Oportunidade

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A Prefeitura do Recife deve realizar concurso público e preencher 35 cargos vagos na Orquestra Sinfônica da cidade. 

A seleção deve ocorrer no início do próximo ano, provavelmente em fevereiro, cogita o maestro Marlos Nobre, atual regente titular e diretor artístico do conjunto.

A admissão pretende corrigir um déficit de anos na formação do grupo, hoje com substitutos improvisados e falta de melhores condições de trabalho. “A questão do concurso é prioritária. Conversei com o prefeito Geraldo Julio longamente sobre o assunto e tanto ele quanto a secretária (de Cultura) Leda Alves estão empenhados nisso”, garante.

O maestro avalia a abertura do edital como uma necessidade não só da orquestra, mas da própria cena musical do Recife. “Muita gente se forma aqui, mas acaba indo embora para outras cidades e estados por conta dos baixos salários e da falta de condições básicas”, diagnostica.

Marlos diz ter notícias de instrumentistas locais trabalhando fora que não escondem o desejo de voltar a Pernambuco para fazer o concurso e atuar no estado. “Aqui eles têm família, amigos. Muitos vão para fora e sentem falta desse acolhimento”.

A orquestra funciona, hoje, com 75 profissionais fixos – e, desde setembro, conta com o trabalho adicional de 15 músicos emprestados do Centro de Criatividade Musical de Pernambuco e do Conservatório Pernambucano de Música (eles têm idade entre 16 e 25 anos).

De acordo com o regente, a seção das cordas é a mais deficiente, principalmente os primeiros violinos. A percussão, além da falta de músicos, sofre com a carência de instrumentos. “Já estão sendo feitas licitações para comprar tímpanos, vibrafone, xilofone, campanas”, adianta Marlos.