro e passam a ser meus colegas”, comentou o maestro,  atualmente o integrante mais antigo entre os demais componentes. Entre os trabalhos musicais importantes que foram compostos por Manoel Bombardino, dentro da banda, está o Hino de Gravatá, feito em parceria com a professora Maria José de Carvalho.

Já o compositor e saxofonista Moacir Santos, falecido em 2006, também fez história na XV de Novembro e posteriormente ganhou projeção internacional como jazzista nos Estados Unidos. Sua passagem pela banda foi marcada por aprendizados com o maestro Bombardino, que o abrigou em sua residência, quando Moacir saiu de São Joaquim do Monte, no Sertão, aos 11 anos, para se estabelecer e estudar música. Após iniciar a carreira artística na banda, o músico saiu de Gravatá em 1940, e foi para o Rio de Janeiro, onde passou a exercer funções como arranjador, maestro e multi-instrumentista.

Foto: acervo da Sociedade Musical XV de NovembroFoto: acervo da Sociedade Musical XV de Novembro


Possuindo como característica principal a manutenção e a formação da música instrumental através de jovens interessados em levar a tradição adiante, a Sociedade Musical XV de Novembro está composta atualmente por 40 componentes e possui como presidente Almir de Souza Silva, desde maio de 2015.

No último dia 22 de dezembro, durante cerimônia realizada no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, a banda recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.

“Para a gente, é uma importância muito grande este prêmio, não só como reconhecimento da Sociedade Musical XV de Novembro, que é uma instituição com mais de 122 anos, mas que já é um patrimônio da cidade de Gravatá, do Estado de Pernambuco e do Brasil.

O incentivo financeiro do Governo do Estado possibilitará ampliar deste projeto, desenvolvendo ainda mais as ações culturais que realizamos em Gravatá, com mais crianças e adolescentes sendo atendidos pela nossa escola de música, além do nosso próximo projeto musical, que será um CD de dobrados, relembrando vários autores brasileiros. Em breve, também estaremos realizando o planejamento da gravação do nosso primeiro DVD”, comentou emocionado Almir de Souza Silva.

Rede Estadual inicia matrícula para ano letivo de 2018

São mais de 175 mil vagas disponíveis para estudantes novatos. O cadastro inicia a partir desta quinta-feira (16), exclusivamente pelo site: www.matricularapida.pe.gov.br.

Com informações da jornalista Isabel Franca <isabelfranca.educacao@gmail.com

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O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Educação, inicia seu processo de matrículas da Rede Estadual de Ensino para o ano de 2018.

O cadastro escolar terá início nesta quinta-feira (16 de novembro), a partir das 7h, exclusivamente pelo endereço eletrônico: www.matricularapida.pe.gov.br e segue até o dia 30 de dezembro. São mais de 175 mil vagas ofertadas para estudantes novatos em toda a Rede, para os ensinos fundamental e médio.

Do dia 02 a 17 de janeiro, ocorre a efetivação do cadastro, que deverá ser realiza diretamente nas escolas.

Para a confirmação da matrícula dos estudantes, os pais e/ou responsáveis devem apresentar os seguintes documentos: número da inscrição online, cópia da certidão de nascimento, comprovante de escolaridade, 01 foto 3×4 recente, comprovante de residência com CEP, Documento de Transferência, cópia da carteira de vacinação, comprovante de tipo sanguíneo e fator RH.

esco 3Os estudantes já matriculados na Rede Estadual terão automaticamente suas vagas confirmadas.

Das mais de 175 mil vagas ofertadas, 93.167 estudantes oriundos da rede municipal também já estão com suas matrículas reservadas, ou seja, não precisarão participar deste processo na internet, pois já estão automaticamente matriculados na Rede Estadual.

As vagas remanescentes para estudantes novatos na Rede Estadual totalizam 82.080, sendo 16.987 na capital, 18.671 na Região Metropolitana e 46.422 no interior. Destas, 32.266 são para o ensino fundamental, incluindo anos iniciais e finais; e 49.814 para o ensino médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Apenas nas Escolas de Referência em Ensino Médio (Erem) serão ofertadas 10.056 vagas, sendo 3.342 na RMR e 6.714 no interior do Estado.

O processo de ingresso nas Escolas Técnicas Estaduais (ETE) é diferente do cadastro escolar, feito mediante teste de seleção. Inclusive, as inscrições para o ano letivo 2018 das ETE encerraram no último dia 12.

O serviço de atendimento telefônico continuará disponível apenas para dúvidas e informações: 0800 286 0086, das 7h às 21h, de segunda a sábado, durante os meses de novembro e dezembro. “O mais importante neste processo é garantirmos vagas para todos os estudantes que desejem se matricular na nossa rede e não deixar nenhum jovem com idade escolar fora da escola”, destaca o secretário estadual de Educação, Fred Amancio.

Ao iniciar o cadastro, as informações deverão ser preenchidas até o final, pelo pai ou responsável, ou mesmo pelo próprio estudante, quando maior de 18 anos.

São solicitadas informações como nome completo, data de nascimento, escola de origem, escola que pretende estudar com série e turno, além de nome do responsável com endereço e telefone para contato.

Ao final, será gerado um protocolo que é a confirmação da matrícula realizada e que deve ser anotado e/ou impresso. Posteriormente, com este número de protocolo, o estudante se dirige à escola que se matriculou para entregar os documentos necessários.

Para auxiliar o acesso ao sistema, um conjunto de escolas que têm laboratórios de informática com internet estará acessível para a comunidade escolar que não tem acesso à internet poder realizar a matrícula.

O início do ano letivo está previsto para 05 de fevereiro de 2018. A Rede Estadual possui 1.057 escolas distribuídas por todos os municípios de Pernambuco e atende aproximadamente 603 mil estudantes matriculados.

ADRIANO SENA DO SAX. entrevistado desta terça-feira do Programa do Castanha, na Rádio CLIMA FM. Começa MEIO DIA.

ENTREVISTA COM O JORNALISTA CLAUDIO CASTANHA pela Rádio Clima FM 98.5, aplicativo da Internet e live Facebook.

adriano sena adriano swena saxUm momento importante com um musico importante para falar da arte musical, da Banda XV de Novembro que completa amanha 123 anos de fundação e de desempenho ininterrupto desde 1894, e da escalada de sucesso do saxofonista gravataense

ASSISTA O PROGRAMA DO CASTANHA, NA RÁDIO CLIMA FM (e através da LIVE), COM O ESPECIALISTA ANSELMO RICARDO. – O caso do jornalista William Waack, afastado da Globo acusado de racista. “O poder fulminante das redes sociais”

anselmoO caso do jornalista William Waack, afastado da Globo depois de ser flagrado dizendo uma frase racista, mostra a força instantânea do mundo digital. O assunto foi capa da Revista Veja desta semana,   “O poder fulminante das redes sociais”

Edição 2556 – 15/11/2017

VEJAO assunto será debatido hoje pela Radio Clima FM, no Programa do Castanha, com o jornalista Claudio Castanha e o especialista em Internet e suas Redes, Anselmo Ricardo.

PARTIDOS TERÃO R$ 1,7 BILHÃO PARA GASTAR ATÉ AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES DE 2018. Você sabe o que é o Fundo Partidário?

fpFoi criado em 1965, no governo de Castello Branco, no início da ditadura militar.É composto a partir de dotações orçamentárias da União, multas e penalidades eleitorais, recursos financeiros legais e doações privadas.

Um texto de Bruno André Blume

O que é o Fundo Partidário?

O Fundo Partidário é o nome popular dado ao Fundo de Assistência Financeira aos Partidos Políticos.

Foi criado em 1965, no governo de Castello Branco, no início da ditadura militar. Seu objetivo seria garantir que os partidos tenham autonomia financeira, permitindo sua existência e criando espaço para a diversidade de ideias na nossa política.

Ele é composto a partir de dotações orçamentárias da União, multas e penalidades eleitorais, recursos financeiros legais e doações privadas.

Hoje em dia, o Fundo é distribuído entre os partidos da seguinte forma:

  • 5% dos recursos são divididos igualmente entre todos os partidos;

  • os outros 95% são divididos proporcionalmente, de acordo com a quantidade de votos que cada partido obteve para a Câmara dos Deputados nas últimas eleições gerais.

Todos os meses, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) libera os recursos do Fundo através de:

  • Duodécimos: significa décima segunda parte (por causa da divisão em doze meses). É um valor fixo;

  • Multas eleitorais: esse valor é variável, pois depende do valor arrecadado a cada mês.

Quanto dinheiro é distribuído pelo Fundo?

O valor do fundo tem crescido progressivamente nos últimos anos. Em 2010, por exemplo, havia apenas R$ 200 milhões. Já em 2014, o Fundo Partidário distribuiu mais de R$ 365 milhões aos partidos.

O Fundo Partidário de 2015 teve valor bastante superior aos anos anteriores, totalizando R$ 867,5 milhões. A iniciativa para aumentar o fundo partiu do Congresso Nacional, e foi sancionada pela presidente Dilma. A justificativa é que as doações privadas foram muito menores do que o normal em 2015, o que aumentou a demanda dos partidos.

Em 2016, o Fundo distribuiu R$ 819 milhões, entre duodécimos e multas. Para 2017, o orçamento do governo federal prevê novamente a distribuição de R$ 819 milhões aos partidos pelo Fundo.

Como o Fundo é usado pelos partidos? Existem regras?

Vamos entender então…

A Lei 9.096/95 determina que 20% dos gastos sejam destinados à criação e manutenção de um instituto de pesquisa. Outros 5% devem ser usados para programas de promoção da participação das mulheres na política brasileira.

A maior parte do dinheiro que sobra vai para atividades do dia a dia, como a manutenção de sedes, pagamento de pessoal, eventos, campanhas institucionais, etc. A lei ainda estabelece limites para gastos com pessoal, referentes ao que cada diretório do partido recebe do Fundo no exercício financeiro:

  • diretórios nacionais dos partidos: 50% do valor que o diretório possua do Fundo;

  • diretórios estaduais: 60% dos recursos que tais diretórios receberem dessa origem.

A lei também proíbe que os partidos utilizem o Fundo Partidário para pagar multas eleitorais.

Os critérios de distribuição interna são definidos por cada partido. Alguns optam por colocar mais recursos em estados com mais filiados; outros distribuem de acordo com a quantidade de candidatos eleitos em cada cada estado.

E nas eleições? A verdade é que apenas uma fração do Fundo Partidário acaba sendo usado nas campanhas. O Estado de São Paulo calculou que, em 2012, nas últimas eleições municipais, foram usados R$ 180 milhões do Fundo nas campanhas eleitorais, o que representou apenas 3% dos gastos totais. Além disso, para que possam ser usados recursos do fundo em campanha, o candidato precisa abrir uma conta bancária separada, segundo as regras de prestação de contas da Justiça Eleitoral.

Fundo Partidário deve ser extinto?

Há quem defenda e quem critique o uso de verba pública para financiar as campanhas eleitorais. Do lado a favor, os principais argumentos são que o Fundo Partidário garante que todos os partidos tenham recursos para fazer suas campanhas e assim almejar alguma representação nas instâncias políticas. Dessa forma, o fundo fomenta uma maior diversidade partidária. O fundo também traz autonomia financeira para os partidos, que com esses recursos conseguem fechar suas contas.

Por outro lado, os contrários ao fundo criticam tanto seus critérios de distribuição, quanto as consequências negativas de sua existência. Segundo os critérios atuais, a maior parte dos recursos vai necessariamente para os partidos maiores, o que lhes dá vantagem sobre os menores. Outra crítica comum é que o dinheiro do fundo poderia ser destinado a áreas de maior prioridade, como serviços públicos em geral. Finalmente, há grupos que defendem o fim do financiamento público de campanhas porque esse recurso incentivaria a proliferação de partidos fisiológicos – partidos sem consistência ideológica, cujo fim seria apenas enriquecer seus membros.

Para saber mais sobre como os partidos fazem suas campanhas eleitorais, siga nesta trilha com o Politize!. Confira os próximos posts:

7- O horário eleitoral para TV e rádio

8- Doações privadas para campanhas

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Bruno André Blume – Bacharel em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e editor de conteúdo do portal Politize!.

O CASO DOS CORONÉIS E EMPRESÁRIOS PRESOS PELA PF, – Descaso com dinheiro público deixa feridas abertas na Mata Sul

A repórter Ciara Carvalho e equipe do Jornal do Commercio percorreram quatro cidades entre as mais castigadas pelas enchentes da Mata Sul, tanto em 2010 quanto em 2017

Um texto reportagem de Ciara Carvalho, Jornal do Commercio

ENCHENTESpfA suspeita de desvio de recursos públicos no socorro às vítimas das enchentes que devastaram várias cidades da Zona Mata Sul em 2010 e 2017 causou estrago também na esperança de quem deveria ser beneficiado por esse dinheiro.

Parte da verba que chegou foi usada para construir casas, mas a terraplenagem ruim levou famílias a abandonarem suas residências.

Entra e sai tragédia, a região vive de promessa e de espera. Cansados, muitos perderam a fé em dias melhores.

– “A gente se sente um nada”

O desabafo de muitos, milhares, na voz de um só. Com a casa condenada, ameaçada de desabar, Giovana Pereira, 38 anos, engrossa a legião dos que esperam. Nem deveria mais.

A casa onde ela mora, em Palmares, foi erguida na Operação Reconstrução, após as chuvas que devastaram a Mata Sul do Estado em 2010.

Entregue em 2014, o imóvel está com paredes e piso rachados. Precisa ser desocupado e Giovana, mãe de três filhos, se vê novamente sem ter para onde ir.

A frase, dita por ela em tom desolador, traduz a revolta dos moradores da região ao saberem que o dinheiro destinado a socorrer as vítimas das enchentes em 2010 e 2017 é agora alvo de uma megaoperação policial por suspeita de desvios dos recursos recebidos pelo governo do Estado.

“Eles deveriam ter vergonha. Não se rouba de quem não tem nada.”

A casa de Giovana corre o risco de ganhar o mesmo destino de outras três dezenas de residências que hoje estão abandonadas, segundo a Defesa Civil de Palmares, por má execução da obra de terraplenagem.

O cenário é desconcertante. O que era uma rua virou uma cratera que saiu comendo o asfalto e expulsou parte dos moradores.

Das casas atingidas, ficaram só paredes e marcas feitas pela Defesa Civil decretando a condenação dos imóveis. Todas as residências foram erguidas após a enchente de 2010, que devastou a cidade de Palmares.

“É um cenário cruel porque quem sempre sofre é a população. Toda essa erosão foi criada no terreno em função da má qualidade da obra de terraplenagem.

A consequência foi que o solo não se compactou direito e as casas passaram a apresentar rachaduras, inclinação das paredes, o piso começou a ceder”, diz o coordenador de Defesa Civil da cidade, Amauri Silva.

Ele lamenta que parte do dinheiro público gasto na construção das casas tenha sido jogado fora. “É um dinheiro perdido, porque esses imóveis não têm mais condições de serem reformados”, pontuou.

Uma realidade que só agrava o déficit habitacional da cidade. Em Palmares, 120 famílias vivem hoje de auxílio-moradia, pago pela prefeitura. E a situação tende a piorar. À medida que as voçorocas aumentam, mais moradores correm o risco de perder suas casas.

Na última sexta-feira (10), a reportagem do Jornal do Commercio percorreu quatro cidades entre as mais castigadas pelas enchentes da Mata Sul, tanto em 2010 quanto em 2017.

Encontrou uma região que vive de promessa, inverno após inverno, tragédia após tragédia.

Se em Palmares a tranquilidade da casa própria virou sinônimo de medo e desperdício do dinheiro público, em Maraial é o vazio que assalta a esperança dos moradores.

Desde as enchentes de 2010, a cidade espera a construção de 700 casas para abrigar a população que mora em área de risco. Foram executadas obras de terraplenagem em dois terrenos, localizados em áreas altas do município, mas nenhuma residência erguida.

Em um dos locais, chegou-se a construir o galpão que serviria de depósito de material e refeitório para os trabalhadores.

Hoje tudo está abandonado e destruído.

OPINIÃO, PARA QUEM GOSTA DE RÁDIO – Música brasileira é rica e está a todo vapor. Mas em qual rádio tocar?

radio 1 “O rádio nasceu no Brasil, oficialmente, em 7 de setembro de 1922, nas comemorações do centenário da Independência do País pela iniciativa de um médico chamado Roquette Pinto.

“Em minhas pesquisas identifiquei muitas rádios segmentadas: rock, sertanejo, pagode, clássica… Contudo, na Rádio Brasil Atual descobri uma programação eclética, que toca de tudo, desde que tenha qualidade.”

Um texto dradfialista Dery Nascimento.

 radio 3Começo esse texto aguçando a memória dos queridos leitores que levantam junto com a cidade efervescente de São Paulo e folheiam o jornal em busca de informação.

Quantos de vocês já tiveram um “radinho de pilha” ou mesmo um rádio-móvel ligado 24 horas em casa?

Hoje, temos as rádios em aplicativos nos celulares, fazendo o velho “radinho” pedir aposentadoria: “O rádio nasceu no Brasil, oficialmente, em 7 de setembro de 1922, nas comemorações do centenário da Independência do País. Roquette Pinto, um médico que pesquisava a radioeletricidade para fins fisiológicos, acompanhava tudo e, entusiasmado com as transmissões, convenceu a Academia Brasileira de Ciências a patrocinar a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que viria a ser a PRA-2. A rádio só começou a operar, no entanto, em 30 de abril de 1923”, conforme informações da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão.

Como crítico e pesquisador, percebo que os artistas, principalmente os independentes, enfrentam inúmeros obstáculos para fazer com que seus trabalhos toquem nas rádios.

Mesmo levando o material, há ainda uma certa dificuldade para chegar ao programador.

A música brasileira é riquíssima e está a todo vapor de produção. Mas em qual rádio tocar? As rádios USP FM 93.7 e a Brasil Atual FM 98.9 tocam esses artistas em suas programações e os recebem em seus estúdios. Em minhas pesquisas, identifiquei muitas rádios segmentadas: rádios de rock, de sertanejo, de pagode, de música clássica, assim por diante.

Contudo, foi na Rádio Brasil Atual que descobri uma programação eclética, que toca de tudo, desde que tenha qualidade. Ao acordarmos, temos a companhia agradabilíssima de Guaracy Junior, que traz o melhor da música tradicional sertaneja.

Vai ao ar de segunda a sábado, das 5h às 7h, ao vivo.  O ouvinte ainda pode pedir sua moda de viola preferida.

Durante as manhãs, os ouvintes também têm a companhia de Emerson Ramos, que apresenta a diversidade musical brasileira de todos os tempos, ao vivo, vai ao ar de segunda a sábado, das 9h às 12h.

A menina dos olhos da programação dessa rádio, destacadamente para os artistas, é o programa Hora do Rango, que recebe todas as tribos para um bate-papo com o jornalista e produtor musical Oswaldo Luiz Colibri Vitta. O programa é veiculado de segunda a sexta-feira, das 12h às 14h, reprisado aos sábados.

Às tardes, temos a companhia da bela jornalista Fabiana Ferraz, com os principais lançamentos, dos independentes aos já consagrados, de segunda a sábado, das 14h às 19h, ao vivo (agora com mais jornalismo, a partir das 17h30). Ainda temos o Clube do Choro, programa gravado, com o músico Guta do Pandeiro, que reúne o melhor do chorinho, jazz, bossa e MPB. Vai ao ar aos domingos, às 20h, reprise às quartas-feiras, às 21h.

E o programa Circuito MPB, apresentado por mim, Dery Nascimento, com as participações dos produtores Lenir Boldrin, Klaus Porlan e José Luiz Camacho, que destacam os bastidores das produções musicais, lançamentos, shows, entrevistas com artistas e agendas culturais. Ao vivo. Vai ao ar às segundas-feiras, às 20h. Duas horas de programação. Vida longa às rádios!