Para quem gosta de recordar com a professora DILSA MARIA FARIAS LOPES

A METAMORFOSE DE UMA CIDADE

 

    dilsa foto 1 Gravatá abrigava serenamente sua pequena população. O verde, o silêncio, a brisa refrescante de um clima excepcional brindava seus moradores com uma qualidade de vida bastante saudável. Vista do alto, mas parecia um pequeno tapete florido sobre os contrafortes do Planalto da Borborema.

O frio era constante o ano todo, mas sem ofuscar os lindos dias ensolarados que a natureza presenteava seus habitantes.

A cidade passou um bom tempo se desenvolvendo lentamente, tal qual uma criança engatinhando na criatividade de seu povo. Vivia sua história guardada num porta-joia como um tesouro de imensas raridades a serem exploradas um dia…

          E Gravatá dormia em berço esplêndido. Todavia, a população tinha muitos motivos para ser feliz. Correr para ver o trem passar, ter a mais famosa festa de Reis do agreste pernambucano, brincar os quatro dias de carnaval nos famosos blocos Mocidade Alegre, O Pato em Folia e nas noites “calientes” do C.D.G. Sem esquecer os eventos religiosos que aglomeravam  multidões… Andar pelo calçamento, pois quase não havia veículos, as serestas nas noites de lua, o São João com as fogueiras, adivinhações e quadrilhas improvisadas e a famosa feira para alegrar o final de semana. Dividir seu dia a dia, suas alegrias e tristezas com a vizinhança…Era assim Gravatá. Para os dias de hoje, talvez um pouco solitária e melancólica, porém proporcionando a seus habitantes uma imensa alegria de viver!

Mas chegou um dia em que essa serenidade, esse marasmo mudou de tom e Gravatá chamou a atenção de muita gente. A pérola saiu da ostra! E assim galopou com rapidez nos caminhos do desenvolvimento. Fizeram uma nova cidade. As mudanças surgiram numa rapidez incrível, muitas vezes passando por cima de coisas que foram feitas com carinho, com arte e criatividade pelos nossos antepassados.

É comum o antigo cair no esquecimento. E o desenvolvimento torna o passado cada vez mais distante…

Uma coisa é importante, preservando as poucas coisas que restam do passado, seja na manutenção dos prédios centenários, seja nas histórias contadas pelos últimos remanescentes de gerações passadas, sempre haverá algo para ser lembrado, revivido e nunca esquecido!

 

Dilsa Maria Farias Lopes (dilsamaria@gmail.com)

 

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