INEP divulga locais de prova na próxima sexta-feira, dia 20 de outubro

enemA maior novidade do Enem 2017 é que as provas serão aplicadas apenas aos domingos, serão dois subsequentes (05 e 12 de novembro). Antes as provas eram aplicadas em apenas um final de semana, sábado e domingo.

Os milhares de candidatos inscritos para realizar as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano, saberão, na próxima sexta-feira (20), qual seu local de prova.

A liberação do cartão de inscrição com todas as informações necessárias ao estudantes que vai passar pela avaliação, poderá ser acessado pela internet

Muitos participantes da última edição do Enem não conseguiram realizar o Exame por chegarem atrasados ou até mesmo não conseguirem encontrar seus locais de prova, então para que imprevistos como estes não voltem a acontecer orientamos os participantes a seguirem algumas dicas:

– Imprima o Cartão de Inscrição. Com este documento você terá sempre a mãos o endereço do seu local de provas do Enem 2017.

Estude as opções de transporte disponíveis que possam te levar até o local de aplicação, considerando interdições, ou quaisquer outras obras que possam ocorrer na cidade e venham a atrapalhar o trânsito.

– Saía cedo de casa. Imprevistos como engarrafamentos e acidentes podem ocorrer durante seu deslocamento, então procure antecipar a sua saída de casa nos dias em que for realizar as provas.

– Escolha o caminho. A dica aqui é ir até o local onde irá realizar as provas do Enem 2017 com antecedência, assim você pode cronometrar o tempo gasto e escolher a sua melhor opção principalmente se vai realizar o Exame em outra cidade.

– O Cartão de Confirmação de Inscrição do Enem 2017 não é documento de identificação, por isso nos dias do Exame leve sempre um documento de identificação original que possua foto, obrigatório para acesso do candidato ao local de prova. Dê prioridade ao RG.

A maior novidade do Enem 2017 é que as provas serão aplicadas apenas aos domingos, serão dois subsequentes (05 e 12 de novembro). Antes as provas eram aplicadas em apenas um final de semana, sábado e domingo.

Para acessar o seu cartão de Confirmação de Inscrição acesse o site do ENEM

O Inep lembra que para acessar o Cartão é necessário fornecer o número de CPF e a senha cadastrada na inscrição. Para os participantes que não se lembram da senha cadastrada, o Inep preparou um passo a passo para recuperação de senha.

Inep divulga Cartilha da Redação para quem vai disputar uma vaga no Enem

Material detalha todas as competências avaliadas e explica quais critérios serão utilizados nas correções dos textos.

enem 5Com informações do G1 da Globo

A Cartilha do Participante – Redação no Enem 2017 já está disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Publicada anualmente, a “Cartilha da Redação”, como também é conhecida, foi aprimorada para tornar a metodologia de avaliação da redação mais transparente.

Também está mais evidente o que se espera do participante em cada uma das competências avaliadas.

Não haverá novidades na forma de correção da redação no Enem 2017. A única mudança é a aplicação no primeiro dia de provas, 5 de novembro. O objetivo foi concentrar no mesmo dia a demanda cognitiva verbal e sociocultural do participante, uma vez que, no primeiro domingo, as áreas examinadas serão Linguagens, Redação e Ciências Humanas.

A Cartilha da Redação do Enem, preparada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) detalha todas as competências avaliadas e explica quais critérios serão utilizados nas correções dos textos.

Além disso, traz oito redações que obtiveram pontuação máxima no Enem 2016, com comentários. A ideia é apresentar exemplos positivos que contemplaram todos os critérios máximos de correção pelos diferentes corretores.

Cartilha em Libras

No ano em que estreia um novo recurso de acessibilidade para surdos e deficientes auditivos, a Videoprova Traduzida em Língua Brasileira de Sinais (Libras), o Enem estreia sua primeira Cartilha do Participante – Redação no Enem 2017 em Libras. Ao todo, são 26 vídeos, com todo o conteúdo da cartilha tradicional. A Cartilha da Redação em Libras está disponível no perfil do Inep no YouTube.

Além da utilização da Libras na prova e na cartilha, esse recurso é também utilizado nos vídeos de orientações e na campanha para as redes sociais.

Regras
– A prova de redação exige a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Os aspectos a serem avaliados relacionam-se às competências que devem ter sido desenvolvidas durante os anos de escolaridade. Nessa redação, o participante deverá defender uma tese – uma opinião a respeito do tema proposto –, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual.

O texto deve ser redigido de acordo com a modalidade escrita formal da língua portuguesa. Também é preciso elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto que respeite os direitos humanos.

O texto produzido é avaliado por, pelo menos, dois avaliadores, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Esses dois professores avaliam o desempenho do participante de acordo com as cinco competências.

Cada avaliador atribuirá uma nota entre 0 e 200 pontos para cada uma das cinco competências, e a soma desses pontos comporá a nota total de cada avaliador, que pode chegar a 1.000 pontos.

A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.

Competência 1 – Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.

Competência 2 – Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

Competência 3 – Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Competência 4 – Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Competência 5 – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Aplicativos auxiliam estudantes que farão o Enem 2017

enen 2017Game do app G1 Enem surge como opção de estudo descontraído e interativo. Já o do Inep ajuda estudantes a encontrar informações sobre o certame.

Com informações do G1 da Globo

Estudar de forma descontraída é a busca de muitos alunos, principalmente aqueles que estão próximos a concluir o Ensino Médio, onde a pressão por um alto desempenho e a conquista de uma vaga nas melhores universidades do país é uma constante.

Pensando em ajudar esses estudantes o Portal G1 lançou, no ano passado, o aplicativo G1 Enem. A ideia é que o aluno possa estudar de forma descontraída, através de um jogo. O primeiro passo para usá-lo é criar um usuário, após o download, o que pode ser feito através de seu perfil no Facebook.

App se divide por áreas do conhecimento com opção de desafiar outro usuário (Foto: Globo.com) App se divide por áreas do conhecimento com opção de desafiar outro usuário (Foto: Globo.com)

App se divide por áreas do conhecimento com opção de desafiar outro usuário (Foto: Globo.com)

Logo em seguida, o estudante passa a ter acesso às funções do aplicativo. Os conteúdos são divididos em categorias de acordo com as áreas do conhecimento avaliadas no Exame: Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens e Códigos e Matemática. Antes de jogar você pode assistir a vídeos que dão boas dicas sobre as diferentes disciplinas.

Os jogos são compostos de seis perguntas em cada rodada, que o aluno precisa responder antes que o tempo se acabe, selecionando a alternativa correta. O jogo permite três modos, o de jogar sozinho, contra um amigo ou contra um jogador aleatório.

Outro aplicativo que auxilia bastante, mas dessa vez para acompanhar as fases do Exame, é o app do “Enem 2017” do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A plataforma do exame deste ano tem novidades em relação a usada em 2016. Agora, há uma seção de notícias e o acesso é liberado ao público.

Assim, pais, professores, jornalistas e quem mais interessar pelo assunto, pode acompanhar as áreas que não exigem login do participante, aqueles que farão o Enem e tem número de inscrição. Outra novidade é a liberação dos espelhos de redação.

O aplicativo, além de ser mais uma forma de contato entre o Inep e o participante, auxilia na organização e cumprimento de prazos relacionados ao Enem. Antes do período de provas, por exemplo, podem ser visualizados dados da situação da inscrição, cronograma, locais de provas e o cartão de confirmação. Após os testes, o aplicativo fornece o gabarito, o resultado individual e o espelho da redação.

Procedimentos

A função Alerta permite ao usuário selecionar sobre quais informações quer ser notificado quando ocorrerem atualizações no cronograma. Também é possível fazer uma checagem das ações concluídas durante as etapas do exame, facilitando o acompanhamento de pendências.

No mural de avisos, o participante pode acessar comunicados oficiais do Inep. Demais dúvidas poderão ser solucionadas na seção “Perguntas frequentes”, sempre disponível.

Para garantir a segurança na utilização da ferramenta, a recomendação é baixar o app direto da loja de aplicativos do seu celular (Google Play e App Store) e confirmar se o nome do desenvolvedor é o Inep. No ano passado, o aplicativo Enem teve quase 3 milhões de downloads, tornando-se o número um na categoria educação.

TOURNÉE PELO BRASIL – RS, SP,MG e BA – Paul McCartney, aos 75 anos, faz com que show de 3 horas pareça fácil.

Muita gente de Gravatá para assistir o velho Mac. Ex-beatle mostrou domínio sobre público e sobre própria carreira com sucessos de todas as suas fases no Allianz Parque neste domingo (15).

Com informações do G1 da Globo.

paulShows de grandes artistas internacionais com três horas de duração não são a norma no Brasil, um país mais acostumado aos festivais gigantescos que comprimem o maior número de nomes em um único dia. Quando alguém resolve estender o espetáculo, como fez o Guns N’ Roses, é digno de nota. Mais incrível ainda é ver sir Paul McCartney, do alto de seus 75 anos, realizar tal proeza neste domingo (15) no Allianz Parque, em São Paulo, como se fosse fácil.

As 45,5 mil pessoas que esgotaram em cerca de um dia os ingressos para a apresentação da turnê “One on One” tiveram de aguardar pouco além do esperado para assistir ao retorno do ex-baixista dos Beatles a São Paulo, após quase três anos.

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Às 21h02 o público já gritava ao ouvir o acorde que anunciava a primeira canção, “A hard day’s night”, responsável por abrir também o show de Porto Alegre (RS) na sexta-feira (13). Os gaúchos, aliás, ganharam uma música a mais em sua apresentação, mas não puderam ver “Drive my car”. Em seu lugar, ouviram “Got to get you into my life”.

O resto da noite seguiu com o previsto desfile de sucessos para agradar fãs de todas as fases do cavaleiro inglês. Os beatlemaníacos tiveram direito de ouvir até mesmo “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, ausente durante sua última passagem por São Paulo, em 2014.

Fãs de Wings, a banda de Paul com sua ex-mulher Linda [1941-1998], vibraram com os gritos de “Jet” e com as explosões (literais) de “Live and let die”, momento apoteótico em que o palco é tomado por chamas e fogos de artifícios.

E até a carreira solo recente teve seu brilho. O cantor mostrou que ainda tem a potência necessária para substituir os vocais de Rihanna na bela versão de “FourFiveSeconds”, lançada em parceria com a cantora e com Kanye West, além de mandar “Queenie Eye” e “New”.

A sequência com as duas canções do álbum de 2013 mostra bem como o planejamento é feito com a experiência de alguém com décadas de estrada. Quando o público ameaçava perder o interesse pelas músicas novas, Paul emendou “Lady Madonna”. Com sua energia dançante, fez com que todos no estádio voltassem a gritar e pular.

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Houve também, é claro, os momentos clássicos. Desde a reboladinha em “And I love her”, às luzes dos celulares do público em “Let it be”, os “na na na na” de “Hey Jude” e a finalização com a mistura de “Golden slumbers”, “Carry that weight” e “The end”.

Tudo isso entrecortado por declarações de amor, provocações e gírias em inglês e no idioma local. “Como está meu português? Bom?”, perguntou Macca, com a inocência de quem não tem feito inúmeros shows no Brasil nos últimos anos.

Tamanha interação com os fãs está longe de ser inesperada. Até a brincadeira com um assistente que impede que o cantor vá embora e “ordena” que ele toque mais uma é repeteco exato do que aconteceu em 2014. Mas Paul tem carisma de sobra para convencer que até as “colas” em português espalhadas pelo palco apenas estão ali por acaso.

Sem a chuva que ameaçou cair durante todo o dia – e que esteve presente em suas duas últimas passagens pela cidade, em 2010 e 2014 – a noite ainda teve homenagens. “My valentine” foi dedicada à atual esposa, Nancy Shevell. “Ela está aqui hoje”, disse. O antigo produtor dos Beatles, George Martin [1926-2016], foi lembrado com “Love me do”.

Até Jimi Hendrix [1942-1970] esteve presente, durante rápida passagem instrumental de “Foxy lady”, momento em que Paul parece querer mostrar que ainda tem as manhas com os instrumentos – como se precisasse. Ele toca baixo, guitarra, ukulele e dois tipos de piano na apresentação.

Mas é George Harrison [1943-2001], antigo colega de banda, quem recebe a mais clássica e bela lembrança em “Something”. Iniciada com o cantor em uma plataforma elevada e com um ukulele em mãos, ela parece perder um pouco de sua força original enquanto dá uma certa continuidade à psicodelia de “Being for the benefit of mr. Kite!”. Impressão que dura até a virada com as guitarras da canção, que a devolve ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

Paul McCartney ainda toca em Belo Horizonte (MG), na terça-feira (17), e em Salvador (BA), na sexta-feira (20).

O BRASIL NÃO MERECE – Doleiro Lúcio Funaro delata José Yunes e complica mais a situação de Temer

O CERCO ESTÁ APERTANDO. Um pais governado por uma quadrilha de ladrões?

Da Redação do Diario de Pernambuco

ladroesO operador financeiro Lucio Funaro, preso pela Operação Lava Jato, afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o advogado José Yunes, ex-assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB), tinha certeza de que entregou a ele uma caixa com dinheiro em setembro de 2014, às vésperas da eleição.

Segundo Funaro, era “lógico” que Yunes tinha ciência de que se tratava de recursos. De acordo ele, o ex-assessor de Temer entregou uma caixa com R$ 1 milhão da Odebrecht. Ao falar sobre desvios na Caixa Econômica Federal, Funaro também disse ter “certeza” que o ex-deputado Eduardo Cunha “dava um percentual também para o Michel Temer” do esquema que ele, Cunha, “capitaneava”.

“Eu nunca cheguei a entregar, mas o Altair (Altair Alves, operador de Cunha) deve ter entregado, assim, algumas vezes. O Altair às vezes comentava que tinha que entregar um dinheiro para o Michel”, disse.

O jornal Folha de S.Paulo teve acesso à gravação em vídeo do depoimento prestado por Funaro à PGR no dia 23 de agosto deste ano.

O acordo de colaboração foi homologado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A revelação do episódio, também delatado pela Odebrecht, levou à saída de Yunes do Planalto em dezembro do ano passado. O relato de Funaro diverge do de Yunes, que afirmou ter sido “mula” do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) para receber do delator um pacote com dinheiro. O delator afirma que essa versão do advogado “é impossível”.

“Ele [Yunes] tinha certeza que era dinheiro, ele sabia que era dinheiro, tanto que ele perguntou se meu carro estava na garagem, porque ele não queria que eu corresse risco de sair com a caixa para a rua. E até pelo próprio peso da caixa, para um volume de R$ 1 milhão, é uma caixa bem pesada”, afirmou Funaro. No relato, Funaro detalha que foi pegar R$ 1 milhão a pedido do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB).

Ao falar sobre desvios na Caixa Econômica Federal, Funaro disse ter “certeza” que o ex-deputado Eduardo Cunha “dava um percentual também para o Michel Temer” do esquema que ele, Cunha, “capitaneava”.

“Eu nunca cheguei a entregar, mas o Altair (Altair Alves, operador de Cunha) deve ter entregado, assim, algumas vezes. O Altair às vezes comentava que tinha que entregar um dinheiro para o Michel”, disse.

“E ele [Yunes] afirmar que foi feito de mula pelo ministro Padilha, que ele não sabia que dentro da caixa tinha dinheiro, é impossível, porque nenhum doleiro vai entregar R$ 1 milhão no escritório de ninguém sem segurança. Ninguém vai mandar entregar um dinheiro, R$ 1 milhão, sem avisar que está mandando entregar valores, porque senão a pessoa pode pegar a caixa e deixar jogada em algum lugar, ter um assalto “, disse Funaro à PGR.

“Dá para saber que a caixa tinha dinheiro?”, questionou a Procuradoria. “Todo mundo sabe que a caixa tem dinheiro. Isso aí está óbvio que a caixa tinha dinheiro”, respondeu Funaro. A PGR então perguntou:

“O José Yunes sabia que existia dinheiro na caixa?”? “Lógico, lógico. Ele sabia que eu iria lá retirar dinheiro. […] Eu fui receber dinheiro que ele [Yunes] tinha recebido da Odebrecht, a parte que era destinada a financiar a campanha do Geddel”, afirmou.

No vídeo, Funaro relatou a visita que fez ao escritório do ex-assessor de Temer: “Me dirigi até o escritório do José Yunes, me apresentei a ele porque não conhecia ele. Ele me levou até a sala dele. Eu fui no escritório dele. Ficava no Itaim [em São Paulo], perto do meu escritório”.

E continuou: “Parei o carro na garagem e a secretária dele me levou até a sala dele, que ficava no primeiro andar. É uma casa que tem até um elevador dentro. Subi nesse elevador e fui até a sala dele. Na sala dele tinha até um diploma de faculdade dele, formado em Direito pela USP e um diploma dele de quando ele foi eleito deputado pela Constituinte”, contou.

“Ele me perguntou como estava indo a campanha do Eduardo [Cunha]. Falei que estava bem, que a gente estava investindo pesado para o Eduardo ter maioria na Câmara para depois conseguir se eleger presidente.

E aí desci, quando desci junto com ele e aí ele falou: o seu carro está aí dentro? Eu falei ‘tá’.

Aí ele pegou e solicitou que a secretária entregasse uma caixa pra ele e ele pegou essa caixa, me entregou e eu pus essa caixa não sei se foi no banco de trás do carro ou no porta-mala de trás do carro.

E nessa caixa tinha 1 milhão de reais, que era o valor que o Geddel tinha solicitado que eu fosse retirar lá com ele”, afirmou Funaro.

“Agora, se ele recebeu só a parte do Geddel ou se ele recebeu mais dinheiro, não posso afirmar, mas ele recebeu esse 1 milhão de reais e depois repassou esse dinheiro para mim”, acrescentou.

Funaro narrou que guardou a caixa de dinheiro em uma sala em seu escritório. Em seguida, entrou em contato com um doleiro sediado no Uruguai que prestava serviço para ele, chamado Tony – ele disse não se lembrar do nome completo do doleiro. Segundo Funaro, Tony fez para ele o trabalho de “logística” – receber o dinheiro em São Paulo e entregá-lo em Salvador. “Ele [um funcionário do doleiro Tony] entregou no comitê do PMDB da Bahia para o próprio Geddel”, disse Funaro.

Defesa

O advogado de Yunes, José Luis Oliveira Lima, disse, em nota, que “Lucio Funaro já faltou com a verdade em inúmeras oportunidades”, e que José Yunes, ao contrário de Funaro, goza de credibilidade. “Tão logo esses fatos ficaram públicos, Yunes procurou a PGR e prestou todos os esclarecimentos devidos”, afirmou o defensor. “Yunes teve seus argumentos acolhidos pelo Ministério Público tanto que jamais foi denunciado, mas sim arrolado como testemunha de acusação. É importante registrar que Funaro será processado por denunciação caluniosa pelo meu cliente”, disse Lima.

MEMÓRIA : HOMENAGEM A UM GRANDE HOMEM – “DOM HELDER E A SINFONIA DOS DOIS MUNDOS”

 O casal de músicos Rafael Garcia e Ana Altino, do grupo “Virtuosi” foi quem primeiro apresentou a Sinfonia dos Dois Mundos, de Dom Helder Câmara, no Brasil, em 2007.

Apesar de escrito em 1962, o texto é atual, pois fala sobre as mazelas do homem. A obra é também importante por abordar temas delicados, como a desigualdade social.

dom helder

Um texto de

Algum dia você soube que Dom Helder Camara também possui – entre as suas obras – uma SINFONIA, já apresentada pelo Mundo inteiro, inclusive na terra onde ele viveu seus últimos anos de vida, que é Pernambuco / Brasil???

Pois essa é uma das criações maravilhosas daquele homem iluminado, nascido em 1909. Para fazê-la, ele procurou o musicista Padre Pierre Kaelin, autor de uma Cantata famosa, “Messire François” (na qual São Francisco de Assis de Assis pede perdão a Deus por ter se deixado abater pela tristeza).

Conversaram. Trocaram idéias. Dom Helder falou da sua luta em favor dos mais necessitados, do seu sonho de usar a Música como instrumento em prol da Justiça e da Paz, fruto do seu desejo de ajudar a “criar um Mundo mais justo e mais humano”.

Nas mãos do Padre Kaelin foi deixado o resumo daquilo que movia nosso pastor ao pensar numa “Peregrinação da Paz”, circulando pelo mundo, provocando mudanças de modo pacífico, mas corajoso, em todo o terceiro mundo.

Dessa parceria nasceu a SINFONIA DOS DOIS MUNDOS… Um texto primoroso, criado por Dom Helder, tendo-o como “Recitante”, em todas as apresentações, até sua partida para a Casa do Pai, “transfigurada” (como o próprio Dom considerava) permeada de uma música lindíssima, composta em seis movimento de uma Sinfonia.

E a bela composição ganhou o mundo, mesmo… Começou em 1980, em Genebra, na Suíça (País do maestro e parceiro). Ainda naquele ano, era a vez de Friburgo, na Alemanha.

Foi lançado em Disco e Vídeo-Cassete em 1981. Foi para a França, em 1982, apresentada em Paris e Marseille. No mesmo ano foi a vez de Avignon, Parma, garia à Roma, Florença, Marseille e Strasburg. Atravessou o oceano em 1983 e chegou ao Canadá (em Sherbrookw), aos Estados Unidos (em St. Louis e Madison). E voltou à Europa, sendo apresentada em Paris, em Bruxelas, na Antuérpia, em Bois-le-Duc, em Milão…

Em 1984 foi a vez de Toledo. Em 1985, Bois-lu-Dic, San Sebastian, Bilbao, Pamplona, Montididéo, Kordsdorf, Genève e, enfim, o Brasil – Rio de Janeiro (“Projeto Aquário”), João Pessoa e Olinda (“Projeto Acauã). Em 1988 for apresentada na Catalunha. Em 1989 em Kortruk, Izagem, Costende, Jeper, Gent, Brugge, Suenos Aires, Sevilha e Friburgo. Em 1990 em St. Galen e Zurich. Em 1991, em Joliete…

E passaram-se dezesseis anos para que a Sinfonia voltasse aos palcos, no Recife, como parte do projeto musical “Virtuosi”, em 2007.

Em todas as apresentações foi sempre o Dom o “Recitante”, com sua voz tão característica… Após a sua partida, na primeira apresentação feita no Recife, foi o Padre Antônio Maria que assumiu, emocionado, a tarefa…

E como se desenrola a SINFONIA DOS DOIS MUNDOS: 

* No I Movimento, imagina o homem diante de Deus, reconhecendo que a Criação era a prova da “audácia e da humildade do Criador”;

* No II Movimento, é a Criação que se volta para o homem, escolhido para ser o Co-Criador, avisando “A Natureza toda te contempla”;

* No III Movimento é o Homem que luta entre a inteligência e o egoísmo, que atrapalham a vida no homem na terra;
* No IV Movimento surge a Esperança diante dos problemas enfrentados tanto nos Países pobres como nos Países ricos, que faz o Espírito de deus soprar sobre o Universo;
* No V Movimento nos lembra que a Miséria gera a Violência, sendo a causa da “Espiral da Violência, que parece não ter fim;
* No VI e último Movimento é a Esperança que renasce, na voz das crianças, sinalizando que “QUANTO MAIS NEGRA É A NOITE, MAS BELA É A AURORA QUE ELA CARREGA NO SEU SEIO”.Os textos de Dom Helder são extraordinários… Falam das relações entre o Homem e o seu Criador. Apontam uma luta de classes, claramente identificada na expressão questionadora QUEM VAI GANHAR???

Alimentam a esperança no sopro alentador do Espírito Santo, único capaz de fortalecer o Homem e faze-lo acreditar-se capaz de enfrentar e vencer a violência, identificando muito bem, no coro final, o canto dos “pessimistas” e a esperança dos “otimistas”.Se Deus permitir, os que preparam a celebração dos cem anos de nascimento de Dom Helder Camara, tudo farão para que a SINFONIA DOS DOIS MUNDOS volte a ser apresentada, com sua mensagem de força e de fé, apregoada nos valiosos ensinamentos desse profeta do século XX:

“Aurora, após a noite,
Tu verás dois mundos reunidos?
Um canto, uma sinfonia!
Dois mundos reunidos!
Um canto!
Quem vai ganhar,
homem meu irmão!?…
O Espírito sopra
no meio da noite
uma Sinfonia.”
(texto do Dom, ao findar-se a Sinfonia)

IMPRENSA REFLEXÃO – “Um editorial do Estadão que eu poderia ter escrito”. Pelo jornalista Reinaldo Azevedo

reinaldoA responsabilidade da imprensa — Os procuradores usam a imprensa para disseminar acusações que, uma vez veiculadas, ganham ares de condenação

RECIFE – Pessoas sem teto fazem de cachorros suas famílias. Reportagem do Diario de Pernambuco.

Carência decorrente do distanciamento dos parentes é suprida pelo carinho dos cães, com os quais dividem o pouco que têm numa vida marcada por ausências

Texto reportagem da jornalista Marilia Parente,  fotografia Peu Ricardo, Diario de Pernambuco.

16/03/2016. Credito: Peu Ricardo/Esp. DP - Dia - Curiosamente - Pauta: Luis Carlos mora debaixo do viatudo do tacaruna, em Olinda, e adotou cerca de 25 cachorros que moravam na rua.

Pessoas sem teto ou em situação de vulnerabilidade dividem o pouco que têm com animais de estimação, a quem chamam de família.

Há “parentes” do tipo em sua cidade. Um ou outro fareja o lixo e dá dezenas de voltas em torno de si. Atendem por nomes como Rex, Scooby e Galego e são razões de sorrisos de habitantes das ruas que encontraram, em seus cães, o companheirismo que faltou nos homens.

A carência afetiva é combatida diariamente por lambidas e olhares ternos, que só pedem em troca aquilo que seus destinatários podem oferecer: atenção.

A arca de Luiz não navega, nem se move. Na verdade, ela é justamente a plataforma pela qual trafegam milhares de veículos todos os dias. Há dez anos, o Viaduto Engenheiro Roberto Pereira de Carvalho, popularmente conhecido como “viaduto do Tacaruna”, em Olinda, é habitado pelo catador Luiz Carlos da Silva. O local é dividido com 32 cães e nove gatos recolhidos da rua. Dirige-se a todos pelo nome. “Capitão, Diogão, Negão, Sargento, Princesa, Piaba, Mel, Visconde, Rebeca… tem um monte”, brinca.

Alguns dos animais foram deixados à sua porta na madrugada. Outros, resgatados da fome ou do perigo das avenidas e mangues. “Valentina, peguei toda ensanguentada, depois de atropelada na Agamenon. O cara bateu nela e nem parou. O mais recente foi o rottweiler, que deixaram amarrado no meio da lama.

Ele passou sete dias sem comer, estava tão fraco que tive que trazer no braço”, conta. Mas Luiz não gasta as poucas palavras para reclamar da maldade alheia. Orgulha-se, no entanto, de investir R$ 180 por mês, dos R$ 400 que ganha, para comprar a ração de seus cachorros e gatos.

“Antes, tinha uma moça que ajudava com a ração, mas ela sumiu. Com o que sobra, dá pra eu comer mais ou menos. Fico com pena, não gosto de ver os animais sofrendo”, comenta.

100 ANOS DA MORTE DE DELMIRO GOUVEIA. Um dos mais importantes nordestinos da historia do Brasil. Um texto de Vandeck Santiago – Diario de Pernambuco

As inovações de Delmiro Gouveia para o Nordeste morreram com ele, na tocaia.  “E o que se vê, em 1917, naquele tenebroso 10 de outubro”, diz o historiador pernambucano Frederico Pernambucano de Mello, que cunhou a melhor definição sobre o assassinato dele, “é nada menos que a morte do futuro pelas piores energias do passado”.

Um texto de Vandeck Santiago – Diario de Pernambuco,

DELMIROHoje (10 de outubro de 2017, em matéria publicada no Diario de Pernambuco, pelo jornalista Wandeck Santiago) faz cem anos da morte de um nordestino que sonhou com um Nordeste industrializado e desenvolvido.

Na luta para concretizar o seu sonho, enfrentou oligarquias estaduais, brigou com empresa estrangeira, agrediu a golpes de bengala o político mais poderoso de Pernambuco na época (Rosa e Silva, em 1899), desafiou coronéis da região e abriu uma fábrica no Sertão alagoano que transformava camponeses e ex-flagelados da seca em operários, e os tratava como cidadãos.

Não podia acabar bem. Por volta das 21h de 10 de outubro de 1917, quando lia jornais na varanda de casa, foi morto a tiros de rifles, disparados por pistoleiros. Nunca se descobriu o mandante, ou mandantes, do crime.

Delmiro Gouveia — este era o seu nome — morreu cedo (tinha apenas 54 anos), mas deixou em torno de si uma série de imagens míticas, como a de pioneiro do desenvolvimento do Nordeste, de mártir da luta contra o imperialismo e de pobretão (órfão de pai e mãe, ex-vendedor de passagens em trem) que fizera fortuna graças ao próprio esforço.

Nasceu em 1863, em Ipu, interior do Ceará. Perdeu o pai aos 5 anos. Sua mãe migrou para Pernambuco, trabalhou como empregada doméstica e morreu pouco tempo depois. Ele tinha 15 anos.

Nenhum lugar do mundo é bom para um órfão de pai e mãe, nessa idade — muito menos o Recife da segunda metade do século 19. Mas Delmiro Gouveia contrariou o destino esperado para alguém na situação dele. A história registra um dos seus empregos — o de cobrador de trem. Mais tarde, a origem humilde seria alvo de zombaria dos seus adversários ricos.

Nas suas viagens ao interior, teve o seu faro empreendedor despertado para produtos típicos da região, peles e couros de bode, cabra, carneiro.

Tornou-se comerciante desses produtos, e conseguiu chamar a atenção de uma firma americana, com quem fez sociedade, passando a exportar os couros dos bichos para Europa e Estados Unidos, onde eram itens cobiçados.

Saía de cena o órfão pobre de Jó, e entrava “o empresário jovem, elegante e charmoso que despontava no mundo dos negócios”, segundo expressão da professora da USP Telma de Barros Correia, autora de uma das muitas obras que narram a vida de Delmiro (Pedra: plano e cotidiano operário no Sertão, lançado em 1998, pela Editora Papirus).

Em 1899, aos 36 anos, ele inaugura o Mercado do Derby — se o leitor, ao ler este nome, imaginou (com todo respeito) carnes, moscas, frutas e caldo de cana espalhado por todo o recinto, permita-me dizer que está completamente enganado.

O de Delmiro reunia um centro de comércio, hotel, velódromo e parque de diversões. Sim, nele se comercializava alimentos, mas também itens sofisticados, tecidos, calçados, louças, jornais, livros. Sua concepção o aproximava “do conceito do shopping center atual”, e quem diz isso não é um pernambucano bairrista, e sim a professora da USP, Telma Correia.

Há também outro testemunho insuspeito de bairrismo — o da escritora americana Marie Robinson Wright, que o descreveu no livro The New Brazil (1890): “(…) Um dos melhores hotéis da América do Sul, o Hotel do [Mercado] do Derby é um dos maiores estabelecimentos do seu tipo, no Brasil, e está equipado para os amplos negócios que diariamente são nele realizados”.

Nos conflitos entre Delmiro e governantes locais, o Mercado acabou pagando o pato: foi incendiado pela polícia, em 1890.

Três anos depois, Delmiro mudou-se para Alagoas. Comprou uma fazenda no Sertão alagoano, no povoado de Pedra (atual município de Delmiro Gouveia, a 300 km de Maceió).

Lá  idealiza a construção de uma fábrica de linhas de costura — não havia nenhuma no Brasil. Para isso precisava antes de energia elétrica. Em 1913 ele implanta uma usina hidrelétrica próxima à Cachoeira de Paulo Afonso (BA) — e daí sai a energia para a fábrica em Pedra.

No auge do funcionamento, a fábrica tinha 2.000 funcionários, submetidos a jornada de 8 horas de trabalho e com creches para os filhos.

O empreendimento tinha outra experiência inovadora: uma vila operária, formada de casas de alvenaria. A comunidade vivia sob rígidos códigos de higiene (as ruas e as casas tinham de estar sempre limpas; era proibido cuspir na rua) e conduta (quem “mexesse” com as mulheres operárias, era “punido” com o casamento obrigatório).

Cuidava-se também do lazer dos trabalhadores: havia sessões de cinema, bailes, pista de patinação, campo de futebol e parque de diversões.

As inovações de Delmiro Gouveia para o Nordeste morreram com ele, na tocaia.  “E o que se vê, em 1917, naquele tenebroso 10 de outubro”, diz o historiador pernambucano Frederico Pernambucano de Mello, que cunhou a melhor definição sobre o assassinato dele, “é nada menos que a morte do futuro pelas piores energias do passado”.